Quadro comparativo das mortes por acidentes de trânsito

Quadro comparativo das mortes por acidentes de trânsito entre Brasil, EUA e União Européia do relatório da CNM, 2008

créditos: CNM – Confederação Nacional de Municípios

Segundo as estatísticas consolidadas do International Transport Forum, os Estados Unidos teve 37.261 mortes no trânsito em 2008, em uma população de aproximadamente 304 milhões de pessoas. Esse número vem caindo progressivamente, assim como em todos os países desenvolvidos, que estão investindo maciçamente no que chamam de “road safety policies” – (políticas de segurança rodoviária). Em 2007, os EUA teve 41.259 mortes, e em 2006, 42.708.

O International Transport Forum é uma organização intergovernamental no âmbito da OCDE – Organisation for Economic Co-operation and Development, formada a partir da Conferência Européia dos Ministros dos Transportes, com 51 países membros. Seus membros incluem todos os países da OCDE, assim como muitos países da Europa Central, Oriental e Índia. O Brasil ainda não faz parte deste Fórum, embora já tenha sido convidado. Já a European Comission Transport mostra que a União Européia teve 38.876 mil mortes no trânsito em 2008, com custos socioeconômicos por volta de 2% do seu PIB, o equivalente a 180 bilhões de euros. Em seus 27 países membros residia uma população de 498 milhões de pessoas em 2008.

Segundo o European Road Safety Observatory, as mortes em acidentes de trânsito na União Européia reduziram cerca de 30% entre 1996 e 2006, o que demonstra grande empenho dos países da região na resolução do problema. O maior êxito foi alcançado por Portugal, com uma redução de 62% no período de 1997 a 2006.

A partir desses dois exemplos internacionais, podemos fazer um paralelo com o contexto brasileiro e analisar em que nível se encontra o país.

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Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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18 respostas

  1. Sobre estas estatísticas, parecem refletir majoritariamente a discrepância entre a infraestrutura (estradas, sinalização, etc) e nível de segurança médio dos carros.

    A probabilidade de morte no transito no brasil é apenas 2,5 vezes maior que nos EUA. Num carro frágil e sem airbags (80% dos carros nacionais) a probabilidade de morte é, talvez, maior do que 2,5 vezes maior. Some a isso a educação média do povo (60% dos brasileiros são analfabetos funcionais) e eu fico surpreso com o baixo índice de fatalidades dadas as condições desfavoráveis no Brasil.

    Calculem mentalmente o aumento da probabilidade de morte a cada fator agravante que temos no Brasil:
    1) Carros muito menos seguros: não tem airbag, não tem abs, pneus estreitos, estrutura com pouca absorção de impacto
    2) Condições viárias precárias: estradas de mão simples e tráfego pesado
    3) Grande número de caminhões nas estradas: isso não tem no resto do mundo que conta com rede ferroviária
    4) Baixo nível médio de educação dos motoristas: educação aqui significa escola mesmo, ensino formal, conhecimento de mundo, cultura, historia, filosofia, etc… que são as bases para que um indivíduo tome a decisão certa na hora que está em duvida se vale a pena dirigir depois de beber.

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  2. Considerando o empenho governamental em vender veículos para encher as ruas, inviabilizar a mobilidade, e arrecadar rios de dinheiro em impostos sobre combustíveis gastos nos engarrafamentos, e diante da impunidade e o entorpecimento da população*, esses números brasileiros estão baixos.
    * Sobre entorpecimento da população: Somos afogados por uma sobrecarrega de “informações” irrelevantes, incompletas e distorcidas, misturando realidade com ficção e sensacionalismo:

    Para terceirizar a vontade, exacerbam as sensações momentâneas e a inveja, estimulam o sexismo e o egocentrismo, hedonista procura do prazer imediato, fácil e de baixo custo de investimento pessoal, induzindo as pessoas à insegurança e ao isolamento! A apologia do aparentar, do fingir, acentuam a superficialidade, e viciam em pseudoreflexão.

    Preconceitos, bullyng, difamações, assédio…

    Os afetados pela “acultura da superficialidade” ficam limitados a uma vida imediatista, destituída de percepção ecológica, sem perceber as conseqüências de seus atos e as interações da vida. A maioria das pessoas bem intencionadas é anulada simplesmente as jogando, umas contra as outras, enquanto são bombardeadas com falsas crenças como: “Felicidade é um direito!” ou “Já nascemos prontos!”

    Os que lucram com superficialidade e atos ilícitos ressuscitaram um hábito da decadência do Império Romano, de acreditar que não haverá amanhã, de forma a viver o presente até o esgotamento: “Carpe dien”.

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    • Ah, sim, o problema é a natureza do ser humano, claro…. A solução é voltar uns 200 mil anos e corrigir o DNA do homo sapiens então?

