Comunidade da Restinga denuncia: com ciclovia onde não há calçada, pedestres tornaram-se as vítimas.

A comunidade do bairro Restinga, através de perfil no Facebook, está denunciando os problemas da “ciclovia” que a atual administração municipal construiu ali.

“Obra da prefeitura de Porto Alegre é um desastre.

Pessoas estão sendo atropeladas por ciclistas na Restinga.

A ciclovia da Restinga virou um campo de batalha, pedestres e ciclistas estão disputando cada centímetro desse fiasco público.

Foto: Jornal Restinga“

“Parabéns a prefeitura de Porto Alegre, mais uma obra desastrosa, a tal ciclovia que a prefeitura enche a boca é essa, antes uma calçada, agora pedestres disputam com ciclistas e proprietário de estabelecimento que utilizam como estacionamento. Lembrando que o orçamento disso é de 1,5 milhões de reais. Mas já sabemos que ultrapassou, se gastassem menos que o orçamento isso sim seria um espanto.

E TAMBEM VAI UM GRANDE ABRAÇO A EPTC QUE NÃO DA UMA VOLTINHA PELA “CICLOVIA DA RESTINGA” E PERCEBER QUE A CICLOVIA ESTA COM AUTOMÓVEIS PELO CAMINHO”.“

Em apoio ao pessoal da Restinga, saliento aqui que ciclovias construídas em locais onde não há calçada não são verdadeiras ciclovias, pois o pedestre tem prioridade na circulação. Citando o CTB:

“Art. 68. É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.

§ 2º. Nas áreas urbanas, quando não houver passeios ou quando não for possível a utilização destes, a circulação de pedestres na pista de rolamento será feita com prioridade sobre os veículos, pelos bordos da pista, em fila única, exceto em locais proibidos pela sinalização e nas situações em que a segurança ficar comprometida.”.

Embora o CTB não cite especificamente o caso de ciclovias, creio que podemos interpretar a ciclovia como “pista de rolamento” e a bicicleta, sem dúvida, é um veículo. Uma vez que é mais seguro para o pedestre circular pela ciclovia do que pela faixa de rolamento dos automóveis e não existe passeio público no local, a ciclovia deixa de ser uma ciclovia e torna-se o passeio público, por onde os pedestres podem e devem (pela sua segurança) circular.

Publicado originalmente em 11 de setembro de 2012 por Marcelo no Blog Va de Bici



Categorias:Bicicleta, Ciclofaixas, ciclovias

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108 respostas

  1. Vejam o tamanho dessa discussão, alguém tem alguma dúvida que o sistema cicloviário tem forte influência política?

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    • Infelizmente o sistema cicloviário não tem influência econômica, como a EMBARQ e seus BRTs.

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      • Influência econômica, os ciclistas têm muita. Os pequenos comerciantes seriam muito beneficiados com o aumento do transporte por bicicleta. Já os grandes, estão querendo jogar os ciclistas no Arroio Dilúvio.

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  2. Vou tentar resumir toda esta discussão de pedestres, ciclistas e motoristas, por um ditado muito conhecido:

    “Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão”;

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    • Discordo. Eu diria que no trânsito, pedestres e ciclistas gritam com razão. Na verdade acho até que deveriam gritar mais.

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      • Acho que não existe essa de ciclista gritar com razão, motorista gritar sem razão, taxista gritar com com razão, motorista de lotação gritar sem razão… Enquanto os soldadinhos ficam brigando um com o outro, os generais (EPTC, Metroplan, ATP…) ficam festejando.

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      • Acho que ele quis dizer gritar no sentido figurado (se organizar, protestar, etc). Se for isso, concordo.

        Mas realmente, um brigar com o outro não resolve nada.

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    • Marcelo

      Querendo ou não em Porto Alegre com a topografia que temos, com o clima que temos, os ciclistas sempre serão uma minoria (barulhenta ou não). O que teríamos caso fosse implantado todo o plano de ciclovias do município seria o mesmo que ocorre na terceira perimetral, pistas com automóveis completamente saturadas e no meio um corredor de ônibus sem ônibus.
      Temos que administrar os parcos recursos os otimizando ao máximo, esta otimização não passa por jogar a maior parte do dinheiro em ciclovias e deixar o transporte público de lado.
      Não é em vinte ou trinta anos que vamos convencer pessoas que se acostumaram em pegar o seu ônibus para ir trabalhar, que acordem meia hora mais cedo e durmam meia hora mais tarde para ir ao serviço de bicicleta, isto talvez tenha sucesso se as crianças começassem a ir de bicicleta para a escola!

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      • Topografia e clima não é desculpa para não usar bicicleta.

        Na boa, consegues ir da Nilópolis (ou Assis Brasil) até o centro, do centro até a zona sul (pela orla) facilmente de bici, sem muitas subidas.

        Clima então, fale para os Holandeses ou DInarmarqueses.

        A questão é cultural, é difícil de mudar mas tem que começar de alguma maneira.

        E ninguém quer que pare de investir em transporte público, mas a questão é que ciclofaixas são muito baratas.

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        • Exato, é uma questão puramente cultural! Um pedestre usuário de ônibus ou motorista pode tornar-se ciclista, se quiser, apenas deixando o comodismo natural de lado…claro que é mais cômodo ir de carro ou ônibus e inventar desculpas, mas a melhor maneira de pressionar por melhores condições é justamente aumentar os ciclistas nas ruas, automaticamente políticas e projetos virão…

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        • Aline, infelizmente, discordo da tua opinião de que políticas e projetos virão automaticamente. Governantes têm dívidas com eleitores e com financiadores de campanha. O problema é que com o eleitorado eles costumam ser inadimplentes, enquanto que com os financiadores a história é bem diferente.

          Empreiteiras são, disparado, os maiores financiadores. A contrapartida vem na forma de obras como pontes, viadutos e trincheiras, por mais inócuas que sejam (Porto Alegre tem uns quantos viadutos com semáforo embaixo).

          O grande empecilho para a implantação de ciclovias é justamente que elas são baratas demais.

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      • Exato.

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      • Rogerio,

        Cabe uma observação sobre a terceira perimetral: poucos ônibus circulam no corredor, mas isso DE FORMA ALGUMA se deve à falta de demanda; estes poucos ônibus circulam invariavelmente lotadíssimos. O que falta na terceira perimetral são mais linhas de ônibus. O que falta ali é planejamento racional das antas que projetam as linhas de ônibus dessa cidade.

        E, novamente, ninguém aqui está defendendo tirar dinheiro dos investimentos de transporte público para botar em ciclovia. NINGUÉM. Se for pra tirar dinheiro de algum lugar, que se tire das fortunas gastas nas melhorias nas pistas destinadas a carros.

