Construção do hospital veterinário começa até o final do ano

Em parceria da prefeitura com a iniciativa privada, Porto Alegre terá a partir de 2013 o primeiro hospital público para animais de estimação do Brasil. Na manhã desta segunda-feira, 3, o prefeito José Fortunati e representante da empresa Novavicenza Negócios e Participações assinaram termo de compromisso para a construção do Hospital Municipal Veterinário Vitória. A previsão é iniciar as obras até o final deste ano, com 10 meses de duração.

O hospital será construído pela iniciativa privada em terreno do município na rua Comendador Tibiriçá, no bairro Jardim Botânico, com área de 1,1 mil metros quadrados. O serviço oferecido pela prefeitura, por intermédio da Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), incluirá procedimentos de média e alta complexidades, para animais vítimas de maus tratos e atropelamentos.

Para o prefeito, o fortalecimento das políticas públicas para os animais resguarda a saúde da população. “A proliferação de animais gera maus tratos, abandonos e transmissão de doenças. Quando tratamos da questão animal, estamos cuidando da saúde pública dos cidadãos”, enfatizou o prefeito.

O projeto tem ainda as parcerias do Sindicato dos Médicos Veterinários e do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado. Conforme a primeira-dama Regina Becker, voluntária da Seda, a prioridade do atendimento gratuito será para animais de famílias em vulnerabilidade social, com renda até três salários mínimos.

Infraestrutura – De acordo com o arquiteto Rodrigo Souza, responsável pelo projeto, o hospital terá quatro salas para cirurgia, duas áreas de preparação e UTI, além das estruturas de triagem, quarentena e canil com capacidade para 120 animais em recuperação. A presidente do Sindicato, Maria Angelica Zollin, que apoiou o desenvolvimento da proposta, avaliou o novo serviço como “um marco para a saúde e o bem-estar animal”.

Este será o primeiro hospital público para animais de estimação do Brasil. Na capital paulista, a Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Aclinvepa) criou instituição para atender casos de baixa complexidade. A prefeitura daquela cidade repassa uma verba mensal para atender 70 casos por dia, incluindo consultas, retornos, internações, exames e cirurgias.

Seda – Há pouco mais de um ano, a área de medicina veterinária da Seda conta com uma equipe de seis veterinários que atendem, em média, 60 casos por dia, seja para esterilização, cirurgias de risco (tumores e amputações), tratamento quimioterápico e atendimento a animais vítimas de acidentes e atropelamentos.

Prefeitura de Porto Alegre



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35 respostas

  1. em tempo! não será o primeiro do Brasil…. em SP tem duas unidades em pleno funcionamento..

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  2. mal conseguem cuidar da população, agora lá se vai milhões para cães e gatos

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  3. Tem que ser um psicopata pra nao se sensibilizar com a situacao de maus tratos a animais.

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  4. Acho incrível essa megalomania humana de imperializar-se sobre os animais e a natureza.

    Temos graves problemas de saúde? Temos, sim, e merecem muito investimento público.

    Mas os bichos que AFASTAMOS da natureza e DOMESTICAMOS (e que muitos ABANDONAM) também sofrem muito, nesse NOSSO MUNDO. No momento que domesticamo-os, a responsabilidade é nossa.

    O problema de saúde deles deve ser tratado com a mesma prioridade que o nosso. Estamos no mesmo meio, somos do mesmo reino animal e sofremos juntos. Não somos melhores ou mais importantes que eles.

    Saúde digna TODOS merecem.

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    • Falaste tudo, Eduardo!

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    • Eduardo

      Os animais de estimação que falas, aproximaram-se do homem num processo de diferentes interações como o mutualismo, o comensalismo e a simbiose. Não é uma relação assimétrica como passas no teu texto, foram interações proveitosas para ambos os lados.
      Nós não os afastamos da natureza como tu falas, foi um processo de evolução mútua que trouxe vantagens e problemas para ambos os lados.

      Várias pessoas tentaram com outros animais como Ursos, Chipanzés e Lobos reproduzirem a a mesma relação e se vê, mais cedo ou mais tarde, que as experiências são desastrosas.

      O olhar de cachorro pidão, típico dos animais de rua, é uma forma de solicitar abrigo e regalias que não encontram na rua, e em muitos casos o suborno emocional que estes animaizinhos empregam mostram que eles também são agentes do seu destino.

      Visões românticas de animais levam muitas vezes uma visão humanizada dos animais de companhia, causando sérios efeitos psicológicos nestes. Isto acho grave e ninguém questiona, procurar comportamento humano em animais faz tão mal como algumas pessoas que maltratam os animais.

