Dmae apresenta estudo sobre florações de algas no Guaíba

O comportamento do lago, a floração das algas e o impacto na água captada são alguns dos pontos verificados através do monitoramento que o Dmae realiza há mais de 20 anos no Guaíba. Alguns resultados deste monitoramento podem ser conferidos no documento que o Dmae publicou nesta segunda-feira, 23.

O documento destaca que, com o propósito de acompanhar a qualidade da água do lago, os técnicos do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) calculam o Índice de Qualidade da Água (IQA) em 26 pontos do Guaíba. Por meio deste acompanhamento foi possível verificar, por exemplo, que a floração das algas ocorre no manancial desde 1998.

Com relação à água distribuída pelo Dmae, o documento aponta para o Controle de Qualidade da Água em Porto Alegre que contempla a coleta em 288 pontos ao longo da rede de distribuição do município. Estes dados são enviados mensalmente à Secretaria Municipal da Saúde que, por meio do seu poder de fiscalização, realiza também ações de vigilância da qualidade da água, coletando e analisando amostras nos sistemas de distribuição, conferindo assim, a qualidade da água a ser consumida pela população.

Clique aqui para ler o documento na íntegra (pdf).

Prefeitura



Categorias:Lago Guaíba, Meio Ambiente

Tags:, , ,

7 respostas

  1. É quase surreal que em pleno século XXI, numa das maiores economias do planeta, tantos bairros de Porto Alegre (sem falar da região metropolitana) registram doenças pela falta de saneamento básico (que pelo nome já se percebe, é BÁSICO).

    Espero que os devaneios da tal Revitalização do Arroio Dilúvio enfrentem o problema como um problema de saneamento e não estético. Afora a bacia do Dilúvio, se eu fosse chutar a percentagem de esgoto coletado na bacia do Salso, chutaria algo como 1%.

    Curtir

    • Walter

      Dai a Cesar o que é de Cesar,…..
      Vamos colocar os pingos nos is. O DMAE em Porto Alegre (não tenho procuração para defendê-los e não trabalho para o DMAE há mais de quinze anos!), nunca teve por prioridades desperdiçar seus recursos em obras cosméticas. A prioridade do DMAE sempre foi atender áreas deficientes de reais necessidades de saneamento básico. Pelo menos era assim e pelo que conheço dos quadros TÉCNICOS deste órgão, deve continuar assim.

      Curtir

  2. Com o PISA vai passar a tratar 70% do esgoto coletado, o problema é que tem muito esgoto que não é coletado (hoje é menos que 27% do esgoto coletado).

    Curtir

    • Olavo

      Há uma pequena confusão da tua parte, mais de 80% do esgoto de Porto Alegre é coletado, agora tratado é somente 27%, com o Pisa será tratado grande parte deste esgoto.

      Curtir

  3. Leiam o documento na íntegra, ele está bem escrito e posso dizer que os especialistas na área (que não sou eu) do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, dão exatamente o mesmo diagnóstico.

    Outro detalhe que não deve passar despercebido, olhem na página 5 e 6, a origem de tudo isto vem dos rios Gravataí e Sinos.

    Como o DMAE foi elegante, e eu não sou, vou colocar algumas coisas que eles não colocaram, primeiro o pouco caso das prefeituras dos Bacias do Sinos e Gravataí em não resolverem os seus problemas, por exemplo há do lado da Free Way, uma enorme estação de tratamento de esgoto que pode tratar grande parte da poluição do Gravataí, como as redes de esgoto ligadas a esta estação são uma pequena parcela do que já deveria ter sido ligado, o esgoto se acumula no Rio Gravataí, que junto com o Sinos, quando a vazão está baixa, sofrem influência do seiche gerado na Lagoa dos Patos, represando estes rios e tornando os rios verdadeiras estações de tratamento de esgoto.

    Quando o PISA tiver funcionando, se não for feito nada quanto ao Gravataí e Sinos, só teremos água de boa qualidade na altura do bairro de Ipanema, pois o esgoto vem de cima.

    Curtir

    • Um biólogo amigo meu, em meio a uma conversa me confessou que partcipou de um estudo ano passado que previa que em 5 anos, se nada for feito, o rio dos sinos ira chegar ao ponto mais crítico que um rio pode alcançar por poluição. E NADA ESTÁ SENDO FEITO.

      Curtir

      • Mateus

        O Rio dos Sinos há mais de vinte anos está nesta situação, ele já foi estudado há mmmmmuuuuuiiiiitttttooooo tempo, e os problemas e sugestões estão aí, todos conhecem, entretanto há problemas sérios de capacidade técnica de algumas concessionárias que administram algumas cidades da Bacia, técnico e político, a medida que quem dá a última palavra são pessoas que não entendem nada do assunto.
        Vai continuar assim até a próxima crise e está virá após o PISA de POA ser implantado e estiver funcionando corretamente, quando ocorrer isto e a cidade deixar de lançar o esgoto “in natura” no canal central do Rio Guaíba, ficará evidente da onde vem a outra parte da poluição.

        Curtir

%d blogueiros gostam disto: