EPTC debate novas ciclovias com a comunidade

Foto: Bruno Alencastro

A prefeitura, por intermédio da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), realizará reunião com a comunidade na segunda-feira, 3, às 20h, na Igreja Sagrada Família (rua José do Patrocínio, nº 954). A pauta do encontro serão as propostas de implantação de ciclovias na rua José do Patrocínio e na avenida Loureiro da Silva, área central da cidade. O evento, aberto ao público, terá a presença do diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, além dos técnicos responsáveis pelos projetos.

O objetivo da EPTC é interligar essas novas ciclovias com as da Edvaldo Pereira Paiva e Ipiranga, que estão em obras. De acordo com as propostas iniciais, na José da Patrocínio, o espaço exclusivo para os ciclistas terá 880 metros de extensão, ligando as avenidas Loureiro da Silva e Venâncio Aires. Na  Loureiro da Silva, a ciclovia terá 1,2 mil metros, interligando a José do Patrocínio e Vasco Alves.  “Vamos apresentar as propostas originais, debater com as pessoas, receber sugestões. Acreditamos que ações como essa contribuem significativamente para a cidade, qualificando cada vez mais a mobilidade. A próxima etapa, após os debates com a comunidade, será a de elaborar o projeto e posterior implantação, com investimentos do município”, afirma Cappellari.

Prefeitura de Porto Alegre

==== Comentário Daniel Serafim ====
Excelente notícia, uma cidade que não pensa nas pessoas que utilizam bicicleta e não dão oportunidade para que elas sejam utilizadas, tende a entrar em colapso no seu trânsito.
As bicicletas além de proporcionarem redução de custos com infra estrutura viária, ainda melhora a saúde das pessoas que a utilizam, gerando assim redução em custos com saúde.



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41 respostas

  1. Continuo não vendo como viável. Só ver hoje, dia de chuva..não se enxerga nenhum ciclista na rua..tem que funcionar no sol, chuva, frio, calor. E bicicleta não funciona assim. Logo, inconcebível se extirpar espaço dos outros modais em prol de um que não funciona sempre, nem em todos os horários, e condições climáticas…muito menos vai funcionar apenas tirar uma faixa dos automóveis/ônibus em prol desse modal. A única coisa que vai acontecer é parar e ficar ainda pior o já caótico trânsito da cidade, enquanto as ciclofaixas ficam lá, como estão hoje: abandonadas.

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    • Tirar faixa de transporte coletivo é burrice. Isso ninguem discute.

      A discução é o espaço para onibus e depois para bicicleta. Alias, nem é mais discução. Já ta na lei (tanto lei municipal do plano cicloviario de POA quanto a novaa lei federal de mobilidade que comecou em abril desse ano).

      Hj eu vim de bike, mesmo “chovendo” (mas de manha nao peguei chuva). Acho que na volta vou voltar bem seco, so vendo o congestionamento.

      Pega o caso da Ipiranga. Hoje é mesma coisa ter menos 1 faixa. Todo mundo sabe que nos dias de chuva o pessoal que tem carro nao vai de onibus, pega o carro. Por isso o aumento do congestionamento. A bicicleta passa direto sem parar no lado (em rarissa exceção fica trancada no congestionamento). Eu pego todo o corredor de onibus da Erico, que fico pensando o que estao perdendo os motorista trancados no transito.

      Na Europa até neva, e o pessoal continua usando. Conto nos dedos os dias que nao vim trabalhar por causa de chuva. Muito pior que chegar molhado, é pegar um onibus lotado com os vidros fechados chovendo.

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  2. Tirar faixa de rolamento e extinguir estacionamento nas vias principais para que meia dúzia, se muito, passarem garbosamente com suas bikes? Só podem estar de piada com o resto da população. Se ainda sugerissem uma pista exclusiva para ônibus/lotação/taxi, agora, bicicleta? Por favor, sejam sérios.

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    • Adriano,

      Apesar de muitas pessoas acharem que todo mundo anda de carro (principalmente pq só de olhar para as vias só ve carro), dados do metro somente 25% ou menos utilizam carro fazer o percurso diário, outros 25% (ou mais) transporte publico – em POA basicamente onibus – e o restante a pé.

      Tb se sabe que em 1 faixa o numero de pessoas que passam são 2.000 em carros, 9.000 em onibus, 14.000 bicicleta e 22.000 metro. Da uma olhada na massa critica e compara com os carros. vai ver que o fluxo nem se compara.

      Quanto aos estacionamentos em local público não deveria existir. Não tem pq ter. Não existe direito de meia duzia que quer usar carro ter a vaga garantida.

