Comunidade se organiza para barrar túnel da Anita Garibaldi em Porto Alegre

Comunidade se reuniu com a prefeitura nesta segunda-feira (25)

Samir Oliveira

A população dos bairros Mont’Serrat e Bela Vista, em Porto Alegre, está mobilizada para impedir a construção de um túnel na rua Anita Garibaldi. A estrutura possibilitaria uma passagem subterrânea pela avenida Carlos Gomes e faz parte do projeto de cinco intervenções previstas para ocorrer ao longo da 3ª Perimetral em função da Copa do Mundo de 2014.

A obra já é planejada pela prefeitura há pelo menos três anos, quando a Capital foi escolhida como uma das sedes do mundial da FIFA. Mas os moradores da região alegam que só foram tomar conhecimento do empreendimento no final do ano passado, através de uma reportagem veiculada na imprensa.

Desde então, a Associação dos Moradores do Bela Vista e do Mont’Serrat (Amobela) vem tentando conversar com a administração municipal sobre a obra. Eles cobram mais esclarecimentos sobre os impactos da intervenção e exigem a apresentação dos estudos de licenciamento ambiental – já que, de acordo com a associação, mais de 60 árvores terão que ser removidas. Além disso, os moradores estão preocupados com os impactos econômicos do túnel, pois áreas onde hoje funcionam estabelecimentos comerciais na Anita Garibaldi terão que ser desapropriadas para que possa ser feito o recuo que permitirá a construção das novas vias de acesso à avenida Carlos Gomes.

A Amobela questiona, ainda, a efetividade da obra, que contribuirá para desafogar o tráfego na Perimetral, mas, de acordo com a associação, poderá congestionar as ruas e alamedas locais do bairro. Isso porque, com a construção do túnel, quem trafega pela Anita Garbaldi no sentido centro-bairro não poderá mais fazer a conversão à esquerda na Carlos Gomes – o que fará com que os motoristas tenham que procurar retornos alternativos no interior dos bairros.

A obra será feita com recursos federais do PAC da Mobilidade Urbana e custará, no máximo, R$ 10,4 milhões. A licitação foi concluída no dia 17 de fevereiro deste ano e o início dos trabalhos já estão autorizados. A previsão é que o túnel leve até um ano para ser finalizado.

Tensão marcou reunião da prefeitura com moradores

Na noite desta segunda-feira (25), dezenas de moradores da região participaram de um encontro com representantes da prefeitura para discutir o túnel da rua Anita Garibald. Os secretários da Copa, Urbano Schmit (PDT), da Governança, Cezar Busatto (PMDB), da EPTC, Vanderlei Capellari, e de Obras, Adriano Gularte (PTB), foram recebidos na Igreja Mont’Serrat com cartazes contrários à obra. “Se eu quisesse poluição e rua larga, teria comprado meu apartamento na Farrapos”, dizia um dos protestos.

Encontro durou mais de quatro horas e gerou discussões acaloradas | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

A reunião foi tensa, marcada por críticas constantes da população. Ana Luiza, integrante da Associação dos Amigos da Praça Japão, foi uma das primeiras a tomar a palavra. “Não vamos compactuar com o desenvolvimento a qualquer custo. Podemos fazer história na noite de hoje se conseguirmos construir uma alternativa que não priorize só viadutos, carros e asfalto, mas que priorize as pessoas”, defendeu, sendo fortemente aplaudida pelo público.

Um dos momentos mais tensos ocorreu quando uma moradora questionava a necessidade do túnel e, ao mesmo tempo, o secretário de Obras, gesticulando, dizia: “Abre a tua mente!”. Ao ouvir isso, um morador que estava no fundo do auditório xingou Adriano Gularte. “A prefeitura não está aqui para brigar com a comunidade, está aqui para ouvi-la. Quem paga para o senhor ficar aí sentado somos nós. O senhor não vai ficar brabo. Vai sentar e nos escutar!”, indignou-se o cidadão.

Os principais argumentos da prefeitura para a construção da obra foram apresentados por duas arquitetas da EPTC, servidoras de carreira do município. Os integrantes do primeiro escalão presentes no encontro se manifestaram bem menos.

