Parceria com a ATP agiliza projetos para estações e terminais BRT

Os projetos arquitetônicos para as 77 estações e cinco terminais de integração do Sistema BRT (Bus Rapid Transit) na Capital serão viabilizados por meio de cooperação técnica firmada nesta quinta-feira, 21, pela prefeitura e a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). De acordo com a parceria, a entidade doará ao município os estudos para a padronização dos mobiliários no novo sistema de transporte coletivo da Capital. (fotos)

As propostas serão elaboradas por profissionais contratados pela ATP, alinhados aos critérios técnicos trabalhados junto à equipe da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Conforme o presidente da associação, Ênio dos Reis, a intenção é contribuir para agilizar a preparação do sistema BRT. “Os projetos visam ao futuro do transporte coletivo de Porto Alegre. Será uma colaboração para viabilizar ações da prefeitura que irão qualificar a mobilidade urbana”, afirmou o dirigente.

O prefeito José Fortunati destacou a parceria com a ATP, que apoia a construção de inovações para a qualificação dos serviços ao cidadão de Porto Alegre. “A entidade vai dar uma importante contribuição no desafio de pensar as novas estruturas de forma a atender as necessidades dos usuários, com acessibilidade, conforto e agilidade, compondo ainda de forma harmônica a paisagem urbana”, afirmou.

Conforme o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, após a elaboração dos projetos, a documentação completa será encaminhada para avaliação da Caixa Econômica Federal, agente financiador das obras de mobilidade da Matriz de Responsabilidades para a Copa de 2014, para na sequência ser lançado o edital de licitação.

Sistema BRT – As obras do sistema de transporte BRT já estão em desenvolvimento nos corredores de ônibus das avenidas Protásio Alves e Bento Gonçalves. O projeto de qualificação do transporte coletivo prevê corredores exclusivos para ônibus; veículos modernos, de grande capacidade e baixas emissões de poluentes; estações fechadas e seguras, com a possibilidade de passagens pré-pagas; soluções para uma rápida entrada e saída de passageiros; informações aos passageiros e controle de tráfego em tempo real; sinal de trânsito prioritário nos cruzamentos; garantia de maior acessibilidade; passagem única e livre transferência de passageiros entre linhas de ônibus.

Prefeitura de Porto Alegre



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8 respostas

  1. Quem quiser conhecer os tais critérios técnicos para projeto das estações, eles estão aqui:

    Clique para acessar o EMB2012_Seguranca_Viaria_em_Corredores_de_Onibus_Documento_de_Trabalho.pdf


    Atentem para os seguintes aspectos citados no documento: ônibus em alta-velocidade; estações fechadas e gradis para evitar travessias imprudentes dos pedestres, velocidade é uma questão chave; reduzir a velocidade para aumentar a segurança implica aumento da frota de ônibus, etc. Fica a impressão que as pessoas estão na esteira de uma linha de montagem para serem processadas de forma mais rápida. E não há nenhuma preocupação com aumento do tempo dos pedestres e ciclistas para fazer os seus percursos tendo que desviar barreiras, aguardar em semáforos e fazer travessias em várias etapas. Aliás, não estão previstas as obrigatórias ciclovias em muitos dos corredores dos BRTs. Está muito mais para negociata que para mobilidade. A meta é uma só: aumentar a “lucratividade”, dos permissionários.

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  2. Poderiam fazer um post com exemplo de estações de BRT que temos por ai. Curitiba, Rio de Janeiro, Bogotá e outros.

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    • Boa ideia. Vou providenciar nos proximos dias!

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      • Gilberto

        Não há como alterar os comentários para intensedebate?
        Acho que fica melhor, pois podemos postar imagens daí, como no skyscrapercity.

        Abraços

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        • Johnnie, como estamos no wordpress.com, não existe esta possibilidade. Mas em breve, pretendemos passar para a versão .org. Bem melhor e com mais recursos. Mas estamos dependendo ainda de alguns fatore$ pra fazer isso.

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  3. Eu diria que quase todos os problemas do transporte público em POA vêm dessa associação do poder público com a ATP.

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  4. É, sem concurso público mesmo. 😦

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