Rumores sobre o esqueleto do centro de Porto Alegre

Reforma do esqueleto

No mercado imobiliário corre a informação de que o prédio da Galeria XV de Novembro foi comprado pela Caixa Econômica Federal.

Um dos mais feios esqueletos da cidade seria totalmente reformado e abrigaria moradias populares como o que foi feito em prédios na avenida Borges de Medeiros.

Mas por enquanto é especulação.

Fernando Albrecht

________________________

IMPORTANTE:

O prédio tem um laudo técnico que atesta as boas condições em que se encontra. O projeto original deveria ter cerca de 50 andares. E ele tem apenas 19 agora. A estrutura está em condições. 
Esses dias eu e o Daniel Serafim falamos pessoalmente com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati. Ele nos contou em primeira mão que a prefeitura está tratando de um projeto para desapropriar o prédio e devolvê-lo ao mercado para ser restaurado/ocupado por empresa privada. A equipe de advogados da prefeitura está trabalhando nisso atualmente. É bastante complicado e envolve muita gente. Por isso a demora. Mas está a caminho a solução. 
Um detalhe: cada loja ocupada nos andares de baixo tem um dono. E há uma associação de moradores/ocupantes que dificulta tudo.

Lá está ele, há 60 anos. Até quando? Foto: Gilberto Simon, em 12/03/2012

Leia mais sobre o esqueleto, no Blog Porto Imagem:

____________________

Olhem que bonito ficaria com um visual moderno, com vidros:

Montagem de Mateus Berg sobre foto de Gilberto Simon

Também temos este trabalho aqui, de um arquiteto  (aguardem mais detalhes em breve):




Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Prédios, Restaurações | Reformas

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61 respostas

  1. Rogério, se tu sabes tanto de engenharia, vai lá e providencia um laudo técnico. É fácil ficar falando com base em teoria/livros sem ir a campo e ver ao vivo como se encontra o prédio.

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    • Simon

      Eu só respondi uma pergunta que me foi feita exatamente a um ano atras! Olhe no blog que verás que me foi perguntado exatamente o que respondi.

      Agora se a resposta não te agradou, que posso fazer, nada.

      Não sou perito e nem me declarei em nenhum momento assim tive o máximo cuidado de colocar tudo como conjecturas, deixei claro que é uma opinião sobre um prédio de 60 anos que se encontra com a estrutura exposta.

      Quanto a laudo técnico, acho que estás exagerando, isto não é um depoimento em juízo com a finalidade de embargar alguma obra, se alguém verificou e ficou satisfeito, colocando o seu número do CREA na laudo, não tenho objeções.

      Que sigam em frente.

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    • Se olhares o que escrevi no texto bem acima escrevi com todas as letras:

      “Eu entendo muito pouco do assunto!!! Estou falando de coisas que aprendi há quase 40 anos, logo sujeitas a restrições.”

      Não foi agora que escrevi isto, foi – 21/05/2012 21:16 – , ou seja, não precisas ficar atravessado, pois tomei todas as precauções para não ficar falando em termos absolutos sem que alguém pudesse relativizar o que escrevi.

      Deixei bem claro que existem especialistas em Porto Alegre que podem fazer esta verificação e que eu não sou um deles. Não preciso reprimendas pois deixei bem claro que era uma avaliação subjetiva, se tivesse sido diferente seria irresponsabilidade profissional de minha parte.

      Vou dar por encerrada esta discussão por aqui mesmo, pois como já estás censurando o que escrevo, perdi a chance de manter um debate democrático.

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  2. PALAVRAs DO ARQUITETO MARCELO GOTUZZO, QUE FEZ PROJETO PARA REAPROVEITAMENTO DO ESQUELETO ATESTA QUE A ESTRUTURA ESTÁ EM CONDIÇÕES.

    Acho engraçado que os “achadores” proliferam aqui pelo Blog….

    Quanto à implantação do projeto, na reciclagem mantém-se grande parte do concreto armado original. Gotuzzo ressalta que “laudo técnico recente atesta a viabilidade do uso desta estrutura, o que significa uma redução no custo da obra.” Além disso, explica que se somam, a esta estrutura original, novos elementos em estrutura metálica, com fechamentos leves e pré-fabricados.

    As adições são conectadas externamente – e de forma sutil – ao corpo da edificação original. “Este tipo de construção possibilita uma obra limpa, segura e rápida, além de fazer uma clara distinção entre o novo e a estrutura pré-existente”, afirma.

