Comunidade da Restinga denuncia: com ciclovia onde não há calçada, pedestres tornaram-se as vítimas.

A comunidade do bairro Restinga, através de perfil no Facebook, está denunciando os problemas da “ciclovia” que a atual administração municipal construiu ali.

“Obra da prefeitura de Porto Alegre é um desastre.

Pessoas estão sendo atropeladas por ciclistas na Restinga.

A ciclovia da Restinga virou um campo de batalha, pedestres e ciclistas estão disputando cada centímetro desse fiasco público.

Foto: Jornal Restinga“

“Parabéns a prefeitura de Porto Alegre, mais uma obra desastrosa, a tal ciclovia que a prefeitura enche a boca é essa, antes uma calçada, agora pedestres disputam com ciclistas e proprietário de estabelecimento que utilizam como estacionamento. Lembrando que o orçamento disso é de 1,5 milhões de reais. Mas já sabemos que ultrapassou, se gastassem menos que o orçamento isso sim seria um espanto.

E TAMBEM VAI UM GRANDE ABRAÇO A EPTC QUE NÃO DA UMA VOLTINHA PELA “CICLOVIA DA RESTINGA” E PERCEBER QUE A CICLOVIA ESTA COM AUTOMÓVEIS PELO CAMINHO”.“

Em apoio ao pessoal da Restinga, saliento aqui que ciclovias construídas em locais onde não há calçada não são verdadeiras ciclovias, pois o pedestre tem prioridade na circulação. Citando o CTB:

“Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.

§ 2º. Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida.”.

Embora o CTB não cite especificamente o caso de ciclovias, creio que podemos interpretar a ciclovia como “pista de rolamento” e a bicicleta, sem dúvida, é um veículo. Uma vez que é mais seguro para o pedestre circular pela ciclovia do que pela faixa de rolamento dos automóveis e não existe passeio público no local, a ciclovia deixa de ser uma ciclovia e torna-se o passeio público, por onde os pedestres podem e devem (pela sua segurança) circular.

Publicado originalmente em 11 de setembro de 2012 por Marcelo no Blog Va de Bici



Categorias:Bicicleta, Ciclofaixas, ciclovias

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108 respostas

  1. Vejam o tamanho dessa discussão, alguém tem alguma dúvida que o sistema cicloviário tem forte influência política?

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  2. Vou tentar resumir toda esta discussão de pedestres, ciclistas e motoristas, por um ditado muito conhecido:

    “Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”;

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    • Discordo. Eu diria que no trânsito, pedestres e ciclistas gritam com razão. Na verdade acho até que deveriam gritar mais.

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      • Acho que não existe essa de ciclista gritar com razão, motorista gritar sem razão, taxista gritar com com razão, motorista de lotação gritar sem razão… Enquanto os soldadinhos ficam brigando um com o outro, os generais (EPTC, Metroplan, ATP…) ficam festejando.

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      • Acho que ele quis dizer gritar no sentido figurado (se organizar, protestar, etc). Se for isso, concordo.

        Mas realmente, um brigar com o outro não resolve nada.

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    • Marcelo

      Querendo ou não em Porto Alegre com a topografia que temos, com o clima que temos, os ciclistas sempre serão uma minoria (barulhenta ou não). O que teríamos caso fosse implantado todo o plano de ciclovias do município seria o mesmo que ocorre na terceira perimetral, pistas com automóveis completamente saturadas e no meio um corredor de ônibus sem ônibus.
      Temos que administrar os parcos recursos os otimizando ao máximo, esta otimização não passa por jogar a maior parte do dinheiro em ciclovias e deixar o transporte público de lado.
      Não é em vinte ou trinta anos que vamos convencer pessoas que se acostumaram em pegar o seu ônibus para ir trabalhar, que acordem meia hora mais cedo e durmam meia hora mais tarde para ir ao serviço de bicicleta, isto talvez tenha sucesso se as crianças começassem a ir de bicicleta para a escola!

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      • Topografia e clima não é desculpa para não usar bicicleta.

        Na boa, consegues ir da Nilópolis (ou Assis Brasil) até o centro, do centro até a zona sul (pela orla) facilmente de bici, sem muitas subidas.

        Clima então, fale para os Holandeses ou DInarmarqueses.

        A questão é cultural, é difícil de mudar mas tem que começar de alguma maneira.

        E ninguém quer que pare de investir em transporte público, mas a questão é que ciclofaixas são muito baratas.

