Nova ponte do Guaíba pode atrasar

Entrega da segunda travessia sobre o Guaíba corre risco de ser entregue em 2021, diz movimento

Presidente Dilma prometeu, no ano passado, uma nova estrutura Crédito: ARTHUR PULS

A entrega da nova Ponte do Guaíba, prometida pela presidente Dilma Rousseff em 2011, pode ocorrer somente em 2021. O temor é do representante do Movimento Ponte do Guaíba, Luiz Domingues, que luta pela idealização de uma nova estrutura desde 2006. Em julho, a Comissão de Licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) publicou o resultado da concorrência para a elaboração do projeto, orçado em R$ 5.738.062,36. No entanto, o empenho da verba para a Engevix Engenharia ainda não foi feito. “O Dnit pediu para a empresa manter o valor até novembro, mas ele deveria ser imediato”, afirmou Domingues.

Segundo ele, se os recursos forem liberados em novembro, a Engevix terá 540 dias para entregar o projeto. “Como trata-se de uma ponte de concreto armado, não será possível concluir nesse tempo. No edital, a empresa pode pedir mais 540 dias”. Isso daria um prazo de três anos.

O representante do movimento calcula que a obra leve, no mínimo, quatro anos para ser concluída. “Isso, se o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) não intervierem.” Segundo Domingues, a obra ainda poderá ser embargada, pois o governo federal já recebeu uma proposta para a construção de uma estrutura em aço, de R$ 887 milhões. O valor seria inferior a uma obra de concreto armado, que não custaria menos do que R$ 1 bilhão. A assessoria de imprensa do Dnit, em Brasília, informou que o caso deve ser tratado com o departamento regional. No RS, o Dnit alega que o processo ainda está em Brasília.

Correio do Povo

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Categorias:Nova ponte Guaíba

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28 respostas

  1. O que? Entendi direito? Uma obra atrasada em Porto Alegre? Meu Deus, estou espantado, isso nunca aconteceu antes, não nessa cidade…

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  2. Coloquei o mesmo comentário acima para que fique mais legível)

    Duas coisas, esta data 2021 é uma especulação de um grupo que corretamente luta pela travessia o mais rápido possível, e este número é mais para motivar do que qualquer coisa.
    .
    Quanto ao investimento em infraestrutura ele ainda está baixo, porém dizer que este é o governo que menos investe em infraestrutura é um atestado de total desconhecimento das contas públicas, para não ficarmos somente no nhenhenhe, vamos aos dados dos investimentos desde 2002 somente no setor de transportes.
    .
    Ano……..Investimento Total (Transportes)
    2002………2.545,4
    2003………844,9
    2004……..1.640,2
    2005……..3.495,3
    .
    2006……..5.350,5
    2007……..6.541,7
    2008……..7.341,6
    2009……10.345,9
    2010……14.788,5
    2011……14.979,3
    2012……17.556,8
    (em 2012 os dados são de investimentos autorizados, e os anteriores são os executados, ou seja os efetivamente pagos).
    Fonte: Boletim economico da Confederação Nacional de Transportes
    (http://www.cnt.org.br/Imagens%20CNT/PDFs%20CNT/Boletim%20Econ%C3%B4mico/BOLETIM_ECONOMICO_presidencia_ABRIL_.pdf)
    .
    Agora, antes que venham com comparações com governos anteriores, chamo atenção que os dados aqui são referentes aos investimentos efetivamente pagos, pois as contas nacionais “maquiavam” os reais investimentos através da não contabilização e do contingenciamento das despesas previstas no orçamento, para mostrar a diferença entre o que era previsto e o que era realizado a tabela a seguir mostra esta diferença. O atual sistema de contábil utiliza o critério de despesas pagas e não empenhadas, como era feito anteriormente. Quem quiser saber mais informações sobre alguns aspectos da mudança da contabilidade pública veja em: ASPECTOS NORMATIVOS, CONTÁBEIS E ORÇAMENTÁRIOS DOS RESTOS A PAGAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL
    (http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2053974.PDF)
    .
    Investimento Total (Todas as áreas)
    Ano………….Liquidado (A)………..Executado (B)…………..B/A
    1995………..4 .746.097…………….3.478.303……………….0,73
    1996………..5.727.051……………..4.304.842……………….0,75
    1997………..7.537.834……………..5.984.186……………….0,79
    1998………..8.284.570……………..7.289.079……………….0,88
    1999………..6.955.350……………..4.307.177……………….0,62
    2000………10.099.094……………..5.503.215……………….0,54
    2001………14.580.419……………..6.361.284……………….0,44
    .
    2002………10.126.831……………..5.907.191……………….0,58
    2003………..6.452.131……………..4.682.592……………….0,73
    2004………10.865.980……………..5.543.493……………….0,51
    2005………17.322.105……………..6.541.997……………….0,38
    .
    Fonte: ESTIMATIVA DOS INVESTIMENTOS PÚBLICOS UM NOVO MODELO DE ANÁLISE DA EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA APLICADO ÀS CONTAS NACIONAIS Monografia ao XI Prêmio Tesouro Nacional – 2006 Tema 3 – Tributação, Orçamentos e Sistemas de Informação sobre a Administração Financeira Pública
    (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/premio_TN/XIPremio/sistemas/1tosiXIPTN/1premio_tosi.pdf)