    No total, são 10.513 m² de área construída, sendo 6.800 m² desta área destinada à habitação, e 3.713 m² destinados a projetos diversos, no Centro Comunitário Autônomo.

    Fonte: https://portoimagem.wordpress.com/2011/07/29/urgente-retrofit-do-edificio-esqueleto/

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  3. COMENTÁRIO DELETADO POR NÃO TER A VER COM O ASSUNTO DO POST.

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  4. Em tempo. Por favor Sr. Gilberto publique o segundo comentário, corrigí o primeiro.

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  5. Porto Alegre tem lindas paisagens, o que falta é interesse e criatividade no urbanismo paisagístico, isto é claro e evidente nesta foto.

    Esta parte do centro que tem muitas construções centenárias, mas é feio, mal-cuidado, parece que não tem um plano diretor para zelar do entorno da Praça XV, o exemplo é esta obra que está aí, desde criança conheço do mesmo jeito que está aí.

    As casas antigas não são devidamente conservadas, por que será que a prefeitura não dá uma melhorada nesta partedo centro?

    O antigo terminal de bondes, na última vez que passei, um horror, deveria ser tombado, reformardo ao estilo da época que foi construído, está entregue ao esquecimento, aos
    floristas, donos de bares que não estão nem aí e aos mendigos e sem-teto, como o Viaduto da Borges de Medeiros e muitos outros lugares!

    Fossem criativos, fariam museu de época com uns bondes, há muito para ser explorado neste espaço, incluiriam também o Café, tem um material nas mãos riquíssimo e não dão valor ou nem querem saber aproveitar mesmo?

    Fica claro que não tem amor pela cidade que dizem governar, aí fica esta foto como marca negativa duma parte do Centro de Porto Alegre!

    Este prédio é o reflexo das administrações da cidade. O missão completa!

    Houvesse vontade politica e a coisa já estava concluida faria tempo!

    Mas aproveito esta para comentar sobre o entorno da Praça XV de Novembro.

    A última vez que estive lá deu dó!

    Quem tem concessão de explorar o espaço, deveria contribuir para melhorias em parceria com a prefeitura, todos ganhariam com um no “ar” de Época”, ficaria agradável visitar esta parte do Centro, até para tomar um lanche e comer um “croquete” daqueles que consumia quando jovem antes de pegar o bonde Auxiliadora, bem preparados, mas como está, todo entorno tomado por barracas dos camelôs que contribuem com este “ar de feiúra, fossem padronizados, ainda vá, sem falar na falta de segurança, hoje ir ali dá muito receio!

    Quando vou à Porto não vou mais ali, por este motivos, é deprimente ver o descaso da administração pública municipal, quanto material nas redondezas e não fazem um conjunto da obra agradável, até fonte turística que todos ganhariam, só ficam nos projetos do tal bonde turístico que nós sabemos que por eles nunca sairá do papel, sem falar na politicagem.

    Imaginem todo em redor da Praça XV, todo florido, com casinhas para as floristas tipo colonial, locais para os engraxates também neste estilo, até para os camelôs, mas tudo devidamente organizado e limpo, por concessão, e organizado, como capital do estado de melhor qualidade de vida do país, a conservação estaria garantida.

    A praça cercada com as casas de época remanescentes bem conservadas e pintadas, o espaço até o Mercado Público preeenchido com um tipo de cada bonde que já rodou na cidade, transformados em áreas de lazer, arte, pequenos redutos para reunir amigos
    para tomar uma refeição, café colonial, ou um simples lanche, que lindo ficaria, coberto de acrílico transparente e luminárias de época também, um boulervard coberto com paralelepípedos com trilhos e iluminação especial, para realçar-los junto a beleza da arquitetura colonial que alí existe.

    Seria um show visitar o entôrno desta Praça XV imaginária!

    Em Curitiba tem um pequeno exemplo de como o toque de antiguidade realça e dá beleza à um espaço, esta foto mostra as pessoas que passam pelo bondinho da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba. Na foto, de autoria de Daniel Castellano, foi aplicado um tratamento de imagem que faz o local parecer uma miniatura.Créditos: Daniel Castellano/Gazeta do Povo, http://www.fotosdomundo.com.br/turismo/fotos/curitiba/bondinho-da-xv-novembro.jpg

    Esta é miha crítica mas com sugestão, mandem à alguém de boa vontade na PMPA.