        E, por último, mesmo as menores minorias têm que ser ouvidas. Principalmente quando o descaso do setor público lhes causa risco de acidentes.

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        • Se o problema para fazer uma infraestrutura cicloviária em toda a cidade fosse dinheiro, minha sugestão é a seguinte: esquecer o projeto do Viaduto Pinheiro Borda, aquele perto do Beira-Rio. Com os R$ 27 milhões economizados, construiríamos 100 quilômetros de ciclovias NA CIDADE INTEIRA (sendo que R$ 250 mil por km de ciclovia é um valor arredondado bem, mas bem mesmo, por cima).

          “Ah, mas e o trânsito naquela região? Sem o viaduto teríamos o apocalipse!”

          Simples: no período da manhã, ajusta os semáforos para ficarem abertos por mais tempo para quem vem no sentido bairro-centro (que é a imensa maioria do tráfego) e no final da tarde faz o oposto.

          De lambuja, manteríamos nossa orla preservada de mostrengos arquitetônicos como costumam ser os viadutos.

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      • Aliás, me dei conta mais uma vez do erro de raciocínio que tu e o Adriano (e o finado Augusto) cometem: vocês supõe que o comportamento da população é completamente estático, isto é, quem usa carro hoje vai usar sempre, quem usa ônibus vai usar sempre, quem usa bike vai usar sempre. A partir disso, vocês concluem (de forma consistente até) que, se as ciclovias de hoje “estão vazias”, um sistema completo de ciclovias também estará. O problema é que o pressuposto inicial está drasticamente errado; as pessoas mudam de comportamento e opções de transporte pessoal de acordo com a qualidade da infraestrutura por trás dessas opções. É fundamental que as estruturas de suporte ao ciclista e ao usuário do transporte público tem qualidade à altura.

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      • Rogerio,

        Posso dar meu exemplo, desde ano passado troquei onibus para bicicleta. Quando vou na academia tomar banho, “perco” o mesmo tempo quando vinha de onibus. Agora nos dias menos quentes, nem suo, ganho uns 20min pq so lavo o rosto. O meu percurso diario é acordar, + 30min se arrumar e tomar cafe + 30 min (algumas vez alguns minutos a mais ou a menos – mas é constante) de bike nos 9km pedalados, mais 10min para guardar a bike e lavar o rosto (no verao vou na academia e mais uns 20min para tomar banho). Esse é o mesmo tempo que gastava de onibus, tinha que caminhar ate a parada, esperar, 25min ate o centro de bus, e mais caminhar).

        E essa “perca” de tempo na bicicleta é ganho de tempo. Ganha vida, ganha saude, consegue pensar. Diferentemente do que ir atrolhado ouvindo funk em qualquer onibus. E nos carros idem (pq até hoje o pessoal das montadoras não inventaram nenhum carro que desistressa).

        Claro, ai entra a questão de quem vai de carro. Por isso que é dificil o motorista trocar para bicicleta. Ou ate trocar de carro para o melhor transporte publico se isso fosse possivel (nem no exterior isso acontece).

        Não considero que seja parco recurso qualquer valor que sempre ultrapassa os R$ 30milhoes para qualquer obrinha de viaduto. Infelizmente sabemos quem paga a conta.

        Te digo que para aqui na região do centro, nos percursos menos de 6km, mais da metade do pessoal que se espreme de onibus troca facilmente para bicicleta caso o poder publico ofereça segurança. E ciclovia não quer dizer que é segura, e todos sabem que é inviável para POA construir ciclovia em todas as ruas que existem cruzamentos (POA somente é recomendavel ciclovia na orla do Guaiba onde nao tem cruzamento). Para todo o resto das ruas tem que ter ciclofaixa ou ate mesmo compartilhado com carro (desde que os cruzamentos tenha algo sinalizado indicando a preferencia do ciclista).

        Até os paulistas (70% mais precisamente) já pensam em trocar para bicicleta (claro que barra na questao do medo). Mas falando dos gauchos, é problematico por exemplo ter que ficar 1 hora no engarrafamento do centro ate a anita garibaldi. Se fosse a pe esses 6km chegaria antes. Se pedalar dava para dar varias voltas nessas mesma 1h.

        Por isso que toda questão envolve o uso racional dos carros. Inclusive o norte dos investimentos do setor publico. que infelizmente ainda somos pais de terceiro mundo, onde as montadoras compram os governos por meio da politica.

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        • Trocando o ônibus pela bicicleta, Leandro, estás irritando os empresários do transporte público. Será que isto pode ter relação com as frequentes mortes de ciclistas atropelados por ônibus?

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      • Digo o mesmo Leandro!

        São 6km da minha casa até o trabalho. Larguei o ônibus e vou de bici, tomo banho num vestiário do prédio quando chego lá. Agora quando chego em casa, levo o mesmo tempo que de ônibus (pouco mais do que de carro, pois não pego muito congestionamento) e já estou com o exercício feito!

        E meu carro fica na garagem.

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      • Vocês parecem não querer entender.

        Deixei claro que além da topografia e clima temos o mais importante, o aspecto cultural. A população portalegrense acima dos 40 anos dificilmente vai migrar em quantidade para a bicicleta, entre os 20 e 40 podemos ter uma parcela significativa e abaixo disto é tudo uma questão de educação.

        Não posso me dar como exemplo, pois já estou me tornando um ponto fora da curva, porém quem mora longe do local de trabalho, eu por exemplo (7km), este deslocamento se torna um grande problema.

        Não podemos raciocinar com as pessoas que moram no centro da cidade (considero centro tudo que está num raio de mais ou menos 2km), que é uma minoria.

        Acho que antes da prefeitura ter lançado este plano de ciclovias eles deveriam ter feito um estudo de distância média entre trabalho e/ou estudo das residências das pessoas. Qualquer plano de longo prazo sem saber a demanda reprimida de ciclovias, vira uma mera especulação.

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        • Exato novamente. Inexiste demanda, isso ó óbvio. Um colega aqui veio citar que há estudo da EPTC de que haveriam 300 mil potenciais cicilistas. Quase morri de tanto rir. 1/4 da cidade pedalando, ahamm. É bem capaz que sequer existam 300 mil pessoas em POA que saibam andar e tenham uma bike, para começo de conversa.

          Fora que, se esse número fosse reai, teriamos, pelo menos, uns 10% usando desse modal, mas isso não é o que se vê em Porto Alegre. Chuto que nem 5 mil ciclistas usam, como meio de tranporte hoje, a bike.

