Morro Santa Teresa é tema de reunião no Paço

Na manhã desta quinta-feira, 10, o prefeito José Fortunati recebeu o deputado estadual Raul Pont e a vereadora Sofia Cavedon. Também participaram do encontro, que tratou das questões da área do Morro Santa Teresa em que estão alojadas cinco vilas populares, o secretario municipal do Planejamento, Ricardo Gothe, a procuradora do município, Simone Somensi e o arquiteto Breno Ribeiro.

A preocupação sobre as vilas alojadas no terreno que tem trechos do Estado, do município e privado, motivou o encontro para viabilizar que seja decretada a Área de Interesse Social (AIS). “Temos que formar um Grupo de Trabalho, composto pela prefeitura o governo do Estado e os moradores para que possamos viabilizar os estudos necessários ao decreto de AIS”, afirmou Fortunati.

Nesta sexta-feira, 11, às 14h, acontecerá uma Audiência Pública, na Assembleia Legislativa, para tratar da Regularização Fundiária e Urbanística do Morro Santa Teresa.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Morro Santa Teresa, Morros da Cidade

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57 respostas

  1. excelente materia e lindas fotos…

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  2. Até quando vamos ter invasões em pontos, nobres e turísticos? Porto alegre vai deixar a vila Gaúcha como vista para o beira-rio, reformado? Esta vila é virada só em tráfico, assaltos ao mirante e lixo. Que porcaria é essa de que ¨O morro é nosso ¨. E quem não gostar que leve para o pátio da sua casa. O tempo está passando e até agora não pintou o politíco com coragem para resolver isto. É muito bla,bla,bla e nada acontece.

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  3. As coisas só morrem quando esquecemos delas, ao Gilberto cabe: reavivar sempre este assunto ou criar um novo à respeito e nós não esqueceremos. Eu tenho certeza que nunca esquecerei como não esqueci o mirante do Morro Santa Tereza dos seus tempos de glória. Os governantes permitem as invasões principalmente em época de eleições. A vila cruzeiro se formou por obra de um candidato à vereador que depois de eleito morreu num acidente com um caminhão da Lacesa. Um dos meus irmãos (agora já falecido) fazia parte de uma grupo que queria tirá-los dali para novas casas, mas eles não quiseram e era uma época difícil para se conseguir remoções.

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    • Mas reavivar com um novo post? Para escrevermos as mesmas coisas e depois acabar indo para a próxima página novamente? Isso trará os mesmos resultados práticos (nulos), só que depois que regularizarem (o que estão na iminência de fazê-lo), será como discutir o sexo dos anjos, pois Inês já estará morta (e enterrada).

      Nesse caso só há uma solução: O Gilberto e a equipe do Blog se reunirem com jornalistas influentes e com políticos que ajudem. Vejo um certo comodismo por parte do blog. é mais fácil reproduzir notícias ou criar alguns posts do que aproveitar as credenciais do Blog para tentar transpôr isso para a concretude. De que adiante o Blog ter um bom relacionamento com políticos, como o Adeli e o Valter, se isso nada resulta de concreto. SE eu for lá falar (como já fiz diversas vezes via e-mail), serei um zé mané ninguém, mas o blog é diferente, tem milhões de acessos, o tratamento certamente seria outro, teria poder persuasório de cobrança, mas sinto falta de posturas mais concretas do blog. O blog jamais apresenta respostas das autoridades sobre os mais diversos temas aqui debatidos.

      Por isso, com todo o respeito o blog, ao Gilberto e à sua equipe, não vejo mais o blog como um instrumentalizador de mudanças na cidade e, sim, como um blog de cunho meramente informativo.

      Esta seria uma importante causa para mostrar que eu estou errado, pois até agora infelizmente eu estou certo.

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  4. Mais previsível impossível…

    O post receberá mais meia dúzia de comentários no máximo e logo terá sido empurrado da página principal para a seguinte pelos novos posts que surgirão sobre os temas os quais a capital parece querer só se envolver, como inaugurações de trechos pífios de ciclovia, mudanças de horários dos bares da Cidade Baixa, reuniões oficiais para supostamente “debater” construtivamente [not] o “futuro” da cidade e outras amenidades extremamente recorrentes, tamanha é a quantidade de vezes que surgem e ressurgem na mídia impressa, especialmente em ZH.

    Mas essa história acaba com um final feliz (para os invasores).

    E o morro? Não terá passado de um simples devaneio, perdido em meio aos arquivos de tantos outros posts de temas menos expressivos aos quais os gestores e a grande mídia literalmente desperdiçaram o seus preciosos tempos gastando.