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  6. Porto Alegre tem lindas paisagens, o que falta é interesse e criatividade no urbanismo paisagístico, isto é claro e evidente nesta foto.

    Esta parte do centro que tem muitas construções centenárias, mas é feio, mal-cuidado, parece que não tem um plano diretor para zelar do entorno da Praça XV, o exemplo é esta obra que está aí, desde criança conheço do mesmo jeito que está aí.

    As casas antigas não são devidamente conservadas, por que será que a prefeitura não dá
    uma melhorada nesta partedo centro?

    O antigo terminal de bondes, na última vez que passei, um horror, deveria ser tombado, reformardo ao estilo da época que foi construído, está entregue ao esquecimento, aos
    floristas, donos de bares que não estão nem aí e aos mendigos e sem-teto, como o Viaduto da Borges de Medeiros e muitos outros lugares!

    Fossem criativos, fariam museu de época com uns bondes, há muito para ser explorado neste espaço, incluiriam também o Café, tem um material nas mãos riquíssimo e não dão valor ou nem saber aproveitar mesmo, não tem amor pela cidade que dizem governar, aí fica esta foto como marca negativa duma parte do Centro de Porto Alegre!

    Este prédio é o reflexo das administrações da cidade. O missão completa!

    Houvesse vontade politica e a coisa já estava concluida faria tempo!

    Mas aproveito esta para comentar sobre o entorno da Praça XV de Novembro.

    A última vez que estive lá deu dó!

    Quem tem concessão de explorar o espaço, deveria contribuir para melhorias em parceria com a prefeitura, todos ganhariam com um no “ar” de Época”, ficaria agradável visitar esta parte do Centro, até para tomar um lanche e comer um “croquete” daqueles que consumia quando jovem antes de pegar o bonde Auxiliadora, bem preparados, mas como está, todo entorno tomado por barracas dos camelôs que contribuem com este “ar de feiúra, fossem padronizados, ainda vá, sem falar na falta de segurança, hoje ir ali dá muito receio!

    Quando vou à Porto não vou mais ali, por este motivos, é deprimente ver o descaso da administração pública municipal, quanto material nas redondezas e não fazem um conjunto da obra agradável, até fonte turística que todos ganhariam, só ficam nos projetos do tal bonde turístico que nós sabemos que por eles nunca sairá do papel, sem falar na politicagem.

    Imaginem todo em redor da Praça XV, todo florido, com casinhas para as floristas tipo colonial, locais para os engraxates também neste estilo, até para os camelôs, mas tudo devidamente organizado e limpo, por concessão, e organizado, como capital do estado de melhor qualidade de vida do país, a conservação estaria garantida.

    A praça cercada com as casas de época remanescentes bem conservadas e pintadas, o espaço até o Mercado Público preeenchido com um tipo de cada bonde que já rodou na cidade, transformados em áreas de lazer, arte, pequenos redutos para reunir amigos
    para tomar uma refeição, café colonial, ou um simples lanche, que lindo ficaria, coberto de acrílico transparente e luminárias de época também, um boulervard coberto com paralelepípedos com trilhos e iluminação especial, para realçar-los junto a beleza da arquitetura colonial que alí existe.

    Seria um show visitar o entôrno desta Praça XV imaginária!

    Em Curitiba tem um pequeno exemplo de como o toque de antiguidade realça e dá beleza à um espaço, esta foto mostra as pessoas que passam pelo bondinho da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba. Na foto, de autoria de Daniel Castellano, foi aplicado um tratamento de imagem que faz o local parecer uma miniatura.Créditos: Daniel Castellano/Gazeta do Povo, http://www.fotosdomundo.com.br/turismo/fotos/curitiba/bondinho-da-xv-novembro.jpg

    Aí vai minha sugestão, quem sabe alguém manda à alguém de boa vontade na PMPA.

    Saudações!

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  7. Sou totalmente contra usarem o prédio como moradia popular. Isto é uma materialização ideológica do que alguns chamam de “coitadismo”. Pessoas não tem casa? Concordo em ajudarmos a comprá-las ou até dá-las, mas não faz sentido inverter a lógica e botar pessoas a morar bem no meio de uma zona comercial como esta. Se fizerem isto, não dou 5 anos para este prédio virar uma favela vertical. Moradias para pessoas de baixíssima renda nessa região vão atrair usuários de crack, papeleiros, prostituição, etc… Nada contra estas pessoas, mas elas devem ser ajudadas sem que se comprometa um patrimônio inestimável como o centro histórico de porto alegre.

