Cisne Branco troca de local mas fica no Cais Mauá

Melo lembrou que Capitania aplicará normas internacionais de segurança. Foto: Leonardo Contursi

Com a remoção do barco Cisne Branco do seu atual ponto junto ao portão central do Cais Mauá para o ancoradouro junto ao catamarã que faz a travessa Porto Alegre-Guaíba, está se encontrando uma solução, embora temporária, para resolver a operação desta embarcação de turismo durante as obras de revitalização do cais. Foi o que declarou à Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (Cece), da Câmara Municipal de Porto Alegre, Adriane Hilbig, proprietária do barco, durante reunião da Comissão na manhã desta terça-feira (8/5).

Os trabalhos da comissão, coordenados pelo vereador Professor Garcia (PMDB), presidente da Cece, contaram com a participação de proprietários de barcos que operam linhas e turismo pelo Guaíba, interessados em discutir não só a revitalização do cais, bem como de toda a orla, uma extensão de quase 40 quilômetros que pode ser utilizado para a exploração do turismo da Capital.

Cisne Branco

O principal foco das discussões foi o destino que deve ser dado ao barco Cisne Branco que realiza passeios turísticos pelo Guaíba. Em princípio a embarcação seria removida definitivamente de dentro do cais do porto, onde opera há mais de 20 anos, para outro local, o que segundo os participantes da reunião, descaracterizaria sua operacionalidade, por já ter se tornado um marco para Porto Alegre a sua presença no Cais Mauá e por ter garantido a circulação de de pessoas no Porto neste anos todos.

Depois de uma reunião no Ministério Público na semana passada com a Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) se chegou a uma solução viável, embora não definitiva. “Queremos saber da empresa vencedora do consórcio de revitalização do Cais se depois das obras concluídas o Cisne Branco retorna ao seu ponto de partida” questionou Jorge Pique do movimento Quero Cais com cerca de 400 integrantes que estudam e acompanham os debates sobre a política de ocupação da orla.

Adriane Hilbig disse estar satisfeita com o acordo Foto: Leonardo Contursi

Ampliação

Para Vilian Valoso de Oliveira, da Associação de Turismo Náutico do Rio Grande do Sul, o objetivo é aumentar o turismo em Porto Alegre com a possibilidade de novas embarcações explorando o transporte de passageiros, defendendo a permanência do Cisne Branco dentro do Cais.

Para o representante da SPH, Antonio Paulo Carpes Antunes, é possível criar novos pontos de atracagem em toda a orla, referindo-se inclusive, a Usina do Gasômetro, onde testes de batimetria foram realizados e localizados algumas áreas propícias para a colocação de piers.

Segurança

O capitão César Luis Melo da Capitania dos Portos, revelou que a partir deste ano deve se iniciar a aplicação do Código Internacional de Segurança e Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code), normas adotadas depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Isso deve limitar a entrada e saída de navios do cais, mas não garantiu se estas normas poderão afetar a circulação de barcos pelo estuário.

A vereadora Sofia Cavedon (PT), lembrou que já existe na Legislação do Município normas de ocupação do Cais votadas pela Câmara. O vereador Haroldo de Souza (PMDB) entende que este é o momento de se deixar as questões políticas de lado e se unir pela realização da obra, não apenas do Cais, mas de toda a orla do Guaíba. “Dentro de dois anos, Porto Alegre vai sediar jogos da Copa do Mundo e é preciso que haja infraestrutura necessária para receber os visitantes.”

No encerramento, o presidente da Cece disse que a Comissão deverá voltar ao asunto e fazer uma nova rodada de debates, mas com a presença dos responsáveis pelo consórcio. Professor Garcia disse que eles foram convidados, mas por meio de correspondência justificaram ausência alegando compromissos assumidos antes de receberem o convite. Também participaram da reunião os vereacores Tarciso Flecha Negra (PSD) e DJ Cassiá (PTB).

Flávio Damiani (reg. prof. 6180)

Câmara Municipal



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2 respostas

  1. Para conhecimento… o código ISPS estabelece uma série de regras práticas que tem por objetivo tornar navios e instalações portuárias mais seguras. Alguns exemplos, que são: (a) sistemas de monitoramento e vigilância; (b) cadastramento de usuários e veículos; (c) controle de entrada e saída desses usuários e veículos e (d) delimitação física de perímetro. Portanto, não possui relação nem regra que que faça referência à “limitar a entrada e saída de navios do cais” e tão pouco à “afetar a circulação de barcos pelo estuário”.

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  2. Eu não sei porque aqui em Porto Alegre as pessoa tem que gerar discussão. Porque não resolveram um novo local para o Cisne Branco sem causar polêmica. Parece que fazem à propósito estas coisas. Por que não transferiram para perto do catamarã como fizeram agora. tinham que causar tumulto. Que s.a.c.o

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