Vereador contesta projeto dos Túneis Verdes

Rua da República, um dos ‘túneis’ Crédito: VINÍCIUS RORATTO

O projeto de lei aprovado na Câmara de Vereadores que declara os “túneis verdes” de Porto Alegre como áreas de uso especial está sendo contestado pelo vereador João Carlos Nedel (PP) e pela ONG Instituto Ambiental Porto Alegre. Para o vereador, ninguém é contra a preservação de árvores, no entanto, o que não pode acontecer é que as novas regras prejudiquem o desenvolvimento de projetos nessas áreas especiais, muitos deles necessários, como a abertura de uma rua ou a construção de uma ciclovia. Segundo João Carlos Nedel, em caso de obras em uma via, será necessário um Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para a retirada das árvores. “Essa análise poderá durar de seis a 10 meses”, comenta.

Além disso, o vereador afirma que o poder Legislativo municipal está dando poderes demais para as secretarias municipais. Nedel afirma ainda que os moradores das 72 áreas não foram ouvidos e que “existem locais como a rua 15 de novembro e o Beco 1 da rua Vera Knijnik, na zona Sul da Capital, que não existem mais e constam do projeto”.

Instituto diz que lei é desnecessária

Para o presidente do Instituto Porto Alegre Ambiental, Vilmar Isolan de Mello, leis como esta trancam o desenvolvimento. “A duplicação de uma rua ou avenida fundamental para uma comunidade vai resultar em inspeções e debates intermináveis”, explica. Segundo Mello, não havia necessidade de uma lei para se preservar as árvores. “O porto-alegrense têm por característica o respeito ao meio ambiente.”

Correio do Povo



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37 respostas

  1. Acho que tava na hora desse maravilhoso governo criar o bolsa-viagem para que os opiniáticos do que é “progresso” e o que é “moderno” pudessem viajar e ver o mundo. Assim, quem sabe se dariam conta de que a “moda de defender o verde” gera cidades como as da Austrália, enquanto que o “pogreço” das empreiteiras tupiniquins gera cidades como as do Paquistão. Aí poderam realmente opinar sobre o que é moderno e o que é atrasado… e sair da zona de conforto da maioria néscia que aplaude qualquer obra como se fosse “pogreço” e denigre gestão ambiental esclarecida como se fosse atraso.

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    • Acho que tu precisas fazer estas viagens, pois fui pra austrália e lá tem prédios mais altos que em poa, e muito menos árvores. Neste ponto do verde estamos melhores, mas correndo o risco de exagerar. Baita argumento hein.

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      • Muito menos árvores onde???? Em Sydney, Brisbane, Canberra ou Melbourne?… Cruzes… xenofobia mais miopia = pobrema. 🙂

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      • No grande centro de Sydney há poucas árvores e prédios do triplo do tamanho de qualquer prédio novo aqui de POA. Melbourne tem algumas vias bem arborizadas e outras nem tanto.

        Queres dados? O site da prefeitura de POA diz que POA tem 1,3 milhão de árvores, 170 espécies:

        http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smam/default.php?p_secao=9

        O site de Sydney diz que ela tem 29500 árvores, 120 espécies:
        http://www.cityofsydney.nsw.gov.au/environment/treemanagement/StreetTrees.asp

        Podias ao menos fazer o tema de casa antes de dar uma de espertalhão!

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        • Não estou comparando número de árvores em website, até porque qualquer semi-analfabeto em administração pública australiana saiba que “Prefeitura de Sydney” envolve só a região central, com todo o entorno imensamente arborizado sendo administrado por regiões que não constam do teu site, bem como não elencam as dos parques naturais que permeiam o conglomerado urbano. O que estou dizendo é que a mentalidade tacanha de quem defende botar árvores abaixo pra fazer prédio é coisa do século XIX e de país de quinto mundo. Basta comparar o urbanismo que se pratica lá, cá e nos outros grotões “em desenvolvimento”…

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        • E qualquer semi analfabeto sabe que o site da prefeitura de POA não está incluindo parques também! Vais querer contar cada árvore de Penrith nesse número e dizer que isso é urbanismo? Aquilo é bem dizer uma floresta enorme com uma cidadezinha de 10mil habitantes no meio.

          Notaste que a discussão aqui é muito mais sobre poda do que qualquer outra coisa? Ainda bem que nem todos acham que mato é igual a urbanismo, e graças a isso temos uma praça da alfândega um pouco mais decente com a reforma.

          Tacanho é achar que uma praça no centro de POA deve ficar toda arrebentada por que uma vida de uma árvore é valiosíssima. Estou falando UMA árvore. E quem dera que o urbanismo de Sydney existisse aqui, não passa nem perto graças ao nosso maravilhoso plano diretor.

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