As técnicas da prefeitura observaram que o Plano Diretor de 1999 estipula uma série de intervenções que viabilizassem o desenvolvimento descentralizado da cidade. E, com a construção da 3ª Perimetral, já estavam previstas obras que, no futuro, viessem a desafogar o fluxo da via – que, atualmente, suporta mais de 70 mil veículos por dia. “Temos a responsabilidade de permitir que mais de 70 mil veículos circulem diariamente na 3ª Perimetral”, disse o chefe da EPTC, Vanderlei Capellari.

Projeção de como ficaria o túnel concluído | Foto: Divulgação/PMPA

Por isso, além do túnel da Anita Garibaldi, estão previstos também a construção de uma passagem de nível da avenida Farrapos com a avenida Ceará, outra na avenida Cristóvão Colombo com a 3ª Perimetral, além de um viaduto na avenida Plínio Brasil Milano com a avenida Carlos Gomes e outro na avenida Bento Gonçalves com a avenida Aparício Borges.

Todos esses projetos estão em andamento em função da Copa do Mundo de 2014 e visam à melhoria do tráfego entre o aeroporto e as zonas de acesso ao estádio Beira Rio.

Relatório de impacto ambiental não foi apresentado

O presidente da Associação dos Moradores do Bela Vista e do Mont’Serrat (Amobela), Osório Queroz Júnior, garante que a população da região está irritada com a prefeitura, já que, na reunião desta segunda-feira, não foi apresentado nenhum estudo de impacto ambiental do túnel da rua Anita Garibaldi. “A falta de informação da prefeitura está irritando as pessoas. Estava previsto a exposição do relatório de impacto ambiental, o que não aconteceu”, critica.

Queiroz, que é arquiteto, também cobra a divulgação de estudos de circulação de tráfego na área. “Essa obra não está inserida num estudo sistemático de mobilidade da região”, comenta.

Durante a reunião com a prefeitura, a Amobela contou com o apoio do engenheiro de tráfego Mauri Panitz, que não poupou críticas à obra. “Observa-se de cara que não houve um planejamento global. Essa obra se constitui num desperdício de dinheiro público”, disparou. Para ele, “a prefeitura está enganando a comunidade”.

O represente da Secretaria Municipal do Meio Ambiente no encontro era o supervisor de Praças, Parques e Jardins, Mauro Moura. Ele informou que a licença ambiental da obra já foi liberada, mas não soube dizer quantas árvores precisarão ser derrubadas.

Moura chegou a dizer que seriam apena “duas ou três”, enquanto a Amobela calcula que cerca de 60 árvores terão que ser cortadas. Em contato com a reportagem do Sul21, a assessoria de imprensa da secretaria disse que a prefeitura ainda não sabe quantas árvores terão que ser removidas e que o estudo ambiental ainda está em andamento – sendo que a obra estava prevista para ser iniciada já nesta quinta-feira (28).

“Vamos voltar a conversar”, garante secretário de Governança

O secretário Municipal de Governança Local e Coordenação Política, Cezar Busatto, assegura que a orientação do prefeito José Fortunati (PDT) é que o túnel da rua Anita Garibaldi só seja iniciado quando houver um acordo com os moradores da região. “Vamos discutir internamente e repensar o cronograma. A orientação do prefeito é que não se faça a obra sem que ela tenha sido bem construída com a comunidade”, explica.

O peemedebista considera ser necessário “discutir mais a fundo” a questão. “Vamos voltar a conversar, não tem outro caminho. É preciso haver um trabalho de maior esclarecimento”, entende.

Ele avalia que o debate pode estar sendo contaminado pelo período eleitoral. “Esse momento pré-eleitoral é complicado e acaba influenciando o debate. Vereadores e candidatos da oposição se aproveitam dessa situação”, critica.

A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL) esteve presente durante toda a reunião na segunda-feira, assim como outros parlamentares, e exigiu a suspensão temporária da obra. “Quando a cidadania se manifesta, o projeto precisa ser alterado ou, então, nem ser realizado”, defende.

Para ela, “a prefeitura tem uma compreensão rasa de democracia”. “O projeto está sendo feito há anos e as obras iriam começar sem que sequer houvesse uma consulta à população. É uma obra enfiada goela abaixo de Porto Alegre”, dispara.

SUL 21

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Já estão os riquinhos da Bela Vista protestando para um bem que será construído para a cidade….



