O RIO GRANDE DO SUL impulsiona o turismo (Revista do Globo, 1963)

Revista do Globo foi uma revista ilustrada com periodicidade quinzenal, editado pela Livraria do Globo em Porto Alegre entre 1929 e 1967.

 A revista trazia matérias sobre variedades locais, nacionais e internacionais, divididas nas seções O Globo em RevistaVida LiteráriaBelas Artes,Vida SocialCineglobo e um espaço para atualidades esportivas. Publicava colunas de escritores como Theodomiro Tostes, Moysés Vellinho, Augusto Meyer, Mário Quintana e Erico Verissimo. A fartura de ilustrações de alto nível contribuia para o grande sucesso da publicação.

Na busca por material antigo do RS e, em especial de Porto Alegre, encontrei essa edição, que fala no “descobrimento” do Turismo como atividade econômica no Rio Grande do Sul.

Digitalizei a matéria, e ainda coloco dois comerciais e mais a capa da revista. Nota-se que a revista internamente, nesta época, era totalmente em preto e branco.

Já a capa e contra-capa eram coloridas.

PROPAGANDAS:

A foto aérea de Porto Alegre, da segunda página da revista, também digitalizada por mim a partir de um foto-postal (original):

Porto Alegre em 1950.



Categorias:TURISMO

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18 respostas

  1. Essa matéria é uma relíquia de Museu! Para os mais jovens, uma aula de
    história antiga do RG. Parabéns a quem encontrou.

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  2. A construção do terminal BRT na salgado irá transformar a praça parobé numa PRAÇA de verdade? pelas fotas era uma praça muito bonita, no coração do centro! sobre as ruinas das missões, realmente é muito bonito e pouco explorado, porém precisa ter outros incentivos da região pois é muito distante da capital (porta de entrada de turistas)… são 6 horas de carro/onibus para ver as missões… turista prefere outros lugares mais perto e com mais opções (serra)… eu já fui lá a uns 20 anos atrás, qdo criança.. é um lugar muito bonito!

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    • Realmente São miguel da Missões é um lugar emblemático da história do RS. Deveriam erguer lá um Museu maior, recolhendo objetos históricos e da arte missioneira da região. Também incentivar a construção de hoteis fazenda pela região e a criação de circuitos turísticos pelos outros localidades históricas dos 7 povos da missões.

      O grande problema desse ponto turístico é a grande distância de Porto Alegre e de outras regiões turísticas do estado. Uma linha de trem resolveria esse problema. Podia ser uma trem turístico desses que andam a baixas velocidade, para se ir apreciando a paisagem no caminho ou um trem com cabines, para uma linha noturna. De qualquer maneira é um investimento muito alto para a iniciativa privada e fora de propósito para o governo, já que não temos outras linhas de transporte ferroviário de passageiros no RS. Talvez, um dia…

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  3. É raríssimo fotos de Porto Alegre do período entre 1960 e 2000 na internet. Ou é da “época de ouro” das décadas de 40/50 ou da Era Digital. Qualquer imagem que eu encontro eu já salvo.

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    • http://fotosantigas.prati.com.br/FotosAntigas/index.htm Nesse site tem quilos de fotos. Inclusive da época que tu te te queixou de nunca encontrar 🙂 . Boa sorte hehe

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      • Mas neste site eles tem a irritante mania de colocar o selo do site e mais informação em cima da foto. Totalmente ridículo e incoveniente. Crime contra a imagem já que não é propriedade deles.
        Obs.: essa foto que postei foi digitalizada de uma original que tenho comigo. La só tem fotos de baixíssima qualidade. Infelizmente.

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        • Concordo Gilberto. Mas a titulo de curiosidade lá tem um acervo bem interessante… Aproveitando a deixa, coloca aqui pra nós novamente o email pra contato do site Gilberto, preciso enviar lhes uma mensagem.

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  4. Isto era do tempo em que o Rio Grande era um progresso, pujante. Hoje está uma vergonha só. Estagnado, pobre. Fiquei muito triste hoje com a divulgação da realidade da educação. Chegamos ao fundo do poço!

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  5. Tem outra cidade que era um brinco (não sei se começaram já a estragar) que tem um potencial turístico notável, que é Jaguarão, entretanto apesar de um fluxo razoável de turistas de compras, não havia a três anos uma só pousada razoável para se parar. A cidade tem belíssimos casarões que com pouco esforço poderiam ser transformados e pousadas com charme e conforto.
    .
    Outro caso é Rio Grande, nesta cidade há um dos primeiros hotéis do Rio Grande do Sul, com uma arquitetura significativa para a época. Quando visitei-o há mais ou menos três anos ele estava tão mau conservado e com um aspecto lúgubre que minhas filhas menores ficaram com medo de parar nele. Além do aspecto, a última modernização que tinham feito era a colocação de um chuveiro elétrico em cada quarto com uma cortininha de plastico separando o quarto desta modernidade.
    .
    É preciso bem mais do que dinheiro para produzir algo que preste e atrair turistas, é necessário criatividade.

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    • Bah, vai e vem faço um bate e volta pra fazer compras no Uruguai, esses tempos tive que dar uma voltinha em Jaguarão e me apaixonei pela cidade, muito linda.
      Mas realmente, não tem uma estrutura boa, conheço muita gente que gostaria de ir para la, apenas para fazer compras, mas ficar em algum hotel, mas não tem… quer dizer, até tem, mas não são dos melhores né…

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      • Isto se chama burrice, uma boa técnica em turismo é prolongar a estadia no lugar, ou seja, fazer o pessoal que passa de viagem por Jaguarão ficar um dia a mais no início, depois aproveitando, por exemplo, pequenas viagens fluviais até a lagoa, criar condições para que o turista fique dois dias, e segue no mesmo caminho.
        .
        Outra coisa que falta em Jaguarão é um restaurante, há um bastantão na praça principal que é excelente para vendedores que tem que ficar na cidade, mas pouco atrativo para os turistas.
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        O problema de Jaguarão é que a tradição é de estancieiro, e um estancieiro jamais põe a mão na massa, ele só sabe mandar os outros fazerem, já na serra a tradição é do colono, que ele mesmo fazia o trabalho, logo filho de estancieiro ou de colono rico enxergam com olhos diferente o trabalho manual, um é uma desonra, outro é um hábito!

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  6. aaa, isso é do tempo em que o povo gaucho pensava grande e era diferenciado do Brasil.

    Hoje somos apenas uma provincia brasileira..

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    • Guilherme, ainda somos diferenciados, mas anteriormente tínhamos políticos que vestiam a camiseta, pensavam grande e deixaram para Poa um legado que permaneçe até hoje. Tirando a Perimetral o que temos de novo e grandioso, acho que nada. Mas confiamos em jovens como vcs que estão se organizando para que tenhamos de volta o famoso “Belvedere do Morro Santa Tereza” e quem sabe é o começo de uma nova era para Poa…..

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      • Diferenciados nada, faz tempo que o povo não sai pras ruas gritando contra a corrupção, estamos de igual pra igual, a cidade ta podre e o povo largado… no maximo ficam falando que tem orgulho de serem gauchos, por que de resto, não fazem mais nada.

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  7. E de lá para cá… só a serra aprendeu a fazer turismo.

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