Estado cogita fazer a RS-010 como avenida e eliminar pedágios

Proposta alternativa será examinada por grupo técnico

Porto Alegre – O projeto da RS-010, a Rodovia do Progresso, segue em estudo dentro do governo gaúcho. Além do projeto desenvolvido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), feito pela empresa Odebrecht, que já foi apresentado ao executivo do Estado, já se pensa em outras alternativas para a via que ligará a região metropolitana de Porto Alegre e poderá ser uma saída para os engarrafamentos na BR-116.

A nova ideia é a de transformar a RS-010 em uma avenida intermunicipal. Para isso, seria feita a desapropriação das terras ao longo dos municípios por onde a rodovia passará e essas terras serviriam como moeda para a iniciativa privada, com a instalação de zonas habitacionais e zonas industriais. Assim, seriam eliminados os postos de pedágio que constam no projeto da Granpal. “Não posso dar nenhuma informação, porque o grupo técnico vai se reunir e vai examinar o projeto. É uma alternativa que vai ser estudada também, mas por enquanto não dá para falar”, comentou o governador Tarso Genro.

Diário de Canoas



Categorias:Rodovia do Progresso

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7 respostas

  1. Achei muito interessante esta outra alternativa, lembra a solução adotada em Curitiba para a criação da chamada Linha Verde, uma via moderna e com sistema de transporte BRT, a qual abriu uma nova fronteira imobiliária em uma nova superartéria capaz de ótima geração de fluidez ao trânsito.

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  2. Ou seja de uma via expressa para o Vale do Sinos e Serra essa estrada será transformada numa avenida quaiquer, cheia de semáforos e interrupções de fluxo.

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  3. Será , meu Deus, que nosso governador terá este relampejo de coragem? Será que ele, finalmente voltará as origens de quando começou na vida publica? Se assim for e criar a rs10, sem pedágios, estes sim é o Tarso que conheci no passado, e não aquele que se contaminou nas esferas do poder central, aí então, finalmente voltará a ter meu voto e apoio. Aquela anarquia da 116 é uma página de horror no transito.

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  4. Enquanto as implementações de pedágio forem limitadas como hoje, o pedágio seguirá sendo impopular, e evitado a todo custo pelos tomadores de decisão em função deste risco eleitoral.

    Mais uma vez, temos que olhar para o que cidades avançadas mundo afora fizeram para resolver este problema. Neste caso, nem precisamos sair da América Latina! Em Santiago do Chile, metrópole não muito maior que a RMPA, temos uma rede de autoestradas modernas, de tráfego isolado, conectando e atravessando as cidades que formam a metrópole. Elas se destinam ao tráfego de média e longa distância dentro da metrópole, permitindo a conexão entre as cidades mais distantes sem o trânsito pesado das áreas centrais da metrópole.

    Todo este sistema é concedido à iniciativa privada, e é operado hoje por diversas concessionárias distintas. Apesar desta aparente fragmentação, a adoção da tecnologia de pedágio eletrônico RFID permitiu a implementação de um sistema de cobrança unificado, tornando a experiência transparente ao consumidor e a tarifação mais justa para todos. A cobrança é realizada automaticamente quando o carro passa por debaixo de um dos portais de pedágio – nem é necessário diminuir a velocidade. A simplicidade desta tecnologia permite a instalação dos portais em múltiplos pontos da rodovia, distribuindo a cobrança do pedágio ao longo do percurso, garantindo que aqueles que percorrerão trechos menores pagarão a fração equivalente da tarifa.

    Para a nossa região metropolitana, uma solução neste estilo certamente seria adequada, e resolveria muitas distorções, como a que temos hoje para quem vem de Gravataí para Porto Alegre e é obrigado a pagar R$ 4 de pedágio, enquanto que seus vizinhos de Cachoeirinha entram na rodovia de graça. Com pedágio distribuído, poderíamos substituir as duas praças de pedágio da Free-Way por 10 praças cobrando algo como R$ 1 ou até menos. A depender da distribuição destas praças, teríamos então um pedágio pra quem entra em Canoas (pela BR-116), um pra quem vem de Cachoeirinha, outro pra quem vem de Gravataí e assim por diante.

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    • Com certeza esse sistema é muito mais racional, e é interessante notar que ele resolve problemas não só do ponto do vista prático, mas também do teórico-jurídico. Isso porque no direito tributário as taxas de pedágio são consideradas taxas, que são uma espécie de tributo cobrado em razão da prestação de um serviço público específico, e que deveria, na medida do possível, ser quantificado proporcionalmente à utilização desse serviço, permitindo uma distribuição mais justa dos custos do serviço em questão (no caso, conservação da via). Sendo assim, o modelo “chileno” obviamente se amolda muito melhor à teoria que justifica a cobrança da taxa de pedágio.

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  5. Uhu, mais uma estrada para ser paga por quem não usa!

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  6. Acho que pedagio da mais lucro, será que as empresas que iriam gerenciar isto vão gostar da idéia?

    Só acho que não da pra enrolar, tem que fazer e ponto.

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