Cadastramento dos carroceiros – começa hoje a segunda etapa

Hoje começa a segunda fase para cadastrar os condutores Crédito: PEDRO REVILLION

Começa hoje, em Porto Alegre, a segunda etapa do cadastramento de condutores de veículos de tração animal (VTAs) e de veículos de tração humana (CTHs) – carroças e carrinhos. Nesta etapa, estão incluídas as regiões dos bairros Partenon, Glória, Cruzeiro, Cristal, zona Sul, Centro-Sul e Lomba do Pinheiro. A reunião – que vai articular como se dará esse processo, que terá o apoio das lideranças comunitárias das regiões – ocorrerá a partir das 10h na sede do Conselho Regional, localizado na Estrada da Serraria, n 1145, na zona Sul da Capital.

De acordo com a agente de governança Vânia Gonçalves de Souza, o cadastramento é parte fundamental no processo de extinção desse tipo de serviço, que envolve carroças e carrinhos. Assim, a ideia é que esses trabalhadores migrem para outras atividades, por meio de cursos de capacitação profissional.

Vânia explicou ainda que, no primeiro momento, será feita a capacitação com os líderes comunitários e, em seguida, terá início o cadastramento. “Esses dados vão dar à prefeitura a noção exata dos profissionais envolvidos nesta área e a identificação dos mesmos e suas áreas de interesse”, ressaltou a agente.

Em Porto Alegre, no ano de 2010, foi criado um programa que prevê, até 2016, a proibição de circulação de carroças e carrinhos, com base em uma legislação municipal.

Em dezembro do ano passado, ocorreu a primeira etapa, que contemplou a região das ilhas, onde há a maior concentração desse tipo de trabalhadores. Depois desta fase, serão abrangidas as outras áreas da cidade – a agente de governança ressaltou que é dada prioridade para os locais onde há um maior número de trabalhadores em carroças e carrinhos.

Vânia avaliou, ainda, que a adesão dos carroceiros ao cadastramento tem sido “surpreendente”. Ela destacou, no processo, a importância do envolvimento das comunidades, que “estão atuando em conjunto para desenvolver esses projetos”.

Correio do Povo



Categorias:Carroças e Catadores, Causa Animal

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40 respostas

  1. Jose Luiz da Costa, que pensamento pobre, não tens argumento e escreves liberdade para as carroças, bem se vê que não conheces o assunto. Quanto a mensaleiro e políticos corruptos eu não posso fazer nada, quem tem que fazer é a justiça…..

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  2. A QUEM INTERESSAR POSSA…..não sou contra os carroceiros conscientes que não usam chicote e levam um balde pendurado na carroça para dar água ao animal. Sou contra os malvados que descem o chicote com vontade, porque o chicote é o acelerador da carroça.
    Existe uma Ong em Porto Alegre, CHICOTE NUNCA MAIS, é uma mulher que a comanda e ela enfrenta este tipo de carroçeiro. Engraçado é que nunca vemos uma homem parar uma carroça porque o cavalo esta sendo espancado, sempre são mulheres…
    Rogério Maestri. Respondendo o que foi feito com o guri que dirigia a carroça que eu parei, foi chamado alguém do Conselho Tutelar por um Agente de Chefia da EPTC que lá estava, quem atendeu a ligação disse que no momento não havia ninguém disponível. Como ele já era conhecido a mãe dele foi chamada e responsabilizada pelo ocorrido e teria que prestar contas por deixar menor trabalhar na carroça. Muitas vezes não é possivel discorrer sobre todo o acontecido porque senão o comentário vira um livro.

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    • O que quis dizer é que lugar de crianças não é dirigindo carroças, caminhões ou automóveis. Inclusive a algo que não entendo, uma carroça é um veículo com capacidade de causar acidentes, e sendo um veículo com capacidade de causar acidentes deveria ter pelo menos alguns prerrequisitos básicos: Ser conduzido por adultos, o cavalo estar em boas condições, a carga ser compatível com o animal e o condutor não estar alcoolizado.

