ARTIGO: Ciclovias, o futuro das cidades

Vivenciamos hoje no Brasil um grande colapso no sistema viário, as cidades brasileiras cada vez mais param nos horários de pico, enfrentando grandes congestionamentos. Qual a real causa da paralisação das cidades frente às ruas?

Entre as diversas causas podemos destacar algumas:

O aumento abrupto e de certa forma excessivo de carros nas ruas, o Brasil como potência econômica da atualidade, elevou seu padrão de consumo de forma exorbitante nos últimos anos, além disso, o preço dos carros baixou e as alternativas de crédito estão agora facilitando a compra destes equipamentos. Este é um grande problema para as cidades que não estão preparadas para receber esta grande quantidade de veículos novos a cada ano.

As cidades brasileiras investem muito pouco em novas ruas, ou na ampliação das já existentes. Na realidade, esta solução de alargamento de ruas ou até mesmo a construção de novas vias não passa de uma solução paliativa, que em poucos anos se tornarão cheias demais para o constante crescimento da frota brasileira.

O governo brasileiro tem de investir em mobilidade urbana, tem que investir em transporte público, tem que fazer com que o transporte público seja um meio muito mais seguro, acessível, e, principalmente, confortável. Se as pessoas tiverem condições dignas de se locomoverem por meio do transporte público, com certeza haverá uma diminuição do número de carros nas ruas, desafogando o trânsito das cidades.

Outra solução, a mais importante diga-se de passagem, é investir em um transporte limpo, mais limpo até do que o transporte público, devemos investir em Ciclovias. Isso mesmo, o brasileiro cada vez mais se torna um ser relaxado e acomodado, estamos nos tornando cada vez mais americanizados, fazendo cada vez menos esportes, a população está se tornando sedentária.

O uso das bicicletas acabaria de vez com dois grandes problemas da população brasileira: o sedentarismo, fazendo com que as pessoas façam exercicios físicos diários através da sua locomoção e também acabaria com os problemas de trânsito.

Porquê não usarmos bicicletas então?

População de Pequim se locomovendo por meio de bicicletas

Infelizmente, hoje em dia, é extremamente inseguro andarmos de bicicleta pelas ruas de nossas cidades, não há uma faixa exclusiva para ciclistas. A falta de bom senso e de educação de motoristas também contribui para que essa prática se torne uma alternativa ruim.

É necessário uma iniciativa do governo de fornecer essa segurança, a retirada de uma das faixas de circulação de automóveis e a colocação uma faixa exclusiva para ciclistas seria de extrema valia, por exemplo, uma iniciativa que demonstra a importância dada a bicicleta e valorização deste meio de transporte limpo e saudável.

Muitos países utilizam-se da bicicleta como principal meio de transporte, podemos ver na China, onde estima-se que haja 500 milhões de ciclistas ativos, sendo 4 milhões somente na cidade de Pequim.

No Japão estima-se que 17% da mobilidade é feita por meio da bicicleta. O Japão apresenta 80 milhões de bicicletas. Esta é uma tendência mundial, podemos ver, em países europes e asiáticos esta iniciativa. É uma solução para o trânsito, em alguns casos, a bicicleta pode se tornar competitiva em comparação ao carro, diminuindo-se a velocidade da via, por exemplo.

Até mesmo Nova York está executando um plano de ciclovias, onde serão retiradas vias de carros e serão colocadas ciclovias, separadas e protegidas dos automóveis. Esta iniciativa pretende estimular uma maior utilização da bicicleta como meio de transporte, a diminuição da velocidade dos automóveis em algumas vias também fará com que a bicicleta se torne um meio mais competitivo de locomoção.

Plano de Nova York Retirada de uma faixa de carros para colocação de uma ciclofaixa – Imagem: Editora Pini – Revista AU – Fevereiro de 2012

Imagem da aplicação da ciclovia em Nova York – Imagem: Editora Pini – Revista AU – Fevereiro de 2012

É possível a aplicação de ciclovias em uma cidade como Porto Alegre?