          Logo, não há pressa para tais investimentos, que podem ser, sim, melhor estudados…comprovando-se a necessidade e demanda, torna-se daí viável o empreendimento. Agora, fazer como hoje, só porque tem uma dúzia de radicalzinho barulhento é inadimíssivel. Até porque, quando se faz, não usam e reclamam. É a aplicação em todos níveis daquele frase insólita: não sou contra nem a favor muito pelo contrário.

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          • Corrigindo tua frase: “… quando se faz MAL FEITO, reclamam.”.

            Se você acha que temos que aceitar calados estruturas porcas e inseguras, você é um alienado sem atitude.
            Se, pior ainda, você acha que as estruturas entregues até agora são boas, você é CEGO.

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        • Tem algumas coisas que não se discute com quem não sabe. Mas vamos tentar…

          Já tem milhares de estudos, o propria implantação do metro gerou esse estudo. SP então ta anos luz nessa area de estudos sobre a locomoção. Então, sobre as viagens:

          25% carro
          25% tranporte coletivo
          o resto a pe e outros meios tipo bicicleta.

          Por incrivel, o pessoal se desloca mais a pe. Obvio que sao distancias curtas.

          No teu proprio exemplo, te digo que em muitas situações andar 7km fica mais rapido que ir de carro nos congestionamentos. Isto é fato, e cada vez mais vai aumentar.

          Existe uma demanda totalmente reprimida, principalmente nas distancias curtas. Até 3km. É irracional pegar carro para ir pra loja perto. Onibus fica inviável financeiramente e por tempo tb.

          Nesse teu trajeto de 7km é bem pouco. Em 20min de pedalada suave tu chega sem esforco algum. Claro, se tiver que subir a lomba da lucas de oliveira, não. Mas no mais POA é plana para bike.

          Em 2009 a prefeitura indicou que so na Ipiranga tem fluxo de 5.000 viagens por dia. Agora com essa onda de bicicleta qualquer pessoa que de seguranca e tire medo de se acidentar troca tranquilamente onibus por bicicleta.

          Carro trocar já é outros quinhentos. Bicicleta e transporte coletivo não foram feitos para resolver problema de excesso de veiculos, mas sim para resolver o problema de mobilidade de quem nao tem ou nao quer usar carro.

          Claro, sem falar que é lei fazer a tal 400km de ciclovias, e nas ruas ampliadas terem ciclivia ou ciclofaixa.

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        • Caro fmobus , acredito que tu não entendeu o que eu escrevi. Sou a favor da construção, se estudada, bem feita. Não sou favorável quando feita (mal feita, segundo tuas alegações) porque existe pressão de um grupelho. Cada coisa tem o seu tempo.

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          • Adriano, a construção de uma ciclofaixa é tão ridiculamente barata que nem compensa gastar com estudo. É tão barato que até reverter uma ciclofaixa inutilizada é basicamente só remover sinalização (e.g. caminho dos parques, que foi muito mal executada). E não me venha com “o custo de remover uma faixa de carros”, pois o que defendo é eliminar as faixas usadas pra estacionamento de rua (seria perfeito na Ipiranga). Trocar essa faixa por ciclovia tem zero impacto na capacidade oferecida aos motorizados. Quem quiser estacionar, que pague por garagem, como em qualquer cidade civilizada do universo.

            É uma questão de parar de enrolar e fazer. O “grupelho” (das milhares de pessoas nas massas críticas) só quer que a prefeitura tome uma atitude compatível com uma cidade que quer ser moderna.

            Adicionalmente, ao dizer que eu “alego” que as ciclovias são mal-feitas, tu tá insinuando que na verdade elas são boas? Tu só pode ser louco. Todas as ciclovias de Porto Alegre são uma merda, é só perguntar pra QUALQUER ciclista, de qualquer lugar do mundo.

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        • Adriano, tem pessoas como vc que é dificil sair da bolha do carro.

          Vamos la.

          A menor demanda são justamente os carros. O pessoal usa muito mais onibus, metro, a pe, e bicicleta para de locomover do que carros. Nem 25% dos portoalegrense se locomove no horario do pico de carro. Pega o trensurb. Tenta parar ele 1 dia pra ver quantas BR/116 precisa pro pessoal ir de carro.

          A piora dos engarrafamentos não foi pq a cidade cresceu. Mas justamente que o pessoal ta trocando o onibus pelo carro. Isso acho que todos com minimo bom senso ja sabe.

          Outra constatacao que a maior parte das ruas de POA já chegou no seu limite. Nao tem como ampliar. Não vai ser construindo 6 viadutos que vai resolver ou melhorar o transito.

          O proprio metro, o que o pessoal nao comenta, é que a propria trensurb tem estudo que quando estiver funcionando o metro (daqui a quantos anos ?) somente 10% de quem utiliza carro vai migrar pro metro.

          E ai, vai piorar ? vai continuar a mesma coisa ?

          Qual a alternativa ?

          Pq em todo mundo inclusive nos EUA se incentiva o uso da bicicleta ? Será que nós gaúchos que estamos certos em incentivar o uso de carro ?

          Como se faz demanda para bicicleta e ate o transporte coletivo ? Expulsando as bicicletas da rua que não é.

          Como se melhora o transporte coletivo ? Será que o culpado é o Fortunati que odeia gente que pega onibus pra deixar sempre lotados ? Ou o sistema que tá errado ?

          Seguir com a politica brasileira de mais espaco para carro ? ou melhorar o transporte coletivo ?

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        • Transporte coletivo. Eis a solução, caro Leandro. E bicicleta não se enquadra como tal.

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        • Adriano,

          Os Holandeses e cia devem ser loucos entao de atrolhar as estações do metro de bicicleta ? Ate os japoneses fazem estacionamento com robo para bicicleta, tudo louco ?

          Agora falando serio.

          O pessoal pode fazer outros meio de financiamento da passagem (tipo criar outro imposto pra quem utiliza carro) para aumentar o numero de onibus e diminuir a lotacao (sem pessoas em pe por exemplo). Mas mesmo assim o carro vai ser melhor de ir, pelo conforto e pelo tempo perdido.

          Por exemplo eu vou de terespolis ate o centro. Não tem como o onibus ir mais rapido parando a cada 100m ou menos. Ate bicicleta chego mais rapido. Mesmo no corredor. Sem falar do carro, que é so pegar na garagem, nao tendo o tempo dew chegar a parada e esperar o onibus.

          Metro, vai durar centenas de anos pra zona sul ter populacao suficiente para gastar mais alguns bilhoes pra implantar.

          Entao a unica chance é integrar com a bicicleta. Isto pq as paradas possam ficar mais distantes (tipo 2km cada), e os onibus ter so nas estacoes. O famoso BRT, mas se nao for integrado a bicicleta vai se tornar como o nosso BRT da Bento, da Joao Pessoa, e da Protasio. BRT a moda gaucha parando a cada 200m ou menos.

          Vai numa estacao da trensurb em canoas por exemplo pra ver quantas bicicletas acorrentadas na passarela. Imagina se tivesse bicicletario.

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        • Maestri e Adriano. Eu sou quase 100% motorista, mas quero tornar-me mais ciclista. Então, EU sou a demanda que alguns dizem não existir. Como ainda não sou nem 10% ciclista, sinto-me á vontade de dizer que tenho vontade de pular no pescoço dos que criticam os ciclistas e o transporte por bicicleta, dando apoio ao danoso excesso de transporte individual automotor nas zonas urbanas. Desculpem, mas já passei dos 50 e não tenho mais paciência para ficar ouvindo abobrinhas.

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        • Eu sou demanda reprimida. Sou pedestre, e só não ando de bicicleta porque tenho medo.

          Morei na Europa dois anos e fazia tudo de bicicleta, é ótimo porque dá mais liberdade e sai mais barato que ônibus, e dá muito mais mobilidade que fazer tudo a pé. Ia pra aula, pro trabalho, pra passear, pra comer, etc.

          E muitos amigos meus também gostam de andar de bicicleta, até andam de vez em quando, mas não querem enfrentar o trânsito.

          O dia que houver uma opção segura, certamente eu eu vários conhecidos passaremos a usar a bicicleta. Mas pra isso acontecer não adianta construir aos poucos, porque ciclovias jogadas por aí não vão atrair a demanda, porque não adianta 20% do caminho ser seguro e os outros 80% continuarem sendo de stress com motoristas.

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        • Aldo e Carlos,
          Vocês já pensaram em usar o serviço dos bicianjos?
          http://bicianjo.wordpress.com/

          Pedalar no trânsito não é tão perigoso quando sabemos pedalar com segurança. E é muito prazeroso.

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        • Eu não tenho mais medo de andar de bicicleta no trânsito, mas preciso levar minha filha ao colégio numa distância de 5 km e depois fazer mais 7 km até o trabalho. A atual política de trânsito de Porto Alegre é a de aterrorizar pedestres e ciclistas com ameaças reais a suas vidas. Então, ainda não acho viável que crianças se desloquem de bicicleta.

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  3. Vejo nesta ciclovia e em outras ações do governo municipal, que com uma pressa tão grande e uma falta de profissionalismo, na implementação de ações que bem executadas renderiam enormes frutos políticos, que o

    MAIOR PARTIDO DE OPOSIÇÃO AO FORTUNATI É O SEU PRÓPRIO GOVERNO.

    Todo o governo municipal que aproveitou os recursos, que no momento são mais abundantes, de forma racional, vai conseguir se reeleger, se continuar o Bangu, vamos mudar de prefeitura por conta disto!

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  4. Devido ao clamor do numeroso contingente dos que querem andar de bicicleta é que estão sendo feitas ciclovias a toque de caixa sem nenhum planejamento.
    Uma coisa tem ser dita e isto não é para quem se conduz de bicicleta adequadamente, é para aqueles ciclistas que não tem a menor noção de como andar de bicicleta.
    Trabalho no Bom Fim e ali eu vejo muitas condutores bicicletas que não seguem nenhuma norma de transito, andam em cima das calçadas de qualquer jeito, muitas vezes numa velocidade não compatível com o movimento de pedestres. Sinaleira, ainda não vi nenhum que obedeça ao sinal vermelho, andam na contramão e disputam com pedestres as faixas de segurança. Vi uma senhora quase ser atropelada, ela chegou a segurar o guidon da bicicleta, que vinha na contra mão na Venâcio Aires naquele trecho entre a Rua Sta. Terezinha e a Oswaldo Aranha que é mão única.
    Acho ótimo que as pessoas queiram bicicletar, mas que o façam de acordo com a Lei….

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    • Quer falar de lei, Juliana?

      Vamos lá:

      1) Pelo Código Brasileiro de Trânsito (Lei 9503/97), cuja vigência completará 15 anos este mês, TODO condutor de veículo automotor é obrigado a passar a e pelo menos 1,5m dos ciclistas. [Você conhece alguém que já foi autuado por descumprir essa lei? Eu não.]

      2) O Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre (Lei Complementar 626/2009), prevê a implantação de 495km de vias para ciclistas, entre ciclovias e ciclofaixas. [Pelo ritmo atual, chegaremos neste número daqui a uns 700 anos.]

      3) A Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012) estabelece como uma de suas diretrizes: “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados”. [Podes me citar UM exemplo de intervenção da administração pública onde seja clara essa prioridade?]

      Para cada exemplo que você trouxer de ciclistas desrespeitosos, os noticiários te devolvem dez vezes mais de imprudência na condução de carros. Só que nesses casos, os exemplos incluem mortes e sequelas. Ciclistas desrespeitosos e imprudentes existem, sim, e devem ser coibidos. Mas usar casos pontuais para sustentar teu argumento não cola. Te garanto que essas pessoas que criticas seriam as maiores cumpridoras da lei (andando na mão certa, fora da calçada…) se essas que eu citei ali em cima também fossem cumpridas.

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      • Eu muitas vezes, quando não vem nenhum automóvel e não tem pedestre atravessando, passo no semáforo vermelho de bicicleta, com cautela. Isso porque o planejamento urbano (e os semáforos) não foi feito com quem anda de bicicleta em mente. Os semáforos e sinalização existente hoje em Porto Alegre estão aí simplesmente para facilitar o fluxo dos automóveis, mesmo os semáforos para pedestres.

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      • Realmente é impossível seguir todas leis sendo ciclista. Falo isso sendo alguém que tem ido para o trabalho de bici.

        Mas nada justifica o que a Juliana apontou, ciclistas em alta velocidade nas calçadas. Quando me sinto obrigado a andar na calçada eu ando tão devagar que quase me desequilibro.

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        • Com certeza, Felipe!

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        • Cuidado com esses termos tipo “alta velocidade”, “correndo”, etc., pois deturpam os fatos quando utilizados indiscriminadamente para automóveis, bicicletas e pedestres. Um ciclista a 20 km/h ás vezes é referido como em alta velocidade, enquanto um carro a 60 km/h está em velocidade normal. Ou então um pedestre atravessa a rua correndo (10 km/h) se jogando sobre um carro que vinha em baixa velocidade (50 km/h).

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    • Juliana,

      O pior problema atualmente (acho que de todo o Brasil), é justamente o ciclista na calçada e contramão. Alem dos pedestres, os proprios ciclistas correm enorme risco e se der acidentes estes sempre sao os culpados.

