A onda das bicicletas chega a Porto Alegre

Felizmente, chegou também a Porto Alegre a onda das bicicletas.

Foto: Naian Meneghetti Sader

Por ora, elas ainda são poucas na mobilidade diária da população, dominada pelas motos e automóveis. Mas já suficientes para terem que se enquadrar no Código de Trânsito, observando seus sinais. O problema é que não há um documento legal para seus usuários e por isso a EPTC não consegue multá-los, até porque nem todos têm CPF, segundo o presidente Vanderlei Cappellari.

Não há mais gente andando de bicicletas na cidade porque não há mais ciclovias e sem elas é arriscado andar. Mas a EPTC já vem sendo bastante demandada pelos condomínios para encontrar um lugar onde guardá-las. A propósito, a ciclofaixa da Icaraí começou a ser contestada na largada.

Affonso Ritter



Categorias:Bicicleta, ciclovias

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14 respostas

  1. Alguém se perguntou se é viável pagar por obras “faraônicas” para meia dúzia de gatos pingados andarem esporadicamente?

    IPVA, emplacamento e multa para as bicicletas, já!

    [Negative abaixo.]

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    • Diogo,
      a construção de ciclovias ou ciclofaixas não é apenas para atender a demanda dos ciclistas já existentes, mas também para estimular aqueles que não usam bicicleta a adotar esse meio de transporte em pelo menos alguns trajetos.
      É como, por exemplo, construir uma biblioteca para os leitores já existente e estimular novos leitores.
      É por isso que os ciclistas insistem, além do equipamento urbano, na realização de campanhas educativas de respeito e uso de bicicletas.

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    • IPVA é “imposto sobre propriedade de veículo automotor”, portanto não há sentido em cobrar isso de um usuário de bicicleta. Mesmo que se queira criar um imposto análogo, qual seria a justificativa para a criação desse imposto?

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  2. Quando eu comecei a ir de bicicleta para o trabalho, vários colegas (vários mesmo) passaram a comentar comigo que também gostariam de ir pedalando se houvesse mais ciclovias. Pessoas que atualmente vão de carro, de ônibus ou a pé.

    Mesmo que seja da boca pra fora em alguns casos, existe a intenção e a disposição de uma parcela importante da população de ir de bicicleta ao trabalho. Evidente que não é a maioria. São talvez um terço ou um quarto das pessoas. Só que assim como o poder público asfalta e duplica ruas e avenidas e privatiza espaços públicos para serem usados como estacionamentos (Área Azul), ele também tem obrigação de propiciar segurança e condições básicas para esses 20% ou 30% de pessoas que querem optar por ir de bicicleta. Não falo aqui nem de estimular o uso da bici para aliviar o trânsito ou os congestionamentos, mas de dar estrutura para quem quer fazer essa opção. Quem quiser continuar a ir de carro ou de ônibus tem todo o direito, e não condeno essas pessoas de maneira nenhuma.

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  3. Eu estava tomando café no Bom Fim quando passou por mim um grupo de uns 30 ciclistas subindo a Ramiro. Vi também um grupo parecido na Perimetral e no Menino Deus. Dizer que não adianta construir ciclovias em Porto Alegre pelo relevo e porque ninguém vai usar é o pior dos argumentos. Já vi (muita) gente andando até nas madrugadas, pra ter ideia.

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    • Existem dois tipos de ciclistas: os que andam por hobby ou esporte, e os que andam apenas para chegar em outro lugar. Em geral os do primeiro tipo tem aptidão e preparo físico. Os do segundo tipo talvez não subissem a Ramiro nem mesmo a pé, quanto mais de bicicleta. O primeiro grupo é obviamente reduzido e acho que não é o suficiente para justificar centenas de quilometros de ciclovias. A questão é se o terreno acidentado desta cidade permite que o segundo grupo aproveite a bicicleta para o que precisa.

      Quando eu vejo um ciclista usando roupa para ciclista (aquelas bermudinhas justas), sei que é o tipo que pode subir lomba. Já o cidadão comum, acho dificil que seja capaz de locomover-se em alguns caminhos, como por exemplo protásio centro-bairro ou mesmo nilo centro-bairro. Outras avenidas acho que funcionariam bem, como assis brasil e sertorio. Eu diria que a bicicleta poderia funcionar para 10% a 15% das pessoas.

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  4. Tem alguns metros de ciclovias enjambradas, nenhuma campanha de educação no trânsito para convívio harmonioso de ciclistas e motoristas, ignora-se solenemente o Plano Diretor Cicloviário da cidade e já começam a falar em multar os ciclistas. Que beleza!

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  5. Tomara que essa onda chegue mesmo. Mas ainda não chegou não.

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  6. Ontem percorri quase todas as pistas para bicicletas desde ipanema, e vi 4 ciclistas. Em ipanema, a pista é usar para caminhar e para skate. Porto Alegre é uma cidade muito acidentada. É como andar de bicicleta em Caxias. Impossível.

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  7. Não sei como funciona em outros países, mas no Brasil uma coisa que atrapalha muito a aplicação das leis é que ninguém é obrigado a carregar documento de identificação. Se carregasse seria mais fácil de multar atitudes como jogar lixo no chão ou atravessar em local proibido, por exemplo.

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    • ???

      Aqui é um dos poucos paises em que o cidadão é obrigado a portar documento de identificação, caso contrário é levado pra delegacia para ser identificado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Documento_de_identidade

      Outros países rejeitam esta regra para preservar as liberdades individuais. Caso contrário, por exemplo, o individuo reclama do governo e o policial filiado ao partido majoritário o identifica facilmente e depois pode persegui-lo aplicando a lei até a última virgula.

      A dificuldade não está em identificar as pessoas. Isso não é multa de trânsito, que é uma medida administrativa. Em outros países a pessoa escolhe entre passar a noite na cadeia ou pagar a multa na hora.

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