Sim, Porto Alegre tem um potencial, conforme estudos da prefeitura, para a colocação de 495 km de ciclovias na cidade, o que possibilitaria um deslocamento de total abrangência da cidade de Porto Alegre. O primeiro passo desta batalha foi dado, a colocação da ciclovia na Av. Ipiranga é de extrema importância para começarmos a aderir e a aplica estes novos conceitos na cidade. A mobilidade é um grande problema nas cidades brasileiras e há uma solução muito mais limpa, sustentável e de custo muito baixo, as Ciclovias.

Para maiores estudos recomendo alguns sites e vídeos que foram utilizados de base neste artigo, ou que podem ser importantes para a formação da ideia e da reflexão sobre o assunto:

Estudo da Zero Hora sobre ciclovias:

http://www.clicrbs.com.br/zerohora/swf/especial_ciclovias/index.html

Vídeo sobre a aplicação de ciclovias nos Estados Unidos (vídeo em Inglês)

Artigo escrito por Matheus Simon

Matheus cursa Arquitetura e Urbanismo na PUC-RS. Pretende seguir carreira na construção civil, com foco em sustentabilidade. Participa de um grupo de pesquisa em Habitação de Interesse Social e Sustentabilidade da FAUPUCRS (SUSTENFAU), do qual é pesquisador. Como apaixonado por Porto Alegre, acredita que a cidade precisa de muitas mudanças, e que essas mudanças passem pela Arquitetura, pelo Urbanismo e (por que não?) pela Sustentabilidade. Também acredita que a sustentabilidade precisa estar em todos os níveis e em todas as classes sociais.



Categorias:Artigos, Bicicleta, ciclovias

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50 respostas

  1. Eu também adorei esse post, parabéns! Mas quero sugerir que citem também o exemplo de Bogotá, capital da Colômbia. Ainda existe o mito de que infraestrutura cicloviária é coisa de país de primeiro mundo. Pois bem, não é o que mostra essa capital de terceiríssimo mundo. Há anos atrás, seu trânsito era caótico e congestionado, adivinhem porquê… a experiência de diminuir estacionamentos e faixas de carro para fazer ciclovias e corredores de transporte público foi muito bem sucedida.

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  2. Só quero dizer que estou AMANDO esses comentários, mesmo os que vão contra. Acho a discussão muito válida… Que bom que estamos dedicando nosso tempo e pensamento a assuntos como esse. 😉

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  3. Pessoal nunca vai entender que a maior parte do povo não vai ir de bike pro trabalho com 40 graus no verão de Poa, ou 10 graus com chuva no inverno, tambem não vão querer ir no onibus lotado cheio de gente fedorenta (vou todo dia pra aula de bus, as vezes entra uma mulher com uma criança de colo, a criança faz coco e infecta todo o bus.. isso tambem quando não rola alguem peidando dentro do bus, ou aqueles que não sabem o que é banho)….

    Taxi é caro, lotação nem sempre tem a linha que precisa, se eu for de lotação pra Puc, provavelmente terei de pegar umas duas ou três, sai mais barato ir de carro… e se o povo tem e gosta de pagar ipva, gasolina e bla bla bla, acha que vale a pena pelo conforto, deixem o povo.
    😀

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    • Guilherme, respeito a tua opinião. Mas tu estás sendo extremamente individualista e egoísta. Este problema não é na verdade para cada um de nós resolvermos conforme achamos melhor. Isso é um problema da cidade, é um problema coletivo. Então, tem que ser pensado coletivamente e a nível de planejamento futuro pra melhor organização da cidade. Não é tão simples assim como tu falas.

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    • “deixem o povo”? Ninguém está obrigando ninguém… ciclistas só querem liberdade para pedalar com segurança e o resultado é redução dos engarrafamentos para todo mundo.