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        • Exato, é uma questão puramente cultural! Um pedestre usuário de ônibus ou motorista pode tornar-se ciclista, se quiser, apenas deixando o comodismo natural de lado…claro que é mais cômodo ir de carro ou ônibus e inventar desculpas, mas a melhor maneira de pressionar por melhores condições é justamente aumentar os ciclistas nas ruas, automaticamente políticas e projetos virão…

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        • Aline, infelizmente, discordo da tua opinião de que políticas e projetos virão automaticamente. Governantes têm dívidas com eleitores e com financiadores de campanha. O problema é que com o eleitorado eles costumam ser inadimplentes, enquanto que com os financiadores a história é bem diferente.

          Empreiteiras são, disparado, os maiores financiadores. A contrapartida vem na forma de obras como pontes, viadutos e trincheiras, por mais inócuas que sejam (Porto Alegre tem uns quantos viadutos com semáforo embaixo).

          O grande empecilho para a implantação de ciclovias é justamente que elas são baratas demais.

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      • Rogerio,

        Cabe uma observação sobre a terceira perimetral: poucos ônibus circulam no corredor, mas isso DE FORMA ALGUMA se deve à falta de demanda; estes poucos ônibus circulam invariavelmente lotadíssimos. O que falta na terceira perimetral são mais linhas de ônibus. O que falta ali é planejamento racional das antas que projetam as linhas de ônibus dessa cidade.

        E, novamente, ninguém aqui está defendendo tirar dinheiro dos investimentos de transporte público para botar em ciclovia. NINGUÉM. Se for pra tirar dinheiro de algum lugar, que se tire das fortunas gastas nas melhorias nas pistas destinadas a carros.

        E, por último, mesmo as menores minorias têm que ser ouvidas. Principalmente quando o descaso do setor público lhes causa risco de acidentes.

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        • Se o problema para fazer uma infraestrutura cicloviária em toda a cidade fosse dinheiro, minha sugestão é a seguinte: esquecer o projeto do Viaduto Pinheiro Borda, aquele perto do Beira-Rio. Com os R$ 27 milhões economizados, construiríamos 100 quilômetros de ciclovias NA CIDADE INTEIRA (sendo que R$ 250 mil por km de ciclovia é um valor arredondado bem, mas bem mesmo, por cima).

          “Ah, mas e o trânsito naquela região? Sem o viaduto teríamos o apocalipse!”

          Simples: no período da manhã, ajusta os semáforos para ficarem abertos por mais tempo para quem vem no sentido bairro-centro (que é a imensa maioria do tráfego) e no final da tarde faz o oposto.

          De lambuja, manteríamos nossa orla preservada de mostrengos arquitetônicos como costumam ser os viadutos.

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      • Aliás, me dei conta mais uma vez do erro de raciocínio que tu e o Adriano (e o finado Augusto) cometem: vocês supõe que o comportamento da população é completamente estático, isto é, quem usa carro hoje vai usar sempre, quem usa ônibus vai usar sempre, quem usa bike vai usar sempre. A partir disso, vocês concluem (de forma consistente até) que, se as ciclovias de hoje “estão vazias”, um sistema completo de ciclovias também estará. O problema é que o pressuposto inicial está drasticamente errado; as pessoas mudam de comportamento e opções de transporte pessoal de acordo com a qualidade da infraestrutura por trás dessas opções. É fundamental que as estruturas de suporte ao ciclista e ao usuário do transporte público tem qualidade à altura.

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      • Rogerio,

        Posso dar meu exemplo, desde ano passado troquei onibus para bicicleta. Quando vou na academia tomar banho, “perco” o mesmo tempo quando vinha de onibus. Agora nos dias menos quentes, nem suo, ganho uns 20min pq so lavo o rosto. O meu percurso diario é acordar, + 30min se arrumar e tomar cafe + 30 min (algumas vez alguns minutos a mais ou a menos – mas é constante) de bike nos 9km pedalados, mais 10min para guardar a bike e lavar o rosto (no verao vou na academia e mais uns 20min para tomar banho). Esse é o mesmo tempo que gastava de onibus, tinha que caminhar ate a parada, esperar, 25min ate o centro de bus, e mais caminhar).

        E essa “perca” de tempo na bicicleta é ganho de tempo. Ganha vida, ganha saude, consegue pensar. Diferentemente do que ir atrolhado ouvindo funk em qualquer onibus. E nos carros idem (pq até hoje o pessoal das montadoras não inventaram nenhum carro que desistressa).