    Tenho muita raiva de mim mesmo por ainda preservar o meu poder de indignação e ainda perder tempo escrevendo para denunciar coisas erradas gritantes que ocorrem na cidade, tamanha é a inutilidade que isso acaba resultando, devido à falta de concretude que isso acaba gerando. Uma andorinha só definitivamente não faz verão. Não forma apenas uma ou duas as vezes em que tentei alertar a atenção da mídia e das autoridades sobre o tema, mas um zé mané sozinho não tem voz nem vez.

    Terá sido como lotear as areias de Copacabana, o gramado do Central Park ou a orla da Baía de Sydney, um tremendo absurdo imensurável. Aquela área, de tremenda magnitude impactante, relegada ao sediamento eleitoreiro de vilarejos populares.

    Uma coisa que aprendi disso tudo é que na capital do atraso, onde se gosta de andar para trás em vez de se olhar para a frente, não adianta fazer posts (salvo apenas à título informativo), pois eles invariavelmente acabarão na página seguinte e assim por diante, e os nossos comentários ficarão ali arquivados e esquecidos, apenas para efeito de curiosidade para a posteridade. Efeito prático 100% zero. Nem mesmo os políticos que freqüentam o blog se preocupam com as mazelas gestacionais que afligem a nossa capital. Sinto que a minha indignação acaba não surtindo nenhum efeito maior do que um simples “curti” do Facebook, com efeito prático zero, e segue o baile da vida. E não foi por falta de tentar alguma ação da imprensa ou das autoridades. Eles simplesmente ignoram o cidadão comum e, no máximo, dão respostas evazivas as quais nem eles mesmos acreditam. Se em ano de eleição fazem isso, imaginem depois.

    A única coisa que peço aos leitores e à equipe do Blog é que olhem mais uma vez aquela foto, cliquem nela e a observem com atenção em seu formato original. E depois se despeçam. A regularização daquela ocupação é o último balde de água fria que eu esperava para perder o poder de ao menos poder sonhar.

    A suposta capital mais politizada do país dá um show de alienação, comodismo e conformismo. Nunca tivemos políticos, jornalistas e cidadãos tão infames como hoje o temos e o somos. As coisas vão para o ralo e ninguém se importa.

    Não vejo mais sentido em debater algo que acabará arquivado perdido em meio à tantas outras coisas. Me rendo à sociedade e passo a me dedicar ao ócio da futilidade. Assim sofro menos, poupo os dedos, o tempo e a massa cerebral. Chega de dar murro em ponta de faca. Sem mais.

    Um cidadão rendido, entristecido e sem esperanças. O último que apague a luz.

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  5. Essa questão do morro Santa Teresa já poderia estar resolvida (bem como o problema da FASE), se em Porto Alegre não existisse uma minoria barulhenta formada pela gente mais retrógrada do mundo que tem ojeriza a iniciativa privada. Pela proposta do governo Yeda haveria regularização/tranferência da vila, parque público, urbanização, etc, além de financiar a modernização e descentralização da fase, e, em troca, o investidor privado poderia utilizar parte do terreno.

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    • Foi só espalhar que a RBS, através da Maiojama, estava interessada em comprar o terreno, que os RETRÓGRADOS todos se uniram para repelir a proposta.

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  6. O problema não é a REGULARIZAÇÃO…

    … é CONTINUAR DEIXANDO A OCUPAÇÃO!

    Pelo visto a maioria esmagadora aqui não sabe, mas TODAS as cidades da América Latina – incluindo Medellin mais Caracas, RJ, Lima, Bogotá, Cartajena – que estão trabalhando na regularização desses espaços NÃO “despejam” os favelados pra outro canto: eles ORGANIZAM onde eles ocuparam. Dão condições de habitabilidade pra chamada cidade informal.

    A título de curiosidade: 70% da população de Caracas habita o espaço urbano informalmente (favelas). Vejam bem, 70%… como é que vão e pra onde vão remover isso tudo pra outro local minha gente? Pra baixo da terra? Mesma coisa que o RJ: não tem a mínima possibilidade! Meia dúzia de famílias tudo bem ou o caso da Vila Dique que é pra ampliação do Aeroporto… mas fora isso, inviável

    E sinceramente… se ocuparam um pedaço do morro ou qualquer outro ponto, incompetência da prefeitura que além de deixar glebas sem tratamento segue não fiscalizando porcaria nenhuma! Quem tá lá não ocupou porque tem a melhor vista de POA pessoas!!!!! Ocupam porque é o lugar que sobrou e que viram que, quando 1 família ocupou e não deu nada, seguiram o baile.