      Isto não ocorre pois vemos exatamente o carroceiro como um marginal, sem leis e sem regras e não se cobra nada dele, quando ocorrem barbaridades se fica espantado.

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  3. Apenas com relação aos Veículos de Tração Humana (CTHs), mesmo que os proíbam, eles poderiam ser transformados em reboques de bicicletas. Melhora muito a eficiência dos catadores.
    Aliás, para fazer isto é simples: basta prender a barra do carrinho no canote do selim. E se ficar muito pesado, um segundo ciclista pode ajudar a rebocar amarrando o carrinho à bicicleta com uma corda. Será que vocês vão se importar se eu der a ideia a eles?

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  4. Liberdade para as carroças. O povo tem que se preocupar com os mensaleiros. Federais Estaduais, Municipais Estatais…….Se rouba metade dos impostos. Carroças, ordem e progresso.

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  5. Eu só sei que iam acabar com as carroças até 2014 e agora é 2016. Eu odeio ver carroças na rua, é o fim, nos dias de hoje no meio deste trânsito, os pobres cavalos açoitados e quando faz calor com sede.
    Tem muitos carroçeiros que acham isto o máximo e querem que seus filhos sigam esta profissão. Eu ouvi isto no Forum dos Animais que frequentei por muito tempo.
    Quando vejo uma carroça na rua eu entro na primeira porta, para não ver o cavalo passar, porque sei que vou olhar e se ele estiver maltratado eu não vou poder fazer nada, vou me indignar e estragar meu dia.
    Certa ocasião eu estava na Oswaldo Aranha, tinha ido na Águia comprar um produto para meu gato e vi uma carroça carregada se aproximando com o cavalo em sofrimento, olhei e vi que tinha um pneu furado (naquela ocasião a Aguia ocupava toda esquina) voltei e gritei: “Venham todos aqui me ajudar”, fui para o meio da rua e parei a carroça. O guri que dirigia desceu e veio em cima de mim, foi segurado, peguei meu celular e telefonei para um nro. da EPTC, que haviam me dado no Fórum justamente para estas coisas. Veio Brigada, veio EPTC, deram água pro cavalo, bebeu três baldes, suava, resfolegava o pobre. Passou o caminhão do lixo e a carroça foi descarregada e o lixo foi para o caminhão bem como de outra carroça que passava nas mesmas condições. O cavalo foi recolhido e a carroça guinchada. Juntou gente todo mundo indignado. Bem feito, dormi como um anjo aquela noite.
    Depois fiquei sabendo que este cavalo nunca mais voltou para este dono foi comprado por protetores e vive solto num sítio que existe só para isso, para receber animais maltratados e que são resgatados em leilões, quem cuida são estas dondocas de ongs referidas acima pelo Rogério Maestri, ainda bem que elas existem com certeza inspiradas em Palmira Gobbi…..

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    • Olá Juliana! Os maltratos aos animais são verdades, mas devemos lembrar que boa parte dos “carroceiros” hoje usam a própria força como tração, a exemplo do senhor de chapéu na foto da reportagem.

      Não é possível simplesmente “acabar com as carroças”. É preciso humildade ao lembrar deles, pois os catadores de lixo fazem o que a prefeitura e os cidadãos não fazem como deveriam: catam os resíduos sólidos recicláveis para vender e ter sua fonte de renda. Afinal, certamente quem cata lixo, constrói barraco na encosta ou em área invadida não o faz por que quer.

      A verdade é que nem todos tiveram as mesmas oportunidades de ensino e educação. Por causa disso, muitos não fazem o que querem. Fazem o que conseguem fazer.

      Te convido a ler esses dois textos:
      “A maioria não é modelo de sucesso”: http://trilhos.maodupla.org/2012/07/03/a-maioria-nao-e-modelo-de-sucesso/

      “Os políticos somos nós”: http://trilhos.maodupla.org/2012/08/04/os-politicos-somos-nos/

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      • Reciclar o lixo é coisa da população e da prefeitura, se o povo não recicla, faz parte, isso não justifica animais maltratados, pessoas mechendo no lixo dos outros sem qualquer proteção e o problema gerado no transito, principalmente quando estão drogados.

