Smov detalha projeto da trincheira da Anita com comunidade

Demanda do OP, trincheira não altera visual e dará mais fluidez ao trânsito Foto: Divulgação/PMPA

Depois de encontros com o Conselho do OP, o Ministério Público e o Fórum de Infraestrutura das Entidades de Engenharia do RS, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) apresentou, nesta semana, o projeto da obra na av. Anita Garibaldi à Escola de Engenharia da Ufgrs e à União Estadual de Estudantes. A Smov tem promovido encontros para esclarecer dúvidas sobre a chamada trincheira da Anita. “É importante que a comunidade tenha conhecimento de todo o projeto e sua importância para a cidade”, explicou o secretário Adriano Gularte.

O secretário explica que o projeto de mobilidade é uma demanda do Orçamento Participativo de 2011. “Decidimos ter esta interlocução com a comunidade para que não pairem dúvidas.” A obra de passagem inferior na rua Anita Garibaldi, sob a avenida Carlos Gomes, será pauta de novo encontro, ainda sem data definida, com os moradores do entorno.

Com o objetivo de dar maior fuidez ao trânsito na região, por onde passam cerca de 75 mil veículos ao dia, a obra não vai alterar a paisagem do local. Além disso, dará mais segurança a veículos e pedestres. A trincheira da Anita está inserida no caderno de obras e encargos para a Copa de 2014. Juntamente com as demais obras de modernização viária, projetadas para os cruzamentos das avenidas Plínio Brasil Milano e Bento Gonçalves (viadutos), e avenidas Cristóvão Colombo e Ceará (trincheiras), darão maior fluidez ao tráfego com a Terceira Perimetral.

A empresa vencedora da licitação é a Sultepa, que assinou contrato de R$ 10.284.487,03. A previsão de conclusão dos trabalhos é 12 meses, a contar do início das obras . Os recursos são provenientes do programa Pró-transporte -Copa 2014 (Ministério das Cidades e prefeitura).

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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57 respostas

  1. A A406 que você fala é essa aqui, RicardoUK? Me desculpe, mas tá bem diferente da 3a Perimetral.

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  2. Um tema central nessa discussão toda da 3a Perimetral, mas até agora não vi ninguém falando é o fato de que esta via não tem mais nada de “perimetral”, no sentido original do termo. Nos dicionários, “perímetro” é a linha que “circunda uma determinada área”. Quando foi pensada originalmente, décadas atrás, a 3a Perimetral seria um conjunto de vias circundando a cidade, mas por fora dela, pelo seu perímetro (daí o nome). Mas essa via demorou muito para sair do papel, e essas regiões que eram periféricas, que ficavam na “borda” da cidade, hoje passaram a ser praticamente centrais, em função de a cidade ter crescido muito, especialmente para o norte e para o leste. Assim, o que hoje chamamos de “Perimetral” na realidade é uma via praticamente central na cidade (entrem no Google Maps, coloquem no modo satélite e desabilitem a função “marcadores” que dá pra ter uma ideia clara). E, por ser central, urbana, não é compatível com altas velocidades e nem, infelizmente, com “fluidez” de tráfego, se considerarmos o número atual de carros nas ruas.

    Uma via mais próxima de uma verdadeira “perimetral” seria a Avenida do Trabalhador, por exemplo. Ou a RS-118. Ou então, mais próxima à cidade, um hipotético conjunto de vias que passasse por onde hoje são a Rua Santuário (Vila Nova), passando pelo morro da Polícia, pela região próxima ao Campus do Vale, pela Manoel Elias e finalmente desembocando perto da Fiergs. Aí sim seria o caso de pensar em uma via rápida.

    A realidade mudou muito desde os primeiros projetos da 3a perimetral. Hoje, todo o seu entorno é altamente urbanizado, e incompatível com a ideia de uma via expressa urbana. Defender obras que estavam no projeto original simplesmente “porque estavam no projeto orginal” não faz sentido.

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    • Nada a ver, perimetral não é necessariamente uma via que circunda a cidade inteira, pode circundar determinada região. Exemplos temos na própria Porto Alegre: 1ª Perimetral ao redor do perímetro do Centro Histórico, 2ª ao redor do Centro Expandido, 3ª ao redor das regiões com nova demanda, 4ª futuramente ao fim do perímetro urbano e assim vai. São Paulo, Londres, Paris e várias cidades pelo mundo adotam esse modelo. O plano original da cidade (com quase um século) prevê perimetrais e radias de acordo com a demanda do crescimento da cidade, mas acho que acabaremos na 3ª já que não é “permitido” a construção de novas vias por aqui para alguns.

