Pensando grande ultimamente?

Ontem passei por cima da passarela da Rodoviária pela primeira vez desde que foi consertada. Aquele entorno da rodoviária é a primeira impressão de muita gente que chega à cidade pela primeira vez. O que mais chama à atenção ali é a igreja à la Disneyland da Universal, por sinal toda iluminada à noite.

Gastou-se com o conserto e pintura da passarela cerca de meio milhão de reais.

Será que, com um pouquinho mais, não seria melhor ter detonado aquela coisa velha e feito uma passarela moderna, que desse uma identidade àquele local, que ficasse iluminada de noite acenando para os carros e ônibus recém chegados à Porto Alegre? O que você acha?

Abaixo, a nossa passarela da Rodoviária e, a seguir, o que eu queria para o lugar.

Depois, mais exemplos de passarelas no Brasil. Clique para ampliar.

Espanha:

Curitiba:

Recife:

São Paulo:

Rio:

São Paulo:

Passarela Verde, São Paulo:



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Centro Histórico

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46 respostas

  1. A passarela da rodoviária estava um lixo, eu costumava passar por ali e notei que a estrutura de ferro por baixo do concreto estava ficando exposta e me preocupei, então liguei para o 156 e solicitei reparos na passarela. Quando retornei para saber o resultado do meu pedido um mes depois, havia uma resposta para mim ONDE FICA A PASSARELA DA RODOVIÁRIA, NÃO FOI ENCONTRADA. Fiquei indignada e ratifiquei o pedido explicando onde ficava a passarela da rodoviária. Tenho todos os números de protocolos com esta solicitação pois eles caducavam pois o tempo passava e a minha solicitação estava sempre em estudo. Graças a um caminhão que bateu na passarela finalmente ela foi consertada.
    Eu fico lendo todos os comentários que postam aqui e me pergunto. De que Adiantam? são só comentários efetivamente ninguém esta fazendo nada…….

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    • Juliana, sempre que ponho algo aqui tento mandar um email para alguma secretaria da prefeitura conjuntamente. O problema é que, como testemunhaste, os caras que estão na prefeitura não nos levam a sério.

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  2. O certo seria colocar a passarela abaixo, e trocá-la por faixas de segurança e redutores de velocidade para os automóveis.Tirar as cercas daqueles gramados e transformar aquilo ali em praça. O passo seguinte seria colocar abaixo o viaduto da Conceiçao. Terìamos um centro, mais bonito e revitalizado, mais pràtico e seguro para os pedestres.

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    • Redutores de velocidade?
      Aquilo ali é o famoso Xis da rodoviária. Um dos pontos mais movimentados da cidade. Já não se tem velocidade ali normalmente.
      Quanto a tirar as cercas, há alguns anos atrás não existiam as cercas. Existia paisagismo e o espaço foi invadido por mendigos. Esse é o principal motivo das cercas, além, claro, de evitar mortes de pessoas que queiram ganhar uns segundos a mais ao não atravessar pela passarela.

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  3. Essa passarela aumenta o trajeto da travessia e faz os pedestres (que não tem motor) subirem 5 metros de desnível. Quem não quiser se sujeitar, a pena é de morte por atropelamento – a Prefeitura instalou uma placa de 60 km/h pouco antes da passagem pelo local, no final da elevada da Conceição. E a placa é para acelerar antes de passar sob a passarela, pois a velocidade máxima anterior, sobre a elevada, é de 40 km/h. Mórbido!

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    • Eu costumo usar o túnel, acho muito mais interessante e prático. Colocaram um pouco mais de vida com bancas e algumas pinturas, mas ainda podem melhorar para atrair mais gente.

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  4. Vamos ser realistas pessoal. Essa passarela é imensa. Não dá pra fazer uma passarelazinha modernete como as mostradas, mesmo sendo todas de ordem privada e não pública. Essa modificação na passarela deixou ela bem bonita, mais do que era. O vermelho deu um tom moderno até.
    Concordo com a questão de pra quê se dar ao luxo para fazer algo megablaster. As alterações feitas recentemente deixaram ela bem bonita. Concordo que, se não existisse uma passarela, poderia e deveria ser algo bonito e moderno. Mas já temos algo ali que serve muito bem para a necessidade existente.
    Agora, onde for construído algo novo na cidade, sim, deveria se ter algo arquitetonicamente marcante. Já que é pra fazer, que seja bem feito. Mas no que já está feito, devemos manter e tentar melhorar da melhor forma possível.

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    • Quanto ao tamanho, isso não apresenta problema nenhum, Anderson. “Mas já temos algo ali que serve muito bem para a necessidade existente” – sim, mas a estrutura foi danificada e se colocou ali meio milhão. Acho que com isso (ou um pouco mais) se poderia ter construído ali algo bonito e moderno, já que aquela região não tem nada de bonito nem de novo, e é uma das entradas da cidade.

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  5. Falei…
    haha

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  6. E qual é a importância disso mesmo? Será que POA pode se dar ao luxo de esbanjar até em passarelas?

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    • Alguém precisa ler aquele artigo do David Coimbra, postado aqui estes dias.

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      • Muquiranagem é, segundo o David Coimbra, não fazer e nem deixar fazer. Eu apoio a ideia de que serviços como educação, saúde, assistência social e transporte público sejam priorizados, e sejam melhorados da forma mais eficiente possível, portanto, não sou muquirana.

