Academia Rio-Grandense de Letras de olho na Rocco

Edifício, inaugurado há 100 anos, é desejado para abrigar entidade Foto: Gilberto Simon - Porto Imagem

A Academia Rio-Grandense de Letras, integrada por 40 escritores gaúchos, entre eles Jane Tutikian, Walter Galvani, Alcy Cheuiche, Luiz Coronel e Luiz Antonio de Assis Brasil, intensifica sua campanha por uma sede condizente com seu papel social. Hoje, às 10h, o presidente da instituição, Sérgio de Borja, e alguns confrades comparecem a uma conversa com o presidente da Câmara, Mauro Zacher, para pleitear a ocupação do histórico prédio da Confeitaria Rocco, localizado na esquina da Riachuelo com a Dr. Flores.

O prédio, inaugurado em 20 de setembro de 1912 e declarado como de utilidade pública, está em processo de desapropriação. Pertence aos herdeiros de Nicola Rocco, um positivista, amigo de Borges de Medeiros, que estampou seus ideais nos detalhes da fachada da construção. Após sua morte, pães e doces foram feitos por 36 anos no local, que depois abrigou outros comércios e segue inativo há mais de cinco.

Borja elabora planos para que a Academia deixe a espartana sede na Andradas, formada por uma sala de reunião, um banheiro e uma antessala. “Desde 1953, somos definidos como instituição de utilidade pública, com o dever de defender o idioma, a poesia e a prosa. Vivemos como ciganos, mendigando espaços. Passamos um tempo no Solar dos Câmara, depois no Memorial do RS, e pleiteamos um lugar no Ministério Público para a cerimônia de posse”, conta. Os escritores pretendem formar uma sociedade de amigos da Academia, nos moldes da entidade ligada ao Theatro São Pedro. “Vamos buscar parcerias entre o público, privado e o social.” Borja projeta a criação de espaços dinâmicos para lançamentos de livros, conferências e, inclusive, uma confeitaria.

Correio do Povo



Categorias:Centro Histórico, Patrimônio Histórico

Tags:,

7 respostas

  1. BOM DIA!

    Sérgio Borja! Amigo…

    Estou enriquecido, com esta iniciativa desenvolvida.
    Neste sentido a sociedade CIDADÃ tambem.

    Coloco-me a disposição para superar estes obstáculos, pois são somente dentro do direto, administrativo e econômico
    Como arquiteto, coloco a GESTÃO de CONHECIMENTO para tal fim, como ferramente para atingir o objetivo a alcançar.
    O caminho não é por UTILIDADE PÚBLICA.

    Abraços fraternais ao amigo!

    Arq. Urb, Pais Jamil Campos Vergara
    51 99911104
    a702.2mil@gmail.com

    Curtir

  2. Poderiam fazer uma livraria estilo El Ateneo de Buenos Aires! Se eu tivesse dinheiro não pensaria duas vezes…

    Curtir

  3. Que maravilha. Espero que se concretize.

    Curtir

  4. Creio que seria melhor aproveitada como um centro cultural onde possa ser realmente de acesso livre para o povo, ou mesmo com algum tipo de comercio, cimemas, etc. doar para a Academia de letras é retirar do povo este belo predio alem de que dificilmente terão verbas para a devida conservação deste predio que em breve vai ficar em pessimo estado

    Curtir

    • Tambem concordo que seria bem mais bem aprevitada como um mega café, com direito a doces e salgados de todos os tipos, musica ao vivo, etc, ou seja uma atração para o centro de Porto Alegre para quem vem visitar a cidade alem de um memorial a Rocco antiga

      Curtir

    • Com certeza seria melhor um centro cultural, uma livraria com café.
      Essa academia de letras tem pouca expressão e é meio elitizada. A não ser que eles criassem no seu interior uma grande cafeteria aberta ao público. Já seria algo interessante.

      Curtir

    • Deixar este espaço para uma elite de 40 pessoas fazer suas reuniões seria um desperdicio, voto tambem por um Café, livraria, centro cultural, museu, ou seja, qualquer coisa que o povo possa utilizar, espero que a prefeitura não faça uma mancada dessas, tambem concordo que se esse povo nao conseguiu uma sede ate hoje, no futuro tambem nao vai conseguir nunca verba para conservar o predio, em seguida vai virar mais um predio decadente e sem interesse do centro

      Curtir

%d blogueiros gostam disto: