Vá de Bici

A previsão é que, nesta segunda, recomece as obras da ciclovia da Ipiranga.

Segundo dados da EPTC (Zero Hora  27 de fevereiro de 2012, página 24), diariamente mais de 5 mil ciclistas usarão a futura ciclovia da Ipiranga.

O Laboratório de Políticas Públicas e Sociais – Lappus – realizou levantamento dos pontos críticos (que exigem obras complementares e riscos para os ciclistas) caso a obra realmente continue sendo feita sobre o talude  (ver levantamento clicando aqui: Pontos criticos da Ciclovia Ipiranga)

Na mesma ocasião, foram contados os veículos  estacionados ao longo de toda a via (sentido centro-bairro). Resultado: entre a Av. Beira-Rio e a Av. Cristiano Fischer haviam 28 automóveis (8 irregulares).

Infelizmente, ao invés de fazer a ciclovia onde há alguns carros estacionados, a Prefeitura insiste em “construir uma obra”.

O estudo do Lappus é mais uma demonstração que, mesmo diante de argumentos racionais e fundamentados, a Prefeitura prefere colocar…

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14 respostas

  1. Estava buscando dados sobre a circulação em PoA…

    O site da EPTC é ridiculamente pobre em estatísticas! só tem acidentes. Como esses caras conseguem projetar algo sem dados?

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  2. O problema é que não tem como tirar os postes pra fazer uma pista nova, e todo mundo sabe que tirar uma faixa da Ipiranga é suicidio politico…

    E duvido que tenha 5 mil ciclistas em Porto Alegre.
    haha

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    • Acho que os 5 mil estão corretos. Há uns 2 anos indo de ônibus para o câmpus do vale eu contei o número de ciclistas no pedaço da Bento da perimetral ao câmpus.

      Dava ensino 10 ou 15 ciclistas no período de 10min. fazendo as contas chega a mais de 1000 em uma região pouco habitada e hoje em dia a bicicleta é mais comum.

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    • É verdade, se reduzirem uma faixa da Ipiranga para ser usada como ciclovia, serão 5 mil contra 20 mil, que devem ser o número de automóveis que passam na avenida diariamente em cada sentido.

      O ideal era alargar a via para criar uma faixa extra para os ciclistas, só que dai o Poder Públicos justificaria que ficaria muito caro, por causa das desapropriações.

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      • A faixa da direita na Ipiranga é utilizada para estacionar carros. Ciclofaixa seria um uso bem melhor.

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      • Teu cálculo não faz sentido, Julião. Digamos que 20 mil carros passam por dia na Ipiranga, quantos deles vão ficar ali estacionados? Muuuito menos que 5 mil! Ou seja, se fizer ciclofaixa/via, mais pessoas aproveitam o espaço público.

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  3. Eu tenho usado a ciclovia da Icaraí e concluí que aquele modelo de ciclovia, com estacionamento do lado ao meu ver realmente é estranho.

    1. Como os veículos estacionam entre a ciclovia e a calçada, quase diariamente em algum ponto eu passo em alguém que encheu a ciclovia com carga. Normalmente são caminhões de mudança ou de empresas. Algumas vezes é o ônibus do DMLU.
    2. Nos pontos onde é para de ônibus (e portanto proibido estacionar) não há olho de gato por uma extensão extremamente longa. O resultado é que o pessoal estaciona o carro ali mesmo e nem liga (e a EPTC obviamente nunca está aí pra fiscalizar)
    3. A cilclovia termina (sentido bairro centro) em uma rótula que o ciclista basicamente se sente obrigado a abandonar a avenida e ir pras ruas secundárias, pois a outra opção é disputar espaço no estreitamento que existe nas pistas.
    4. No sentido centro bairro teoricamente a ciclovia converteria para a direita em direção a Diário de Notícias, mas os dois segmentos estão separados e o ciclista tem que ou usar a pista de automóveis ou subir a calçada.
    5. Se encontra de tudo na ciclovia: corredores, catadores, até mães com carrinho de bebê (estas últimas é até compreensível)
    6. O fato da ciclovia ser unilaterial é absurdo e ninguém respeita. O bom é que os ciclistas se entendem e acabam usando aquela área entre a ciclovia e as vagas de automóvel como pista.

