No tempo que Porto Alegre era linda

Em 2010 a Europa ganhou 306 bilhões de euros em divisas deixadas por turistas no continente. Muitos deles são atraídos basicamente pelo legado histórico europeu: são centenas de centenas de cidades históricas caprichosamente preservadas ou restauradas, de Paris a Veneza. Muitos turistas brasileiros vão à Europa em busca desse charme, e eu me pergunto como nossa cidade pode ter se perdido tanto em termos de preservação. Porque aqui (quase) tudo foi demolido, dando lugar a essas terríveis blocões dos anos 40 e 50? Como cidades que foram bombardeadas na Europa possuem hoje ainda um look medieval, e nossa cidade está quase que desprovida de qualquer significativa beleza arquitetônica? Porque Buenos Aires tem seus ares europeus, e Porto Alegre tem ares de nada?

Quero compartilhar dessas indagações com vocês e também partilhar algumas fotos do tempo que Porto Alegre era bela. Clique para ampliar!

Primeira foto: Acima, o Porto, lindo, charmoso, a cidade antiga em todo seu esplendor. Abaixo, Porto Alegre, incrivelmente semelhante, e como poderia ser hoje, com sua parte velha preservada e a parte moderna restrita à zonas mais afastadas, ou novas.

A graciosa vista da Catedral, a vista do rio abaixo, os prédios em harmonia: essa foto parece muito com algumas que podem ser tiradas hoje em Lisboa.

Abaixo, a zona da Baixa lisboeta, e na foto antiga, a Rua Sete de Setembro, em Porto Alegre. Conseguem ver nossa rua antiga iluminada, cheia de bares, tascas, restaurantes e lancherias?

A praça Dom Sebastião, na frente da Beneficência Portuguesa. Reparem no canteiro de flores, nas árvores cuidadosamente podadas.

Abaixo, a mesma praça.

A Praça da matriz, no tempo que se podia ver os prédios históricos ao redor.

Ao lado da Praça da Matriz havia o auditório Araújo Viana, com seus corredores de pérgolas e jardins franceses!

Nunca deveria ter sido permitido construir prédios altos (e feios) perto das jóias do centro, como o Mercado e a Prefeitura velha. Olhem que lindo ficam sem os paredões horrorosos ao redor! Se isso não é tão lindo como Lisboa, Praga ou Madri eu não sei o que é beleza então.

Ao lado do Mercado Público, complementando sua beleza, jardins. Imagina!

Aqui um desajeitado exercício de imaginação: o Centro Histórico hoje.



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50 respostas

  1. Olha, me deixa desconfortável essa comparação de Porto Alegre , uma cidade de 240 anos que ainda procura sua maturidade e estabilidade em termos de urbanismo e arquitetura com cidades européias que existem há mais de mil anos. Eu não vou negar, acho sensacional o legado que nos deixaram, da arquitetura eclética dos anos 20 com toda a ornamentação e toda pompa inspirada por movimentos artísticos europeus. Sou um grande fã da turma do Theodor Wiederspahn. Mas não podemos esquecer que a cidade ainda busca por uma identidade própria. O movimento modernista Brasileiro, que “sepultou” muitas das nossas construções clássicas foi uma busca por identidade própria… De forma hilária, o movimento moderno europeu e mais especificamente Le Corbusier, foram novamente a inspiração para essa arquitetura nova. Olhem HOJE para a avenida Farrapos, olhem o nosso acervo art-déco atirado à própria sorte. Hoje eles simbolizam o atraso e a decadência. Daqui a pouco aparece uma goldsztein da vida, coloca tudo à baixo e no lugar coloca umas 16 ou 17 torres iguais, enfileiradas, e sem valor estético/arquitetônico algum. Aposto que teríamos gente batendo palmas. Foi o que aconteceu em grande parte com Porto Alegre. Não adianta chorar pelo que não temos mais Marcelo. Temos é que pelejar pra salvar o que AINDA TEMOS. E olha, o 4o distrito é um exemplo concreto.

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  2. Blog bipolar! pensei que gostassem de arranha-céus…

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    • Eduardo, meu caro, leia atentamente o post: “Abaixo, Porto Alegre, incrivelmente semelhante, e como poderia ser hoje, com sua parte velha preservada e a parte moderna (com seus arranha-céus) restrita à zonas mais afastadas, ou novas”.