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      • Concordo, ninguém está obrigando as pessoas a usarem bike. É só uma forma de dar segurança para quem já usa ou quer usar, mas tem medo. Os que não querem largar o carro, não vão fazer isso e nem precisam. Aliás, garanto que eles serão os primeiros a agradecer por o trânsito ficar mais tranquilo. Eu mesma quero MUITO andar de bike, mas não ando por medo. Só que ando de ônibus na boa… Sou gaúcha e moro em SP há dois anos, os ônibus aqui são muito piores, os de POA dão de dez. E mesmo assim não acho ruim, juro! Quem quiser usar o carro, por mim, tudo bem… mas, por favor, me deixem usar outros meios com segurança. Eu exijo ter opção.

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    • Um dia eu ainda vou escrever sobre essa paranoia climática em relação à bicicleta.

      Quando eu não pedalava, eu andava de ônibus ou a pé. Agora que ando de bicicleta me dou muito melhor com o calor, pois tenho sempre um bom vento refrescando o corpo e não chego fedendo em lugar nenhum. Para ir pro trabalho, nada que levar uma camisa limpa dentro da mochila não resolva.

      No inverno também é ótimo pedalar, porque com o exercício físico o corpo esquenta e tu sente menos frio do que os outros, acaba usando menos agasalho. Choveu? Muita gente não se importa. Quem se importa utiliza as outras opções de modais. Simples.

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      • ainda mais que qndo chove todos se molham, pq ou ta chovendo muuuito ou é garoa, então pra pedalar a chuva só atrapalha 1 ou 2 dias por mês, e de fato, pedalar todos dias faz o cara suar menos e se acostumar com o calor refrescado pelo sempre presente vento a balançar as melenas!

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      • No inverno é bem melhor de se pedalar. Tem roupa pra proteger do frio.

        E em POA, até mesmo no verão, de manhã cedo e de tardinha não é tão quente.

        Já fui uns 2 mes atras do centro até a EPTC ao meio dia pedalando, e tenho certeza que suei menos que se fosse de onibus/a pe. Até mesmo que levei uma toalha de rosto.

        E chuva, conto nos dedos o dia que choveu aqui em POA que peguei chuva.

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    • E a esse tipo de povo chamam de: mesquinho!

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    • Concordo plenamente contigo. A única questão é porque a sociedade em geral dá prioridade pros carros. Pq nao deixa 2 faixas pra carro, 1 pra onibus e outra pra ciclista. Se quiser ficar trancado no carro, tem gente que ama. Até ar condicionado tem, mp3 player, é seguro.
      Claro, vai chegar um momento que vai querer ir pro transporte publico que vai achar melhor.

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    • Sim, porque em Copenhaguen no inverno não faz menos de 10º e nem chove, por isso que andam tando de bibicleta por lá.

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      • E nem neva!
        Obs: Povo gaúcho fica reclamando de sol e garoinha pra conseguir pedalar e depois querem se achar machos. Haha

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      • Em Copenhagen no inverno fica netagativa a temperatura. Hoje a mínima é de 7º. Então não tem problema de andar de bike no frio, e ainda nevando.

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  4. A diferença é que ter um carro em NYC é um baita desperdício, quase ninguém tem.
    O metrô e o ônibus funcionam muito bem, o que torna o trânsito nas avenidas bem menor.

    No entanto, do outro lado do Lincoln ou do Holland Tunnel, a história é diferente. O trânsito de NJ é muito ruim, especialmente as 5/6pm. Lá são poucas as ciclovias.

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  5. Em Amsterdam, a base do transporte é a bicicleta. Mas nem sempre foi assim, a cidade já foi dominada por carros. Em Copenhagen, muitas pessoas foram contra a diminuição de vias para carros e aumento de vias para bike… Diziam que isso não era para eles, porque iam cansar, porque não tinha espaço suficiente, porque eles nem gostavam disso. Resultado: mordem a lingua e hoje adoram ter alternativas de transporte. Se sempre procurarmos alguma desculpa, nada vai mudar, o trânsito só vai continuar piorando. Há pessoas que nunca vão trocar o carro, e há quem queira, mas não o faz por falta de segurança (eu sou uma, aliás, mas ando de transporte público). Se ao menos dermos alternativas, o trânsito vai melhorar para quem quer andar de carro também. Pode parecer que não tem espaço, mas é só arranjar. É hora de pensar em soluções e não em desculpas.