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52 respostas

  1. Pensando melhor, que façam o túnel como está projetado, com 8 metros de largura.
    A Anita está na primeira etapa da Rede Estrutural definida na Lei do Plano Cicloviário.
    Mais cedo ou mais tarde, haverá ciclovia bidirecional lá. É certo. Como, por lei, o transporte em bicicleta é prioritário, só sobrará uma pista para automotores no túnel da Anita. Vai ficar lindo uma fila indiana enorme de SUVs e as bicicletas circulando livres, como já é hoje nas cidades mais avançadas do mundo. O fluxo de carros vai diminuir, o que é excelente, mas o fluxo total de pessoas irá aumentar pela utilização mais racional do espaço público.

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  2. Pontos interessantes da reportagem:
    1) Não foi apresentado o Relatório de Impacto Ambiental, requisito fundamental de qualquer obra de grande porte;

    2) “Queiroz, que é arquiteto, também cobra a divulgação de estudos de circulação de tráfego na área. “Essa obra não está inserida num estudo sistemático de mobilidade da região”, comenta” = Raramente se houve falar de algum estudo que comprove a necessidade de alguma obra. As decisões frequentemente são tomadas politicamente. Se existem estudos que comprovem a necessidade, por que não são mostrados?

    3) Depois que eu vi que o Plano Diretor previa uma rua atravessando o Morro Santana, não sei o que pensar dessas obras que “estão previstas no PDDUA”.

    Bom, particularmente acho que o problema da Perimetral nessa região, que frequento diariamente nos horários de pico, não é exatamente uma questão de viadutos. Todos os dias saio por volta das 08h00 da sinaleira da Carlos Gomes x Plínio e ao chegar na Carlos Gomes x Anita ela fecha. Ela está simplesmente sincronizada ao contrário! Como pode isso não causar engarrafamento?
    O maior mérito da trincheira é de desafogar a Anita Garibaldi e não a Perimetral. Por sinal, todas as ruas que atravessam a perimetral (Dom Pedro II e Carlos Gomes) são engarrafadas. E agora? Faremos trincheiras em todas elas?

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    • Caro Walter

      Estás faltando com a verdade em vários pontos. Primeiro, a passagem de nível já estava incorporada à perimetral, logo tanto o estudo de impacto ambiental bem como o estudo de tráfego já estão contemplados com o estudo da perimetral e com o de acordo com todos os órgãos pertinentes.

      Agora, dizer que o problema da Anita é um problema de sincronismo da sinaleira, é um pouco de “cara de pau”. Eu, não um amigo meu, nem um conhecido, eu próprio passo pela Anita todos os dias entre as 7:30 a 7:45, e preciso esperar no mínimo duas sinaleiras para conseguir ultrapassar a perimetral, logo atribuir o engarrafamento a falta de sincronismo entre sinaleiras é um verdadeiro deboche a quem passa todo o dia por lá (isto eu faço 11 meses por ano).

      Gostaria de saber também se os edifícios de apartamentos que foram construídos na Anita e em torno delas se eles tiveram estudo de impacto ambiental, é uma pergunta que faço e não vi até hoje resposta de qualquer um “ambientalista de jardim” que luta pro preservação das árvores públicas, enquanto as árvores das casas que são derrubadas na região para construírem verdadeiros monstros que ocupam todo o terreno, ninguém fala.

      Chamo atenção aos demais que talvez não saibam, a maior parte desses edifícios COMPRAM ÍNDICES DE TERRENO DA PREFEITURA para poder ocupar todo o terreno e utilizar o máximo que a lei permite em termos de construção. Isto é a lei, não há nenhuma burla a isto, entretanto se há tantos “ambientalistas de jardim” preocupados com o meio ambiente da região deveriam pelo menos fazer alguma manifestação para que a prefeitura pare de vender índices nesta região e que fiquem algumas árvores nos terrenos.

      Eu moro num edifício antigo numa região próxima a área, antes de haver a verdadeira “picaretagem” que é a venda de índices pela prefeitura, tanto o meu edifício como uma série de outros que foram construídos na região, preservam árvores no seu terreno, depois que inventaram esta forma da Prefeitura ganhar mais dinheiro, os novos edifícios cortam todas as árvores e ninguém reclama.

      Volto a sugestão anterior, porque os proprietários de terrenos nesta região, que estão tão preocupados com o Meio Ambiente, não tombam suas árvores para que elas não sejam cortadas no futuro?