      Para resolver é bem facil, basta educação. Claro, nao adianta educar se nao de alternativa (um crianca/adolescente dificilmente alguem vai ensinar a andar na rua – tem que ter ciclovia).

      Que como sempre a prefeitura nao faz nada. Até hoje não vi algum azulzinho ou brigadiano falar pro ciclista não andar na contramao ou na calçada.

      Com a implantação da ciclovia, todos os ciclistas são obrigados a utilizar. Esta é a lei corrente. Desde criança até o ciclista que sabe andar no transito. Por isso o problema pra comunidade que utiliza a bicicleta pra meio de transporte. Fica inviavel usar a bicicleta nestas ciclocoisas.

      E todo ciclista fura vermelho, isto tem varios motivos. Pra melhorar a segurança inclusive. Mas isto é outra história.

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      • Essa permissividade e até incentivo das autoridades para os ciclistas utilizarem as calçadas é para reforçar a ideia de que a rua é dos carros. Com isto, fica mas fácil culpar um ciclista que está se “arriscando” no meio dos carros em caso de algum “acidente” (assassinato utilizado o veículo como arma).

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    • Isso aí…pessoal da bike quer tudo. Quando ganha reclama, se não ganha reclama também. Bônus todos querem. Agora na hora de cumprir com as regras de trânsito, inclusive usando equipamento de segurança, ninguém quer. Aí tenho que ler um dizendo que para cada erro dos coitadinhos dos ciclistas os motoristas cometem 10. Mas que beleza de argumento, parabéns. Os posts dessa notícia só reforçaram o que eu, e muita gente pensa sobre o movimento.

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      • Ciclo-troll detected.

        Sobre se queixar de tudo,repito: que botem os postes de alta tensão da Ipiranga no meio das pistas dos carros então.

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        • Os postes estão lá a trocentos anos e nunca aconteceu nada. Agora os ciclistas não podem passar perto. Vai enteder.

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        • Nunca vi ninguém reclamar, nem motociclistas, dos fios de altatensão sobr estradas, como a Freeway, por exemplo. E os postes em algum lugar tem que ficar, se tem uma solução melhor, diz ai.

          Já disse aqui, tinha que tapar o diluvio, com concreto, e fazer uma ciclovia gigante. Pronto, não ia ter pedestre, nem poste, nem brete. Mas provavelmente iriam reclamar. Vai entender.

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        • Quando começar os acidentes no cruzamento da Ipiranga que o pessoal que é favor dessa obra vai ver que foi a pior coisa forçar o ciclista pedalar no talude do canteiro central dessa rua.

          Vão ver tb que os postes são um dos itens pq não se deve construir ciclovia neste talude. Existem milhares de outros motivos.

          Quando for inaugurado quero ver quanto dias (ou quantas manifestações trancando o transito) serão necessários para a EPTC pintar o chão da pista da direita e colocar placa para liberar o transito de bicicleta na via dos carros.

          Mas isto só pra final do ano (pq se for antes o prefeito não se reelege) quando for inaugurado o 1º trecho da ciclovia.

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        • Adriano,

          A Voluntarios ta passando de 1 faixa para 3 faixas de transito. Se a SMOV nao trocar de lugar os poste te digo que os motoristas vao reclamar, e ate o prefeito nao ganhará nenhum voto destes – pode ter certeza.

          O que ia ter de acidente, ja que a velocidade é bem maior do que bicicleta.

          O problema nem é os fios, são justos os postes. Tem lugar que vai ser dificil a prefeitura deixar somente a largura de 1 bicicleta (80cm). Mesmo sendo bidirecional. Nesta 3ª parte vai ter ate puxadinho pro lado de cima do rio.

          Mas isto é de menos, o problema realmente quando chegar nos cruzamentos. Ai o bicho vai pegar.

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        • Só um minuto Leandro. Está me dizendo que depois de todo aquele fiasco da classe dos ciclistas querendo a proteção na Ipiranga para os ciclistas, inclusive com concurso para o melhor projeto, depois de tudo isso, a ciclovia agora não serve? Tem que ser na faixa dos carros, é isso?

          Depois reclamam que ninguém leva a sério.

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          • Ah, então se atendem uma reclamação você perde o direito de fazer outras? Se você observar bem as reclamações da época da discussão da cerca de proteção, muita gente já estava questionando a decisão de usar o talude para ciclovia, pois já previam que o resultado seria ruim – e de fato foi, indiscutivelmente.

            Sim, tem que ser na faixa pra carros. Pra ser mais preciso, na faixa onde os carros ficam estacionados.

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          • E outra. Exigir condições mínimas de segurança não é fiasco, é cidadania. Fiasco é o que a prefeitura tá fazendo quando constrói aberrações e chama de ciclovia.

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        • Adriano, vamos por partes.

          Esta famosa ciclovia da Ipiranga no talude é obra exclusivamente do Zaffari (uma parte do Praia de Belas) e quem fiscaliza é a EPTC.

          Bem antes do começo da implantação desta ciclovia, já tinha varias discuções da prefeitura (com a EPTC, com a Camara de Vereadores, etc). Só existe 2 motivos pela escolha do talude:

          – É o lugar “mais fácil” que dá pra fazer;

          – Se tirar faixa de transito o prefeito não se reelege.

          Esta infelicidade de escolha pelo talude a população que usa carro só vão perceber depois da inauguração. Principalmente pq varias lugares o pessoal que vem da Ipiranga não vão poder dobrar a esquerda. Nos locais que podem, vai ter um tempo de sinal que o transito vai ficar parado nos 2 sentidos para que o ciclista passe na sinaleira dele. E ainda corre o risco do pessoal chiar e pedir para aumentar este tempo (ou até mesmo proibir que tenha converção a esquerda na Ipiranga). Uma ciclofaixa como deveria fazer o transito não seria tão afetado (a não ser da perda de 1 faixa da direita – ou estacionamento).

          O talude só tem problemas, tecnicos, que é de difícil fazer algo que obedeça minimamente as normas tecnicas. Nem falando do resultado que ficou bem inferior do que diz a norma.

          Quando comecares os acidentes, a população de POA pagará as indenizações. Tb o Zaffari. Mas é mais facil tu processar os 2.

          Antes da obra, poucos ciclistas acharam que ia dar certo. Com a implantação desses 400m menos ainda. Com a implantação de toda ciclovia, nenhum ciclista será a favor. O pessoal novo, que tem medo de pedalar, vai tentar pedalar 1 vez so. Pq quando chegar no 1º cruzamento nunca mais pedalará. Pq é 100x mais inseguro do que na faixa de transito. Mas isto é outra historia.

