Londres inaugura maior edifício da Europa

The Shard

Doze anos depois do lançamento do projeto, o The Shard foi inaugurado com pompa e circunstância na quinta-feira, em Londres.

Trata-se do mais alto edifício da Europa, mas estes 310 metros de altura não têm só admiradores.

O momento escolhido não poderia ter sido melhor. O novo ícone da cidade está pronto a tempo dos Jogos Olímpicos, que arrancam no final deste mês e esperam receber dois milhões de visitantes.

Com a sua silhueta esguia, no topo os 87 andares do edifício há uma vista panorâmica de 360 graus sobre a capital britânica. Este poderá tornar-se uma das atrações turísticas de Londres, “tal como o Empire State Building em Nova Iorque”, diz Irvine Sellar, presidente da Sellar Property, o responsável pelo projeto.

Assinado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, o Shard está localizado do lado sul do Tamisa, cujas margens foram submetidas a projetos de renovação em todas as direções.

The Shard – Foto: moley75 – Flickr

Esta é uma “pequena cidade vertical” de 12 mil pessoas, afirma o arquiteto. Além de um hotel de cinco estrelas, o edifício terá restaurantes de luxo e 600 mil metros quadrados de escritórios e lojas.

Quem desejar viver ali precisa de ter uma sólida conta bancária, porque os dez apartamentos, que usufruem de uma vista deslumbrante já que estão localizados entre o 53º e 65º andares, serão vendidos entre os 46 e 62 milhões de euros.

A torre, que reflete o céu de Londres no seu exterior de vidro, começou a ser construída em 2009. O desenvolvimento deste projeto milionário tem sido lento, principalmente perante a crise financeira que tem atingido vários países da Europa.

A construção do Shard levantou contestação, acabando por envolver também a UNESCO. Os defensores do património aquitetônico da cidade dizem que o novo edifício está mal localizado pois prejudica a vista da Catedral de São Paulo e do Parlamento.

A UNESCO também deu o seu parecer sobre o assunto, frizando que a construção interferia na “integridade visual” da Torre de Londres, inscrita no Património Mundial.

Um jornalista do “The Observer” resumiu a polémica dizendo que o Shard “é elegante, está no lugar errado, é uma destas torres que o mundo inveja, é uma fortaleza para os mais ricos, é um ícone de Londres: na verdade, é um pouco de tudo de uma só vez”. E é também o edifício mais alto da Europa mas por pouco tempo. Será destronado, dentro de alguns anos, pela Torre da Federação, em Moscovo, e pela Hermitage Plaza, em Paris.

Fotos feitas por Gerson Ibias, na inauguração:

Fonte: Diário de Pernambuco

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Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Arranha Céus

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63 respostas

  1. Impressão minha ou esse novo prédio de Londres tem uma certa semelhança com aquele hotel que é o cartão-postal da Coréia do Norte?

    http://obviousmag.org/archives/2009/09/hotel_ryugyong.html

    Parafraseando o poetinha: “Os prédios feios que me perdoem, mas beleza é fundamental.”

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  2. Pior é que ninguem quer um arranha céu de 300 metros de altura, é apenas um prédio com uma boa arquitetura, de uns 40 andares, algo basico no mundo, e até mesmo no Brasil, mas que aqui, as pessoas acham que vai criar um tunel ninja destruidor de poneis que vai acabar com o mundo.

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  3. Senhores.

    Não vou comentar sobre arquitetura, pois pouco conheço sobre o assunto, só achei o máximo do esculacho a ponte do Tâmisa com aquele símbolo fálico imenso que talvez demostra algum sentimento de impotência diante ao futuro, mas isto já é outro assunto.

    Porém vou falar sobre algo que conheço, energia. A Europa é o continente mais insustentável do mundo, eles vivem baseado no petróleo barato e outras fontes de energia térmica (nucleares ou não) dependendo do resto do mundo para tudo.