      Certamente ninguém fará isto, pois, segundo a mentalidade dos “ambientalistas de jardim” a preocupação conservacionista deve ser da população (população = populacho que deve marchar com tudo!) e não daqueles que quando aparecer uma boa oferta vendem seus terrenos com árvores, casa da mamãe, pátio da vovó, rosas do titio, para embolsar uma boa grana. Se a regra é esta, então calem a boca e não perturbem a população em geral.

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      • Quer dizer então que estamos dependendo de estudos de demanda que foram feitos na época da concepção da Perimetral? Então está mal a coisa.

        Outra: deboche é o que a prefeitura faz ao temporizar de maneira bizarra as sinaleiras. Quem já andou pela Ipiranga, Baltazar, Assis Brasil e não teve que parar a cada 4 quadras porque a sinaleira fechava?
        Tenho a certeza de quem faz esse caminho todos dias de que o engarrafamento da Perimetral NESSA ESQUINA se dá por causa disso. Além, é claro, dos sem-vergonhas que param na frente do Universitário, trancando duas pistas, que certamente contribuem muito nos horários iniciais da manhã.

        E por fim, pergunto:
        serão feitas trincheiras também na Av. Sertório; Av. Luiz Manoel Gonzaga; Av. Oscar Pereira; Av. Campos Velho; Av. Juca Batista? A 3ª Perimetral nunca será uma via expressa, a não ser que sejam feitas trincheiras em todas as suas transversais e que se coloquem os pedestres para atravessar as ruas através de túneis. E é essa a cidade que se quer? Pedestres no subterrâneo e carros na superfície?

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      • Caro Walter

        Sinto muito em dizer, mas estes viadutos ou trincheiras já eram previstos desde o tempo da construção da IIIª Perimetral, só que na época faltou dinheiro.

        Quanto a sincronizar sinaleiras numa avenida com duas mãos e com vários cruzamentos é realmente algo quase que impossível, eu não morro de amores pela EPTC, porém não acho que eles são tapados ao ponto de não conseguir algo que qualquer engenheiro de transportes faz. Não há como compatibilizar, quando a distância é pequena entre sinaleiras, uma onda verde em direções opostas. As ruas em que é possível a sincronização entre sinaleiras, ou são ruas de mão única, ou são ruas com grande distância entre cruzamentos.

        Quanto a IIIª Perimetral se transformar numa via expressa, isto jamais ocorrerá, pois para via expressa ela não poderia a possibilidade do carro estacionar e entrar em qualquer ponto dela, mas se transformar numa via rápida é possível, se for garantida uma velocidade média em torno dos 40km/h já será excelente.

        Quanto a trincheiras e viadutos na perimetral, possivelmente com o tempo ela terá mais destas estruturas, pois o objetivo da mesma é favorecer o trânsito rápido entre a zona norte e a zona sul, e isto só ocorrerá com mais viadutos e passarelas para pedestres.

        Eu respondi uma série de perguntas, mas me parece que AS MINHAS PERGUNTAS CAEM SEMPRE NO VAZIO, só vou insistir em algumas:

        1ª) Por que a zona da cidade que por possuir o maior número de automóveis por cidadão, e por consequência contribuir a mais do que qualquer outra zona, não quer ter perturbada as suas vidinhas para beneficiar do resto da população?

        2ª) Por que toda a liberdade para os proprietários de residências na Anita e proximidades, em cortar todas as árvores de seus pátios, enquanto a prefeitura, para um bem maior, não pode cortar meia dúzia de árvores?

        3ª) Sendo os moradores da Anita e redondezas tão cientes do meio ambiente, por que estes não tombam as suas árvores remanescentes para preservar para os seus filhos e netos?

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        • A perimetral quando foi planejada (deve ter mais de 20 anos atras), a região não era muito habitada. Mal existia o Iguatemi (ou não exisita). Agora mudou radicalmente a região. Aumentou em muito as residencias e comercio. Comecou a ser construídos os famosos espigões. E novos shoppings no local. O Zaffari vai construir um shopping de 15 andares a 100 metros da Anita por exemplo. Nem falando que agora todos que podem pagar prestação tem carro. Nem pobre quer ficar como sardinha no T11 (mas isso é outro problema).

