SIM, uma cidade com fontes funcionando é possível

Vista parcial de Curitiba, a partir do terraço de observação da Torre da Oi. Foto: Gilberto Simon – Porto Imagem

Após minha rápida estada na cidade de Curitiba na semana passada, farei alguns posts com fotos de lá, enfocando diferentes aspectos.

São cerca de 1.000 fotos.

O primeiro deles se refere a um assunto polêmico em Porto Alegre: as fontes desligadas.

Percorrendo a capital do Paraná (1.746.896 habitantes, 430,9 km², 910 metros acima do nível do mar), segundo muitos, é exemplo em diversas áreas, principalmente no seu urbanismo, muito comentado aqui no Blog. Outro ponto positivo da cidade é seu transporte público, um dos mais bem sucedidos sistema de BRT do mundo.

Aos poucos irei falando mais sobre a impressão que tive da maior cidade do sul do Brasil.

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Em Curitiba há diversas fontes, em praças, espalhadas pela cidade, todas funcionando, da manhã à noite, em perfeito estado de conservação. Praticamente todas elas são pontos turísticos da cidade.

Uma coisa que observei é que elas estão até certa hora da noite ligadas, o que não acontece aqui, salvo a Fonte Talavera na frente da Prefeitura. Uma pena que Porto Alegre não utilize a beleza das fontes como forma de qualificar visualmente a cidade. Recentemente foi criado um grupo de trabalho na Prefeitura para estudar formas de embelezar Porto Alegre. Será que estão cogitando a hipótese de religar as fontes totalmente abandonadas da cidade ? Ou vamos continuar numa situação vergonhosa perante ao resto do Brasil ?

Vejam as fotos, tiradas por mim, e concluam vocês mesmos.

SIM, FONTES FUNCIONANDO SÃO POSSÍVEIS !

RUA DAS FLORES

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

PRAÇA GENERAL OSÓRIO

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

MEMORIAL ÁRABE

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

PRAÇA 19 DE DEZEMBRO (quase em frente ao Shopping Mueller)

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

LARGO DA ORDEM

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

PRAÇA SANTOS ANDRADE (a da Universidade Federal do PR)

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Fontes de Curitiba – Fotos: Gilberto Simon

Essas são algumas das fontes, todas em áreas centrais da cidade. Fora as dos parques, que não incluí aqui, como por exemplo, as fontes do Jardim Botânico.

Duas das diversas fontes do Jardim Botânico de Curitiba. Foto: Gilberto Simon

Em breve, outro post sobre Curitiba.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Paisagismo

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67 respostas

  1. Eta gauchada com dor de cotovelo , só podem estar brincando , Porto Alegre melhor que Curitiba , KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK essa p/ rir o dia todo KKKKK

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  2. Meu Deus, que ufanismo barato mesmo com essa cidade hein… “cultura semi-européia dos curitibanos”… que coisa mais província patética. Dá impressão que como o Ricardo falou, quem picha, quem é mendigo (que repito, tem mais que pombos), quem assalta, quem mata nessa cidade são de outros estados, ou cidades, pq de Curitiba não, os curitibanos não mexem em uma só pétala… bah, larguei, achei que esse fórum fosse sério, mas ficar falando de canteirinho florido e de “cultura SEMI-européia” é demais pra mim! Deve ser muito fácil ser político em Curitiba, eu já teria meu plano de governo, seria florir toda a cidade e ligar todas as fontes, pronto, estaria eleito e reeleito qtas vezes eu quisesse, mesmo esquecendo mobilidade urbana, segurança, saúde, educação…. é só estar com canteiro florido e com águas jorrando nas fontes, beleza. Patético.

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  3. Realmente as fontes criam um aspecto muito favorável para o descanço. Parabéns para a prefeitura de Curitiba, isso deve ter tido o dedo de Lerner.

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  4. Descupe deixar um ar de sabidão, mas explicar Curitiba não se resume a Lerner ou à uma competição com outras cidades. A beleza urbanística da cidade não pára no trabalho do decorador Jaime Lerner. Antes, em 1941, foi encomendado ao arquiteto e urbanista francês Alfredo Agache o segundo plano urbanístico de Curitiba, o Plano Agache, que criou um sistema radial de vias, ao redor do centro, combinado com um esquema de grandes vias (avenidas). Além disso, a cultura semi-européia do povo curitibano tratou de cuidar do espaço público como se fosse privado, como aquela vovó que cuida amorosamente das flores do jardim da sua casa. A cidade é toda florida e ninguém se atreve a danificar uma só pétala. Coisa da cultura paranaense, que se repete, não com tanto capricho, em cidades como Guarapuava, Ponta Grossa, Campo Mourão, Umuarama, Foz do Iguaçu. O povo curitibano gosta de ver sua cidade limpa e florida. Há uma fotografia tirada na Virada Cultural de 2010, durante o show do Erasmo Carlos, que circulou na internet, e que mostrava pelo alto a multidão, circundando uma canteiro de flores na praça, para não estragá-lo, com o título “jeito curitibano de ser”. Mesmo no calor do rock’n roll, as pessoas não se esquecerem de cuidar daquela beleza que é de todos. Acho que esse é, resumidamente, um retrato de Curitiba e de seu povo. Os políticos é que fazem marketing e se aproveitam de uma cultura que é assumidamente curitibana desde sempre. Com relação às belezas naturais, penso que nelas não há nenhum mérito das pessoas, mas sim da Natureza ou de Deus, como preferirem. Acho engraçado os cariocas se gabarem tanto das belezas do Rio de Janeiro. Afinal, que mérito eles têm por elas? Foram eles por acaso que as criaram ou fizeram? Quando olho as Cataratas do Iguaçu, não atribuo a sua beleza às pessoas que moram por ali, mas sim ao Arquiteto Cósmico. Essa foi apenas uma visão parcial minha que, obviamente, não engloba todas as belezas e problemas de minha cidade. Por fim, informo que morei quase 10 anos no RS e conheço uma parte desse belo Estado. As cidades que conheci poderiam, sim, ser muito melhor cuidadas pelos seus cidadãos.