          O guarda corpo é obrigatorio por norma ciclovia ter quando esta esta menos de 1m (ou 1,5m não me lembro) dos carros. Pq ciclovia é algo segregado do transito. Pro lado do rio, tb é obrigado por norma, para o ciclista proteger de cair na altura do talude.

          O fiasco foi a EPTC ter apresentado o “prototipo”. E nem foram os ciclista que chiaram, foi a propria imprensa. Horrivel.

          A EPTC fez concurso de ideia. Nao fez projeto. Projeto o zaffari teve que contratar para aqueles 400m. Os outros, teve que fazer nova contratacao. Pq o arquiteto ganhou o concurso de ideia e nao projeto. Pelo que sei a EPTC ta fazendo varios testes de guarda-corpo, o atual deu problema de implantação pq espaçaram demais. Mas tudo pq 1 mes antes de “inaugurar” descobriram que tinha fio de alta tensão em cima e não se pode utilizar os guarda corpo de ferros.

          Tecnicamente a melhor lugar é fazer uma ciclofaixa na pista da direita (ou nos lugares que o pessoal estaciona). E tecnicamente nem precisa ser em toda ipiranga, basta somente melhorar os cruzamentos.

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        • Adrino, prefiro pensar que estás falando sem conhecimento dos detalhes daquela ciclovia. O problema não são os cabos, tem poste EM CIMA da pista. O poste mesmo, não os fios.

          Em relação ao guarda-copa, convenhamos que aquele projeto do curral da Ipiranga era ruim para todos, era uma questão estética. Vi muitos motoristas de carro falando mal também.

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      • Presente de grego que a prefeitura ta dando. Ciclovia so vai obrigar o ciclista sair da rua. E ainda vai ser dificil utiliza-la, ainda mais nesta da Restinga.

        Quando acabar essa eleição tu vai ver a choradeira dos ciclistas (os ingratos vao trancar ruas, manifestação em todas as obras da copa) tudo pq os choroes nao querem pedalar na calçada de um lado somente da rua e ainda querem os pobres pedestre longe.

        Quem anda na contramão e na calçada vai contra a sua propria vida (claro que tem o problema de acidente com pedestre – mas ai é outra situação). O infeliz que vai se acidentar e morrer. Dificilmente mata outra pessoa.

        Já pros motoristas é bem facil acabar com outra vida (ou varias vidas em um mesmo acidente).

        Só pra relembrar, equipamentos obrigatorios na bicicleta são retrovisor (que nao adianta muita coisa quando acontece acidente, dificilmente o ciclista verá o carro quando é colidido), e os refletivos. Entao farol e pisca-pisca não sao obrigatorios, muito menos capacete. Tem varios explicações para isso. Nem adianta falar que estamos no Brasil pq a grande maior parte do mundo são os mesmo itens obrigatorios. Simplesmente pq na cidade qualquer pessoa que dirigi tem a capacidade de enxergar o ciclista. Capacete nao vai fazer nenhuma diferenca quando o acidente acontece acima de 18km/h (velocidade somada do ciclista + velocidade do carro). Ou seja, capacete so serve para proteger quando o ciclista bate a cabeca no chao.

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  5. Realmente, ja’ foi dito 1000 vezes aqui neste blog que, por falta de calcadas, pedestres vao acabar usando essas ciclovias. Restinga e’ um exemplo, assim como a Ipiranga.

    Mas, mudando de assunto, aquele tal Marcelo Sgarbossa (algo assim), que esta’ concorrendo a vereador pelo PT, nao e’ um dos lideres do Massa Critica? Movimento e’ apartidario, sei… Enquanto estao indo, eu ja’ estou voltando…

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    • Valeu a dica, eu não tinha candidato para vereador ainda. Não me importo com partido e sim com ideias e pessoas… Já está provado que partido é tudo a mesma m. Veja que nos rankings de melhores e piores políticos, em sites apartidários, há uma distribuição uniforme de partidos.

      Infelizmente não se pode candidatar sem partido, não existe candidato apartidário, pena que ele é do PT, mas enfim, partido é tudo igual… pessoas e ideias não.

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      • Pablo,

        No proprio meio ciclistico tem candidatos melhores. Que nao usam a bicicleta e depois somem. O Marcelo só vai ganhar voto de quem nao o conhece bem suficiente. Ate mesmo que ta apelando para a bicicleta (nao tem muita etica por exemplo fazer campanha em cima dos 1,5m).

        Dificil um cara que no ultimo ano reclamou tanto da EPTC sobre as ciclovias (a ONG dele ate fez um documento falando dos pontos criticos da ipiranga) e nesta eleição sai grudado com o candidato PT a prefeitura falando da volta dos caminhos dos parques. Se PT voltar vai ser 100x pior este “caminho” do que qualquer ciclovia. Claro, nao da para comparar com o da Restinga.

        E toda a vida profissional é em torno dos direitos humanos. Que todos sabem que isso é para deputado e cia. Nao para vereador de uma cidade.

        Bicicleta é so pra tentar ganhar votos.

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        • Pràqueles que confiam na mídia:
          A receptividade está sendo muito boa em comparação com 2008, quando havia forte rejeição e preconceito. Há mais de 30 anos uso a bicicleta diariamente e fiz campanha quando não era moda, bem ao contrário de ser oportunista. Se isso é moda agora, eu fui o cara que ajudou a lançar. Quem ler a minha história saberá que não sou oportunista”, disse Sgarbossa.
          http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/noticias/0,,OI5962139-EI19136,00-Petista+lanca+moda+com+bicicletas+de+papel+nas+ruas+de+Porto+Alegre.html

          E quanto a campanha “Respeite 1,5M”
          http://www.marcelosgarbossa.com.br/13123/2012/08/uma-campanha-dentro-de-outra-campanha/

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        • Eu não vou votar no Marcelo porque não acredito em democracia representativa e partidarismo. Sou entusiasta da democracia direta.

          Mas conheci o Sgarbossa através do ativismo em prol da bicicleta, onde ele se mostrou figura consistente e confiável e posso dizer com certeza que bicicleta pra ele não é só pra ganhar votos. Tenho certeza inclusive que ele vai continuar com esse ativismo mesmo que não se eleja vereador.

          Tenho certeza também de que qualquer projeto de ciclovia que ele venha a propor, ele fará o máximo para debatê-lo com seus possíveis usuários antes de implementá-lo. Não só porque ele nas nossas atividades juntos é um apoiador da democracia direta, mas porque é um crítico da falta de transparência e diálogo da atual administração municipal e nos três anos em que temos lutado junto pela bicicleta em Porto Alegre, ele se mostrou uma pessoa consistente e de confiança.