          Então a idéia da 3ª perimetral ser via rápida não vale mais (ou nunca foi válida essa ideia). Tem pedestres e varios cruzamentos. Parada de onibus no centro. Pedestre ainda é gente, tem que conseguir atravessar a via. Por isso as sinaleiras em baixo dos viadutos.

          Quando se sincroniza a sinaleira, geralmente os sinais do outro lado do fluxo sincronizado não conseguirá se sincronizar.

          E com o excesso de carros, é impossivel sincronizar engarrafamento.

          Conforme um arquiteto da EPTC me informou, a sinaleira tb serve pra segurar o fluxo de carros. Isso da pra ver na própria Anita, no início. Dá pra ver claramente que o sinal vermelho ta bem comprido, deixando passar os poucos carros que atravessam. Se deixasse mais tempo verde na Anita certamente a Anita iria congestionar na frente e trancar o cruzamento das via laterais.

          A pergunta deveria ser a seguinte:

          – Pq quem não tem carro tem que pagar a conta desse viaduto ? (sabendo que a prefeitura so recebe a metade do IPVA pago por carro – que todos sabem que vão retirar dinheiro da saude e educacao)

          – Pq o pedestre tem que ser penalizado ainda mais para atravessar a Carlos Gomes e Anita ?

          – E quem usa bicicleta como fará ? A EPTC quer que suba a trincheira, saia da bicicleta e atravesse a Carlos Gomes como pedestre.

          – Não existe lei que fala que tem que priorizar o pedestre/transporte publico/bicicleta ? o CTB não fala disso ?

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      • Estudo de tráfego não adianta ser de 30 anos atras. Porto Alegre está chegando no limite, a própria rua da Anita já chegou no seu limite (não se consegue colocar mais carros naquela rua pq é de 40km/h, varias curvas grandes – no inicio – e tb corta por várias ruas laterais com grande fluxo). A prefeitura tem que apresentar algum estudo de trafego atualizado mostrando que com essa obra vai melhorar o fluxo e comparar se vale a pena pelo custo. Pelo projeto que ate agora a EPTC apresentou, só vai piorar o fluxo de carros. Não tem lógica.

        Licença ambiental é uma licença que a SMAM tem que fornecer. E fornece quando se faz o projeto da obra (e não de 30 anos atras). Um dos requisitos para obtençao da licença é a presença da ciclovia na Anita. Que por que sabemos não terá. Então temos um belo problema. A prefeitura esquivou disso, hj era para começar a obra. Acho que vai ter que responder na justiça, e o “pobre” servidor publico que assinou essa licenca responderá por isso ainda.

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    • Essa obra é para melhorar o fluxo da Perimetral. E não da Anita.

      O fluxo da Anita vai piorar em muito pq:

      – Vai ter que ter 2 novas sinaleiras, 1 na entrada e outra na saida da trincheira para os pedestres (que ainda é gente – embora sendo prioridade conforme o CTB que a EPTC devia reconhecer) atravessarem as 5 ou mais faixas existentes.

      – O fluxo para acessar o aeroporto vai seguir reto, por baixo da trincheira. A EPTC fala que são 30% ou mais (se nao me engano)

      – O problema grave atual da Anita é depois da Carlos Gomes, quando a rua fica nos 2 sentidos. Com mais carros vai piorar em muito.

      – Certamente o congestionamento pela afunilamento da Anita vai gerar congestionamento em baixo da trincheira

      E para completar, a prefeitura (a pedido do Zaffari) vai abrir a rua que atravessa a Carlos Gomes (furry) para os carros que saem do novo shopping de 15 andares possam atravessar a Carlos Gomes para acessar o aeroporto (vao proibir na Anita e liberar 100m depois).

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      • Leandro

        Não sei se trafegamos pela mesma rua, pois passo no mínimo 1 vez por dia no horário da manhã, e mais tanto a tarde como a noite. Nunca vi este tal de problema que alegas ter quando ela passa a ter dois sentidos.

        Quanto as sinaleiras para pedestres não tem problema, pois a largura da via é relativamente pequena e sem que ninguém se apresse o tempo necessário para que eles atravessem em relação ao outro tempo será bem menor do que o tempo em que ela deve ficar fechada para a perimetral.

        Agora sinceramente o que mais me espanta é que surjam pessoas neste título, tentando provar para um pessoal que não é bobo que a trincheira não servirá para nada. Acho que devem deixar esta conversa para profissionais da imprensa, que não podem por obrigação profissional dizer que estão falando besteiras, ou para políticos, que ouvirão calmamente dizendo que está tudo certo e fazendo o que eles pensam.