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    • Comentario de uma amiga que ta na europa sobre Amsterdam..
      Eu tava discutindo sobre o assunto agora mesmo com ela pelo face…

      “eu acho legal ter o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte, mas tem que ser feito de forma organizada. Aqui na Alemanha funciona bem, mas em Amsterdam a coisa virou um caos! Ciclistas dominam tudo e não respeitam nada, é bem perigoso caminhar lá, toda hora passa algum tirando fininho de ti, isso quando ainda não te chingam”

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      • Interessante, porque quem já foi lá não me falou nada disso. Sempre ouvi dizer que lá funciona, pois todos podem levar multa. Já aqui no Brasil, não se pode multar pela carteira de identidade.

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    • Trânsito tem alguma coisa que faz todo mundo ficar mal educado. Se não fiscalizar, no momento em que houverem muitos ciclistas nas ruas eles serão mal educados também, mini-motoqueiros talvez. Mas enfim, é apenas outro lado de uma coisa que já existe.

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      • A situação é bem diferente. A população não é má. Acho dificil um cara de bike jogar a bicicleta intencionalmente em cima de alguem que esteja passando na faixa de seguranca (ou até mesmo atravessando a rua). Esse mesmo cara dentro do carro, vai jogar o veiculo em cima dos pedestres.

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  6. Uma curiosidade que tenho dentro desta discussão é por que fixação por bicicletas? Estive na Austrália recentemente e vi muito pouco destas em Sidney. O que usam bastante lá são aqueles patinetes, que são muito pequenos e dobráveis, achei fantástico pois eles vão até a parada de ônibus com eles, dobram e sobem no ônibus, sem necessidade de adaptação nos veículos. Claro que não é prático para distâncias maiores por que não rende muito.

    Uma dúvida que eu tava pensando estes dias também: se eu comprar um segway posso usar a ciclovia? Não que eu vá comprar um, mas acho que é uma dúvida válida 😀

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    • Felipe,

      Tem tb agora as bicicletas dobráveis. So desmontar, colocar na sacola, e entrar no onibus. Óbvio que no Brasil com onibus lotado é complicado, mas fica na frente, pq as empresas são obrigadas a transportar.

      Acho que pode usar segway na ciclovia, pois é não motorizado. Claro, que tiver na ciclofaixa da Icaraí com velocidade baixa vai ser problema pros outros ciclistas, mas isso é o problema da ciclofaixa mal feita.

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      • São tão pequenas? Pesquisei a respeito e não me pareceram tanto assim. A questão de espaço não é importante apenas durante o passeio de ônibus, mas no local de trabalho e em casa também.

        Segway é motorizado sim, motor elétrico operado por alguns giroscópios e outros badulaques..

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        • Segway deve ser eletrico. Mesmo se fosse a gasolina acho que pode pois é o municipio que regulamenta. A questão toda é a velocidade. E acho que não é muito pratico na cidade. Ter que ir pro talude da Ipiranga pra andar um pouco e depois atravessar a pista pra chegar no destino não sei se foi feito pra isso.

          As bicicletas dobráveis está como febre no exterior. Aqui no Brasil o pessoal ja ta comprando. Eu semana que vem compro a minha. É diferente andar. Se anda mais reto, com o peso maior no banco. É perfeito pro uso urbano. Mais seguro. Entra em qualquer lugar desmontada.

          Tenta parar alguem na rua que usa e dar uma volta. Tem que se acostumar. Mas o pessoal que usa disse que depois é dificil usar as normais.

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        • Sabes onde tem para vender por aqui?

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        • A com melho r custo e beneficio é da Caloi (que vem com a mochila pra guardar e tb bagageiro), mas a mais tradicional é a Dahon. tem tb a Soul. Da uma pesquisada, principalmente o modelo que é bom pra ti. A Caloi pra mim que tenho 1,87m e 90kg já nao serve.

