Fortunati reage às críticas sobre compra de bicicletas pela EPTC

Prefeito disse que “pseudociclistas” deveriam saber do desgaste dos agentes e da necessidade de equipamentos adequados

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, reagiu às críticas dos internautas sobre a compra de 16 novas bicicletas pela Empresa Pública de Transporte e Circulação pelo valor unitário de R$ 2.390, o que gerou discussões nas redes sociais. “Impressiona manifestações de pseudociclistas, que deveriam saber o desgaste dos agentes e a necessidade de equipamentos adequados”, declarou, nesta terça-feira, no seu Facebook.

Fortunati afirmou, ainda, que não entende como as pessoas podem criticar a prefeitura “por dar condições para seus agentes de ficalização (trabalharem), que irão pedalar diariamente por turnos de seis horas”. “Certamente seria justa a crítica se a prefeitura estivesse comprando bicicletas inadequadas para os agentes d trânsito.”

O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, explicou que houve uma pesquisa de mercado e uma avaliação do produto necessário ao trabalho diário no trânsito. “As novas bicicletas são modelos especiais e customizadas, com equipamentos específicos para as atividades de fiscalização e monitoramento, além de atender todas as exigências de segurança do trabalho”, afirmou. Segundo ele, o modelo não poderia ser de série devido à especificidade da atividade do agente de fiscalização, o que exige uma montagem especial. “Outra razão é que deveria ser um modelo que apresentasse facilidade de manutenção e reposição de peças e durabilidade.”

“O preço da bicicleta e dos acessórios está de acordo com o preço de mercado e o que está sendo instalado foi por orientação de profissional da saúde”, reafirmou Fortunati. “São equipamentos diferenciados que devem atender exigências legais.”

Componentes

Segundo a EPTC, as bicicletas para monitoramento e fiscalização de trânsito têm quadros mais leves e resistentes, modelos mais ergonômicos, suspensões mais confortáveis, câmbios mais ajustados e de fácil manuseio, propícios para as atividades de fiscalização de trânsito, que diariamente enfrentam percursos longos em terrenos com subidas e descidas. Também possuem bancos anatômicos, revestidos de gel, sistema de iluminação noturna, farol dianteiro e refletor de rodas, aumentando a visibilidade e reduzindo os riscos de acidente/atropelamento, além de possuírem espelhos retrovisores.

Segurança do Trabalho

As bicicletas compradas atendem às recomendações da Equipe de Segurança do Trabalho, conforme a EPTC. Assim, respeitam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com características para a completa realização da atividade e acessórios que atendem ao Código Brasileiro de Trânsito (CTB), entre eles buzina, sirene, paralama, espelho retrovisor, velocímetro, pisca e farol dianteiro em LED.

Correio do Povo



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22 respostas

  1. Ademais, não é função do prefeito intimidar aqueles que questionaram a compra, os chamando de pseudociclistas. O questionamento é um direito e gera debate. Cabe a ele esclarecer o fato. Estando com a razão, ótimo, muitos lhe deverão desculpas.

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  2. No documento de compra das bicicletas só diz que foram adquiridas bicicletas pelo preço em tela. Antes de apoiar ou criticar, gostaria de saber qual a marca e quais peças utilizadas! Se houvesse maior transparência, seria mais fácil refletir acerca do valor pago. Dizer que elas tem banco anatômico não diz nada, de fato, ainda não vi uma bicicleta com banco quadrado. Quanto aos acessórios de segurança, certamente não compõe mas que 10% do preço do produto. Vou dar o exemplo da ECT, que utiliza modelos de bicicleta do tipo “barra-forte”, confortáveis, resistentes e duráveis. Lembrando que carteiros andam longas distâncias com elas, inclusive com carga. Sua manutenção é fácil e barata. Também já vi a PM utilizando esse tipo de bike, afinal, são as indicadas para andar na cidade. Mountain bike não é bicicleta para andar no asfalto, como já diz o nome.

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