Pensando em Arquitetura

Levei um susto ao ver as recentes propostas de novas construções em Porto Alegre, particularmente hotéis. Nossa cidade está entupida à exaustão de velhos caixotes irrelevantes, feios, cinzentos da década de 50-70 que dificilmente serão renovados ou demolidos. Então é EXTREMAMENTE importante que as novas construções, PRINCIPALMENTE no centro da cidade, sejam relevantes, sejam bonitas, sejam marcos e sejam contemporâneas do século XXI. Exatamente o contrário acontece. Por exemplo, o novo hotel Ibis sendo construido no centro.  Mais uma oportunidade dourada perdida.

Acho que a administração municipal tem que ter uma política ativa de incentivar, julgar, coordenar (sei lá que verbo usar) a construção desses grandes projetos arquitetônicos nas raras oportunidades de erguermos novos marcos urbanísticos na cidade.  Não basta ser um novo prédio, tem que ser arquitetonicamente significante.

Abaixo, o  futuro hotel Cosmopolitan Porto Alegre e shopping na Cristóvão. Também outro projeto que JAMAIS deveria ter sido aprovado e saido da gaveta.

Pelo mundo todo, pipocam projetos arquitetônicos bárbaros, em cidades pequenas e grandes, da pequena Guimarães em Portugal a Istambul – por sinal esta tem se tornado referência mundial em arquitetura arrojada, mil anos à frente de São Paulo.

Abaixo, alguns poucos exemplos de prédios não altos em construção no mundo. Mas há centenas deles pela internet, à exaustão.

Qual o problema com nossos arquitetos? Com nossos empresários? Porto Alegre não é Shangai, mas não é Cochabamba também.

Clique nas imagens para ampliar. (A maioria dos projetos abaixo está sendo construido, mas na fase inicial, por isso não coloquei fotos das contruções, à exceção do primeiro, de Baku)

Baku:

Cracóvia, Polônia:

Um restaurante flutuante no Puerto Madero em BA:

A pequena Guimarães, em Portugal:

Istambul:

Izmira, na Turquia, um exemplo de hotel que queria para o centro de Porto Alegre: NÃO é alto, mas arquitetonicamente significativo.

Prédios arrojados no cais de Oslo:

Esses exemplos não são para agradar a todos, e muitos gostarão de um e não de outro. Mas este não é o objetivo. O objetivo é questionar a mediocridade das construções em Porto Alegre, PRINCIPALMENTE no centro da cidade, e porque estamos mais uma vez na berlinda do mundo em termos de ousadia, modernidade, criação, inovação e outros ãos.

E como estão os projetos da orla do Guaíba, do cais do porto, do pontal? A ponte do Guaíba, será um novo marco nacional da cidade e ponto turístico? E a ponte sobre o arroio Dilúvio, será o que?  Como estão os projetos? Quando sairão do papel? Que pé estão?  Abaixo, um projeto de cais para Istambul:

(clique, as imagens são grandes)

Porto Alegre não é Istambul, mas acho extremamente importante que os arquitetos, os conselhos, os empresários, os investidores, os políticos e os cidadãos pensantes desta cidade se mobilizem para que Porto Alegre comece a caminhar – o que tem lentamente acontecido nos últimos anos- para o futuro, que a cidade deixe de lado seu conservadorismo, sua mesmice, sua inércia e comece a ousar, a pedir mais, a não se contentar com o mediano e o possível.



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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60 respostas

  1. Acho que falta planejamento, beleza e ousadia na arquitetura local. Já altura, não me sensibiliza.

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  2. como diz o david coimbra…gente mesquinha…capital dos caixotes

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