    Eu sempre gosto de fazer algumas comparações, mas neste caso vou me restringir a Inglaterra. O Reino Unido tem uma área de 243,610km² e uma população de 64.000.000 de habitantes. Se tomarmos a superfície do Brasil de 8,514,877km² corresponde a 35 vezes a área do Reino Unido, fazendo uma continha resulta que se tivéssemos a
    mesma densidade populacional do Reino Unido, deveríamos ter, tchan, tchan
    .
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    2.236.000.000 habitantes, ou seja, se olharmos com cuidado eles realmente tem que fazer edifícios altos para que caibam o excesso de população que eles têm.

    O que representa isto, que eles tem que continuar saqueando os outros países para continuar a subsistir (petróleo, minérios e proteína, em geral).

    Não acho que devemos procurar um modelo Europeu para nosso modo de vida, pois ele é baseado na dependência extrema dos países do chamado “terceiro mundo” para sobreviver, para quem gosta do termo “pegada ecológica”, nós temos uma pegada ecológica eles tem uma “patada” ecológica. Se eles tem uma infraestrutura de metrô, saneamento básico e outras é porque a Índia é miserável! Qual é a relação? É direta, o Reino Unido se dá o luxo de ter uma Rainha é porque durante séculos eles saquearam outros países continuando sempre com a tradição flibusteira dos séculos XVI e XVII, só que agora é através da Citi.

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    • Não concordo com tudo, mas a ideia básica é precisa. Não precisamos copiar o modelo deles só pra ter um arranha-céu pra poder virar cartão postal.

      Me preocuparia mais em parar de destruir e achar formas rentáveis de conservar os prédios antigos e tombados, limpar o centro e tornar circulável à noite, explorar bem a orla, enfim, isso seria muito mais prático pra alavancar a atratividade de Porto Alegre que um edifício cheio de vidro pra cartão postal.

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    • Se perdeu feio dizendo que eles podem “se dar ao luxo de ter a Rainha”, visto que a Rainha custa menos para o governo do que o presidente americano, por exemplo. O brasileiro sim deve ser o mais caro de todos hehehe

      Mas em relação a explorar os outros países, é isso aí mesmo. Por exemplo, dê uma lida sobre como o Irã deixou de ser uma democraia lá pelos anos 60 por que a inglaterra não gostou que o país resolveu nacionalizar o petróleo.

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    • “O que representa isto, que eles tem que continuar saqueando os outros países para continuar a subsistir (petróleo, minérios e proteína, em geral).”

      Que besteira sem tamanho.

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      • Diogo.

        Besteira? Então vamos aos fatos, primeiro o último balanço positivo em conta corrente que os Ingleses tiveram foi em setembro de 1998 e a partir deste momento o seu balanço é sempre negativo, este déficit está sendo coberto pela venda de ativos e por endividamento.

        Para dar uma noção mais precisa coloquei um pequeno texto que retirei de um site econômico Inglês:

        “O Reino Unido informou um déficit em conta corrente equivalente a 8,45 bilhões de libras no quarto trimestre de 2011. Historicamente, desde 1946 até 2011, o Reino Unido Conta Corrente média -1,0500 bilhões GBP chegar a um momento alto de 338,0 mil milhões de libras esterlinas em dezembro de 1950 e um recorde de baixa de -330,0000 milhões de libras esterlinas em dezembro de 1951. Conta corrente é a soma do saldo da balança comercial (exportações menos importações de bens e serviços), rendimentos líquidos de factores (tais como juros e dividendos) e transferências líquidas (como a ajuda externa). Esta página inclui um gráfico com os dados históricos para o Reino Unido conta atual.”

        Somando a tudo isto temos diversos fatores reais, tais como a energia é baseada em importações de petróleo e gás, a agricultura que produz 60% do que eles consomem também é baseada em petróleo e gás, as exportações industriais caem a cada dia, só restando o setor financeiro. Qualquer país latino-americano que estivesse com um perfil desta forma seria considerado insolvente.

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      • Diogo

        Se quiseres ter uma noção exata do rombo das contas inglesas olhe em:
        http://www.ukpublicspending.co.uk/uk_national_debt

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      • Diogo,

        O mesmo país que deu título de “Sir” a um dos maiores piratas da história (Francis Drake) é o mesmo país que mantém hoje o maior número de paraísos fiscais sob a seu domínio, em regimes de dependência parcial e extremamente conveniente (Bermudas, Ilhas Virgens, Ilhas Cayman, Jersey, Ilha de Man, e por aí vai).

