Porto Alegre dos fios e Jerivás

Quem quer que ganhe as eleições, ou Manoela ou Fortunatti, temos que pressionar o novo prefeito a começar a colocar a fiação da cidade embaixo da rua, pelo menos nas partes mais importantes. Coloquei aqui num post a barbaridade que a SMAM fez na Rua da República nos preciosos Jacarandás, comprometendo irremediavelmente muito deles.

Como seria nossa cidade sem fios? Se não houvesse “podas” anuais da SMAM? Na África do Sul, em Pretória, também suas ruas são enfeitadas de Jacarandás, mas, ao contrário daqui, essas árvores continuam a ser plantadas e não há fiação atrapalhando.

Além disso, as fotos abaixo demostram claramente a necessidade de uma lei  limitando regulamentando o plantio de  jerivás palmeiras nas nossas ruas, a fim de termos novos túneis verdes por Porto Alegre (e não ficar sempre glorificando nos antigos túneis) e muita sombra e beleza para nossos olhos.

Abaixo, como poderiam ser nossas ruas sem essa detestável fiação, e, abaixo, alguns exemplos do que acontece aqui. