Travas argentinas voltam a prejudicar gravemente exportações gaúchas de calçados. Brasil começou a retaliar.

Gráfico do jornal La Nación desta terça-feira, dia 15, que demonstra a brutal queda no ingresso de calçados na Argentina.

Uma nova disputa entre industriais argentinos e brasileiros arruinou no início da semana a rodada de negócios que abriu em São Paulo.

A Abicalçados aproveitou a reunião para firmar uma forte reclamação contra o governo de Cristina Kirchner, que freia o ingresso de 3,5 milhões de pares de calçados, provocando perdas de US$ 50 milhões. Os calçados estão estocados nas indústrias, sem poder seguir adiante por falta de licença.

O governo argentino desrespeita totalmente um acordo trienal, pelo qual podem ingressar 15 milhões de pares por ano na Argentina. Nem metade do acordo está sendo cumprido.

O governo brasileiro reage muito timidamente, mas desde o dia 8 de maio, segundo disse ao editor o deputado Osmar Terra, o Brasil começou a retaliar a Argentina aplicando o licenciamento não automático para entrada de produtos importados por empresas brasileiras do país vizinho. Não passam pela fronteira produtos como maçã, farinha de trigo, uva passa, batata e vinho. A ideia é bloquear produtos perecíveis como forma de fazer os argentinos reverem as ações protecionistas adotadas contra o Brasil – atualmente, estão trancados na aduana colheitadeiras, tratores, calçados, carne suína e de aves. Os industriais gaúchos de calçados são os que mais reclamam.

A política de restrições seguida pelos argentinos está de acordo com a meta de fechar o semestre com superavit comercial de US$ 8 bilhões com o resto do mundo.

Já há um controle “personalizado das importações”. A ordem é da própria presidente Cristina Kichner, que tem repetido para os empresários locais o seguinte:

Não é que nós partimos para cima do mundo com nossos produtos, mas é o fato de que o mundo caiu em cima de nós com os seus produtos.

Políbio Braga



Categorias:Economia Estadual

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1 resposta

  1. A Dona Cristina pinta e borda e ninguém faz nada. Essa ditadorazinha expropria empresas, proíbe entrada de diversos produtos para forçar muitas empresas a se instalarem na Argentina, censura e pressiona a imprensa e os vizinhos, em especial o Brasil, ainda dizem que isso é “assunto interno” deles. Que cafajestada!

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