Petrobras vai perfurar no RS

Trabalho na Bacia de Pelotas será executado em área a aproximadamente 200 quilômetros da costa do Sul do Estado

Levantamentos geoquímicos e de potencial de reservas de petróleo estão sendo feitos pela estatal Crédito: gerson pantaleão / especial / cp memória

No segundo semestre deste ano começa o trabalho da Petrobras em busca de petróleo e gás na região da Bacia de Pelotas (BM-P-2). A informação foi confirmada ao Correio do Povo pela assessoria da estatal no Rio. A perfuração será executada numa área a aproximadamente 200 quilômetros da costa do Sul do Rio Grande do Sul. Levantamentos geoquímicos e de sísmica feitos pela empresa baseiam a decisão da exploração. De acordo com os técnicos da estatal, o cálculo dos potenciais de reservas, nesse estágio do projeto, é uma avaliação ainda prematura. Mas já foram investidos cerca de R$ 21 milhões na concessão BM-P-2. A perfuração do poço exigirá investimento de 100 milhões de dólares.

Na área da BM-P-2 a Petrobras firmou três contratos de concessão, segundo consta no site (www.anp.gov.br)da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os contratos datam de 24 de novembro de 2010 e se encerram no mesmo dia de novembro próximo. Ao término de cada fase exploratória, uma vez cumprido o Período Exploratório Mínimo (PEM), o concessionário poderá adentrar o período subsequente de exploração e assumir o PEM daquele intervalo de tempo. Outra alternativa será devolver o bloco à ANP ou reter o bloco, total ou parcialmente, mediante o estabelecimento de um Plano de Avaliação de Descoberta (PAD).

A produção média de óleo e gás da Petrobras, no Brasil e no exterior até março passado, foi de 2.676.800 barris por dia. No caso da Bacia de Pelotas, “o potencial de reservas e a economicidade do projeto exploratório só podem ser avaliados após a realização do PAD, no qual são previstos vários estudos da área”, informa a Petrobras.

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Profundidade pode chegar a 7 mil m

Refap, unidade em Canoas, tem cadastro com 140 indústrias gaúchas Crédito: divulgação / cp memória

Esse não é o primeiro poço a ser perfurado na Bacia de Pelotas. Já houve mais de uma dezena. Na mais recente, Petrobras e Shell, numa atuação em parceria, desceram a 300 metros de profundidade. A Shell, entretanto, desistiu de continuar o trabalho devido ao fator custos. Agora a exploração é baseada em informações mais precisas. A perspectiva de encontrar petróleo é forte. A profundidade do novo poço a ser aberto na BM-P-2, em busca de petróleo abundante, pode chegar a 7 mil metros.

Abrir um poço desse tipo leva seis meses ou mais. Segundo a estatal, tudo depende das condições operacionais. Se a descoberta de petróleo for confirmada, o segundo passo é o da elaboração do Plano de Avaliação. Não há tempo predeterminado para essa etapa, quando serão feitos estudos e análises a partir dos resultados obtidos na perfuração. A indústria do RS está otimista. “Se o Estado tiver sorte de serem achadas grandes reservas de petróleo na Bacia Pelotas, ganhará muito com royalties. Crescerão as oportunidades”, assinala o coordenador do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás, Naval e Offshore da Fiergs, Oscar de Azevedo.

No cadastro de fornecedores da Petrobras há 130 indústrias gaúchas. Na Refap há 140. A densidade de participação do Estado nos negócios de petróleo e gás da estatal é pequena, 3%, na comparação com sua fatia no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil (7% a 8%). Entretanto, no Polo Naval, tracionado pela Transpetro, da Petrobras, há R$ 10 bilhões de encomendas em fase de produção por indústrias localizadas dentro do Estado, diz Azevedo. Em termos potenciais, 600 indústrias do RS têm habilitação para fornecer à Petrobras.

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Categorias:Economia Estadual

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11 respostas

  1. Já ouvi falar, que tem poço de petróleo no solo do RS lacrado. Será verdade????

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  2. Eu sempre disse que o Brasil deve ter um monte de Petróleo, incluindo no continente (que é bem mais barato de extrair), só que a porcaria desta estatal é incompetente demais para descobrir! Além disto o investimento privado é desestimulado ao máximo.

    Já poderíamos ser auto suficientes a décadas, e não por apenas por um breve período de poucas semanas no início deste século…

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  3. hmm, petróleo no RS… se for verdade já podemos nos separar do Brasil.. hahauah

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  4. Isso é reflexo do final do petróleo… lugares onde era inviável começam a se tornar viáveis, pelo aumento do preço.

    Por que ninguém procurou no pré-sal antes? Porque mesmo que fosse encontrado seria muito caro para perfurar e bombear. O que parece grandes descobertas, nada mais é que o preço viabilizando exploração onde não era “possível” anteriormente.

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    • Ridiculo e totalmente sem logica. Estao perfurando por todos os lados por hoje haver tecnologia capaz de capturar oleo em lugares diversos alem do preco estar bom para este tipo de operacao existe tambem uma altissima demanda. Existe mais petroleo nesse mundo do que a cambada anti-petroleo gostariam de acreditar.

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      • Ter tem, mas é caro ir buscar. Tem toda a tabela periódica no Sibéria, mas é caro ir buscar… Veja o documentário “the end of suburbia” e preste atenção nas entrevistas com nada mais nada menos que geólogos chefes de empresas como a Shell.

        Ou então entre lá no Public Data Explorer e brinque com o dados.

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      • Do Wikipedia:

        “All the easy oil and gas in the world has pretty much been found. Now comes the harder work in finding and producing oil from more challenging environments and work areas.” – William J. Cummings, Exxon-Mobil company spokesman, December 2005

        “It is pretty clear that there is not much chance of finding any significant quantity of new cheap oil. Any new or unconventional oil is going to be expensive.” – Lord Ron Oxburgh, a former chairman of Shell, October 2008

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  5. Como ouvi uma vez num filme sobre um país em guerra civil na África: “agora, só o que falta é encontrarem petróleo”.

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  6. Tomara que de certo. Vai dar um up na economia.

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