    Honestamente, acho que tem mais é que proibir estacionamento em toda Icaraí e fazer outra “ciclopista” ali. Ou desapropriar área do Jocker, que seria melhor mais muuuuito mais caro.

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  4. Depois de ler o estudo das regiões de risco, que tem mapas, fotos dos pontos de risco, etc eu finalmente entendi por que a ciclovia é considerada insegura por alguns.

    E convenhamos, o que vai ser feito vai ser uma PALHAÇADA!

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    • Felipe

      Estás sendo bonzinho, só faltou o pessoal do Lappus dizer o que eles tinham vontade de dizer, mas como são educados não disseram, o Projeto está uma B.O.S.T A. e eles sugerem que se ponha lo lixo e se parta para outra solução.

      Veja algumas conclusões:

      a) A ciclovia está planejada para ser implantada sobre o gasoduto, debaixo da rede de alta
      tensão, ao lado da pista mais veloz dos automóveis, na beira do Arroio Dilúvio, na rota
      de veículos que realizam manobra para dobrar à esquerda e sobre calçadas de pedestres
      (no caso das pontes), trocando de um lado a outro do Arroio Dilúvio por 5 vezes.

      b) A ciclovia está situada fora da pista, ocasionando impossibilidade de comunicação do
      trânsito de bicicletas com as ruas laterais confluentes com a Av. Ipiranga, promovendo
      uma segregação das bicicletas em relação ao trânsito geral da avenida;

      c) A ciclovia não atende os dois lados da Av. Ipiranga. Portanto, será inevitável que, à
      exceção de quem tiver que cruzar toda a extensão da Av. Ipiranga, haverá um grande
      número de ciclistas que precisará utilizar alguma das pistas da avenida, no lado do
      Arroio Dilúvio em que a ciclovia não passa, para poder acessar seu destino.

      2. O projeto não informa como está planejada a ligação (presente ou futura) desta ciclovia
      com outras ciclovias da cidade, garantindo integração de um sistema de mobilidade através
      de bicicletas, conforme previsto no Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI).
      ……
      ……
      ……
      7. Há diversos fatores que sugerem que a substituição do atual projeto de ciclovia por
      ciclofaixas em ambos os sentidos da Av. Ipiranga seria menos onerosa, mais eficiente para a mobilidade, mais célere para implantar, com menores riscos agregados e com mais
      funcionalidade para quem poderia utilizar-se da bicicleta para deslocamentos cotidianos,
      para trabalho, …..

      Para ver o grau de indignação do pessoal do Lappus, não HÁ UM SÓ PONTO POSITIVO CITADO NO TRABALHO.

      O que vai acontecer é que a ciclovia não vai ser utilizada e a população em geral vai dizer:

      Gastam um dinheiral em ciclovias e os ciclistas não aproveitam!!!!

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      • Veja que a ciclovia tem o mesmo problema dos corredores de ônibus. Ficam no meio ao invés de junto à calçada como é mostrado no video de NY.

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        • Até onde sei os corredores ficam no meio para competir menos com o trânsito das conversões (principalmente a direita) nas grandes avenidas.

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        • Sim, existe esse problema e já vi muitos carros fechando os ônibus nas conversões. Mas se pensarmos bem, essa decisão de colocar os ônibus no meio está baseada na priorização do carro.

          Tem muitos pontos que favorecem o corredor na faixa da direita.
          1. Evitar as ‘estacionadinhas’ dos carros na direita;
          2. Diminuir as sinaleiras;
          3. Reduzir o número de pessoas atravessando a pista (segurança);
          4. Utilização da infra-estrutura da calçada para esperar o ônibus;

          Veja no caso da Ipiranga. A faixa da direita já é naturalmente utilizada pelos ônibus e lotação. Acho que basta pitar uma faixa vermelha e sinalizar bem que é faixa exclusiva para ônibus que funciona bem. Se o carro quiser entrar, ele pode usar a faixa da direita para reduzir a velocidade e esperar um pouquinho atrás do ônibus. Se trafegar nela, leva multa.

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