        Claro, ai entra a questão de quem vai de carro. Por isso que é dificil o motorista trocar para bicicleta. Ou ate trocar de carro para o melhor transporte publico se isso fosse possivel (nem no exterior isso acontece).

        Não considero que seja parco recurso qualquer valor que sempre ultrapassa os R$ 30milhoes para qualquer obrinha de viaduto. Infelizmente sabemos quem paga a conta.

        Te digo que para aqui na região do centro, nos percursos menos de 6km, mais da metade do pessoal que se espreme de onibus troca facilmente para bicicleta caso o poder publico ofereça segurança. E ciclovia não quer dizer que é segura, e todos sabem que é inviável para POA construir ciclovia em todas as ruas que existem cruzamentos (POA somente é recomendavel ciclovia na orla do Guaiba onde nao tem cruzamento). Para todo o resto das ruas tem que ter ciclofaixa ou ate mesmo compartilhado com carro (desde que os cruzamentos tenha algo sinalizado indicando a preferencia do ciclista).

        Até os paulistas (70% mais precisamente) já pensam em trocar para bicicleta (claro que barra na questao do medo). Mas falando dos gauchos, é problematico por exemplo ter que ficar 1 hora no engarrafamento do centro ate a anita garibaldi. Se fosse a pe esses 6km chegaria antes. Se pedalar dava para dar varias voltas nessas mesma 1h.

        Por isso que toda questão envolve o uso racional dos carros. Inclusive o norte dos investimentos do setor publico. que infelizmente ainda somos pais de terceiro mundo, onde as montadoras compram os governos por meio da politica.

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        • Trocando o ônibus pela bicicleta, Leandro, estás irritando os empresários do transporte público. Será que isto pode ter relação com as frequentes mortes de ciclistas atropelados por ônibus?

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      • Digo o mesmo Leandro!

        São 6km da minha casa até o trabalho. Larguei o ônibus e vou de bici, tomo banho num vestiário do prédio quando chego lá. Agora quando chego em casa, levo o mesmo tempo que de ônibus (pouco mais do que de carro, pois não pego muito congestionamento) e já estou com o exercício feito!

        E meu carro fica na garagem.

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      • Vocês parecem não querer entender.

        Deixei claro que além da topografia e clima temos o mais importante, o aspecto cultural. A população portalegrense acima dos 40 anos dificilmente vai migrar em quantidade para a bicicleta, entre os 20 e 40 podemos ter uma parcela significativa e abaixo disto é tudo uma questão de educação.

        Não posso me dar como exemplo, pois já estou me tornando um ponto fora da curva, porém quem mora longe do local de trabalho, eu por exemplo (7km), este deslocamento se torna um grande problema.

        Não podemos raciocinar com as pessoas que moram no centro da cidade (considero centro tudo que está num raio de mais ou menos 2km), que é uma minoria.

        Acho que antes da prefeitura ter lançado este plano de ciclovias eles deveriam ter feito um estudo de distância média entre trabalho e/ou estudo das residências das pessoas. Qualquer plano de longo prazo sem saber a demanda reprimida de ciclovias, vira uma mera especulação.

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        • Exato novamente. Inexiste demanda, isso ó óbvio. Um colega aqui veio citar que há estudo da EPTC de que haveriam 300 mil potenciais cicilistas. Quase morri de tanto rir. 1/4 da cidade pedalando, ahamm. É bem capaz que sequer existam 300 mil pessoas em POA que saibam andar e tenham uma bike, para começo de conversa.

          Fora que, se esse número fosse reai, teriamos, pelo menos, uns 10% usando desse modal, mas isso não é o que se vê em Porto Alegre. Chuto que nem 5 mil ciclistas usam, como meio de tranporte hoje, a bike.

          Logo, não há pressa para tais investimentos, que podem ser, sim, melhor estudados…comprovando-se a necessidade e demanda, torna-se daí viável o empreendimento. Agora, fazer como hoje, só porque tem uma dúzia de radicalzinho barulhento é inadimíssivel. Até porque, quando se faz, não usam e reclamam. É a aplicação em todos níveis daquele frase insólita: não sou contra nem a favor muito pelo contrário.

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          • Corrigindo tua frase: “… quando se faz MAL FEITO, reclamam.”.

            Se você acha que temos que aceitar calados estruturas porcas e inseguras, você é um alienado sem atitude.
            Se, pior ainda, você acha que as estruturas entregues até agora são boas, você é CEGO.