        Meus senhores, aqui por estas bandas não tem bobo não. Quem menos corre, pega avestruz de tamanco. Logo, sugiro que procurem outras pessoas mais sugestionáveis e crédulas, pois se não, estarão somente perdendo tempo.

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        • Tenta pedir pra EPTC o acesso ao projeto (ou pelo menos algum esboco). Se conseguir algo compartilhe!

          Toda a propraganda da prefeitura é para retirada da sinaleira pra liberar o fluxo da Carlos Gomes (e não da Anita). Podes notar que até agora não saiu sequer uma noticia que fala que vai melhorar o fluxo da Anita. Qualquer pessoa que tem alguma nocao do projeto (ou até mesmo ficou parado vendo como o transito se comporta na Anita/Carlos Gomes) sabe que vai ser impossível retirar sinaleira na Carlos Gomes. Isso sem falar da abertura do fluxo dos carros na quadra seguinte (que vai trancar a mesma coisa que a Anita) para cruzar a Carlos Gomes pra virar a esquerda. Mas esse é outra discução…

          O fluxo de carros da Anita é dividido em 3 partes (antes, trincheira e depois). O fluxo final basicamente complica em função do excesso de carros da Anita. A tricheira (além de adicionar 30% mais carros que não poderão dobrar a esquerda) vai liberar o fluxo da Carlos Gomes (sem sinaleira na Carlos Gomes/Anita) para trancar mais rapido depois.

          O fluxo que vem antes da trincheira, podes notar, que tem bastante tempo em vermelho na Anita priorizando as varias ruas laterais no verde. A sinaleira da Anita com a Carlos Gomes é responsavel basicamente pelo ultima parte do congestionamento da Anita (antes da trincheira). No começo da Anita da pra ver claramente que quem tranca é a curva da mostardeira com a Bordini e depois na Lucas (alem de outras). A trincheira não vai resolver em nada o fluxo inicial da Anita.

          A trincheira vai ser otima para liberar o fluxo dos carros que estão presos na sinaleira da Anita com a Carlos Gomes. Esse fluxo na teoria (se nao tiver parado o transito em baixo da trincheira) vai passar todo reto pela trincheira (menos 10% que dobrara à direita na Carlos Gomes). Na saída vai dar problema pq afunila. E ainda mais os 30% dos carros pra acessar o aeroporto vão dobrar a esquerda (acessar a plinio) ou a direita (pra acessar a Carlos Gomes pela Praca Japão). Essas alternativas foram ditas pela arquiteta da EPTC nessa segunda.

          E EPTC sabe disso. O que foi mostrado segunda feira na reunião:

          – A Anita vai ser duplicada depois até a região do Iguatemi (obvio que o “depois” que a tecnica falou, pra os contribuintes quer dizer depois de pagar os emprestimos das obras da copa + metro).

          – A parada de onibus vai ficar somente em 1 sentido. Pelo que foi mostrado vai ficar as 2 antes do cruzamento da Anita. Certamente não vai ser nessa obra da trincheira. Vai ser feita depois. Eu nao sei onde vai conseguir encaixar 2 paradas lada a lado, o mais logico é ser “enfileirado” as paradas, uma, depois outra. Pobre dos pedestres. Mas acho que nunca vai sair pelo motivo do outro item abaixo.

          – Vai continuar a sinaleira posterior da Carlos Gomes com a Anita. Aquela que atualmente tb serve para o fluxo de pedestres acessarem a parada de onibus sentido sul-norte. Terá que ter pois o fluxo Carlos Gomes para o sul tem que ser parado para os carros que vem da Anita acessarem a Carlos Gomes.

          – A arquiteta da EPTC nem sabe quais mudancas vao ocorrer antes e depois da trincheira.

          – Entre a Pedro Chaves Barcelos e Carlos Gomes tem 270m. Com o aumento da largura das faixas a EPTC vai ter que colocar outra sinaleira no meio para os pedestres. Faixa de segurança não resolve.

          Esse projeto foi literalmente um presente dado pelas empresas construtoras. O governo não contratou nem fez o projeto. Foram as empresas. No fundo não existe explicação tecnica pra essa obra.