      Tudo isso que está descrito aí é a essência do ser humano, tal qual Freud começou a compreender uns 120 anos atrás analisando a elite de Viena.

      Quanto à “cultura da superficialidade”, é um mal necessário do mundo que vivemos, novamente explicado por Freud, Jung e outros que vieram depois. O ser humano não é completamente racional, seus desejos não são coerentes. É normal que uma pessoa deseje uma jóia de ouro enquanto não tem o que comer. É da natureza do ser humano ser incoerente e imprevisível. Os desejos humanos são muito menos racionais do que podemos imaginar a princípio. Coerência é um comportamento aprendido, é uma conquista da sociedade moderna e razão pela qual não vivemos mais no meio dos ratos. Mas a incoerência é a nossa essência e ainda está presente todo o tempo.

      Quanto ao favorecimento dos carros, é simples: assim o governo não precisa gastar verba com investimento em transporte público que é caríssimo, e então sobra mais para os ministérios e verbas parlamentares. Não tem “rios de dinheiro” nem vontade de “inviabilizar a mobilidade”. O governo não tem nada contra a mobilidade, mas também não se esforça pra melhorá-la.

      O governo só faz o que a população deixa fazer. A cada quatro anos podemos mudar tudo. E não é apenas com o nosso voto, mas convencendo inúmeras outras pessoas a votar correto. Alguém aqui se daria ao trabalho de ir lá “na vila” distribuir panfleto ensinando o povo a escolher bem seu voto? Quem tá eleito se deu ao trabalho de ir lá fazer promessas e pedir votos.

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    • Palmas, Professor! Cânceres dos Séculos XX e XXI… o ‘Puder’ criar desejos!

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  3. Não tem relação direta com o tópico, apesar de ser trânsito, mas o pessoal que é contra a trincheira da Anita conseguiu um parecer técnico contra o projeto. O autor é Mauri Panitz, que é um engenheiro bem conhecido no RS. Quem sabe o Rogério poderia dar uma olhada e nos informar se é relevante ou não.

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  4. Com essas estradas podres, nada além disso é de se esperar.

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  5. Eu creio que a impunidade e’ o problema maior. Comparo isso com os brasileiros que conhecia nos EUA. Tudo poha loca, adoravam dar pau de carro mas a policia cai encima sem perdao. Entaodiminuiu bastante os acidentes naquele meio

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  6. A resposta é facil.

    Carros velhos e caros, enquanto estamos pra por a obrigação de air bags e abs nos carros, em outros paises existem trocentos air bags, abs, controle de tração e estabilidade, entre outras letrinhas….

    A plataforma dos nossos carros são velhas, as mesmas de carros dos anos 80 e 90….

    Pode ter certeza, a redução nas mortes só com o air bag e abs ja vai ser grande, se o mercado de carros melhorar e o povo aprender a comprar carros, as fabricantes vão ser obrigadas a trazerem carros com plataformas mais novas.
    O numero de acidentes vai existir, mas as mortes vão ser menores.

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  7. Qual é a causa de tantas mortes no Brasil: irresponsabilidade, impunidade ou deficiência na infraestrutura?

    Eu cravaria um triplo.

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    • deficiencia na infraestrutura.

      Em todos os paises existem motoristas loucos, muitos até piores que no Brasil, mas nossas estradas, ruas e avenidas são uns lixos, sem contar as carroças vendidas no Brasil.

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  8. Além dos carros lá serem melhores e mais seguros, há a questão cultural tbm. Carro aqui é tão caro que gera cobiça… carro não é um meio de transporte muitos Brasileiros… é um instrumento de afirmação social!

    Os Europeus e Americanos estão nem aí quando ganham um carro… são só mais um.
    Já os Brasileiro tem que turbinar, fazer pega, ir para a balada, dirigir alcoolizado,…

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    • Não é bem assim, americano e europeu tambem bebe e dirige, corre bastante e muito mais…

      Mas de resto, concordo.

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      • Morei na Europa já, e dá para ver que eles valorizam bem menos o carro do que nós. É tratado quase que como um eletrodoméstico qualquer.

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  9. completamente compreensível esses dados enquanto os países desenvolvidos a cada ano que passa desenvolvem carros mais seguros nos estamos estagnados, como bem falou a LatinNcap nossos carros estão 20 anos atrasados em comparação com países desenvolvidos.
    ainda junta isso com estradas ruins mais uma falta de educação generalizada da nisso muitas mortes desnecessárias.

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  10. Há um outro dado um pouco mais antigo referente ao RS que mostra que os acidentes envolvendo motocicletas são 5 (CINCO) vezes mais frequentes que os acidentes envolvendo carros, proporcionalmente à frota

    Outro dado mais alarmante ainda é que os acidentes envolvendo ônibus são 10 (DEZ) vezes mais frequentes que os acidentes envolvendo carros, proporcionalmente à frota.

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