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    • E os cidadãos que picham a cidade toda e danificam os equipamentos urbanos (as paradas de ônibus em Curitiba estão em estado lastimável, não há ônibus sem vidro riscado, etc.) , são de outros estados suponho.

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    • Algumas observações: o Plano Agache em Curitiba não foi nem 5% concluído. As radiais, por exemplo, não existem, nem mesmo as praças que ele planejou chegaram perto de serem feitas. Dá pra resumir sua influência em Curitiba ao plano cartesiano, e só. A cidade pode ser toda florida, mas eles gastam mais proporcionalmente com isso do que Gramado e Canela, por exemplo. Inclusive a proporção de descendentes de alemães é maior em POA do que em Curitiba, e a diferença entre as outras etnias é bem baixa. O Paraná é um caso especial porque lá a melhor cidade (nos índices de desenvolvimento e aparência) é a Capital, e vai decaindo no interior. Isso só acontece por lá, aqui no Rio Grande do Sul o interior é mil vezes mais bem cuidado que a Capital – e que Curitiba e que qualquer cidade paranaense, pra constar. Sobre o jardim da foto da Virada Cultural, a ultima vez que eu estive em Curitiba ele era só terra, sem nenhuma flor. Fiquei uma semana lá e nada de plantarem, então acho que não foi uma “retirada pra manutenção”. Agora me diga onde o interior do Paraná é mais bem cuidado que o nosso interior? A não ser que você tenha visitado apenas a parte sul do estado, que mesmo assim tem ótimas cidades, o interior lá é bem mais Paulista, com pouco cuidado estético e tendência ao funcionalismo. Florzinha só na Capital e lugares turísticos mesmo.

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      • Conheço muitíssimo bem Guarapuava. Excelente cidade do interior, preocupação de parecer Curitiba em tudo, até nos canteirinhos floridos. Peca, no entanto, na qualidade das calcadas, por exemplo, asfalto de péssima qualidade. Bons parques, ainda que o Parque do Lago esteja um pouco abandonado. Não é uma cidade muito limpa. Há, no RS, cidades muito melhores. Ponta Grossa conheço bem. Muito pior que Guarapuava: feia, mal cuidada, mal construída, suja e ligeiramente caótica para uma cidade de 300 mil habitantes. Não é exemplo de nada. E sempre lembrando aos eurocêntricos de Curitiba: esta é a capital do sul do Brasil com mais pardos, cerca de 20% da população.

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  5. Ás vezes eu me pergunto: Orgulho de ser gaúcho……por que??

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  6. Eu sou gaúcho, morei 5 anos em POA e estou há quase 2 anos em Curitiba. Gosto muito mais de Porto Alegre e tenho vários motivos para isso: belas paisagens naturais, prédios históricos com arquitetura mais rebuscada (embora mal cuidados), povo mais acolhedor e simpático, ser muito mais iluminada pelo sol, dentre outros. Curitiba não é o modelo de perfeição que muitos pensam, existem muitos problemas sociais e de infraestrutura aqui como qualquer outra cidade brasileira, principalmente pelo “inchaço” dos últimos anos (mas estão mais concentrados na periferia, em POA a situação é um pouco mais uniforme, principalmente considerando a região central), mas há aqui vontade política e um maior esforço para “criar” uma cidade boa para se morar, com um certo planejamento urbano, com seus belos parques “turísticos” e cuidado com as praças e equipamento/mobiliário público, iluminação de qualidade, limpeza das vias públicas… Para uma cidade “construída”, Curitiba está até muito bem. Imaginem se POA, com a beleza de cidade que é, e que todos nós enxergamos, fosse bem cuidada e que os governos discutissem menos e fizessem mais pela cidade, com certeza, seria considerada a melhor cidade do sul do Brasil, talvez do país. Enquanto isso, POA está esquecida e Curitiba é a cidade modelo do país.

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  7. Concordo que existe bastante markenting em torno de Curitiba!! Mas não justifica a falta de cuidado que esta ocorrendo em POA: tanto em torno dos equipamentos urbanos da cidade, com a privatização das praças e parques, a coleta de lixo por container ineficiente, o descaso com as populaçóes de rua, a priorização dos veiculos particulares em detrimento de uma melhoria do transporte público com a diminuição constante das calçadas para os pedestres, além da destruição e desativação dos poucos chafarizes que tem a cidade!! E a construção de ciclovias sob pressão do ministerio público por ação coletiva para que realizem aquilo que esta na lei – e esqueceram: os 20% das multas de transito para construção de ciclovias/ciclofaixas conforme o plano diretor!

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