          Pode ser que ele esteja sendo falso todos esses três anos desde que eu conheci ele e que depois que ele se eleja ele mude completamente, mas duvido. De qualquer forma, só como ativista, ele já fez muita coisa pela bicicleta em Porto Alegre, espero que, eleito ou não, ele continue fazendo o que já faz.

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        • Leandro, Muito obrigado pelas considerações, voto é importante… é bom conhecer bem a postura dos candidatos.

          Concordo que o PT não fez nada em relação à ciclovias e igualmente nada pelo transporte público. É importante deixar isso bem claro!

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      • Ele é bom em escrever em miguxês também: http://vadebici.wordpress.com/2012/09/11/brique-da-bike-2/

        Até agora não sei como ler aquilo em voz alta.

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    • Massa Critica acontece somente a ultima sexta do mes. Nao existe em outra hora. A liderança teoricamente nao existe, mas na pratica o que vao na frente que lidera onde ir.

      O Marcelo é tudo menos lider da Massa. Tem outras que participam muito mais.

      Mas é politico. Varios anos assessor do Tarso em Brasilita (quando este esteve no Ministerio da Justica) e agora no governo do PT do estado ta num cargo na Susepe (pelo que sei). E nesta eleição ele ta tentando usar a bandeira da bicicleta. Nas anteriores era outra (como o direito humanos).

      Mas no fundo tudo politico.

      Mas nem se preocupa, pq este acho que ta bem queimado pra maioria dos ciclistas. Ninguem gosta de politicos que usam e depois da eleição desaparece (como sempre acontece com este e outros).

      Ele sempre se intitulou (ou melhor, os eventos que ele vai o pessoal sempre erra na denominação do palestrante) como “representante”. Mas na massa é nada.

      Mas se fores na massa vai ver que tem bastante politicos, inclusive de partidos mais a direita. Eu ja vi varios, mas ja faz tempo que nao vou.

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      • Não viaja meu, encontro o Marcelo e converso com ele em diversas pedaladas desde antes do período eleitoral, inclusive na Massa Crítica.
        Só um aparte: essa de líder ou lideranças surgiu com a mídia que ao entrevistar alguém assim se referia, em vez de colocar participante/ciclista.
        E outra, o Marcelo concorreu em 2008 com o mesmo mote da bicicleta, só que inserido num mote maior o dos direitos humanos, que é o mesmo que acontece esse ano: “Cidades mais humanas”

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        • Acontece que bem ou mal ele é uma liderança. Como o moviment não tem estrutura formal, qualquer pessoa com perfil de liderança e pró-atividade automaticamente é um lider do movimento 😛

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        • A massa não existe depois daquelas 2 horas. Isto o Marcelo nunca fala, sempre se esquece de falar.

          O Marcelo depois da eleição anterior desaparece. Muitas pessoas que vivem o ciclismo fizeram campanha para ele em 2008. Pediram votos, essas coisas. Claro que depois sumiu. Te digo que essas pessoas nem querem saber de ajudar esse político. Até mesmo que ele foi trabalhar em Brasilia como assessor do Tarso. Se la ele pedala diariamente, não sei. Com a volta do Tarso, claro que voltou para POA, agora com cargo na SUSEPE.

          O lance do Marcelo é com direitos humanos. Bicicleta é so uma forma de tentar chegar na camara de vereadores.

          Nem to falando em respeito da imprensa (pq o pessoal ainda não aprendeu o que é massa critica). mas todos os eventos que o Marcelo participa, ele se apresenta (ou o evento sempre erra na denominação) como representante da Massa. Até nos convites que ele mandar, ele mesmo erra na denominação. Até mesmo pq tem várias pessoas mais importantes que ele para falar de bicicleta em POA, e se nao for o “representante” não ia ser chamado.

          O Marcelo ta totalmente queimado. Inclusive com o publico mais anarquista da massa (aqueles que odeiam politicos e nao gostam muito de ter representante). Ta dando varios problemas com as iniciativas eleitorais do Marcelo, que esse nem responde para comunidade. Parece que ja desistiu de pedir votos pra quem pedala.

          “Cidades mais humanas” é outro projeto, que não é do Marcelo. Mas como sempre tenta passar a ideia que é dele…

          Mas estamos falando da ciclovia da Restinga…

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        • Na boa tu fica dizendo que ele tá totalmente queimado, mas eu desconheço isso.

          Participo da Massa Crítica desde 2010, me considero anarquista, me dou com vários outros “anarquistas” mais ou menos radicais e nunca percebi isso dele estar “queimado”.

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        • Esse é um dos motivos pelo qual não acredito no sistema de democracia representativa: acabamos discutindo sobre as pessoas e não sobre idéias.

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      • Olha o nível dos “ciclistas” de POA…

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      • Resumindo as tuas considerações sobre o Marcelo, parece que o defeito dele é estar na “política”. A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta.

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  6. Na verdade ninguem se respeita.

    O motorista de onibus ou caminhão são canalhas, aproveitam dos veiculos grandes (não todos), os motoristas de carros se aproveitam sobre os ciclistas e pedestres, tiram fininho e não param na faixa… os ciclistas agora acham que podem tudo, não respeitam os motoristas de carros e os pedestres, e os pedestres não respeitam ninguem, se atiram na frente dos carros, bikes e motos. Só não criam coragem na frente de onibus e caminhões…

    E o pior, os motoqueiros né.. haha

    Falta educação, educação dentro de casa, na escola e nos CFC…
    As pessoas as vezes cometem erros no transito sem nem saber que estão cometendo um erro… eu fiquei sabendo sobre algumas leis envolvendo as bikes pela internet, no CFC não me passaram nada.

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  7. Teu comentário me fez pensar uma coisa. As ruas são mal feitas, a ciclovia é colocada na calçada, ônibus trafegam lotados em itinerários racionais, a EPTC está mais interessada nas multas do que na educação.

    Esses fatos transmitem uma mensagem clara: desprezo pelas pessoas, falta de respeito por todos, seja ciclista, pedestre ou motorista. Existe desrespeito entre pedestres, ciclistas e motoristas? Certamente, mas existe também desprezo institucionalização da EPTC por quem paga o seu salário!

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  8. Só acho fogo é que existem avenidas com faixas bem largas, dava pra roubar sei la, 50cm de cada faixa, ou 75, e fazer uma ciclovia…. claro que não em todas as avenidas, mas em algumas isso tem como acontecer, e em ruas menores então… vish…

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    • Naquela região da restinga, a melhor solucao é reduzir a velocidade dos carros, diminuir a largura das 2 faixas de transito e construir a ciclofaixa na rua. Se nao tiver espaço de 1,5m pra esta, então tem que aumentar a via para dentro da calçada, roubando alguns metros. Claro que isto nos 2 lados desta avendia. Obvio que proibir estacionamento, inclusive o de cima da calçada.