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  8. Simon

    Li a declaração, mas simplesmente não acredito, em 1955 projetarem um prédio em concreto armada com 50 andares que seria o mais alto do Brasil e um dos mais altos do mundo???????????????????????

    O primeiro prédio que passa os 50 andares no Brasil foi o Mirante do Vale, que começou a ser construído em São Paulo em 1960 e terminado em 1966, e continua até terminarem os prédios que hoje estão em construção a ser o mais alto do Brasil.

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    • Aplicaram no Fortunati ou ele aplicou em vocês!

      Esta eu queria ver!

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    • Não acho totalmente impossível.Em 1950 ainda se ousava em Porto Alegre. E um dos mais altos do mundo… Não sei, já em 1930 o Chrysler Building foi construído em NYC, em tijolos e concreto armado, e possui 77 andares.

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      • Mateus

        Não sonha, Chicago em 1930 era a Meca do mundo industrial, corria dinheiro pelas calçadas.

        Outra coisa é a densidade de colunas que deve ter um imóvel de concreto armado de 50 andares.

        Hoje em dia é difícil encontrar na rede por questões de segurança a planta baixa desses edifícios muito altos de concreto, mas em livros de arquitetura podes ver o seguinte. Um edifício de CONCRETO desta altura praticamente 30% dos pavimentos inferiores são ocupados com pilares de concreto. Se olhas a densidade de pilares tanto no térreo, como na parte superior, não há pilares suficiente para aguentar mais trinta andares.

        Poderia antes do início da construção o empreendedor ter pensado em construir um prédio de 50 andares, mas quando ele começou certamente ele já havia desistido do projeto.

        Outra coisa, se houvesse a intenção, somente a intenção de construir um edifício de 50 andares, esta informação teria sido transmitida para engenheiros nada jovens como eu lá por volta de 1970 (pouco tempo depois da paralisação das obras), eu jamais tive uma informação deste tipo, e tenho boa memória para fatos como este.

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    • O prédio não “foi feito” para ter 50 andares. A estrutura apenas suporta 50 andares, mas a proposta original não chegava perto disso.

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      • VOP

        Agora mesmo que não entendi mais nada. Ninguém faz um prédio para 20 andares com uma estrutura que suporta 50.

        Sinceramente não entendi a explicação. Por favor explique melhor que fiquei “no vácuo” (gíria empregada por gerações mais jovens).

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  9. AH, fui procurar umas fotos dos problemas que ocorrem em estruturas muito antigas e sem proteção e achei mais um problema que estava me esquecendo. Como o prédio está sem cobertura (e provavelmente sem impermeabilização) as lajes devem estar sofrendo lixiviação do concreto, expondo as ferragens.

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  10. Há um ano pediram a minha opinião como engenheiro, como na época estava meio afastado só fui saber hoje, como a justiça, que tarda mas não falha, vamos a resposta.

    Primeiro, não sabia da idade do prédio, se soubesse a idade exata, como agora sei, fiquei mais preocupado com a segurança e com o futuro do que com a estética.

    Vejo quatro grandes problemas neste prédio, primeiro como parte da estrutura está totalmente descoberta, sem ao menos reboco e pintura que ajudam um pouco contra o ataque da ferrugem sobre os vergalhões, fico muito preocupado. A razão da preocupação é que até 1978 a norma brasileira de estruturas de concreto previa recobrimento das ferragens em torno de 1,5cm a 2,0cm. Depois disto em 1978 (acho eu) a norma mudou e recobrimento passou de 2,0cm a 3,0cm, isto foi feito porque verificou-se que o recobrimento era insuficiente. A única vantagem do prédio ser antigo é que como na época os fabricantes de aço para a construção não conseguiam obter o ferro com a resistência desejada (por kgf/cm², não era SI, era ST), que era previsto na norma eles faziam os ferros com maior diâmetro, a resistência das barras eram as previstas, porém com maior seção (importante, como eles vendiam em peso, jamais perderam um tostão). Logo com seção maior o ataque da ferrugem compromete uma parte da seção, mas não a resistência total do aço.

    O segundo problema era a irregularidade que se tinha no concreto, as dosagens empregadas eram empíricas e geralmente executadas na obra. Se o mestre e o fiscal da obra fossem cuidadosos não tinha problemas, porém numa estrutura do porte do edifício estatisticamente a chance de se ter pontos fracos é grande. Eu por exemplo há mais de quinze anos tive que fazer toda a recuperação estrutural de um reservatório construído em 1954, pois as ferragens estavam a mostra, e enferrujadas.