      A questão é gerar demanda. Por experiência te digo que dificilmente os fanáticos por carros sairam dos carros. A trensurb tem um estudo que diz que somente 10% que usam carro trocaram pro metro quando este ficar pronto. Pra bicicleta nem pensar.

      Mas o pessoal que usa onibus, são estes que irão trocar. Te digo que quando preciso pegar o onibus lotado (nem precisa estar muito lotado), perca de tempo esperando, ter que ter sorte pra ter linha de onibus pra origem/destino, é muito ruim. Vale muito a pena ir de bike mesmo atualmente sem ciclovia.

      Mas entendo teu lado. Agora já está congestionado. Mesmo continuando com está (e nao adianta construir meia duzia de viaduto) só vai piorar. Ainda mais se tirar via de transito pra colocar onibus ou ciclovia via piorar muito.

      Mas quero lembrar que atualmente, salvo raras exceções (por motivo de sorte), somente pobre (e pessoas que não sabem fazer conta do tempo e saude perdido no onibus) que anda de onibus. Se puder comprar carro vai comprar. Pq taa caro andar de bus R$ 2,85, mais o tempo perdido. Mais o atrolho. Mais a falta de conforto. Mais….

      E qual a alternativa ? Construir viaduto em cada cruzamento acho que é inviável.

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      • Cara, passei anos indo trabalhar de bicicleta, sei das vantagens e desvantagens. Mas o modelo que vocês sugerem é inviável. Se é 25% segundo tu diz, o número de motoristas, chuto que 1%, 2% da população anda e USA como modo de transporte biicleta…no momento não dá nem para comparar.
        Fora que há um problema com os próprios ciclistas, considerando que em avenidas que existem ciclovias (diário, por exemplo), alguns preferem ignorar a existência desta e ir pelo asfalto…..assim fica díficl de enxegar a real necessidade destas, da forma extensa proposta, se quando tem não é usada pelo público alvo.

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        • Toda a questão é gerar demanda. E se sabe que sem ciclovia o pessoal não vai usar. Ainda mais no transito selvagem e caótico de POA (tem cidades ainda piores). Pra quem já pedala nem precisa ter ciclovia. Basta baixar a velocidade da rua e melhorar (ou melhor, implantar) sinalização para as bicicletas nos cruzamentos. Mas pra quem tem medo, se tiver que andar 100m na via, não vai andar. Vai continuar indo de bus/onibus.

          Demanda reprimida tem. Em SP 70% da população diz que pensa em bicicleta (obvio que nao usa pelo motivo de medo).

          Pega o caso da Ipiranga. A propria prefeitura estima 5.000 viagens por dia. Isto a 7 anos atras. Tenho varios colegas que moram naquela região que vao comecar a utilizar pra vir pro centro (pq é melhor pedalar 30 min do que ficar espremido em onibus mais que isto). Claro que vai ter ooutros problemas (tipo onde deixar a bicicleta). Mas pelo menos aqui no trabalho tem.

          A ciclocoisa do Barra é o otimo caso de como o atual prefeito lida com o pessoal que usa bicicleta e anda na região. Dizer que aquela coisa é ciclovia é desconhecimento. Tem ate placa de transito dizendo que bicicleta é na via (aquela placa triangular amarela com bicicleta libera o transito na via). Mas mesmo assim. So a primeira metade tem calçada, a outra nao tem. Como tu sabe os pedetres tem prioridade. E é muito complicado pro ciclista atropelar pessoas. Eu quando passo por la, vou até o fim do calçamento, pq depois se tiver muito pedestre eu vou pra pista.

          Tem tb o problema de muitos ciclistas que na ciclovia não foi feita pra isso.

          No proximo ano (principalmente com a conclusão da ciclovia da Ipiranga e tb das outras ciclocalçadas padrão Restinga que a prefeitura teima em fazer) vai ter muitas manifestações para liberar o transito de bicicleta na via. Mesmo sendo função da legislaçõa federal (pq ta no CTB), a prefeitura vai ser obrigada a colocar a placa (e possivelmente pintar a via com bicicleta) para liberar os ciclistas a andar na via.

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        • Todos tem dinheiro a espaço no trânsito.

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        • Só uma coisa Adriano: imagina andar de carro, ou mesmo caminhar em uma “via” toda irregular? e com “legos” encaixados que faz com que a pedalada não rende devido, sobretudo, a irregularidade do piso, bem como dos encaixes das pedras do piso que não proporcionam conforto, muito menos uma superfície lisa e por assim dizer condizente com a perfeita pedalada.
          Ou seja, uma coisa é pedalar no paralelepípedo e outra no asfalto!