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  3. Porto Alegre tá uma porcaria, buraco em tudo quanto é lugar, só arrumam quando tem eleições(mal e porcamente). Na Carlos Gomes(hahaha) se alguem estiver procurando uma rua transversal, vai passar da rua, porque a placa fica na esquina, depois que passa a rua.Vai passar no discovery lendas, azulzinho e PM em Porto Alegre, é igual ao pé grande, alguem viu mas não pode provar.

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  4. Eu já conhecia essas fotos da época da construção do viaduto. Havia me esquecido. Obrigado por postá-las. Ao que parece, havia belos casarões nas imediações, mas a Borges de hoje eleva Porto Alegre a sua condição de metrópole. O canyon é a imagem da metrópole. Eu considero a melhor imagem urbana de Porto Alegre. Concordo, basicamente, com o VOP sobre sua visão da cidade. Mas Buenos Aires, apesar de ser a queridinha da classe média brasileira, ou dos novos turistas brasileiros, não é simples cópia de Paris. É uma cidade pujante, com vida própria. Por incrível que pareça, a sua suposta arquitetura copiada, de ‘’belle époque’’, lhe confere uma identidade que não a confunde com a velha Paris. Vale a visita. E creio ser pouco possível que, se SP ou POA não tivessem passado por transformações a partir dos anos 40, seriam assim tão parecidas com Buenos Aires. Esta era uma cidade rica nos anos entre guerras ( principalmente entre meado dos anos 10 e final dos anos 20), que se expandiu muito e com qualidade (o metrô, por exemplo, é de 1913). Boa parte da região central de Buenos Aires, hoje bastante preservada, foi erguida nessa época de ouro dos portenhos. Não creio que a qualidade, a relevância arquitetônica de POA e SP fosse comparável, apesar de possivelmente significativa.

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  5. Já viram como era a Mesbla?

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  6. Mas Buenos Aires é Buenos Aires. Por mais preservada que fosse Porto Alegre, os porto-alegrenses continuariam a frequentar a capital argentina, pois a capital portenha é única na América. Há muitos turistas norte-americanos em Buenos Aires, por exemplo, pois não há nada parecido nos EUA. Há muitos pontos de Buenos Aires que não devem nada a Paris. Essa é a grande verdade. Mas há um ponto para reflexão. Eu vejo com muita preocupação essa febre imobiliária, e o risco de forte descaracterização de bairros ou áreas da cidade, principalmente do Moinhos de Ventos, seguramente um dos bairros mais charmosos do Brasil. Eu sou realmente inflexível quando o assunto é preservação do patrimônio histórico. E concordo que muita coisa preciosa do centro se perdeu, infelizmente. O que deve servir de alerta, não de lamúria. No entanto, há uma questão que eu sempre me pergunto: sem as remodelações no centro de Porto Alegre nos anos 40, 50 e 60, teríamos o famoso e interessantíssimo ‘’canyon da Borges’’? O que havia antes naquela área do centro de relevante, por exemplo? Eu pergunto, pois efetivamente não sei. E o canyon é belíssimo e posterior à época das fotos deste post, creio eu.
    E pra que acha que em Buenos Aires tudo são flores:
    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/13381/moradores+de+buenos+aires+denunciam+onda+de+demolicoes+de+edificios+historicos+da+cidade.shtml

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    • Buenos Aires parece Paris porque muitos dos seus prédios elegantes do começo do século passado foram preservados. Porto Alegre e São Paulo também tinham ares muito europeus nessa época. Quanto ao “canyon” da Borges, Ricardo, receio que eu não compartilhe de tua opinião: acho-o feio, pois se trata de um conjunto de paredões inexpressivos a la anos 50 (salvo um). Antes havia ali residências e depois prédios baixinhos. O tal “canyon” ao meu ver sufoca o viaduto. Imagina a vista que se teria do alto do viaduto Otávio Rocha sem os paredões ao redor.

