Burocracia deve adiar início das obras do Cais Mauá

Revitalização do espaço de 2,5 quilômetros deveria começar em agosto

Embora a prefeitura de Porto Alegre tenha anunciado, no início do ano, que as obras de revitalização dos 12 armazéns do Cais Mauá começariam no mês de agosto, a promessa não poderá ser cumprida. De acordo com o Gabinete de Assuntos Especiais (GAE), entraves burocráticos, como pendências na aprovação da documentação, na área pertencente ao Estado, farão com que a urbanização se inicie, possivelmente, no começo de 2013. O investimento é de R$ 500 milhões.

A expectativa inicial era de que até 2014 a reforma nos armazéns estivesse concluída e fosse oferecida, pelo menos em parte, áreas de lazer e entretenimento à população. “Já foi pedido o estudo de viabilidade e de impacto ambiental, mas ainda não foi finalizado. São atrasos do setor público que não estavam previstos por nós, nem pela empresa Porto Cais Mauá do Brasil, responsável pela obra, mas que podem acontecer ”, disse o titular do GAE.

De acordo com a prefeitura, o projeto de revitalização compreende em um trecho de aproximadamente 2,5 quilômetros, da Rodoviária à Usina do Gasômetro. O plano prevê a construção de prédios comerciais e a recuperação dos armazéns para o funcionamento de bares, restaurantes, lojas e estabelecimentos culturais.

Correio do Povo

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Me lembro bem do Fortunati dizendo que seria criada uma comissão para acelerar o projeto e que em 2 a 3 meses as obras iniciariam. Não passou de lero lero eleitoral…..



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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13 respostas

  1. Ora, ora, ora. Não é a burocracia não é falta de planejamento destes que so querem empurrar áreas para os amiguinhos lucrarem.
    O que ocorre realmente é falta de dinheiro para os Espanhóis começarem algo.
    A crise afetou profundamente a Espanha e o dólar subiu. Por outro lado o Brasil esta dando sinal de afundar também na crise mundial, dai a queda na nossa bolsa.
    Vai ser difícil que alguém tente colocar milhões nas obras do Cais, um grande risco.
    Os investidores só investem onde a rentabilidade for significativa.
    No Cais quem ganhará são os Espanhóis, os demais é que pagarão a conta.
    Se não houvesse o interesse de entregar a área para grande investidor e tivessem alugado por parte diretamente para comerciantes brasileiros interessados o SPH não ganharia somente 200 mil por mês mas 1,5 milhões que é 10% do valor que os Espanhóis vão cobrar.
    Por outro lado ainda tem outro grande entrave que é a Lei Ambiental do Estado que proíbe o parcelamento (construções) dentro de áreas sujeitas á inundação, inviabilizando a construção dos novos prédios de 100 m de altura, o Shopping, o hotel e o edifício de salas comerciais. Este sim vai ser de difícil solução pois depende de alterarem a Lei Ambiental do Estado que já a mais de 3 anos esta sendo tentado.

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    • “Se não houvesse o interesse de entregar a área para grande investidor e tivessem alugado por parte diretamente para comerciantes brasileiros interessados …”
      Como assim? Teve uma licitação…. empresários brasileiros ou gaúchos poderiam ter entrado e apresentado uma proposta… mas não entraram…provavelmente porque não tinham condições de enfrentar um projeto desse porte, ou porque simplesmente não tiveram interesse. Os armazens em si só não são atrativos para negócios pois toda a área necessita de investimentos grandes, por ser área portuária nem sistema de esgoto tem ali, toda essa parte e o acesso tem que ser feita pelo empreendedor…. alugar simplesmente para comerciantes seria impossível…. Eventualmente se alugava um ou outro armazem algumas vezes por ano para periodos curtos, eventos, feiras, mas é um ou outro armazem, na maior parte do tempo estao vazios…e sao mais de 50 armazens… impossivel alugar todos o ano inteiro sem oferecer um minimo de infraestrutura, agua, luz, esgoto, acessos, garagens…Quem pagaria? O Estado? Ia tirar dinheiro de onde para fazer isso? Da saúde? Da educação? Os próprios comerciantes? colocariam um enorme dinheiro em uma área publica apenas para alugá-la alguns meses? E se desistissem? O dinheiro colocado por eles ficaria ali? Por isso a única maneira é encontrar uma empresa ou cons´rocio de empresas com capacidade de fazer algo maior, como o centro comercial e as torres, que para eles são o o principal, é o que justifica investir no local, os armazéns vem como algo mais, para criar um bom entorno para os prédios principais. E claro ter no contrato a garantia de que no mínimo durante 25 anos poderão operar no lugar. Se fosse possível isso que vc sugere, porque não foi feito antes? Quaquer prefeito de Poa, de qualquer partido já teria feito, qualquer governador teria feito. Simplesmente porque área portuária não é facil de urbanizar…Em outros lugares do mundo se necessitou de um grande investimento. Como justificar que o governo gastasse nisso se nem conseguimos dar uma boa saúde e boa educação para o nosso povo… como um pequeno empreendedor comercial de Poa, ou mesmo grande, gastaria dinheiro para uma área que nem é propriedade sua? Só um grande empreendedor, que construisse, torres de hoteis, escritórios, centro comercial, poderia ter interesse em investir tanto dinheiro, mas para isso eles tem que achar que vao recuperar esse investimento ao longo de 25 anos.
      É verdade que a Espanha está em sérios problemas, exatamente por isso que eles não vão buscar financiamento para construir negócios na Espanha mas sim em um pais, como o Brasil, que mesmo sofrendo as consequencias da crise mundial, ainda assim é uma opção infinitamente melhor que a Espanha. Tem riscos? Claro que tem….mas é assim que as coisas funcionam…as empresas e os bancos que financiam essas empresas veem que existe uma possibilidade de lucrar mais aqui no Brasil do que em outro lugar… temos que aproveitar que eles estão dispostos a arriscar e com isso a cidade e sua população ser beneficiada… em lugar de ficar sempre apostando que vai dar errado….. Se estivéssemos nos anos anteriores à assinatura do contrato, ótimo ficar levantando os prós e os contras, mas agora o processo já foi iniciado…dois governos estatuais de partidos que se opoem como cão e gato querem o projeto …porque será?… do que adianta ficar falando mal do projeto? se der errado …. e sempre pode dar errado, será a cidade que perderá essa oportunidade….se der errado, que outra empresa irá querer investir, perder seu tempo, para dar em nada? teremos assinado um atestado internacional de incompetência como cidade…. e voltaremos á situação anterior, alugar um outro armazem para uma festa, um casamento, ou uma feira de produtos artesanais… sem um verdadeira urbanização e requalificação da área…que é enorme, não é só os armazens ao lado pórtico. Nenhum esquema de aluguel para comerciantes é viável, sem pedados investimentos em urbanização…. e naõ temos dinheiro… é triste, mas é a verdade…vamos ficar sentados sobre isso eternamente?

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  2. Não sei se a prefeitura tem responsabilidade neste caso. Ela está esperando a entrega da documentação para agilizar a tramitação, sem documentação nao tem tramitação…. Por outro lado acho que se deve relativizar o atraso do Consórcio… Se demorou mais de 1 ano entre a assinatura do contrato, dezembro de 2010, até a entrega da área, março de 2012. O Consórcio deve ter começado a trabalhar mesmo apenas depois da entrega da área, que era a garantia que eles precisavam que o projeto não seria interrompido pelo governo. Ou seja faz uns 3 meses…a maior parte desse atraso todo foi o ano perdido de 2011 nas negociações intermináveis entre Estado e Antaq.

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