Rio+20: encontro reúne mais de 70 prefeitos de grandes cidades

José Fortunati participou do encerramento de plenária da C40, no Rio    Foto: Divulgação/PMPA

Ao participar como representante da Rede Metrópolis na sessão plenária que encerrou o encontro do Climate Leadership Group (C40), o prefeito José Fortunati defendeu a necessidade das cidades assumirem cada vez mais o seu papel na dianteira do desenvolvimento de políticas de sustentabilidade e de enfrentamento das mudanças climáticas. Grupo internacional de articulação política para a sustentabilidade, o C40 reuniu durante toda a terça-feira, 19, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, mais de 70 prefeitos das maiores cidades do mundo.

“As pessoas sentem os reflexos dos problemas ambientais no local onde vivem. É lá, nas cidades, que as políticas devem ser ainda mais contundentes. Tudo para gerar bem-estar e qualidade de vida”, destacou Fortunati, lembrando ações que vêm sendo desenvolvidas em Porto Alegre, como o Projeto Integrado Socioambiental, que permitirá a elevação da capacidade de tratamento de esgotos de 27% para 77% até 2012, e a implantação do sistema de transporte urbano, o BRT.

Mesmo defendendo a necessidade das cidades assumirem papel importante nas ações de sustentabilidade, Fortunati ressaltou a necessidade de os agentes envolvidos engajarem-se nesse desafio. “Precisamos de uma ampla articulação que envolva todas as esferas públicas, mas que envolva também a iniciativa privada, a sociedade civil organizada e a conscientização de todos os cidadãos”, disse, enfatizando o importante papel do Orçamento Participativo e do movimento “Porto Alegre: Eu Curto. Eu Cuido.” na governança da sustentabilidade da Capital.

A coordenação da sessão plenária foi integrada ainda pelo presidente do Local Governments for Sustainability (ICLEI), David Cadman, e pela diretora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Lamia Kamal-Chaoui.

Estande – para expor as principais iniciativas de sustentabilidade e governança desenvolvidas pela cidade durante as atividades na Rio+20, o estande de Porto Alegre, localizado no Parque dos Atletas (avenida Salvador Allende, s/nº, Barra da Tijuca), apresentou:

– Socioambiental: até 24 de junho, o visitante poderá conhecer o Projeto Integrado Socioambiental (Pisa), realizado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), que será responsável por garantir que o tratamento de esgotos seja ampliado de 27% para 77%, melhorando significativamente a qualidade da água do Lago Guaíba. As tecnologias diferenciadas utilizadas para o grande impulso no saneamento em Porto Alegre estão expostas no espaço por meio de vídeos e imagens.

– Movimento Porto Alegre: Eu Curto. Eu Cuido. é um movimento que une a mobilização dos porto-alegrenses com ações concretas da prefeitura. Dentro da iniciativa estão projetos que envolvem limpeza urbana, revitalização dos passeios públicos e respeito no trânsito.

– Orçamento Participativo: Aprofunda a relação da prefeitura com a população desde 1989. É um processo dinâmico, pelo qual a população decide, de forma direta, a aplicação dos recursos em obras e serviços que serão executados pela administração municipal. O OP é referência em democracia para o mundo. Conforme a ONU, é uma das 40 melhores práticas de gestão pública urbana no mundo.

Rede Metropolis – Criada em 1985, a Associação Mundial das Grandes Metrópoles (Metropolis) é uma rede internacional que agrupa grandes cidades e governos metropolitanos de todo o mundo com o objetivo de fomentar a transferência de conhecimentos e boas práticas urbanas. Porto Alegre integra o Conselho de Administração da rede, e o prefeito da Capital é tesoureiro do fundo.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Meio Ambiente

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13 respostas

  1. Pois e’, os eleitores mais politizados do mundo sempre votavam no PT, agora aguentem estarem atraz de todos em varios requisitos que vcs mesmos acham importante. E ira piorar se a doida da comunista for prefeita, e digam adeus a todas obras de melhorias que poderiam acontecer. DE NOVO, a ESQUERDA e’ IDEOLOGICAMENTE, ECONOMICAMENTE, SOCIOLOGICAMENTE E EMOCIONALMENTE CONTRA O DESENVOLVIMENTO E MODERNIZACAO. Nao sou eu quem diz isso, sao eles mesmos e atravez de seus atos demonstram o quanto nao gostam de melhorias. Para entender essa mentalidade e’ so’ ler um pouco. Adoraria se os nossos esquerdistas fossem com os chineses, que querem do bom e do melhor para sua propria gente, mas ai a coisa e’ diferente. E VCS SABEM DISSO!!!!