      Aqui a visão já começa a ser prejudicada e os feiões construidos:

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      • Marcelo, sua visão é muito simplista. Concordo com você em muitos posts, mas você foi muito infeliz neste. Você quer que todas as cidades do mundo sejam iguais? Nossas cidades no passado eram cópias das cidades europeias, não por isso feias, mas sem identidade. Eu, particularmente, não vou pra Buenos Aires porque acho parecida com Paris. Nem acho, isso é opinião de classe média brasileira que não tem dinheiro pra conhecer Paris de verdade. Eu vou pela cultura e identidade da cidade, que é única no mundo todo. Se Porto Alegre tivesse empacado no passado, seria uma cidade perfeitinha à la Europa, mas sem graça. Lembre-se que nossa arquitetura antiga, apesar de chamar a atenção hoje em dia, era considerada pobre por europeus (leia os relatos de viajantes desde o século XVIII até a metade do XX, disponível em uma coleção de livros). Jamais seríamos parecidos com Paris, como você defende. Prefiro Porto Alegre assim, vibrante, cultural, grande, pujante etc.

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  7. Sensacionalismo

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  8. Estava olhando as fotos e pensando… existe uma ideia ingênua de que desenvolver é construir, nem que para isso seja necessário destruir o que já foi feito.

    Em PoA há inclusive prédios históricos escondidos atrás de tapumes com publicidade. Veja que interessante que até São Paulo que tem uma influência mais norte-americana que Porto Alegre já agiu e resolveu o problema.

    Eu vejam esses prédios históricos e me lembro do viaduto da conceição preto de fumaça de ônibus escondendo um dos prédios mais bonitos de Porto Alegre.

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    • Sim, mas o que fazer?
      Derrubar o viaduto e parar com a cidade inteira?
      Acabar com os onibus?

      Com dinheiro até dava pra fazer algo, mas nossa situação não é de gastar dinheiro pra deixar bonito tirando algo que funciona, e sim, de gastar para fazer fucnionar o que não funciona.

      Quando a cidade tiver as contas em dia, um dinheiro sobrando, ai sim vai poder fazer uma mega obra neste local para resolver o problema, enquanto isso, tem outras obras para se preocupar, e gente fresca pra enfrentar, como o caso da Anita.

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      • Ônibus funciona? hahahaha

        Deixar mais da metade da nossa população ativa parada dentro de um ônibus ou em um engarrafamento enquanto poderia estar produzindo, consumindo, se divertindo, gerando cultura? Isso é funcionando?

        Trocar de ônibus a cada 4 anos, refazer corredores de ônibus a cada 5 anos, pagos com o nosso dinheiro, funciona? É claro que não tem dinheiro sobrando! Por que será?

        Não sobra dinheiro para manter os prédios histórico, não é? por que será? Não será porque temos que arcar com os custos de hospitais aos acidentados? Não será por que o nosso transporte coletivo custa a mesma coisa que na Europa, mas é pago com salário mínimo brasileiro? Não será por que temos que comprar carros duas vezes o preço que vale, porque o transporte público não tem a mínima chance de competir? E que é o mesmo carro produzido pelas mesmas mãos, pagando os mesmos impostos que sai a metade do preço no México.

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        • Obvio que não funciona, mas se não tivesse onibus, seria pior, ja que não temos metrô.
          E não exagera, Porto Alegre não é esse caos todo, eu trabalho no centro e vou pra Puc todos os dias, chego em 30 minutos no horario de pico, raramente para, no maximo a velocidade é menor, mas sempre anda.

          Gastos com acidentes e hospitais não mudam nada, não temos dinheiro por que as administrações antigas fizeram besteira com as finanças da cidade.

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  9. A ultima vez que fui pra Lisboa, meses atras, havia pixacoes por tudo que e’ lado, o que nao e’ surpresa, porque essa delinquencia urbana esta’ ligada ‘a falta de grana. Mas gosto muito da cidade e, sim, ha’ algumas semelhancas com POA.

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    • Não vi nada semelhante a Porto Alegre, e morei em Lisboa por cinco meses. Lisboa tem bairros inteiros preservados, quadra após quadra após quadra de lindos prédios históricos. Aliás no centro de Lisboa (quase que) inexiste construções modernas.