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    • Caro Leandro

      Para provar a inconveniência da trincheira estás fazendo várias confusões conceituais.

      Dizes em determinado ponto da tua intervenção que “Conforme um arquiteto da EPTC me informou, a sinaleira tb serve pra segurar o fluxo de carros.” Talvez não tenha entendido bem o que este técnico falou, sinaleiras, principalmente em locais com ondas verde servem para limitar a velocidade e evitar o “para e anda” e este “para e anda” é que deve ser evitado.

      Há outro erro básico que todos estão fazendo, o de achar que a poluição (particulados e ruído) deve aumentar na Anita com a trincheira, isto é outro erro espantoso, mesmo que haja um aumento da circulação na Anita, a poluição deverá diminuir, e se as sinaleiras estiverem em onda verde, vai diminuir e diminuir muito.

      Quanto aos automóveis que dobram a direita, que realmente é uma minoria, simplesmente a solução será a mesma, a sinaleira de pedestre na Carlos Gomes que regularizará o fluxo.

      Quanto aos que dobram a esquerda, terão que fazer um laço na Furiel, e por mais que o Zaffari queira a prefeitura não poderá abrir a circulação desta no sentido centro bairro, pois esta rua é estreita e levaria a um conflito com quem venha a vir do laço. Talvez este tipo de promessa tenha sido feita pelo Prefeito antes das eleições já para descolar mais uma grana para a sua campanha, mas depois se verá que é inviável.

      Os únicos que serão prejudicados com isto tudo, serão os moradores que estão no trajeto do laço, mas como se diz, não é possível fazer uma omelete sem quebrar os ovos.

      A solução de tudo isto é só uma, a melhoria dos transportes coletivos de Porto Alegre, e esta solução não passa pelos BRTs que estão nos tentando incutir, mas sim pelo sistema de VLTs como todas as cidades grandes e médias europeias (e algumas americanas) estão fazendo. Tirando isto as soluções são paliativas, porém se não forem feitas o tráfego para por completo.

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      • A onda verde nada mais é que a optimização do semafaro para o carro em um certa velocidade pegar todas as sinaleiras verdes no caminho. Geralmente o fluxo do outro sentido não estará otimizado. Entao a EPTC tem que regular conforme a hora e sentido que tem mais fluxo.

        A Anita é perfeita pra mostrar que a sinaleira tb serve pra segurar o fluxo de carros. A Anita tem uma velocidade maxima de 40km/h, é rua ( e não avenida). No inicio tem 2 faixas com estacionamento na direita. O grosso do fluxo de carros está na Anita e não nas ruas que cruzam. Se notares, tem horas que a anita ta vermelho e nao esta cruzando nenhum carro no outro sentido. Ou está bem mais congestionado a Anita do que as ruas laterais. O motivo dessa regulagem do tempo é para segurar o fluxo de carros da anita. Se deixar mais tempo em verde na Anita, vai passar mais carros (obvio), e esses carros vao parar na proxima sinaleira. Vai congestionar na frente, a fila de carros ira trancar o cruzamento, vai parar o fluxo dos carros da rua lateral. Então se a EPTC deixa mais tempo em vermelho na Anita, nao vai ser trancado o cruzamento. Isso que o pessoal chama de segurar o fluxo de carros.

        Como falou existem varios tipos de poluicao como a sonora e poluicao do ar. Vamos pegar o caso dos carros que agora dobra a esquerda na Carlos Gomes e depois da trincheira vai ser obrigado a seguir em frente, pegar a direita para fazer um balao ate a Carlos Gomes. Obvio que vai dar muitos mais distante para andar. Mais metros para andar, mais poluicao sonora. O mesmo principio da queima de combustivel. Claro que no anda e arranca se gasta mais combustivel do que se mantiver um ritmo so. Mas isso se aplica quando se compara a mesma distancia percorrida. No caso que estamos vendo, vais ser muito mais distante o outro percurso. Isso sem contar que o pessoal nao vai conseguir fazer o balao sem parar em muitos lugares. resumindo, vai gerar mais poluicao sonora e do ar.

        Temos a mesma opniao quanto ao pessoal que dobra a direita. So sinaleira. Claro que a presenca da sinaleira vai fazer que a Carlos Gomers se comporte quase igual a que a hoje. Não tem muita vantagem da trincheira nesse sentido. Claro que o tempo dessa sinaleira vai diminuir.