        E a maioria usa carroças com cavalos.

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        • Estou de acordo contigo, Guilherme. O meu ponto é que a culpa dos carroceiros estarem na rua e maltratando animais não é deles. Afinal, nem todos tiveram as mesmas oportunidades de ensino e EDUCAÇÃO que nós tivemos. Não estão fazendo isso porque querem, mas porque é o melhor que conseguiram fazer. Leste os textos que indiquei?

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    • Juliana.

      Infelizmente nossa cidade ou talvez esta geração não tenha memória. Certamente estas Dondocas que citei no texto, jamais compreenderam o que Dona Palmira sentia, e infelizmente o que conheço desta belíssima senhora é o pouco que guardei de memória de criança e pouca informação que se tem dessa grande pessoa.
      Dona Palmira amava todos os tipos de animais, tanto os de quatro patas como os de duas, e amava principalmente aqueles que mais sofriam.

      Deixei claro que naquela época ela não era contra a que animais trabalhassem, mas ela deixava claro que este trabalho não devia ser com sofrimento, um cavalo de tração, bem alimentado, bem tratado não sofre a puxar uma carga compatível com a sua força.

      O problema é que no passado se a maioria das pessoas visse um cavalo puxando uma carroça com excesso de peso, rapidamente interpelaria o carroceiro, nem precisava de instruções da EPTC para fazer isto, a sociedade era bem mais solidária, hoje em dia nos belos carrões que vendo uma cena desta todos ficam com de interpelar como tu fizeste, por outro lado não eram crianças que trabalhavam nas carroças. Agora citando o teu exemplo, não citaste se veio ou não o conselho tutelar para recolher aquela criança que não deveria estar trabalhando. A grande diferença que há hoje em dia é que vemos uma criança maltratando um animal e esquecemos que esta criança não deveria estar nem maltratando nem tratando bem o animal, ela deveria estar na escola!

      Agora o que mudou, no passado um carroceiro era um membro da comunidade, era um profissional e um transportador autônomo que fazia serviços de entrega de pequenas mercadorias. Quantas pequenas mudanças que se fazia em carroças!

      Só para citar um exemplo simples, há trinta anos a Ferragem Nunes, a mesma que existe hoje na Silva Jardim, tinha junto a ela uma série de carroceiros que faziam entregas nas regiões próximas, e quando no trajeto da entrega havia fortes declives, simplesmente os carroceiros não aceitavam os serviços. Agora o carroceiro é tido como um marginal, é tratado como tanto elemento fora da sociedade, achando todos que deve sair de nossa vista.

      Acho engraçado que geralmente os mesmos que são radicalmente contra o uso de carroças, são ecologistas de carteirinha que deploram o corte de uma árvore, porém esquecem que uma carroça é um meio de transporte de impacto zero ao meio ambiente, preferem utilizar um caminhãozinho velho queimando diesel e poluindo o meio ambiente do que utilizar uma carroça! Não estou defendendo a volta ao passado, mas estou falando das contradições dos discursos.

      Outro assunto que todos esquecem, cavalos de carroceiros bem tratados, sofrem menos do que cavalos de salto, pode-se ver isto a medida que estes últimos chegam a ter distúrbios de comportamento devido ao stress de treinamentos que eles sofrem, mas mesmo assim nunca vi ninguém ir até a hípica lutar pelo fim do uso desses animais para este tipo de serviço! Intervimos nos cavalos que sofrem nas mãos dos carroceiros, mas ninguém se intervêm nos cavalos da hípica. Por que será?

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    • Se eu tivesse grana, faria um sitio para esses animais.

      Faz uns anos ja, vi um cavalo apagar no meio da Benjamin Constant, e o pior, o carroceiro começou a bater nele pra obrigar ele a levantar.

      O cavalo tentou, mas apagou, desmaiou.

      Que raiva que me deu, pqp….. e tem quem fica do lado dos carroceiros, que absurdo.

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