Fonte eólica ganha cada vez mais espaço no Estado

Os ventos que sopram no Rio Grande do Sul são cada vez mais produtivos e, além de traduzir o ar em movimento no balanço das copas das árvores, está dando ao Estado a oportunidade de se tornar uma das mais importantes fronteiras da energia eólica no Brasil. Dados preliminares do Balanço Energético Nacional 2012, organizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostram que, entre as fontes renováveis de matriz energética, a energia eólica teve crescimento de 24,2% no ano passado, o mais significativo no segmento e equivalente a geração de 2,7 mil gigawatts-hora (GWh) no período. Nesse cenário, o Estado vem desempenhando um papel de destaque, com a contratação de 744 megawatts (MW) em seis leilões nos últimos três anos.

A região é promissora, com a perspectiva de investimentos na ordem de R$ 4,8 bilhões até 2016 na construção de novos parques eólicos, que devem aumentar a capacidade geradora dos atuais 340 MW para cerca 1 GW. O sucesso nos leilões e o estabelecimento da energia eólica como a segunda maior prioridade da política industrial do governo estadual levaram à organização do Seminário Panorama da Energia Eólica para o Rio Grande do Sul, que acontece amanhã – quando se comemora o Dia Global do Vento – em Porto Alegre. Promovido em parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e o Canal Energia, o evento quer avaliar as principais oportunidades e o potencial do mercado gaúcho no desenvolvimento da matriz renovável, com a participação de diversas autoridades no tema.

O secretário-adjunto da SDPI, Junico Antunes, explica que o Rio Grande do Sul vai contar com mais 44 usinas eólicas nos próximos anos, fruto dos investimentos de quase R$ 5 bilhões em projetos já contratados através dos leilões de energia eólica. A ampliação para 1 GW de capacidade é apenas o primeiro passo de um caminho mais longo. Com potencial para gerar um terço da energia eólica brasileira, o Estado deve crescer até um limite estimado em 100 GW, num universo de 300 GW hoje associados à capacidade total do País de gerar energia através dos ventos. “Isso mostra o enorme potencial que temos aqui, e a nossa tarefa, que está sendo feita, é de atrair fábricas de aerogeradores e, com isso, ter também componentes produzidos no Rio Grande do Sul”, explica o secretário-adjunto.

A presidente da Abeeólica, Elbia Melo, que vai palestrar no seminário, lembra que o Brasil vive um panorama virtuoso, com a consolidação de um crescimento sustentável da energia eólica. Elbia diz que o Rio Grande do Sul vem chamando a atenção de empreendedores por estar colocado como o quarto estado em volume de investimentos na matriz energética.

“Hoje, o Rio Grande do Sul tem mais de 300 MW sendo gerados pela energia eólica, e já tem contratados 1400 MW, 100 MW deles em construção e outros 990 MW que já foram contratados e começam em breve sua construção”, elenca a executiva.

Mayara Bacelar – Jornal do Comércio



Categorias:Energia, Energia Eólica

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10 respostas

  1. Pena que geração eólica é bem ineficiente.

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    • ineficiente e cara! Alem do mais nao gera conhecimento, nao gera pesquisa, nao gera tecnologia. Invez de liquificarem e gaseificarem (?) o carvao para transformalo em combustivel, nao, as antas querem modinha. Querem aparecer mocinhos do passo certo com “novidade” que ja faliu na europa. Os espanhois querem dumpar (dump) essa tecnologia literalmente MEDIEVAL em qualquer lugar que possam!!!

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    • A eficiência é muito boa, o limite de Betz é uma boa aproximação. O problema é a disponibilidade, mas é por isso que a matriz híbrida é a tendência no mundo.

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      • O limite de Betz não é uma aproximação, é o máximo que uma turbina eólica pode produzir!

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        • É uma aproximação pois o limite mesmo é mais baixo, quando se leva em conta os efeitos na ponta das pás.

          As turbinas de 3 pás com TSR em torno de 7 se aproximam bem desse limite, mas a medida que o TSR aumenta (excesso de vento) a turbina perde eficiência.

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  2. Espero que diminua-se consideravelmente a queima de carvão com isso… Além do mais o carvão no RS é muito ruim, pela quantidade de cinzas.

    Com a complementação eólica-hídrica melhora muito o problema da estiagem (nossa conhecida) evitando trazer energia lá de Itaipú desperdiçando até 20% na transmissão.

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