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        • Tem algumas coisas que não se discute com quem não sabe. Mas vamos tentar…

          Já tem milhares de estudos, o propria implantação do metro gerou esse estudo. SP então ta anos luz nessa area de estudos sobre a locomoção. Então, sobre as viagens:

          25% carro
          25% tranporte coletivo
          o resto a pe e outros meios tipo bicicleta.

          Por incrivel, o pessoal se desloca mais a pe. Obvio que sao distancias curtas.

          No teu proprio exemplo, te digo que em muitas situações andar 7km fica mais rapido que ir de carro nos congestionamentos. Isto é fato, e cada vez mais vai aumentar.

          Existe uma demanda totalmente reprimida, principalmente nas distancias curtas. Até 3km. É irracional pegar carro para ir pra loja perto. Onibus fica inviável financeiramente e por tempo tb.

          Nesse teu trajeto de 7km é bem pouco. Em 20min de pedalada suave tu chega sem esforco algum. Claro, se tiver que subir a lomba da lucas de oliveira, não. Mas no mais POA é plana para bike.

          Em 2009 a prefeitura indicou que so na Ipiranga tem fluxo de 5.000 viagens por dia. Agora com essa onda de bicicleta qualquer pessoa que de seguranca e tire medo de se acidentar troca tranquilamente onibus por bicicleta.

          Carro trocar já é outros quinhentos. Bicicleta e transporte coletivo não foram feitos para resolver problema de excesso de veiculos, mas sim para resolver o problema de mobilidade de quem nao tem ou nao quer usar carro.

          Claro, sem falar que é lei fazer a tal 400km de ciclovias, e nas ruas ampliadas terem ciclivia ou ciclofaixa.

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        • Caro fmobus , acredito que tu não entendeu o que eu escrevi. Sou a favor da construção, se estudada, bem feita. Não sou favorável quando feita (mal feita, segundo tuas alegações) porque existe pressão de um grupelho. Cada coisa tem o seu tempo.

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          • Adriano, a construção de uma ciclofaixa é tão ridiculamente barata que nem compensa gastar com estudo. É tão barato que até reverter uma ciclofaixa inutilizada é basicamente só remover sinalização (e.g. caminho dos parques, que foi muito mal executada). E não me venha com “o custo de remover uma faixa de carros”, pois o que defendo é eliminar as faixas usadas pra estacionamento de rua (seria perfeito na Ipiranga). Trocar essa faixa por ciclovia tem zero impacto na capacidade oferecida aos motorizados. Quem quiser estacionar, que pague por garagem, como em qualquer cidade civilizada do universo.

            É uma questão de parar de enrolar e fazer. O “grupelho” (das milhares de pessoas nas massas críticas) só quer que a prefeitura tome uma atitude compatível com uma cidade que quer ser moderna.

            Adicionalmente, ao dizer que eu “alego” que as ciclovias são mal-feitas, tu tá insinuando que na verdade elas são boas? Tu só pode ser louco. Todas as ciclovias de Porto Alegre são uma merda, é só perguntar pra QUALQUER ciclista, de qualquer lugar do mundo.

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        • Adriano, tem pessoas como vc que é dificil sair da bolha do carro.

          Vamos la.

          A menor demanda são justamente os carros. O pessoal usa muito mais onibus, metro, a pe, e bicicleta para de locomover do que carros. Nem 25% dos portoalegrense se locomove no horario do pico de carro. Pega o trensurb. Tenta parar ele 1 dia pra ver quantas BR/116 precisa pro pessoal ir de carro.

          A piora dos engarrafamentos não foi pq a cidade cresceu. Mas justamente que o pessoal ta trocando o onibus pelo carro. Isso acho que todos com minimo bom senso ja sabe.

          Outra constatacao que a maior parte das ruas de POA já chegou no seu limite. Nao tem como ampliar. Não vai ser construindo 6 viadutos que vai resolver ou melhorar o transito.

          O proprio metro, o que o pessoal nao comenta, é que a propria trensurb tem estudo que quando estiver funcionando o metro (daqui a quantos anos ?) somente 10% de quem utiliza carro vai migrar pro metro.

          E ai, vai piorar ? vai continuar a mesma coisa ?

          Qual a alternativa ?

          Pq em todo mundo inclusive nos EUA se incentiva o uso da bicicleta ? Será que nós gaúchos que estamos certos em incentivar o uso de carro ?

          Como se faz demanda para bicicleta e ate o transporte coletivo ? Expulsando as bicicletas da rua que não é.

