Orla: Projeto vai passar por avaliações

A Prefeitura de Porto Alegre recebeu, nesta semana, o projeto de paisagismo e arquitetura da revitalização da Orla do Guaíba produzido pelo escritório Jaime Lerner. Antes da licitação para a contratação da obra, o projeto passará por avaliações de diversas secretarias municipais, como a do Meio Ambiente, a da Indústria e Comércio, a de Obras, Planejamento, Cultura e Esporte. Apesar de ainda não ter valor definido, todos os custos do projeto serão cobertos pela prefeitura.

Ao todo, a revitalização da Orla do Guaíba compreende uma extensão de 5,9 quilômetros, mas a primeira etapa do projeto abrange 1,5 quilômetro, com início na Usina do Gasômetro e seguindo no sentido da zona Sul.

O prefeito José Fortunati afirmou que depois da análise de viabilidade pelas secretarias, a licitação deve ser lançada até o fim de julho, com o início das obras no segundo semestre.

O urbanista Jaime Lerner afirmou que o objetivo do projeto, denominado “Parque Urbano da Orla do Guaíba”, era valorizar a relação da população com a orla, em especial com o pôr do sol, considerado o cartão-postal da cidade. Para Lerner, não foi um trabalho fácil, pois trata-se de uma região emblemática que reúne diferentes públicos. Ele explicou que a parte mais complicada foi a área do píer, onde ficarão os barcos de passeio e uma bilheteria. Outro cuidado especial, segundo Lerner, foi destinado à praça Júlio de Castilhos, muito utilizada pelos moradores da região central. “Não poderíamos fazer nenhuma mudança drástica, então tivemos alguns cuidados, de maneira a melhorar o aproveitamento do local”, explicou.

Correio do Povo – Domingo – 29/04/2012



Categorias:ORLA, Projeto de Revitalização da Orla

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17 respostas

  1. ^^ Ele vai “enrolar” ate as eleicoes…… e depois sabemos no que vai dar!
    Espero estar errado. Mas conheco muito bem a forca dos CONTRA_TUDO na cidade.

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  2. “O prefeito José Fortunati afirmou que depois da análise de viabilidade pelas secretarias, a licitação deve ser lançada até o fim de julho, com o início das obras no segundo semestre”

    Aham, Claudia. Vou esperar sentado!

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  3. O título do post “Orla: Projeto vai passar por avaliações”, me deu um frio na espinha….

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  4. E a segurança?

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    • quando liberarem a construção de prédios residenciais proximo a orla, ai sim teremos segurança.
      😀

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      • Poucos conseguem entender. A orla está abandonada justamente porque poucas pessoas circulam por lá, já que ninguém mora perto da orla!

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        • Caro João,
          No modelo urbanístico atual, o que vemos é que novos prédios, por mais moradores que tenham, muitas vezes não repercutem em mais pessoas nas ruas. No Jardim Europa e no Chácara das Pedras, por exemplo, com prédios de altíssimo padrão, e um número considerável de moradores, não se vê uma viva alma na rua, à exceção de guardas em suas guaritas e um ou outro funcionário de algum condomínio indo pegar o ônibus.
          Quanto mais o modelo arquitetônico/urbanístico atual facilita e estimula o uso do automóvel (oferecendo duas, três vagas de garagem por apartamento), mais as pessoas acabam usando ele, mesmo que o entorno seja bonito e agradável. É a lei do menor esforço, a que todos estamos sujeitos. E depois que a pessoa entra no carro, o envolvimento com a região acaba sendo menor, invariavelmente. A pessoa acaba não conhecendo a sua calçada, o cheiro que a rua tem e não conhece seus vizinhos. Deixar as crianças brincar na rua então, nem pensar! Com isso, perde-se toda a vitalidade do espaço público, e os novos prédios oferecem uma beleza sublime, mas um deserto humano.
          Sou da opinião de que temos que começar a inverter essa lógica, estimulando as pessoas a voltar a ocupar o espaço público, em contato mais direto. E isso não vai se fazer construindo prédios com cercas elétricas e portões de garagem com bretes e identificação eletrônica de digitais. Mas o estímulo à implantação de prédios de uso misto e o estabelecimento de limites na disponibilidade de garagens, fazendo com que as pessoas a caminhassem mais sem se dar conta poderiam ajudar nisso.

          (Tem um curta-metragem chamado “Praça Walt Disney”, filmado em Recife e que ilustra muito bem isso que eu estou falando. Aqui vai o trailer: http://www.youtube.com/watch?v=D7OBCRlp7XU.)

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    • Fizeram um estardalhaço quando instalaram as câmeras e não adiantou nada… Segurança é policial nas ruas, fora isso é desculpa, na minha humilde opinião.

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      • As pessoas não circulam porque não se sentem seguras, o lugar é muito mau frequentado (drogas, promiscuidade, mendigos, etc) principalmente dia de semana! Sem contar o mau cheiro, mosquitos, ratos e o descuido com as arvores… Resolvam isso durante o mandato, que eu até aceito a revitalização eleitoreira! eu caminho muito pela rua e sei o que estou falando, não to sonhando com… como chama mesmo essas fotos de perspectivas??? Aliás fotos iguais as de imóveis à venda!! Parece muito lindo tudo!! Picaretagem!!!

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  5. Não vejo a hora que saia.
    Sobre o esquema de fazer um tunel para a praça, que eu saiba isso seria uma obra feita junto com o Cais, não?

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  6. Qual a diferença entre Jaime Lerner e os projetos dos arquitetos espanhois?
    Estou por fora.

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  7. E aquela ideia de enterrar a João Goulart próxima ao Gasômetro, conectando a praça Júlio de Castilhos ao Gasômetro, será que teve algum progresso?

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    • Nem vai ter, fazer subsolo nessa parte do centro quase nivelado com o Guaíba, por mais que bonitinho, é de grande gasto.
      Não só pela obra, mas por ter que manter bombas tirando a água interruptamente, já que o nível do lençol se encontra alto.

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      • A situação ali não seria quase idêntica à do estacionamento do Iberê? Ali tem bombeamento de água?

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        • Bom questionamento, mas se não me engano, a área do Iberê há um bom desnível junto ao Guaíba. Me corrijam se estou enganado.
          Se tiver no nível, pode ter certeza que ou garantiram a estanqueidade, ou tão as bombas a todo vapor.

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        • sambando pra quem tá negativando os comentários. vão cursar engenharia primeiro, depois conversamos.

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        • O estacionamento subterrâneo da Redenção também, antigamente aquilo era um grande banhado.

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