        Isso não é coincidência.

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    • Vamos ler mais História! Império Britânico foi nos séculos XVIII e XIX o maior vilão do Mundo: usurpou, enrolou, massacrou e anexou tudo o que pode… Até o Brasilis quase cai nas garras deles. Fomos salvos por um dos mais antigos tratados comerciais entre dois países: Reino Unido e Portugal. Lamento mas Union Jack não serve de exemplo.

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  4. Sou uma pessoa bem leiga no assunto Urbanismo.Qual o problema de se criarem espigões na cidade?Tem a ver apenas com mudanças bruscas na arquitetura?

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    • Ricardo até onde sei tem a ver com vários fatores como: Para a construção em si, coisas básicas como o solo, a rede de esgotos da região, as redes elétricas e etc…A termos de urbanismo em si, fatores como se a região onde será construído comporta o fluxo de pessoas que usará este edificio ( oferta de transporte público na região, malha rodoviária no entorno/ avenidas ou ruas que comportem o numero de veículos que acessarão o mesmo), com certeza a questão da arquitetura do entorno tambem tem que ser levada em consideração, lembrando que a harmonia em um conjunto tem que ser respeitada tentando integrar, de alguma forma, a nova construção com o entorno. Não sou contra edíficios ícones como o pessoal tá chamando aqui, acho inclusive essenciais para ajudar a compor a identidade de uma cidade. PARA AJUDAR. Recuperar o que JÁ TEMOS tambem é importante. Com certeza uma obra de bom gosto bem no centro da nossa capital pode sim ajudar a valorizar nosso centro… Mas não é só isso!

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  5. Alguém sabem quantas vagas para carros terá ?

    Não descobri quantas vagas para carros terão esse prédio. Lembrando que serão 12mil pessoas nesse imovel.

    Se fosse em POA, imovel residencia precisaria 2 vagas no minimo para cada apartamento. Brincando alguns 10 andares ou mais de estacionamento.

    Mas creio que vai ser que nem o padrão de Nova York, ou seja, sem estacionamento.

    Logo, duvido que alguem em POA compre algum imovel deste preço sem lugar para colocar seu carro. Fica inviável qualquer empreendimento sem que seja reservado 1 vaga.

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  6. fico com o ibere, CCMQ e futuro centro cultural da caixa como icones para porto alegre. Esse de londres em si achei feio. E o que faz o simbolo, a altura ou a historia?

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  7. Desde 2008 que participo dos comentários do Portoimagem, venho notando que vem aumentando o número de pessoas que são contra qualquer prédio que possa vir a ser um ícone para Porto Alegre, e se falar que ele vai ser muito alto, ai então mexe mais ainda com os provincianos. A maioria me parece serem estudantes em arquitetura ou até formados com inveja que alguém possa aparecer com algum projeto que não sejam os seus. Todo e qualquer projeto que aparece por aqui, sempre tem alguém contra, alegando arquitetura feia, etc., mas o que viria se ser o tal “bonito” para todos? Está na hora de pensarmos na cidade, algo que atraia turistas, uma orla bonita, (Manaus da de10x0) o Cais que não está saindo dos projetos, o Pontal que foi abortado por ignorancia pura, e um prédio alto icônico, que seja apenas um somente. Incrivel também como as pessoas que leem os comentários não são capazes sequer de identificar uma ironia como foi o caso do meu primeiro post aqui. Tenho inveja dos londrinos no bom sentido que agora passam a ter com certeza um dos melhores pontos de observação nas alturas de toda a Europa, assim como é a Torre Eiffel em Paris, e lembrar que ao contruir a mesma, quase toda a população foi contra, achando ela um monstro de ferro. Acorda Porto Alegre!

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    • ironia bem feita é aquela que não precisa ser explicada. e querer ser irônico não significa ser engraçado. e, por fim, provincianismo pra mim é querer macaquear “cidade grande” achando que vai atrair turista, ao invés de investir no bem da cidade.

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