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    • Some todos os custos de um atropelamento sem morte e sem lesão permanente.
      1. Tratamento médico, repouso (ganhando sem trabalhar), mobilização de familiares;
      2. Mobilização de infraestrutura do estado, como ambulância, EPTC, registro, lentidão no trânsito com gente olhando;
      3. Concerto do carro.

      Acho que uns 5 atropelamentos já paga a passarela.

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  7. Não sou arquiteto, mas acho que devo deixar a minha opinião, achei a maioria delas muito pesadas e sem movimento.

    Acho que os arquitetos de hoje em dia esqueceram de que existem os arcos, caso se parta de uma linha reta, necessariamente se cai numa estrutura mais robusta e deselegante.

    Acho que o pessoal está esquecendo conceitos clássicos para vencer vãos.

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    • Rogério, as estruturas com arcos, e você como engenheiro deve saber bem, vêm dos tempos do Império Romano, quando era a única (e criativa) maneira de vencer grandes vãos. Hoje, com toda a tecnologia disponíbilizada pela moderna engenharia, podemos vencer vãos inimagináveis para aquela época sem a necessidade deste recurso, daí que a arquitetura acompanha o desenvolvimento das técnicas de seu tempo. Claro que poderíamos usar arcos, mas apenas com fins estéticos se assim fossem projetados. Um exemplo clássico são os arcos da Lapa, no Rio, mas acho que não caberiam nas cidades atualmente.

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      • Não falo necessariamente numa estrutura que se mantenha através somente da compressão dos materiais, porém o que as pessoas esquecem é que com um pequeno arco se reduz em muito os fletores.

        Esta confusão entre um arco puro e uma estrutura em arco é o exemplo típico que se está perdendo noção de como funciona uma estrutura.

        Por melhor que seja o material, como geralmente eles resistem melhor a compressão do que a tração, arqueando obtém-se estruturas mais esbeltas.

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        • Sim Rogério, tens razão, é possível fazer estruturas em arco com vãos longos, mas acho que atualmente é uma questão de estética da época, se é que me entendes. A Arquitetura, como em qualquer campo de atividades, reflete, de modo geral (não necessariamente), a média de um pensamento de determinada época, em conjunto com as técnicas dominantes naquele determinado período. E isto segue até que um novo pensamento ou descoberta comece a criar novos paradigmas. E assim segue a civilização…

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    • Passarela em arcos?

      Pra que, se hoje em dia existe concreto protendido?
      Além do mais, imagina o raio do arco para vencer esse vão. Vai fazer uma “ponte de bento gonçalves” lá?

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      • Jeclecler.

        Pior do que a ignorância é a soberba da ignorância. Se tiveste alguma noção de estruturas saberias do que estou falando, inclusive uma estrutura em concreto protendido se arqueada ela diminui a seção.

        Também chamo a atenção que quando se utiliza concreto protendido pode-se para diminuir a seção adotar-se um arco inverso, resultando estruturas que se denominam “pênseis”. A atualidade deste tipo de estrutura é grande e vários projetistas estão empregando este tipo de solução como uma forma de dar melhor aparência e vencer grandes vãos.

        Quanto a tua risadinha, como diria um conhecido meu, quem ri por último, ri depois.

        Pelo visto as tuas noções de cálculo estrutural são ruizinhas.

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        • Jeguecler.

          Só para não dizeres que não contribuo para a tua cultura estrutural sugiro que olhe “PASSARELA PÊNSIL PROTENDIDA FORMADA POR
          ELEMENTOS PRÉ-MOLDADOS DE CONCRETO”

          Clique para acessar o cee24_89.pdf

          O link não é uma risadinha!!!

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        • Primeiro de tudo, achei de extrema arrogância a sua piada em relação ao meu nome. Aliás, arrogância que alguns alunos da UFRGS dizem. Quanto a sua experiência, nem questionarei, pois sei que está há MUITO mais tempo que eu na área.

          Se minha noção de estruturas fossem péssimas, não teria trabalhado na Skidmore Owings and Merrill (google it).

          Quanto a estrutura, nós sabemos que estruturas mais complexas na terra do sambinha são caras e a mão de obra para tal é de maior especialidade, quiçá em tempos onde o mercado anda aquecido.

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        • PS: levo na brincadeira, senao nao teria brincado com o link da risada anteriormente. sei brincar.

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        • Por essas e outras, o termo crescer não é sinônimo de EVOLUIR. Evoluam pessoal.

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  8. Eu prefiro mandar bala no “esqueleto”. Esse sim tem que ser destruído.

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  9. O que esperar de um governo municipal que não sabe fazer ciclovias decentes, nem cuidar de suas praças e de usas calçadas ( senão, as privatizando – passando a bola, a diante…), nem das luminárias da Rua do Andradas, que estão tortas, com lâmpadas apagadas e quando estão nos lugares. A relação vai longe, se listar aqui…É exigir muito deles senão um concreto a mais com uma grade de ferro vermelha. A “estética urbana”, está pronta!!

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  10. Bah, esses dias que eu reparei na passarela do novo Bourbon..
    Ela vai ligar o shopping ao que?
    Estacionamento?
    Parece que vai ser uma passarela bonita..

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