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  3. “…. proposta para a construção de uma estrutura em aço….!?!?!?!

    Seria algo estilo Golden Gate??…ou no nosso caso Hercilio Luz????

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    • Golden Gate seria tri, uahuahua.

      Mas não é ultrapassada essa coisa de usar estrutura toda de aço? Não entendo nada de engenharia, mas isso me lembra construções antigas..

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  4. Cade o p… desse governador petralha, e a ponte, aeroporto, estradas…. bricadeira como nada acontece neste estado. agora nomear sua corja para cargos, ele e campeão.

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  5. Até quando ficaremos reféns desse esdrúxulo federalismo brasileiro, em que Estados e municípios precisam mendigar do imperador de Brasília uma ponte, uma linha de metrô, uma ampliação de pista do aeroporto ou, até mesmo, a liberação de uma área de um porto abandonado?

    Precisamos urgentemente de um partido político que defenda um federalista de verdade para esse país, senão essa disparidade vai continuar; por exemplo: funcionários públicos federais com médias salariais acima de 10 mil reais em greve por aumentos (porque sabem que o governo federal tem bastante dinheiro para lhes dar) e um governo do estado que não consegue pagar o piso salarial dos professores de 1350 reais.

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    • Outro exemplo: os policiais federais, com salários a partir de 7 mil reais estão em greve por novos aumentos; enquanto isso o salário básico de um brigadiano, aqueles que verdadeiramente são responsável por nossa segurança, não são muito superiores a mil reais.

      Pior do que isso é saber que o Estado do RS, não importo o partido que esteja no governo, verdadeiramente não tem condições de pagar muito mais do que isso, porque na distribuição federativa lhes coube, junto com os municípios, prestar os serviços públicos básicos (educação, saúde, segurança pública, saneamento…) que devido a capilaridade são muito mais custosos, mas o grosso da carga tributária foi dado a União.

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    • Julião

      Além do pseudo-federalismo temos outra distorção que se chama ICMS. Enquanto todos os países com maiores economias adotam um sistema tributário que a arrecadação é na região de consumo, no Brasil esta arrecadação é feita na zona de produção.
      Isto foi feito para beneficiar estados como Rio de Janeiro e São Paulo, permitindo que estes estado possam ter (e não tem) menores valores de ICMS e fazendo com que estados como o Rio Grande do Sul tenham que ter necessariamente alícotas maiores.
      Este é uma distorção tão séria ou até maior do que a dos impostos federais, pois este ICMS que é recebido pelos estados não é repassado a outros.
      O ICMS tem duplo problema, todos os produtos que são exportados não são passíveis deste imposto, logo estados que tem maior produção para a exportação são prejudicados, enquanto que estados que produzem mais para o mercado interno são beneficiados.
      O Rio Grande do Sul, historicamente foi muito prejudicado na época da substituição das importações (motivo que gerou a dívida atual), vendíamos soja, carne e sapatos para o exterior e comprávamos as famosas “carruças” produzidas em São Paulo, isto gerou déficits crescentes que tirou a capacidade de investimento do nosso Estado.

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      • Nessa questão do ICMS deveriamos substituí-lo pelo IVA, agregando todos os tributos sobre o consumo num só imposto e cobrando por fora – aí todos saberiam o quanto estão pagando realmente de tributos em cada produto que compram ou consomem. As alíquotas teriam de ser obrigatoriamente mais baixas. E para conpensar essa queda na arrecadação deveriam aumentar o Imposto de Renda, principalmente para rendimentos superiores a 5 e 10 mil reais.

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