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  3. Estive em Oslo (Noruega) semana passada e compartilho com vocês a seguinte imagem: http://imageshack.us/f/62/gedc0806.jpg/
    É a perfeita democracia da mobilidade urbana. Uma faixa para cada modal, da esquerda para a direita: pedestre, bicicleta, carros, VLT.

    As características da cidade são diferentes (600.000 habitantes apenas), mas para o pessoal ver que as coisas podem ser diferentes, se houver vontade política.

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  4. É só retirar de algumas ruas, não digo todas, os estacionamentos GRATUITOS de carros e se fazer ciclovias/ciclofaixas e ver a ENORMIDADE DE BICICLETAS QUE BROTARÁ!

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    • Pois é, me impressiona como ainda tem gente que acha que estacionamento gratuito é mais importante que prover mobilidade urbana. Não falo nem só ciclofaixa, mas corredores de ônibus ou trams poderiam ser feitos usando estes espaços.

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  5. Até parece qye bikes vão solucionar o problema do transito.
    ashasuasaususa

    Mas curti a idéia, acho que por ciclovias em todos os cantos não vai funcionar, precisam pensar e depois fazer.

    Uma idéia:
    -Existem ruas e avenidas que não tem espaço para por uma ciclovia, mas em poucos metros dessa mesma rua ou avenida, muitas vezes uma quadra, tem uma rua onde tem esse espaço.

    Só basta colocar “estacionamentos” para as bicicletas nas principais avenidas…

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    • Ninguém aqui está proclamando que as bicicletas são a solução final pro trânsito. O que os ciclistas querem é apenas um espaço mais humano e mais seguro. Querem ser bem tratados como são os motoristas de carro. Não é pedir nada absurdo.

      E sim, a grande maioria das avenidas e ruas de porto alegre poderia receber uma ciclofaixa. Basta suprimir a faixa de rodagem mais à direita ou, em muitos casos, suprimir estacionamentos.

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      • Não falei de quem comentou, e sim de quem criou o post, tem no final dele algo sobre ser uma solução para o transito.

        Muitas das avenidas de Porto Alegre, que ja não deveriam ter lugares para estacionar (algumas ja não tem esses lugares), ja não tem espaço para carros, tirar mais uma faixa de carros iria acabar com elas, não tem condições.

        Bento e Assis Brasil são algumas delas.

        Mas perto dessas avenidas existem ruas que suportam tranquilamente uma ciclvia.
        Ai ja não teria a incomodação e o chororo de os carros andarem pelas ruas pequenas dos bairros, teria um espaço para as bikes, sem o movimento forte de carros, onibus, caminhões entre outros.

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        • A Bento, de Viamão até a Antonio de Carvalho, basta reduzir as faixas, diminuir a velocidade maxima para 50km/h, que perfeitamente tem lugar para uma ciclofaixa. Depois até o centro que começa a não ter espaço. Mas aí a solução é a mesma (baixar a velocidade e sinalizar de alguma forma que existe ciclista na via). Mas não é tão problemático, pq o pessoal que vem pro centro utiliza a Ipiranga e não a Bento.

          Na Assis Brasil, com o metrô, vai ter uma ciclovia onde atualmente tem o corredor dos onibus. Vai ser perfeito a integração com o metro (claro, se tiver bicicletario nas estações).

          Tem algumas ruas paralelas da Assis Brasil (como a Grecia).

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        • O problema é que justo nas avenidas importantes não há espaço ou se há é um trecho curto, e não adianta fazer ciclovias em ruas de bairro que não chegam a lugar algum…Ando de bike diariamente, e realmente é difícil, praticamente impossível substituir as movimentadas 24 de outubro/Independência e a Protásio por outras vias locais menos movimentadas, pois são de paralelepípedo-a maioria- e são curtas, sem continuidade (sem contar os morros, o que ainda daria pra suportar). Eu apoio ciclovias ligando universidades (UFRGS, PUC, Uniritter, …), onde têm muitos adeptos, a pontos chave da cidade (zona norte onde muitos trabalham, leste e sul) e ao centro. Apenas isso já criaria um novo panorama em POA.

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      • Concordo contigo. Mas suprimir estacionamentos gera berreiro do comércio.

        Cachoeirinha é um belo exemplo onde o comércio manda na cidade. Falaram em fazer corredor de ônibus (por exemplo) lá na avenida principal que já deu mal estar!

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        • Não tem problema os comerciantes berrarem. Não são eles os donos da rua.

          Mas não influi muito algumas vagas perdidas. Se influísse o estabeleciomento teria estacionamento. Os bares noturnos sabem que aquela 2 vagas na frente do estabelecimento não vai influir em nada os seus consumidores.

          O que ocorre naquela região, no horário que o comércio esta aberto, é que o pessoal estaciona grátis para ir trabalhar. Depois volta e pega o carro.