          O prec o acho que tudo é meio padrão. A Centauro do Bourbon Country geralmente é mais barata as coisas para ciclismo lá.

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    • O ponto central é a diversificação dos meios de transporte. Me parece que nesse momento o mais prático, viável, saudável é a bicicleta. Talvez em um futuro próximo o segway, patinetes ou skate elétricos serão alternativas muito boas.

      Acredito que essas pressões por diversificação só tendem a forçar o preço do transporte público para baixo, assim como o preço dos combustíveis e automóveis.

      Se as pessoas dependem de um único meio, podem colocar o preço que for que as pessoas pagarão, não há outra opção. Veja o caso dos ônibus em PoA que aumentam em média o dobro da inflação.

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      • Meu ponto na real é esse, não acho que a bicicleta seja mais viável que um patinete (por exemplo), mas enfim, um acaba viabilizando os demais por inércia heheh

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        • Em Florianópolis na ciclovia da Beira Mar Norte, se compartilha bem a ciclovia entre as bicicletas, patins, skate e skate motorizado. Acho que colocar patinete ou segway é o de menos.

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  7. Ciclovia não reduz as pistas de rolagem, vou contar o que reduz as pistas de rolagem…

    Prestem atenção em avenidas como a Protásio… Há 3 pistas, uma é usada para estacionamentos, uma é usada por carros, táxis e lotações que param seguido. No final há somente uma pista de rolagem propriamente dita.

    Quando estou dirigindo evito ao máximo a pista da direita, porque nessa pista sempre tem paradas seguidas. Ninguém respeita a placa de proibido parar e não há fiscalização!

    Junto a colégios, próximo a PUC ou na rodoviária a situação é ainda pior! A pista da direita é para estacionar e sair do carro rapidinho, a pista dupla é para parar com o pisca alerta ligado e a pista tripla é para embarque e desembarque.

    Não adianta colocar a culpa nas pessoas, porque afinal se depende do carro para tudo e levando um amigo ou colega para PUC só se está ajudando a diminuir o trânsito, não é?

    O problema é que não há outra opção de transporte!

    Andar a pé tem o perigo dos assaltos, afinal 2/3 das ocorrências em PoA não é nem investigada.

    O ônibus também é perigoso (se vestir bem, carregar malas ou notebook no ônibus é pedir para ser assaltado), além disso é lotado e lento e caro! extremamente caro! Com 3 reais se faz uns 15km, considera-se só 7km para pagar os custos de manter o carro, se você quer se deslocar 7km em PoA vá de carro porque é mais barato que ônibus.

    Cerca de 30% do preço da passagem de ônibus é causado pela lentidão no trânsito, lentidão essa que é causada pelo excesso de carros.

    Com base nesses nisso tudo eu me pergunto… de onde saiu a ideia que ciclovia piora o trânsito?

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  8. E olha a largura dessa rua em NY an foto – são 7 faixas: 3 para rolamento de carros, 1 exclusiva para ônibus, 2 para estacionamento e mais 1 para a ciclovia, sem contar as calçadas largas.

    Assim é fácil.

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    • Julião,

      Tira os estacionamentos e as 3 faixas + faixa do onibus fica igual a maior parte da ipiranga. Agora pega a ipiranga , deixa 2 faixas para carros (que ta bom pq se sabe que so 50% usam carros) outra pro onibus (pq os outros 50% usam onibus) e mais uma ciclofaixa na esquerda onde deve ser. Beleza. Vai diminuir o numero de carros, o pessoal vai ir pra PUC pedalando e nao de carro.

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      • Eu fico incrédulo que a Ipiranga não tem alguma opção de transporte de massa decente cada vez que pego uma tranqueira lá.

        Nem digo necessariamente corredor de ônibus, mas poderia ser isso, ou vlt, ou aeromóvel, qualquer coisa…

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      • Desculpa, mas você realmente acha que apenas 50% usará o automóvel?
        Na teoria é fácil, mas tenta mudar a mente de 90% da cidade de que cada membro da família deveria ter seu carro. Acho bem improvável.