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      • Argumento flopado, nem da bola.

        Ou a marginal tiete e a pinheiros tambem nao seriam perimetrais.
        A loureiro da silva tampouco.
        Quem dira as de caxias, que cortam uma parte da cidade.

        Flopou.

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    • Procura la’ no Google “A406 Circular”, uma via semelhante ‘a Perimetral no mundo desenvolvido. Como ela, ha’ outras tantas na Europa, EUA, Australia. Mas, claro, se nao pegares tua bicicleta e viajar um pouquinho para alem de Viamao nao vais achar mesmo.

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  3. Eu acho que tem de aumentar os investimentos em transporte coletivo (no mínimo, equiparando as verbas investidas com transporte ferroviário ao rodoviário), construir ciclovias, alargar calçadas e pensar no uso progressivo de combustíveis e transportes alternativos, mas isso não quer dizer que devem cessar os investimentos na qualificação de vias urbanas e duplicação de ruas e estradas.

    A grande questão é que no Brasil ainda se investe pouco em infraestrutura (2% do PIB) e tem bastante espaço para crescer os investimentos em transporte público, principalmente em trens de passageiros, metrôs e VLTs. Aliás, Porto Alegre está seguindo esse caminho, já que a maior parte do montante de investimentos públicos previstos nos próximos anos na cidade são para converter os corredores de ônibus em BRTs e para construir a linha 2 do metrô.

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  4. Não dá para ter uma discussão com o pessoal que anda de bicicleta que posta nesse foro. É só observar o blog “deles” http://vadebici.wordpress.com/ que se percebe o nível do radicalismo. Inclusive são integrantes dos protestos contra o início da obra. No mais, aguardo ansiosamente essa trincheira.

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    • Como assim, não dá pra discutir com quem anda de bike? Eu ando de bike, apesar de não postar nada no vadebici, e tentei dar meus melhores argumentos aqui. Enquanto que quem é a favor da obra só postou xingamentos e nos chamou de xiitas, não fazendo nenhum argumento convincente, os ‘do contra’ explicaram o ponto de vista: leia o que o leandro leite, o felipe x e o enrico canali escreveram.

      A exceção ficou por conta do VOP, que conseguiu mostrar o ponto de vista, pertinente ainda que eu não concorde, sem partir pra baixaria.

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      • E detalhe: não sou cicloativista e mal me considero ciclista, pedalo só por lazer de vem em quando.

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    • – Nem gasto joules pra falar com esse pessoal. Acham que estão com 100% de razão.

      – Todos estamos pagando o viaduto, segundo eles, certo?
      Pois bem, eu não tenho interesse em financiar a ciclovia da Ipiranga. Podem retirar isso do meu imposto?

      – O objetivo é tirar os engarrafamentos da terceira perimetral, para ser uma via rápida.

      – “esses moradores não tem moral alguma de questionar corte de árvores.
      Ou vai dizer que as figueiras, onde atualmente é o condomínio “Figueiras da Anita”, eram de plástico”

      – Concordo que deveríamos adotar o uso de bicicleta, diminuir o espaço de tráfego para “obrigar” as pessoas a utilizarem a bike, mas em POA não há como no momento:
      * falta de segurança (respeito de motoristas)
      * falta de segurança (imagina que coisa boa, morar/trabalhar na voluntários e ter que pedalar até lá de noite)
      * não pode ser uma mudança radical

      – Tão incomodados? http://www.imobiliariaducati.com.br/site/content/home/index.php tem muitos apartamentos bem bacanas no Mont’Serrat, B Vista…

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      • Johnnie,

        Acho que a grande maioria do porto alegrenses em algum momento da sua vida já usou a bicicleta. São poucos que nunca pedalaram. Isso tb ocorre em todo o mundo. Na Europa o grande meio de transporte que o governo prioriaza é o transporte coletivo amarrado com a bicicleta. Como o proprio tecnico da EPTC fala, a bicicleta na mobilidade urbana veio para ficar. Até comentou que o pessoal dos carros so deram elogios quando a EPTC fechava parte da ipiranga pra fazer a ciclovia (geralmente o pessoal dos carros ficam irados se ficar preso mais tempo dentro do carro).

