Artigo: Nós somos o trânsito, por Vanderlei Cappellari

A inauguração do trecho da primeira etapa da ciclovia da Avenida Ipiranga, entre a Erico Verissimo e a Azenha, nesta segunda-feira, representa outro ganho importante de qualidade na circulação de Porto Alegre. São os primeiros 416 metros de um total de 9,4 quilômetros, que, somados aos espaços a serem destinados aos ciclistas na ciclofaixa da Icaraí, a partir de 10 de maio, e ciclovia da Restinga, em atividade neste primeiro semestre, ao lado da ciclovia da Diário de Notícias, representam investimentos concretos na paisagem da cidade.

Em relação às bicicletas, não queremos que a atual gestão municipal seja marcada apenas como aquela que mais investe na construção de espaços para a circulação deste modal de deslocamento na Capital. Mais importante do que isto está no esforço e envolvimento de toda a sociedade, em buscar, e tornar realidade, uma mudança de cultura, na convivência mais saudável entre todos os atores inseridos nos mais diversos modais da circulação, em que a bicicleta ocupa papel de destaque como veículo de sustentabilidade social, urbanística e ambiental.

Muitos circulam de carro, bicicleta, ônibus, moto, skate etc. Só que, antes de tudo, somos todos pedestres. O maior sempre tem obrigação de cuidar do menor, no caso, dos mais expostos à acidentalidade. É importante ressaltar que este ou aquele segmento não deve ser carimbado como adversário ou inimigo. Nós somos o trânsito. Dentro desta realidade, o objetivo é a consagração de uma harmonia nas relações, responsabilidade compartilhada pelos diversos segmentos da nossa sociedade.

Por trás dos conflitos, dos números da acidentalidade, estão pessoas, pais, mães, filhos, amigos. Quase todo dia, por maior que seja o esforço de todos nós para um trânsito mais seguro, alguém sai de casa, se despede, e nunca mais retorna. É uma tristeza infinita, sem preço, ou explicação. Dentro deste cenário, é significativo lembrar, sempre, que o espaço público é de todos. Mas uma mudança de cultura depende de um mutirão construído por ações individuais. Cada um tem um papel fundamental a desempenhar nesta permanente missão de preservação da vida, nosso maior presente.

Vanderlei Cappellari

Diretor-presidente da EPTC

Do site da Prefeitura



Categorias:Artigos, Meios de Transporte / Trânsito

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9 respostas

  1. “[…]não queremos que a atual gestão municipal seja marcada apenas como aquela que mais investe na construção de espaços para a circulação deste modal de deslocamento na Capital”

    HAHAHAHAHA, não se preocupe Capelari, não serão.

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  2. A EPTC não esta muito preocupada com o pedestre, ciclistas, os veiculos passam sinal fechado a todo instante e não tem fiscalização. Um exemplo, na sinaleira da sertório passando o bourbon em direção ao centro, os fiscais ficam na curva da dona margarida dentro da viatura, fiscalizando o que? Por que não colocam redutor de velocidade nesse trecho? É barulho de travada todo dia. E isso acontece em outros pontos da cidade. Já enviei reclamação a EPTC, mas eles não estão muito preocupados com isso.

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  3. ou ande de bici magrão! nunca vi ninguém ser assaltado de bici. Primeiro pq a arrancada dela é agil, mais que carros, motos e o resto… e segundo pq para alguém assaltar um ciclista, no minimo, tem que estar de bicicleta!!
    Ando de bici a qlqr hora do dia é no quesito segurança referente a roubos é insuperável…entretanto andam roubando muitas bicis ‘estacionadas’ e matando muitos ciclistas no trânsito