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      • O número de pessoas que utilizam o carro é bem menor que os que usam o transporte público. Parece que a maioria utiliza o carro porque é o veículo que mais consome espaço. Em um engarrafamento, observe que a maioria dos carros está com apenas uma pessoa enquanto os ônibus estão lotados. É uma falta de vergonha na cara não ter faixa exclusiva pra ônibus na Ipiranga.

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  9. Matheus
    Só há um pequeno problema que não citaste nos teus dois exemplos, tanto NY como Pequim são cidades planas! Por exemplo, eu moro numa região alta em que a cada ida ou vinda da minha casa teria que subir (sem contar as subidas intermediárias) mais de 50m, com alguns aninhos no lombo acho que estás me condenando a ter uma ataque cardiaco!

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    • Rogerio,

      Tb moro num morro, e te digo que com bicicleta se acostuma. Ta cansado ? sobe empurrando. E perde menos tempo pedalando na subida que indo a pé. E na descida é bom…

      Se ficar sedentario aí que tem muita chance de um dia sofre ataque cardíaco. Inclusive a bicicleta os médicos recomendam para quem tem problema de coração (alias acho que qualquer esporte). A vantagem da bicicleta que se consegue controlar o ritmo cardíaco bem mais facilmente (só tem que diminuir o ritmo de pedalada e nas subidas ir mais devagar – e melhorando a bicicleta tb).

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      • Só uma pequena dica. Um sistema BRT precisa duas pistas de 7,00m de largura, ou seja 14,00m, já um VLT precisa duas pistas de 3,00m de largura, total 6,00m. Sobra 8,00m que poderia ser aproveitada para ciclovias!

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    • Há pouquíssimos problemas que possuem solução geral e completa. Sempre vai haver alguém, alguma situação que a bicicleta não vai ser bom.

      Na semana passada um amigo teve uma lesão no cotovelo e não conseguia dirigir. Ele teve que depender de mim e mais um colega para levar o carro dele para casa, depois me levar até onde o meu carro estava. De ônibus seria mais fácil.

      Depender só de ônibus não dá! E se houver uma emergência?

      Ninguém está brigando ninguém a usar um meio de transporte específico. Você quer menos trânsito? Permita que as pessoas que querem usar a bicicleta, usem a bicicleta. Permita que as pessoas que querem usar o transporte público, usem o transporte público. Já está provado que obrigar todos a usar carros não funciona. Em São Paulo a velocidade média no horário de pico é 7km/h, caminhando é em torno de 6km/h, me parece um preço muito alto para ficar sentado, respirando fumaça e pagando IPVA para ganhar 1km em uma hora.

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      • Melhor post sobre o assunto que já li qui no fórum.

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      • Que nada, a diferença do preço tu paga em conforto..
        😀

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        • Nem todas as pessoas pensam assim, e isso é ótimo, pois quem está interessado em pedalar desafoga o trânsito.

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        • A com melhor custo e beneficio é da Caloi (que vem com a mochila pra guardar e tb bagageiro), mas a mais tradicional é a Dahon. tem tb a Soul. Da uma pesquisada, principalmente o modelo que é bom pra ti. A Caloi pra mim que tenho 1,87m e 90kg já nao serve.

          O preco acho que tudo é meio padrão. A Centauro do Bourbon Country geralmente é mais barata as coisas para ciclismo lá.

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  10. Matheus, também acho que ciclovias seriam uma ótima solução, mas discordo quanto aos motivos do aumento de uso do carro e da viabilidade da implementação em Porto Alegre. Escrevi um artigo a respeito aqui: http://renderingfreedom.blogspot.com.br/2011/03/bicicletas-e-planejamento-em-porto.html

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    • Anthony,

      Li teu post e achei muito bom. Mas tenho algumas opniões a respeito (em junho vai fazer 1 ano que venho quase todos os dias de bicicleta para o trabalho, e tb pedalo em lazer – média mais de 1.000 km por mes):

      – Bicicleta não é para todo mundo. Te digo se melhorar a seguranca, no mínimo 10% vao vir trabalhando de bike. Se melhorar um pouco mais (onde deixar a bike por exemplo) mais 10%. Acho que 20% é um número ótimo. Comparado a quem usa carro no horario do pico, é quase o mesmo número de pessoas.

