Novo carro GM fabricado em Gravataí sai até dezembro

Projeto Onix prepara lançamento de 2 modelos. O hatchback já começou a ser fabricado, já o sedan irá rodar ainda em 2013

Capacidade instalada da montadora passará para 380 mil unidades ao ano Crédito: JOÃO ALVES / DIVULGAÇÃO / CP

Com obras civis 100% concluídas em janeiro passado, o projeto Onix, de expansão do complexo automotivo da General Motors (GM), em Gravataí, prepara-se para lançar, no último trimestre do ano, o primeiro de seus dois novos modelos de veículos: um hacthback (compartimento de passageiros e porta-malas integrados). O modelo já começou a ser fabricado em caráter experimental. O outro, um sedan, irá rodar em 2013. Ambos são complementares aos já produzidos no RS, o Celta e o Prisma. Até o final do processo, 6,2 mil pessoas estarão com carteiras de trabalho assinadas, entre a fábrica da GM, fornecedores sistemistas e terceiros. Dessas, mil vagas são do Onix.

Vai crescer também o número de empresas fornecedoras. Passará das atuais 17 para 19. Entrarão nesse time, com localização dentro da área do complexo, a Denso (sistemas de arrefecimento e aquecimento) e a Android (montagem de subconjuntos). Assim, serão finalizados os R$ 1,4 bilhão em investimentos do projeto Onix, iniciados em julho de 2010. Além desse valor há mais R$ 600 milhões aplicados em outras operações da GM no Brasil, centros de design, engenharia (laboratório e campo de provas) e na unidade do RS.

Quando os dois modelos forem produzidos em série, a capacidade instalada da montadora, que hoje elabora 930 carros por dia, ou 53,5 por hora, irá das 230 mil unidades/ano atuais para 380 mil unidades/ano, mas o mercado consumidor fará o ajuste da quantidade final. Até o lançamento, a fábrica da GM passará por estruturação. Significa adaptação da sua linha de montagem, além da instalação de novos equipamentos. Em matéria de robôs há hoje, por exemplo, 240 em operação. No final do processo serão adicionados mais 240 robôs. Os 17 sistemistas passam também por etapa de expansão da sua capacidade produtiva no complexo industrial de Gravataí.

Por enquanto, a General Motors não revela muitos detalhes do seu projeto por questões de estratégia e competitividade. Por isso, não dá qualquer precisão sobre a chegada dos carros ao mercado consumidor.

No que se refere aos novos empregos, uma seleção tem sido feita pela Azeredo Consultores & Associados – RH, empresa recrutada pela GM. Sua página de acesso na Internet é http://www.azeredoconsultores.com.br. Na última sexta-feira eram aceitos currículos para vagas de operador de produção e eletricistas e eletrônicos de manutenção, entre outras especializações. Conforme a GM/RS, 95% dos trabalhadores no complexo são gaúchos. O percentual deverá se manter.

Serão 1,9 milhão de veículos em julho

Estão em operação hoje 240 robôs no complexo. Mas o número irá dobrar Crédito: JOÃO ALVES / DIVULGAÇÃO / CP

Inaugurada em 20 de julho do ano 2000 com potencial instalado para produzir 120 mil veículos (Celta) por ano, após ter recebido investimentos de 600 milhões de dólares, a montadora da GM/RS em Gravataí atingirá em julho próximo saldo acumulado de 1,9 milhão de veículos fabricados (Celta e Prisma). À época, o projeto do complexo automotivo era denominado de Blue Macaw (Arara Azul). Entre os anos de 2004 e 2006, a capacidade da fábrica foi duplicada com a aplicação de 240 milhões de dólares para a criação do segundo modelo da GM/RS, o Prisma.

Depois que for concluída a expansão, a produção da montadora gaúcha poderá representar mais da metade da fabricação total de veículos Chevrolet no Brasil – terá capacidade para montar 380 mil veículos/ano. Mas trata-se de informação estimativa, sujeita ao comportamento do mercado. Em 2011, por exemplo, as vendas da marca foram de 632 mil unidades – se a GM/RS já estivesse expandida, a estimativa seria confirmada.

As novas obras civis acrescentaram 74 mil metros quadrados de área construída aos antigos 216 mil metros quadrados. A fábrica foi projetada em um modelo capaz de absorver expansões prediais sem a necessidade de a produção ser interrompida. A ampliação contempla os principais setores: estamparia, funilaria, pintura e montagem geral. Quase toda a produção da GM/RS atende ao mercado interno.

Em sua totalidade, os veículos da General Motors do Rio Grande do Sul são transportados por rodovias. O Porto de Rio Grande é utilizado, preferencialmente, para as operações de importação. Hoje, a montadora se utiliza do terminal para desembarcar os modelos Camaro (Canadá), Sonic (Coreia do Sul), Captiva (México), Agile (Argentina), Omega (Austrália) e Malibu (EUA).

Correio do Povo



Categorias:Economia, Economia Estadual

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4 respostas

  1. Quero saber o que esta acontecendo, pois comprei um carro, ja tem ate o numero do chassi e nada ate agora para entrega-lo, onde esta parado este processo, fizeram um lancamento e ate agora estamos esperando a concessionaria fala que o problema esta na fabrica da Gm porque lancam no mercado se nao podem cumprir

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  2. Por isso que vemos que o PT é o CÂNCER do Rio Grande do Sul.

    Triste sorte de nosso estado – mas lembrem-se que foram os gauchos que votaram em Olívio, e que agora votaram de novo no Tarso.

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  3. Quando leio que até o final do processo existirão 6,2 mil trabalhadores com carteira assinada, sou obrigado a lembrar o que deixamos de ganhar com a expulsão da FORD pelos ciosos cumpanheros na defesa das finanças do Rio Grande.

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  4. Vejo ciclistas choramingando logo mais.

    Tirando esse detalhe.
    Ótima noticia para a economia do RS, mas espero que a GM faça um carro de verdade, e não esses lixos, e que cobre um preço justo, e não os absurdos que cobra pelos carros bons da marca.

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