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      • E’ preciso abstrair, usar a imaginacao, e’ bem verdade. Mas o Centro de Lisboa desembocando num vasto estuario, a Praca do Comercio, a Rua Augusta, me lembram um pouco o Centro de POA, o que era a area do Mercado Publico e a Rua da Praia. As fotos antigas de POA com os bondes nas ruas tambem lembram um pouco da capital lusa. Nao estou falando necessariamente da arquitetura da cidade, seria covardia com a gente, mas o estilo de cidade, o tracado, a geografia.

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        • Sim sim, Porto Alegre podia muito bem ter sido(ser) uma Lisboa ou Porto do sul do Brasil, acrescidas das jóias arquitetônicas teutônicas como o Margs e o Memorial do RS e o Edifício Ely. Não quero ser saudosista, sensacionalista ou parado no tempo, apenas lamento o rumo que a cidade tomou a partir da decada de 40.

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  10. Concordo com o post e digo mais: Porto Alegre já era. O negócio é desertar. Vou correndo comprar uma passagem. E não é ironia.

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  11. Outro detalhe, olha como da pra ver bem as ruas e prédios com as arvores peguenas, ou sem as arvores.

    Como uma arvore tem mais valor que uma pessoa aqui em Poa, obvio que não da pra sonhar com a substituição dessas arvores,,,

    Adoro os tuneis verdes em varias ruas, mas tem lugares que é um absurdo, as arvores só atrapalham.

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    • Guilherme, como comentei acima, árvores são necessárias e indispensáveis, mas cada caso é um caso. Árvores na Rua da República é uma coisa, árvores demais tapando completamente a Catedral Metropolitana é outra.

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      • Não são indispensaveis, podem ter seu valor, mas não vamos morrer por cortarem algumas arvores ali na redenção, que tapam o colegio militar, ou a catedral, praça da matriz.
        São muitos pontos importantes que não tem como ver, nem de perto…

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  12. Marcelo, concordo com boa parte do teu post, mas fiquei impressionado, tu és a favor de poda das árvores para mostrar os prédios históricos? Eu sou, mas achava que não eras. Curiosidade minha apenas.

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    • Sou a favor sim, mas com muito cuidado, critério, estudando cada árvore e cada situação. É uma característica de praças brasileiras se tornarem um matagal. Na América espanhola as plazas em geral são mais ou menos limpas e dá para ver todos os prédios elegantes à volta. Atualmente as árvores na Praça da Matriz são gigantescas, mas poderíamos pelo menos levantar a copa das árvores.

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  13. Interessante também como querem plastificar a cidade criticando as palmeiras e dizendo que é uma tentativa de Californização do Rio Grande e se esquecem que o plantio dessas espécies é uma característica histórica da cidade e é usada na arborização desde o século XIX, enquanto todo o resto das cidades tentava ser uma cópia da Europa com arborização e tudo. Não estou dizendo que não devam plantar outras árvores, já que palmeira é meramente estética, mas aceitar que não moramos em um lugar temperado e que essas árvores são parte da nossa identidade histórica e cultural.

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  14. Não gosto muito do saudosismo cego de alguns portoalegrenses. Não digo cego por que acho que a cidade é mais bonita atualmente, isso seria um absurdo. Digo isso porque muitas vezes as pessoas se contradizem quando o assunto é esse. Assim como acham o máximo fotos da cidade de 100 anos atrás, também acham que a cidade era melhor há 50, e se esquecem de que foi nesses 50 anos atrás que ocorreu a destruição do patrimônio histórico do século XVIII, XIX e início do XX. Assim como adoram a cidade de 130.000 habitantes de 100 anos atrás, são os primeiros a abrir a pouco pra clamar por desenvolvimento. Como capital e importante centro sul-americano, não dá pra desejar que ela tivesse parado no tempo. Seria mais bonita? Sim! Seria Porto Alegre? Não! Não adianta, também, botar toda a culpa da cidade. Esse processo de demolição ocorreu em TODA a América Latina, inclusive a queridinha Buenos Aires. Dizer que Porto Alegre é feia atualmente é um exagero. Deixou de ser europeia? Não tem ares de nada? Por favor, né! Vejam isso: https://www.facebook.com/poa.cc/posts/347800791955032

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