          Como se melhora o transporte coletivo ? Será que o culpado é o Fortunati que odeia gente que pega onibus pra deixar sempre lotados ? Ou o sistema que tá errado ?

          Seguir com a politica brasileira de mais espaco para carro ? ou melhorar o transporte coletivo ?

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        • Transporte coletivo. Eis a solução, caro Leandro. E bicicleta não se enquadra como tal.

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        • Adriano,

          Os Holandeses e cia devem ser loucos entao de atrolhar as estações do metro de bicicleta ? Ate os japoneses fazem estacionamento com robo para bicicleta, tudo louco ?

          Agora falando serio.

          O pessoal pode fazer outros meio de financiamento da passagem (tipo criar outro imposto pra quem utiliza carro) para aumentar o numero de onibus e diminuir a lotacao (sem pessoas em pe por exemplo). Mas mesmo assim o carro vai ser melhor de ir, pelo conforto e pelo tempo perdido.

          Por exemplo eu vou de terespolis ate o centro. Não tem como o onibus ir mais rapido parando a cada 100m ou menos. Ate bicicleta chego mais rapido. Mesmo no corredor. Sem falar do carro, que é so pegar na garagem, nao tendo o tempo dew chegar a parada e esperar o onibus.

          Metro, vai durar centenas de anos pra zona sul ter populacao suficiente para gastar mais alguns bilhoes pra implantar.

          Entao a unica chance é integrar com a bicicleta. Isto pq as paradas possam ficar mais distantes (tipo 2km cada), e os onibus ter so nas estacoes. O famoso BRT, mas se nao for integrado a bicicleta vai se tornar como o nosso BRT da Bento, da Joao Pessoa, e da Protasio. BRT a moda gaucha parando a cada 200m ou menos.

          Vai numa estacao da trensurb em canoas por exemplo pra ver quantas bicicletas acorrentadas na passarela. Imagina se tivesse bicicletario.

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        • Maestri e Adriano. Eu sou quase 100% motorista, mas quero tornar-me mais ciclista. Então, EU sou a demanda que alguns dizem não existir. Como ainda não sou nem 10% ciclista, sinto-me á vontade de dizer que tenho vontade de pular no pescoço dos que criticam os ciclistas e o transporte por bicicleta, dando apoio ao danoso excesso de transporte individual automotor nas zonas urbanas. Desculpem, mas já passei dos 50 e não tenho mais paciência para ficar ouvindo abobrinhas.

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        • Eu sou demanda reprimida. Sou pedestre, e só não ando de bicicleta porque tenho medo.

          Morei na Europa dois anos e fazia tudo de bicicleta, é ótimo porque dá mais liberdade e sai mais barato que ônibus, e dá muito mais mobilidade que fazer tudo a pé. Ia pra aula, pro trabalho, pra passear, pra comer, etc.

          E muitos amigos meus também gostam de andar de bicicleta, até andam de vez em quando, mas não querem enfrentar o trânsito.

          O dia que houver uma opção segura, certamente eu eu vários conhecidos passaremos a usar a bicicleta. Mas pra isso acontecer não adianta construir aos poucos, porque ciclovias jogadas por aí não vão atrair a demanda, porque não adianta 20% do caminho ser seguro e os outros 80% continuarem sendo de stress com motoristas.

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        • Aldo e Carlos,
          Vocês já pensaram em usar o serviço dos bicianjos?
          http://bicianjo.wordpress.com/

          Pedalar no trânsito não é tão perigoso quando sabemos pedalar com segurança. E é muito prazeroso.

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        • Eu não tenho mais medo de andar de bicicleta no trânsito, mas preciso levar minha filha ao colégio numa distância de 5 km e depois fazer mais 7 km até o trabalho. A atual política de trânsito de Porto Alegre é a de aterrorizar pedestres e ciclistas com ameaças reais a suas vidas. Então, ainda não acho viável que crianças se desloquem de bicicleta.

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  3. Vejo nesta ciclovia e em outras ações do governo municipal, que com uma pressa tão grande e uma falta de profissionalismo, na implementação de ações que bem executadas renderiam enormes frutos políticos, que o

    MAIOR PARTIDO DE OPOSIÇÃO AO FORTUNATI É O SEU PRÓPRIO GOVERNO.

    Todo o governo municipal que aproveitou os recursos, que no momento são mais abundantes, de forma racional, vai conseguir se reeleger, se continuar o Bangu, vamos mudar de prefeitura por conta disto!

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