        Quem financia a ciclovia da Ipiranga é o Zaffari. Quem fiscaliza é a EPTC. Somente a população vai pagar alguma conta caso haja acidente e a justiça acha que a prefeitura tenha alguma conta (que vai ter pq no talude não é a melhora forma tecnica – e eu ainda acho que é impossivel construir ciclovia lá mantendo as normas tecnicas).

        Perimentral nunca vai ser via rápida. Se algum candidato te prometer isso (principalmentes nesses viadutos da copa) desconfie. Pergune sobre os pedestre. Como irão cruzar a via sem sinaleira. Na trincheira vai diminuir as sinaleiras ? Vai receber uma resposta que vai aumentar o uso de sinaleira. Se foi a via rapida. Da uma olhada no projeto, a prefeitura já mostrou alguma parte. Como cidadão peça vista do projeto da prefeitura.

        A questão das árvores é a menor questão. Claro que a prefeitura ainda deve uma audiencia publica falando dessas coisas de ambientalistas. Ate aqui acho que são bem poucas as pessoas que sabem quantas vao ser retiradas.

        Concordo que fala sobre o nao uso de bicicleta pela população (segurança).

        Mas pra melhorar tem que ter vias seguras para bicicleta. Não tem outra saida. Isso é o mundo todo. Ninguem que ache inseguro andar vai correr o risco de andar de bike. É do ser humano. Quem anda atualmente tem a noção que o risco compensa. Pq se não compensasse não andaria.

        A falta de sensação de segurança pelo motivo de assalto te digo é bem menor do que o pessoal que anda de carro. Ficar parado dentro de um carro na zona norte é pedir pra ser assaltado/sequestrado. Já para bike é diferente. Claro que tem roubo (e alias quanto mais barata a bike for mais roubada ela é). Mas o mercado de roubo de carros é bem maior e mais lucrativo do que de bike.

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      • Quando o cara acha que a solução é comprar um apartamento no mont serrat no mínimo ele não tem noção. E pior, bobear mora num destes bairros e vai de carro pro trabalho, no bairro vizinho (se queixando da tranqueira).

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  5. O que eles querem proibir os carros de trafegar nas ruas???? muita viagem… com é que é ?? viaduto transfere engarrafamento para mais adiante?? quanta asneira!!! imaginem o centro de Poa sem a elevada da Conceição? seria inviável trafegar ali, não adianta este blablabla a favor das bicicletas, ta entrando cada vez mais carros na cidade, e ela tem que se preparar para isto, gostem ou não gostem esta é a realidade.

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    • Ninguém falou que quer proibir os carros nas ruas.

      Falamos que queremos a possibilidade de outros meios de transporte.

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    • Jorge,

      Nesse caso é melhor continuar como esta. Nenhum louco falou que tem que proibir carro (ou até mesmo bicicleta) de andar.

      Quando a EPTC apresentar o estudo de visibilidade técnica (se um dia mostrar) vai ver que esse viaduto é a pior maneira de melhorar o transito naquele local.

      Todos os carros que dobrama a esquerda vai ser obrigados a ir reto. Qualquer ser pensanta já sabe o resultado. Ainda mais que a Anita do outro lado não comporta (pq vira pista simples) e nas rua laterais idem. Talvez daqui a 10 anos (quando o emprestimo for pago) a prefeitura consiga pedir outro emprestimo para duplicar o outro lado da Anita.

      Fale com qualquer tecnico (até mesmo os da EPTC) que eles vão te dizer que há transferencia do engarrafamento para cima do viaduto (vide viaduto da Nilo). Isso acontece em todo o mundo. Porto Alegre com essa administração (e até mesmo é geral) nem se fala.

      É melhor ficar como está (os carros continuaram dobrando a esquerda) do que o resultado da trincheira.

      Dificil tecnicamente mostrar que com mais vias e mais viadutos (ainda mais em POA que não tem dinheiro – é tudo emprestimo) que esse caminho é mais vantajoso. Qualquer técnico sabe disso. Mas politicamente conta mais pra população que vive no seu mundinho achar que vai ser grande coisa essa obra. Espero que daqui a 4 anos o pessoal vote no prefeito levando em conta o resultado dessas obras (que já se sabe que estará bem pior do que é hoje – ate mesmo pq ninguma cidade aguenta a frota de carros crescendo mais de 5% ao ano).

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  6. “Combater engarrafamentos abrindo mais espaço para carros é como combater a obesidade aliviando o cinto” (Autor desconhecido)

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