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    • Acho isso perigoso, porque apertar os carros propicia acidentes, aí propiciando acidentes numa via que tu tá introduzindo a ideia de ciclovia (trânsito seguro de bicicletas) não faz muito sentido.

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      • Na verdade é ao contrário, Lucas. Quanto menos espaço tiverem de sobra os automóveis, mais devagar e com mais cautela dirigem os motoristas e menos acidentes acontecem.

        Vias largas e desimpedidas convidam o motorista a dirigir em alta velocidade, o que causa os piores acidentes.

        Tem um trecho do livro de Tom Vanderbilt sobre o assunto que fala de um estudo que ele realizou, no link abaixo:

        http://vadebici.wordpress.com/2012/07/31/sobre-postes-arvores-e-seguranca-no-transito/

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        • A tradução está confusa. Tem trechos que há contradições dentro do mesmo parágrafo. Onde tem o texto original?

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        • “What is meant to be the “forgiving road,” argues Dumbaugh, becomes the “permissive
          road.” Safety features meant to reduce the consequences of driver error encourage
          drivers to drive in a way requiring those generous safety provisions. Sometimes, passive-
          safety engineering makes things more dangerous. Dumbaugh studied a Florida road on
          which a number of cars had crashed into trees and poles. Simple, right? Just get rid of
          the obstacles and make the clear zones bigger. Looking carefully at the crash records,
          however, Dumbaugh found that the majority of crashes happened at intersections and
          driveways, as cars were turning. Were the obstacles the problem or was it, as Dumbaugh
          suggested, that drivers were unable to complete the turn because they were traveling
          too fast as they entered the turn, at the high speed the road design was telling them
          was “safe”?”

          “In both Drachten and London, choices were made to remove traffic-safety infrastructure
          like signs and barriers. These choices were influenced by aesthetics, but they had the
          perverse outcome of making things safer. The problem with applying typical highway-
          engineering solutions to cities, villages, and the other places people live is that the
          same things that often signify “livability” are, in the eyes of a traffic engineer, “hazards.”
          Take the case of trees. In my Brooklyn neighborhood, they add to the desirability of a
          street. They raise property values. They may protect pedestrians from wayward cars. Yet
          they’re also a common bane of traffic engineers, who have been—perhaps with the best
          of intentions—removing them from roadsides for decades. While many people have
          indeed died from colliding with trees, there is nothing inherently dangerous about a tree.
          What matters is the context. In his research Dumbaugh looked at a section of a road in
          Florida that travels through Stetson University. It’s lined with mature trees, a few feet
          from the road. In four years, Dumbaugh found, there was not a single crash. What’s
          more, he observed, most cars traveled at or even below the speed limit of 30 miles per
          hour (which many studies—and probably your own experience—have shown is rarely the
          case in cities). The hazards were the safety device. Drivers left with little room for error
          seemed quite capable of not making errors, or at least driving at a speed that would
          help “forgive” their own error.”

          “The tree-lined road goes against the typical engineering paradigm, which would have
          deemed the trees unsafe and in need of removal. With the trees (the potential source of
          system failure) removed, a typical pattern would have happened: Speeds would have
          increased. The risk to pedestrians (students at Stetson, mostly) would have gone up;
          perhaps a pedestrian would have been struck. The police would have been called in to
          set up speed traps. Eventually, vertical deflection—a.k.a. speed bumps—would have
          been installed to calm the traffic. Having made the road safer, new measures would have
          been needed to again make it safe.
          The pursuit of a kind of absolute safety, above all other considerations of what makes
          places good environments, has not only made those streets and cities less attractive, it
          has, in many cases, made them less safe. The things that work best in the traffic world
          of the highway—consistency, uniformity, wide lanes, knowing what to expect ahead of
          time, the reduction of conflicts, the restriction of access, and the removal of obstacles—
          have little or no place in the social world.”

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        • Dirigir rápido não significa dirigir sem segurança, ruas largas são, sim, mais seguras.

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        • Dizes isso baseado em qual argumento, Lucas?

          Acabei de te dar um bom argumento, mas posso te dar mais.

          Quanto maior a velocidade maior a distância que precisas para conseguir frear o carro e evitar um acidente, caso um imprevisto como um pedestre, ciclista, animal ou outro automóvel na via.

          Além disso, quanto maior a velocidade, maior a probabilidade de morte em caso de acidente. Existe até um estudo que mostra que cada 1km/h a mais de velocidade, aumenta em 3% o risco de acidentes:

          http://ec.europa.eu/transport/wcm/road_safety/erso/knowledge/Content/20_speed/speed_and_accident_risk.htm

          Mas tu dizes que ruas mais largas são mais seguras, este teu argumento se baseia em que?

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      • Lucas,

        Dirigir rapido quando nao existe nenhuma chance de ter ciclista ou pedetres por perto (em POA a única via é na Castelo Branco) não representa dirigir sem segurança.

        Em todas as outras vias de POA a rapidez sempre significa menor segurança.

        Quando se tem sinalização indicando as faixas de transito já é um fator que melhora a segurança. Se reduzir a faixa é uma fato que reduz a velocidade. Compara como é na av Teresopolis (mal passa 1 carro na faixa) e na região da Ipiranga que as faixas são largas. Mesmo as 2 avenidas terem velocidade máxima de 60km/h vai notar que a media de velocidade na Ipiranga vai ser bem maior.

        Velocidade máxima de 60km/h quer dizer velocidade máxima, e não na qual velocidade se tem que se trafegar.

        Sempre quando tem ciclista ou pedestre proximo tem que andar numa velocidade compativel com a segurança (nem sempre a velocidade maxima é esta velocidade). Ainda mais que para ciclista tem 2 artigos especificos do CTB (reduzir velocidade ao ultrapassar e manter 1,5m de distancia).

        Pega o exemplo do recapeamento que fizeram na Av Cel Marcos, o asfalto ficou beleza, 1 faixa somente, mas ate 2 carros conseguem passar expremidos no horario de pico quando tem congestionamento. Mas pro ciclista ficou horrivel. Justo pq sempre o carro tende ultrapassar na mesma faixa no lado direito o outro. Era so a EPTC puxar a sinalização da linha branca mais pra esquerda, e deixar 1m de acostamento que aumentaria em muito a segurança.

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        • Também acho, as ruas aqui não dão condições de segurança. Ah, a Cel Marcos é ridiícula, uma faixa e meia pra todo tráfego de ônibus do eixo 1xx.

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