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      • Tche, as cidades mal são um habitat plenamente adequado para NÓS, humanos… muito menos são para cachorros, gatos e cavalos, por exemplo. Cachorro não vai encontrar facilmente comida e água de qualidade no asfalto. Eles dependem de nós. Não quero “humanizá-los”, também acho isso doentio. Cachorro tem que se portar como cachorro, não como criança. Sou contra os cachorros de madame. Mas fato é que no mundo das grande cidades, eles dependem muito de nós, pois não tem o que caçar, nem um abrigo adequado, longe dos carros e do ar poluído.

        Esse hospital público será de grande importância para iniciarmos um processo em massa de castração dos animais de rua e tratar de doenças comuns, amenizando consideravelmente os danos na qualidade de vida desses animais. Impossível ser contra.

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        • E na boa, cara, entendo o que tu queres dizer. Mas chamar o “olhar pidão” dos cachorros de tentativa para “conseguir regalias” é um grande exagero. O que tem de cachorro esquelético na rua não é pouco. Não é regalia, é necessidade. São danos graves à saúde do animal. Assim como humanos moradores de rua.

          Não faz sentido interpretar o comportamento dos cachorros como forma de se aproveitarem dos humanos. Se ao menos o habitat fosse natural e com mínimas condições de encontrar alimento fresco, e se a morte deles se manifestasse apenas pela presença do predador, e não por atropelamento por carros ou incidência de doenças devido a baixa imunidade pela péssima alimentação, eu concordaria contigo. Mas qualquer um nota que o asfalto não é lugar correto pra esses bichos. Talvez para ratos e baratas, mas não para cães, gatos e cavalos.

          Espero não ter interpretado erroneamente o que tu disseste.

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  5. A cachorrada será melhor cuidada que os seres humanos. É o fim da picada.

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  6. Podiam começar dando baixa nos jumentos da prefeitura!!

    Animais de estimação é luxo privado, cada um que arque com o seu, se não tem condições, que não tenha!
    O que falta agora o poder público fazer agora… circo público? Qual é o limite para esta palhaçada?

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    • Parece que o PDT no governo continua com um novo tipo de VOTO CASADO, vota no prefeito ou no governador, e leva uma Primeira Dama junto! Já fizeram com o Collares isto e agora com o Fortunatti!

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  7. Os cuscos e guaipecas agradecem. 🙂

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  8. Felipe X. A SEDA, Secretária Especial dos Direitos dos Animais, faz isso nas vilas e para quem solicitar via Posto de Saúde da região….é comandada pela primeira dama da Prefeitura de Porto Alegre.
    Agora, qualquer um pode fazer isso. Eu mesma por minha conta, mando castrar gatos e gatas que aparecem no meu Condomínio, tenho uma Dra. Veterinária que faz isso a baixo custo para as pessoas que pretendem dar uma mão neste fato crucial, diminuir a população de animais abandonados.
    Isto começa em cada casa, não devemos mais ter animais que não sejam castrados. Muitos se perdem e se forem fêmeas sofrerão nas ruas as agruras do abandono e da maldade humana e ainda com filhotes.

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    • Verdade!
      Eu também arrecado uns quantos, castro e faço casa de passagem. E 5 viraram mascotres meus – 3 gatos e 2 cadelas.
      Tem bastante vets por aí fazendo castração a baixo custo pra ajudar a resolver um problema que já virou saúde pública e o governo nunca deu atenção.

      E aqui vai uma GRANDE verdade: quem critica/reclama quem ajuda animais é quase certo que não dá a mínima atenção a mendigo e criança pedindo na rua ou vai passar uma tarde lá na Spaan ou no Asilo P. Cacique fazer cia aos idosos.

      Tanto que quem costuma ser voluntário de ONG’s pra idosos/crianças JAMAIS vai criticar quem ajuda animais.

      Criticam e esbravejam, mas filantropia que é bom… necas.

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      • Gurias, totalmente de acordo! Também ajudo a castrar/ tratar animais de rua e participo de ações para auxiliar pessoas também. Assino embaixo do teu último comentário, Bianca !

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      • Assino embaixo Bianca. Quem não ama os animais, se esquece dos humanos também! Há poucos meses castramos os animais aqui de casa numa ONG próxima da Av. do Forte. Havia uma fila enorme de verdadeiros seres humanos, que se preocupam com os seus bichinhos, sabendo que eles devolvem em dobro todo o afeto dedicado a eles. Lá nos foi dito, que somente em 2011, foram castrados por eles 10.000 cães e gatos, impedindo que fossem gerados mais de 60.000 filhotes! O Hospital Veterinário é uma excelente notícia!

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      • Tudo bem meninas! É importante castrar os animais de rua para que eles não procriem e aumentem a sua prole.

        Agora a alegria com que vocês falam em castração de machos é surpreendente.