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  2. O socioambiental deveria ser escondido e não mostrado como grande realização. Há cinquenta anos Porto Alegre era líder nacional em saneamento ambiental, depois de colocarem água para toda a população, todas as prefeituras vieram postergando ao máximo qualquer investimento em tratamento de esgoto, até chegarmos a ser uma das PIORES CAPITAIS brasileiras em tratamento de esgoto.

    Com isto festejar os 77% de esgoto tratado (que ainda não está pronto) é uma brincadeira.
    É ridículo falar em esgoto tratado em Porto Alegre, com 27% estávamos 2009 em 55° lugar das cidades maiores que 300.000 habitantes em com 77% passaremos para 15º ou 17º no Brasil, para quem já foi a primeira? De 2009 para os dias de hoje já devemos estar lá pelo 60º ou 70º lugar, pois várias prefeituras já concluíram obras de tratamento de esgoto.

    Vitória no Espírito Santo já tem 100% do esgoto tratado e outras cidades brasileiras vão para níveis próximo a isto, e o prefeito todo alegre com os seus futuros 77%.

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    • Excelente observação!

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    • Acho que tem que se envergonhar por não ter feito e não por fazer.

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    • Isso porque o PT nao fez nada durante 16 anos… Se tivessem comecado la’ atras ja’ tava tudo pronto. Agora, criticar o Fortunati e outros por terem comecado a resolver o problema?

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      • Ricardo, eu disse 50 anos e não vinte anos.

        Lá pela década de sessenta Porto Alegre era uma das poucas grandes cidades do Brasil que universalizou o serviço de água tratada para toda a população. Depois disto veio um monte de prefeitos, inclusive os do PT.

        Agora já que insistes em colocar o PT em baila, vamos aos números. As únicas grandes estações de tratamento de esgotos que foram construídas em Porto Alegre foram as seguintes:

        1993 ETE Ipanema
        2000 São João/Navegantes
        2002 Estação Belém Novo

        Confira as datas!

        E a maior delas responsável praticamente pelos 27% existentes é a estação São João Navegantes (150.000 habitantes).

        Ou seja, eu não quis trazer para o lado partidário, pois com isto se empobrece a discussão, entretanto não podemos faltar com a verdade, pois se até o projeto socioambiental (que foi começado durante o governo do PT) houveram prefeitos que não fizeram nada em termos de saneamento ambiental, esta responsabilidade deve recair mais nos prefeitos anteriores.

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    • Peraí, o Fortunatti vai ser o responsável de elevar o tratamento de 27 pra 77% e você criticando? Parabéns ao prefeito! Que fizeram os prefeitos anteriores a respeito?

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      • Marcelo

        Já escrevi uma resposta mas ela caiu, logo vai ela de novo.

        Eu não estou responsabilizando o Fortunatti pelo atraso no tratamento de esgoto, só estou dizendo que em 50 anos não se fez quase nada. E 50 anos não são 10 nem 20, são 50.

        O PISA já estava formatado no ano 2000, de lá para cá todos os prefeitos, eu disse todos (Verle, Fogaça e agora o Fortunatti) tentaram financiamento internacional, Banco Japonês, BID, e outros, somente com o PAC em 2007 que o governo federal deu o aval para o PISA, e após isto começaram as obras.

        Não culpo os prefeitos das últimas 3 décadas, pois a capacidade de investimento da cidade era nula e estávamos com uma crise depois da outra. Culpo mais os prefeitos que gastaram dinheiro em perimetrais que não tem princípio e fim do que os da década perdida.

        O que eu quis dizer que é uma vergonha para uma cidade como Porto Alegre, que na década de 50 tinha um serviço de águas e esgotos invejável e que quando sobrou dinheiro gastou em obras inúteis.

        Teve muita história na implantação deste PISA, fale com alguém que trabalhe no DMAE há mais de 20 anos que saberá como ocorreu.

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  3. Bem melhor que uma Copa do Mundo, pelo menos se discute problemas REAIS como tratamento de esgoto, rede para troca de conhecimento, melhoria do transporte…

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  4. Wow que bando de gente inutil!!

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