    Assim como o Lerner está sendo beeeeeeeeeem oportunista querendo abocanhar esse peixão aliado ao foco do Tutikian de só querer tirar proveito ($$$) desses espaços novos. Isso aos meus olhos tem o lado bom e o lado ruim. Mas voltando…

    Vejam bem, NÃO sou a favor de darem tudo de mão beijada e tudo mais que costuma acontecer, até porque isso pra mim é o principal problema! Sou a favor de condições decentes pras pessoas viverem, PORÉM elas deveriam ajudar na construção desse espaço já que vão ganhá-lo.

    Eu era xiita como a grande maioria aqui “ah despeja tudo porque eu pago e etc e tal”, mas a faculdade e, principalmente, os 2 últimos congressos de Habitação Social que eu fui (CHIS e o IFHP) me fizeram perceber essa situação com outro olhar. E vale a pena, numa boa.

    Primeiro uma IMENSA referência de REURBANIZAÇÃO de favelas – um pouco ridicularizada pelo Paulo Roberto pelo jeito que se refere ao complexo do Alemão: Jorge Mario Jauregui, um argentino guiado pelo conceito “favela bairro” que trabalha pro PAC nas favelas do RJ. Seguem os links:

    Rocinha: http://www.jauregui.arq.br/rocinha.htm
    Manguinhos: http://www.jauregui.arq.br/broken_city.html
    Morro do Alemão: http://www.jauregui.arq.br/favelas_alemao.html e http://www.jauregui.arq.br/teleferico.html

    Esse cara é f.a.n.t.á.s.t.i.c.o! Eu vi as apresentações desses projetos nos 2 congressos. Se der, vejo a 3a, 4a, 5a… não cansa e cada vez tu percebe uma coisa nova. Olha todo o estudo/análise que o cara faz antes de sair “projetando” casinha de pomba por aí! DUVIDO alguém aqui me dizer que as casinhas carimbo da Vila dos Papeleiros são melhores que isso! Estapafúrdio.

    Infelizmente grande parte dessas pessoas não consegue sair da informalidade por causa da falta de oportunidades e não por vagabundagem – como o eduardo já comentou por aqui – gerada principalmente pelo descaso do poder público e pela segregação da “elite” como a que se lê a rodo tipo “joga eles pra longe” ou “com eles perto não há possibilidade de revitalizar espaço” ou “eu pago imposto eles que se ferrem”. Mais ainda, elas não têm habilidade cognitiva para saber reconhecer/tratar os espaços que são disponibilizados por nunca terem tido uma base sobre ter um patrimônio já que o nosso ensino público é uma b.o.s.t.a e a ignorância vêm atravessando suas gerações.

    Ou eles por acaso não têm direito de usufruir qualquer espaço da cidade? Se acham que não, tem que colocar todo mundo numa espécie de cadeia pra isolar eles das áreas públicas… aliás, por acaso passa na cabeça de vocês que eles não irão usar a orla depois de urbanizada? Façam-me o favor.

    Resumindo as ideias gerais da minha quase tese:

    1. Atirar as pessoas para os subúrbios não resolve;
    2. Casinhas carimbo não resolvem;
    3. Dar a estrutura de presente não resolve;
    4. A população ajudar na segregação também não resolve.

    Acho que deu… cansei. E cansei vocês 🙂

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    • Caracas, Rio, Sampa e outras mais são outros parâmetros, lá as favelas hoje tomaram um gigantismo inimaginável anos atrás. Só a favela da Rocinha, por exemplo, tem mais de DUZENTOS MIL HABITANTES, sendo equivalente à DUAS CIDADES DE ESTEIO inteiras. Eles não removem lá porque é muita gente MESMO, mas já removeram no passado, como a antiga favela chácara do céu, que ocupava a parte da face hoje bem verde e famosa em cartões-postais do Morro Dois Irmãos, no Leblon. Ali no Santa Teresa não é tanta gente assim, seria a mesma coisa que remover as vilas que tomavam conta do entorno do aeroporto, como a Vila Dique. A Prefeitura pode tranquilamente remover eles para o extremo sul, sim, basta ter vontade e visão. Se tem gente que mora na restinga e vai para o Centro trabalhar, porque eles ali do morro não poderiam arredar o pé dali por um bem maior, que é o interesse público. Para a cidade e para a sociedade aquele lugar tem interesse determinante e preponderante sobre quem quer apenas residir, pois a residência pode ser constituída em qualquer terreno, mas o que aquela área pode proporcionar para a cidade e a sociedade é algo ímpar, não se encontrando em outro lugar da cidade. Basta olhar essa foto que ilustra o post que a resposta está ali.