      – Pessoas com mais idade não irão usar bicicleta (claro que existem excessões, como por exemplo um senhor de 77 anos que fez 130km domingo passado). E tb muitas pessoas com problema de joelho e coluna que bicicleta não pode usar.

      – Porto Alegre tem uma ótima geografia para bicicleta. É quase toda plana. Tem alguns morros, mas se sobe pedalando. A perimetral na Carlos Gomes não é muita subida. Tudo que sobe, desce. Entao se esforca subindo, mas no sentido oposto desce na moleza. Claro, que subir no meio do transito la é complicado, por isso que vou pelo corredor (mas essa não é pra todos, se tiver mais gente certamente terão que ir pela faixa – que é complicado na perimetral).

      – O Plano Cicloviário é a solução. Mas tem que ter todo implantado. E ja se sabe que nenhuma cidade do mundo conseguiu fazer ciclovia ou ciclofaixa em todas as ruas, nunca vc vai sair de casa e sempre pegar ciclovia.

      – Velocidade de carro e bicicleta não combina. Então sempre nas rotas do Plano Cicloviario tem que ter alguma coisa separando o ciclista (ou ciclovia ou ciclofaixa). Nas ruas que não tiver, o limite de velocidade tem que ser baixo (por exemplo 40km/h).

      – POA é ótimo no tempo. Por exemplo, faz meses que venho todos os dias pedalando. Acho que so uns 2 dias peguei chuva. Muita chuva se espera, pouca a bike com paralama já ta bom. Pegar chuva é melhor que pegar onibus lotado com os vidros fechados.

      – Se sabe que na cidade tem que ter integração onibus + bicicleta (ou metro + bicicleta). Sem isso o transporte coletivo fica inviável. Ate de bicicleta por exemplo levo 40min de teresopolis ate no BIG da Sertorio. Se fosse de bus, esquece, levaria 1h no T4 e mais outros 20min do outro onibus (mais o tempo gasto esperando) o que inviabiliza totalmente.

      – A população em geral desconhece as leis, e tb não tem muito respeito a vida do próximo. Essa mesma pessoa dentro do carro a situação só piora. É ignorancia total não diminuir a velocidade e deixar 1,5m de distancia. Pq se me acidentar, por exemplo, o infeliz terá que pagar o resto da vida meu INSS e tb a minha previdencia complementar. Isso é liquido e certo. Claro que se sabe que o cara vai pagar em torno de 30% do salario, e se pegar um pe rapado motorista vai ser complicado. Mas acho que isso é questão de educação. Tenho certeza que se o pessoal se tocar do risco, vao achar melhor trocar de faixa ao ultrapassar um ciclista.

      – Qualquer local é complicado o transito, principalmente no centro. A diferenca que aqui teoricamente a velocidade é mais baixa. Entao a questão é a velocidade. Pq faixa o pessoal não respeita (e tb complicado a EPTC colocar uma faixa em pista com 3 faixas).

      – Complicado o pessoal achar que morar na Zona Sul e atravessar de carro a cidade, que isso é bom. E que só se aumentar as ruas e construir meia duzia de viaduto vai resolver a questão. Não tem cidade do mundo que isso funciona. E aqui o pessoal usa bem mais carro. Só carro. Pena do pobre que nao tem carro pra usar o transporte coletivo. Por isso que se puder pagar 500 de prestacao, todos compram carro.

      – Se sabe tb que os primeiros que vao trocar para bicicleta serão os que andam de onibus. Te digo que depois que pega o gosto, é dificil voltar pro onibus. Onibus com ar condicionado, vazio, mesmo assim a bicicleta é bem melhor. Os motorista de carros aí já é outra questão. O pessoal só vai trocar quando ficar inviabilizado o uso pelo tempo perdido. E acho que troca pro transporte publico.

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