          Não passa no comércio. Ou uma minoria passa (esse podem estacionar nas vias adjascentes). Se quiser estacionar vai no Nacional ou no Zaffari que tem estacionamento.

          Tem outra questão que passa despercebida, e´que com a circulação de pessoas (tanto andando quanto pedalando) gera muita demanda no comercio local. Dificil eu de carro parar em alguma rua para comer algo, já de bicicleta se vejo algum conhecido no bar, por exemplo, a chance de eu parar e acompanhar é grande.

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    • Não existe um meio que seja “a solução” para o trânsito, assim como não é uma obra que vai solucionar o trânsito. Uma cidade grande é feita de diversos nichos, inclusive nesse assunto.

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    • Uma das constatações de quem fez o projeto do Plano Cicloviário de POA foi que não existe muitos locais em POA que pode ser feito rotas alternativas. Bicicleta é bem diferente do que carro. Principalmente na região da Ipiranga e Bento. Pode notar que não tem ruas paralelas. Lembrando que o perigo está nos cruzamentos.

      Transporte público interligado a bicicleta. Esse é o caminho de todo o mundo (inclusive os EUA). No Brasil desde janeiro desse ano é lei. Priorizar carro (com mais vias e estacionamentos em locais publicos) não tem 1 cidade no mundo que funcionou.

      Em POA (e tb no Brasil) o pessoal que anda de bike percorre em média muito mais km que o pessoal da Europa. Pq é muito ruim o transporte público. Agora se colocasse nas estações BRT bicicletário e alguma maneira segura de chegar lá, tenho certeza que aumentará enormemente o uso (e diminuirá a km diária media). Esse é o caminho.

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  6. tem que ter na oswaldo e ligando a oswaldo a ipiranga.

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  7. Nao tem que debater nada, tem que ir nos locais em que deve ser feito e fazer. Pessoal tem que parar de achar que tem de ouvir a comunidade pra qualquer coisa. Afinal, a maioria da tal “comunidade” nao entende nada de circulacao viaria e nem sao tecnicos especializados na materia. Essa conversa fiada de “ouvir a comunidade” foi obra dos petistas anos atras, por isso que nao fizeram nada de util, ficaram ouvindo a comunidade… Claro, unanimidade nunca vai ter, se nao tiver alguem pra decidir, nao sai nada mesmo.

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    • E os técnicos “especializados” na matéria estão fazendo a “ciclocoisa” da Ipiranga, assim como outros arremedos
      E repetindo: nas pistas não tem postes no meio!

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    • A da Ipiranga é horrível mas a da Restinga é mais vergonhosa ainda! E tem o ciclotreicho da Icaraí, que só foi feito em um sentido e não tem conexão sequer com a ciclovia da Diário de Notícias, bem ao lado. E se quiser conitnuar pedalando em direção ao centro, a SMOV fez o favor de encher a calçada do Iberê com brita!

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    • Em qualquer profissão é inteligente ouvir o público alvo. Ainda mais se estes técnicos não são usuários de bicicleta. Ainda mais se vão fazer algo pior que a norma técnica exige.

      Do pessoal técnico sobre a ciclovia da Restinga:
      – “Pq calçada no lado da ciclovia ? antes nem tinha calçada!”

      Quanto mais evoluída a população, menos tolerância sobre o não cumprimento da lei. Quero ver essas obras das copas, como vai ser as ciclocalçadas.

      Certamente se perguntar para qualquer pessoa já se sabe a resposta. Por isso o pessoal técnico não pergunta.

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  8. E não é que milagres acontecem?!.Finalmente a prefeitura vai debater as ciclovias com a comunidade.

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    • Milagres acontecem sim, Ricardo. A cada quatro anos.

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    • Não acredito na real intenção da administração municipal de ouvir os usuários de bicicleta e a comunidade. Creio que estão fazendo isso de forma meramente eleitoreira para parecerem transparentes e democráticos. Pois até agora nunca fizeram isso e não pode ser apenas coincidência fazerem isso justo em época de eleições.

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    • Logo depois do famoso atropelamento a prefeitura fez várias reuniões para discutir a bendita ciclofaixa na Loureiro da Silva. Claro que não prosperou.

      Possivelmente agora eles devem informar que vão fazer a tal ciclofaixa nos padrões mínimos no trecho onde tem espaço. Pq depois da José do Patrocinio ate a Redenção ai complica pq não vão tirar estacionamento.

      Mas é uma ótima notícia, pq a comunidade vai poder fazer algumas perguntas (ex: pq não tem calçada na ciclovia do Barro) e como é ano eleitoral vai ser complicado eles não responderem. Mas já é um avanço.

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