        O fluxo da Anita pro aeroporto tem a opcao de cruzar a Carlos Gomes pela trincheira e pegar a direita na Raimundo Correa. Eu acho que na vai retornar pela Furry, vai seguir e retorna pela praca do japao rua Coelho Neto. Pq a Furry so sobe, e pega todo o fluxo de quem desce o viaduto que passa em cima da Nilo. A prefeitura vai seguir o acordo que o prefeito Tarso Genro fez com a comunidade de nao pavimentar a regiao da praca do japao.

        O shopping do Zaffari é na Furry mas no outro lado. É onde tem o campo de futebol. A rua da Furry tem 2 sentidos, 1 pista pra cada lado. A contrapartida do Zaffari para liberarem a obra do shopping será fazer mais 1 faixa n Furry (e acho que tb na Pedro Chaves – a prefeitura falou segunda mas eu nao me lembro bem dessa parte). Ambos os lados da Carlos Gomes tem sinaleira, mas os carros da Furry nao consegue cruzar o corredor de onibus. A prefeitura ja disse que vai abrir o corredor, pro pessoal que sai do shopping poder acessar o aeroporto. Nao ta muito claro se essa vai ser a rota de quem vem da anita pra pegar o aeroporto, pq tem a opcao Anita – Pedro Chaves Barcelos – Furry – Carlos Gomes. Claro, que se abrir o corredo do onibus tera que dar mais tempo de sinaleira. Aumentando o congestionamento da Carlos Gomes. Mas e a trincheira ? Na Carlos Gomes dificil melhorar com a trincheira.

        Como disse um morador da regiao na reuniao: Todos quem reclama estao olhando pro seu proprio umbigo, pq ele demora 15 minutos pra tirar o carro da garagem. Parece piada, mas tem louco pra tudo.

        Em outras palavras, que se rale os outros. Pq eu quero meu carro.

        Concordo contigo em relacao ao transporte coletivo. Infelizmente essa obra da trincheira nao vai melhorar os onibus. Infeliz do motorista e passageiro do onibus que vem da Anita e tem que pegar o corredor da Carlos Gomes. Esse vai ter que esperar mais pra poder acessar o corredor.

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  3. Cade o comentario que deixei hoje pela manhã?

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  4. Uma das principais questões aqui é o custeio da obra. Quem deve pagar esta conta?

    Quando o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano aprovou o Zaffari da Furriel, com mais de 800 vagas de estacionamento, nenhum dos conselheiros havia sido informado pela Prefeitura da previsão de um trincheira da Anita a uma quadra do empreendimento, para o qual também não foram apresentados estudos do impacto na mobilidade urbana.

    Clique para acessar o ata_2412_de_01_de_junho.pdf

    Não acredito que os estudos viários não tenham sido feitos. Seria amadorismo demais. E um estudo viário sério deve levar em conta o impacto dos empreendimentos que afetarão o fluxo das vias, como o Zaffari da Furriel e a ampliação do Iguatemi, neste caso.

    Então, se um estudo viário para justificar esta passagem de nível for apresentado, ficará exposta a contradição de uma obra que irá beneficiar diretamente pelo menos dois grandes empreendimentos, mas será custeada integralmente por todos os cidadãos, mesmo os que sequer tem automóvel.

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    • Eu já penso diferente: a construção da Terceira perimetral valorizou imensamente todos os imóveis do entorno, logo a Prefeitura poderia cobrar Contribuição de melhoria dos proprietários para cobrir os investimentos com essa e outras obras necessárias a qualificação da circulação na região.

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      • Julião

        Venderam terrenos por uma fortuna, ou trocaram por 20% de área construída, cada família da região tem três ou quatro carros, andam em enormes SUVs que ocupam o espaço de carro e meio e não querem uma trincheira porque acham que ela vai atrapalhar os NEGÓCIOS. Esta é a verdade.

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        • Todo mundo sabe disso: enriqueceram com base em dinheiro público, aliás dívida pública, porque a obra foi financiada e está sendo paga com muito custo.

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  5. Apenas ignore Prefeitura, apenas ignore. E toque ficha nessa obra, 99,9% porcento da cidade é a favor.

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    • Penso o mesmo, mas deve ter alguem, digamos, de influencia, que não vai deixar ser tão simples assim, infelizmente.

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