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  4. Primordial nesta cidade de Porto Alegre é proibir o estacionamento em ruas de grande movimento. Só posso falar daquelas onde costumo passar e vejo o caos que é. A primeira delas é a rua Barão do Amazonas, não é possivel que permitam estacionamento nesta via.Na entrada da Barão esq. com a Protásio Alves tem um curso noturno no Colégio Santa Inês que tumultua o trânsito enquanto do lado direito tem carros estacionados. A Barão é uma importante rua pois liga Petrópolis a Glória e em toda sua extensão tem estacionamento. Das 18:30 as 19:30 um pouco mais fica tudo parado, ali passam três linhas de ônibus T2A, T9 e Jardim Ipe.
    Outra rua que eu não consigo entender porque ainda tem estacionamento é a Eça de Queiroz onde entra o ônibus Jardim Ipe vindo da Protásio Alves, e pasmem, neste trecho na esq. da Protásio o estacionamento é dois dois lados e a rua tem duas mãos,
    inacreditável.
    Na Av. Protásio Alves deveria ser proibido estacionar em toda a sua extensão. A Av. Ipiranga também não deveria ser permitido estacionar, bem como a Av. João Pessoa, Av Azenha, Av Getulio Vargas e muitas outras que os meus com panheiro de blog podem nomear.
    Há alguns anos desisti de dirigir por ter um carro roubado. Poucas vezes estacionei na rua, somente quando não havia estacionamento por perto, sempre estacionei meu carro em estacionamentos e garagens, por isso digo, quem tem carro tem que pagar para estacionar, não quer´pagar, ande de taxi ou de ônibus.

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  5. Prezado Sr. Cappellari!
    Gostariamos, nós moradores da Av. Francisco Trein esquina Assis Brasil de uma atençaõ melhor, pois desde a inauguração do Bourbon Wallig, atravessar esta rua é um verdaeiro inferno, durante o dia tudo bem, ali ficam 3 ou 4 agentes de EPTC (por sinal muito educados) mas, depois é um inferno tentar atravessar.
    Sem contar que a Parada de Onibus foi deslocada pra mais ou menos 60 mts de onde estava e não tem benhuma sinalização para os pedrestes que tem que voltar quase na Assis e ainda enfrentar a entrada de carros. Ah! sem contar que o abrigo para o pobre ser humano aguardar o onibus foi retirado (para embelezamento da obra maravilhosa) e teem que aguardar na chuva.
    Outro suicidio é atravessar na Assis Brasil enfrente o Cristo Redentor, tem sinalização só para pedestres que veiculos não conseguem enchergar.
    Aguardamos uma providencia.

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  6. Realmente, tem varias vias em Poa que não poderiam ter estacionamentos nos dois lados.

    É fróid ter que parar para o outro carro passar, tem gente que é ruim doz oio, acha que vai passar e acaba arranhando o carro que ta vindo na outra mão e o carro estacionamento por falta de espaço.
    sahuashuashuashuas
    Isso em ruas de duas mãos, com estacionamento nos dois lados, e espaço para apenas três carros… haha

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  7. Acho que foi Sófocles que disse que “O plágio é a forma mais sincera de elogio”

    O Sr. Vanderlei Cappellari plagiou, no título do texto, uma frase que é o mote da Massa Crítica. Tem até um documentário com esse nome.

    Que feio…

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  8. OK Sr. Vanderlei, o trânsito depende do comportamento de todos nós; mas todos nós dependemos do comportamento de vocês, da EPTC. Quais as ações EFETIVAS para a melhoria da fluidez das vias? O que persiste é a total inação, frente aos progressivos e constantes congestionamentos que afligem a todos nós(…).

    Volto ao exemplo das vias antes secundárias*, e hoje fundamentais para a circulação enquanto rotas (nem tanto) alternativas: continuam com estacionamentos permitidos em ambos os lados, onde poderiam estar em uso DUAS PISTAS apenas uma se configura…e estacionamentos perenes, sem ao menos serem área azul; os sujeitos chegam pela manhã e seu carro só sai à noite, atravancando a circulação com o seu beneplácito, Sr. presidente da EPTC.

    Reitero que uma ação simples, como permitir o estacionamento EM APENAS UM DOS LADOS DA VIA (direito, não é?), imediatamente teria repercussão positiva no desafogamento do fluxo viário.

    Mexam-se senhores, pois a minha parte eu faço, tentando sobreviver neste CAOS pretensamente “administrado”.

    * Pedro Ivo, Câncio Gomes, Silva Jardim, Mariland e tantas outras…

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  9. No discurso é sempre tão bonito… Mas na prática….

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