      E é ilusão acreditar que a regularização se limitaria aos que atualmente moram ali, pois é sabido que não haveria barreira física que barrasse novas ocupações, pois basta ver como eles quebram as grades e invadem os espaços públicos embaixo de pontes e viadutos para residir, não há grade ou muro que impeça. Reivindicarão os mesmos direitos dos demais legalizados. E outra, mesmo os que atualmente residem ali já impedem a utilização do morro pelos turistas e pelo resto da sociedade, pois há muito bandido no meio da gente decente que ali decide e a titulação de posse não acabaré com isso. A polícia e o governo nunca acabaram com isso, que só piora, e não mudará após a regularização.

      É claro que eles não escolheram morar ali por causa da vista, mas ela é o motivo pelo qual se faz necessário que se vão ganhar terreno da PMPA, que seja em outro lugar, pois aquela área é algo ímpar, merecendo destinação especial. Se bem empregada para o destino correto a que naturalmente e geograficamente deveria se destinar, aquela área traria infinitas divisas financeiras para a capital, dinheiro esse que poderia ser empregado inclusive em requalificação profissional e de moradia para esse pessoal.

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    • Bianca, concordo com a visão do problema social em si, mas não é disso que estamos falando. Se o local foi invadido por que ali tinha espaço e nada mais, por que eles não podem arredar o pé do morro? Ali devia ser um ponto turístico, e os bairros santa tereza e cristal tem outras áreas onde poderiam ser feitas moradias.

      Não adianta negar, olhes a historia do mirante do morro, e ele foi abandonado devido a problemas de segurança depois das invasões. A última vez que fui lá tinha uma poça de sangue no chão…

      Em relação a qualidade das habitações, sei pouco a respeito, mas vendo de fora, o único que acho bonitinho é aquele na esquina da João Pessoa com Azenha, e não tem puxadinhos devido ao tipo de prédio! Por que não se repete o modelo?

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  7. Pessoal, e vamos deixar isso ficar por isso mesmo? Não iremos reagir?

    Este Blog, que possui contato direto com o Adeli e o Valter, bem que poderia pegar eles na palavra em prol da não regularização da esculhambação. E este Blog bem que poderia também mostrar as suas credenciais de principal Blog da capital com mais de 1 milhão de acessos e pedir audiência para se reunir com algum jornalista influente de ZH ou do CP para, então, juntos irem cobrar alguma atitude do Fortunati.

    Depois que legalizarem, será um processo sem volta (e sem fim).

    A PMPA precisa realocar dignamente aquela gente fora dali e criar um parque com mirante e observatório ocupando TODA a área atualmente livre do morro e a área da vila/favela também.

    Este post não pode acabar sendo mais um a se perder nos arquivos ao virar a página quando da publicação de novos posts, pois é uma área vital e até mesmo mais importante do que a área do Pontal do Estaleiro. Nessas horas não aparece Rosane Marchetti nem RBS para falar nada. O Morro Santa Teresa daria um belo parque com mirante e observatório, um grande campo ajardinado e policiado para desfrutar da vista da cidade, do sol se pondo e das estrelas.

    Lembrem-se, além de atualmente não subirmos lá, em breve eles estarão cada vez mais próximos da gente em “terra firme”, pois aquela favela cada vez mais se expande para os lados e para baixo em direção à Padre Cacique, por isso mesmo os moradores da invasão foram contrários à venda da área da FASE.

    O BLOG precisa ser bem ativo nessa causa! De que vale ter acesso à políticos se isso não resulta em ações concretas com resultados práticos. Esses 1 milhão de acessos credenciam o blog à muito mais. Mais do que a substituição do corrimão de potreiro da ciclovia da Ipiranga, a internet tem que servir para barrar o maior atentado que POA poderia sofrer em sua história. Vejam que o morro é naturalmente e geograficamente privilegiado, sendo grandioso e impactante, são raras as cidades que possuem algo parecido.

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  8. É uma lástima, pois agora mesmo é que nunca mais teremos o morro livre daquele favelão, o que espanta os turistas. Poderia haver um teleférico ligando a nova orla do guaiba com a parte mais alta do morro, onde deveria haver um novo mirante como parte de um parque, com uma visão mais ampla da cidade, de modo a incrementar o turismo. Depois dessa….. bah… deixa pra lá….. sem comentários.

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