        Gurizada, cuidado com elas, Freud explica, leiam:

        http://freudexplicablog.blogspot.com.br/2006/11/feminilidade-e-castrao-seus-impasses.html

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        • A nota é para a Fernanda, Bianca e Juliana. E outras que só leem e não colocam seus instintos castradores para fora.

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        • “Agora a alegria com que vocês falam em castração de machos é surpreendente.”

          WTF???
          Vou te pedir pra desenhar porque realmente eu não entendi.

          Por que se tu insinuou que eu só mando pra castração animais MACHOS, tu tá literalmente viajando.

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        • Cara Bianca.

          A palavra castrar vem do latim e apesar de não ter achado referências a sexo do castrado em português, tanto no Espanhol como no Catalã e Italiano há referência expressa ao sexo da vítima.
          Em espanhol
          castrar v. tr.
          1 Extirpar o inutilizar los órganos genitales masculinos. capar.
          sinônimos 1 capar, emascular.
          Em italiano
          castrare v. tr.
          togliere o rendere non funzionanti gli organi della riproduzione di un maschio

          É interessante a tentativa de feminismo etimológico, castração sempre correspondeu a retirada das glândulas sexuais masculinas.

          Hodiernamente há uma tendência dos movimentos feministas se apropriarem de termos masculinos para utilizarem impropriamente no feminino.

          A “castração” de uma fêmea consiste (conforme um site de uma tal de Bianca???) em retirar o útero, as trompas e os ovários. Este tipo de sirurgia se chama histerectomia radical. Talvez para amenizar a consciência do dono ou da dona, fala-se numa castração, que na realidade não é verdade.

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      • Quais são as evidências que tens para corroborar a GRANDE VERDADE arrotada por ti ?

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        • Evidências de quem é interada na causa animal há uns bons 20 anos… é só acompanhar blogs, fazer pesquisas… nada muito difícil cogitivamente.
          Fora meu tema de tcc que me fez ver que a situação é bem pior do que eu pensava.

          Tu por exemplo, pelo que percebi no “tom” das postagens só colocando os outros a prova e não acrescentando nada, é grande candidato.

          Caso não seja e faça 1001 filantropias por aí, desconsidera meu comentário – assim como outros.

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        • Então põe o link para o resultado das “pesquisas” q citas ..

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        • Por enquanto, trabalhas na base do argumento ad hominem : desqualificas o interlocutor q ousou perguntar evidências de tuas pesquisas .

          By Wikipedia : Um Argumentum ad hominem (latim, argumento contra a pessoa) é uma falácia identificada quando alguém procura negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo.[1][2] Um argumentum ad hominem é uma forte arma retórica, apesar de não possuir bases lógicas.
          A falácia ocorre pois conclui sobre o valor da proposição sem examinar seu conteúdo, o que é absurdo.

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    • Juliana.

      Só não concordo com uma coisa:

      “….Isto começa em cada casa, não devemos mais ter animais que não sejam castrados….”,

      no Quincas ninguém toca.

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      • Rogerio Maestri, quando disse que devemos castrar nossos animais, os que vivem em nossas casas é porque caso se percam eles sofrerão na rua, sendo bem clara, já que não entendestes o que eu quiz dizer. Um cachorro ao praticar o ato com uma cadela fica preso e as pessoas batem neles para que se soltem, uma femea cadela ou gata com certeza ficará prenha e sofrerá juntamente com seus filhotes a maldade humana. Falo isso porque já vi acontecer, uma amiga minha recolheu certa vez 8 gatinhos recém nascidos postos fora dentro de uma caixa, ela criou dando mamadeira até encontrar quem os adotasse, bem se vê que tu não sabes destas coisas….e isto acontece sempre e é assim que é….

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        • Primeiro, cachorro meu não se perde, e se algum dia ele achar uma parceira terá toda a privacidade necessária.

          Quanto a saber que cachorrinho fica preso na cadelinha, já sei ha mais de 50 anos, e nunca deixei ninguém interromper o coito com ou sem violência, grudou, tá grudado.

          Até vou contar algo interessante, o meu cachorro anterior, o Hugo, tinha uma apaixonada que quando em cio ela entrava no edifício na corrida e subia até o apartamento para encontrar o seu galã.

          Pode ser que quando o Quincas crescer mais, ele encontre a sua focinho metade, não quero cortar o barato do bichinho.

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  9. Oi, Gilberto Simon. Tem como enviar ou divulgar email de vcs para contato ( o meu email, esta ai). Abçs

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  10. Gostaria de ler que vão pegar animais de rua e esterilizar.

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    • Não sei se eles vão fazer isso, mas deveriam. Inclusive os das vilas, que são de todo mundo e não são de ninguém (andam soltos). Mas existem vários voluntários que fazem isso (participei já de um grupo em São Leopoldo), tomara que com o hospital público facilite (questão de custos), ao menos em Porto Alegre.

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  11. Baita notícia

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