    O terceiro problema é nos andares inferiores, exatamente aqueles que estão habitados e talvez os pilares e vigas recobertos, apresentem problemas. Como o prédio é alto e a densidade de ferragem, nos andares mais baixos, deve ser alta, provavelmente há “bicheiras” nos pilares ou vigas, que podem não estar aparentes.

    O quarto problema é que teoricamente a vida útil de uma estrutura de concreto, sem passar por uma recuperação estrutural, é de 50 anos, após isto sempre é necessário uma revisão completa na estrutura como um todo. Esta revisão completa na maioria dos prédios antigos não é necessária, pois como eles são habitados a medida que aparecem os problemas são tomadas providências necessárias, porém neste caso parece que não há isto.

    Talvez a inspeção da prefeitura esteja completamente correta, ou seja, por enquanto o prédio não tem problemas de ruir porque ele não está carregado, isto não quer dizer que se possa terminar a construção.

    Acho inclusive difícil que tendo os engenheiros da prefeitura dito que o prédio não tenha problemas de cair, que ele caia, se eles tivessem alguma dúvida certamente eles chamariam especialistas em patologia da construção que temos vários em nossa cidade (Eu entendo muito pouco do assunto!!! Estou falando de coisas que aprendi há quase 40 anos, logo sujeitas a restrições).

    Porém, este prédio é igual aquelas minas ou petardos da segunda guerra mundial que até poucos anos explodiam e tirando algumas vidas. E não vejo muita solução para ele, primeiro o melhor método de se livrar de um problema desses é implodindo a estrutura, mas devido a proximidade de outros prédios não é possível. A segunda hipótese é a demolição a mão, coisa que é extremamente cara. A terceira hipótese é fazer uma recuperação estrutural para depois completá-lo, mas acho que poucos engenheiros aceitariam colocar o seu registro profissional no CREA na reta.

    Na minha opinião o proprietário sabe do abacaxi e está deixando o prédio ficar comprometido estruturalmente para vender para um laranja e deixar o problema para a prefeitura

    Como sou chato, vou voltar ao assunto de sempre, se tivéssemos como secretário de Obras alguém que conhecesse um pouco de estruturas teria corrido para evitar o pior.

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    • Matou a charada. Obviamente não é culpa da maravilhosa iniciativa privada então**. Algum ingênuo comprou o prédio num leilão baseado num laudo incorreto, depois deve ter processado o vendedor ou a prefeitura ou seja lá quem for, enquanto isso nada é feito obviamente.

      A culpa é do setor público, que não cria leis nem põe em prática as leis que cria. Cadê as leis que impõem multas aos proprietários de imóveis abandonados?? Tem outros casos pela cidade de prédios abandonados, alguns que são tombados e a reforma seria muito onerosa pro proprietário (mais onerosa do que pagar o IPTU).

      O proprietário do imóvel não deveria ter o direito de deixar seu imóvel apodrecer e causar desvalorização e depreciação de toda a vizinhança. Mas o setor privado não pode impedir isto sozinho.

      O prédio da galeria do rosário provavelmente está no estado em que se encontra pois de nada adianta conservá-lo ou reformá-lo tendo o esqueleto do lado. É sabido que a degradação de toda uma rua começa com um único prédio, que “contamina” o do lado e assim por diante, tal qual uma maçã podre.

      Calculem agora o custo da omissão do setor público neste caso. Somente neste prédio, o custo em imóveis não utilizados (potencial não aproveitado) deve ser de alguns milhões (uns 20). No prédio do lado, a degradação deve ter cortado 2/3 do valor, então mais uns 15. Vão adicionando o resto da rua nessa conta. No fim, este prédio sozinho deve ter causado um prejuízo de uns 200 milhões de reais, o suficiente para construir um arranha céus de 50 andares!

      **sem querer ofender, mas está escrito assim num comentário mais acima.

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      • Se a ironia for para mim, eu não considero a iniciativa privada “maravilhosa”. Apenas que ela tem maiores incentivos a não deixar o prédio como está.

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  11. Bah gente. To rezando para que seja verdade mesmo….

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  12. Agora vai…

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  13. Já é um marco da cidade, podiam dar um enfeitada com uns panos pretos, pendurar alguns esqueletos humanos (falsos, ok), cabeças de boi e essas coisas… ” O prédio mal assombrado” kkkk

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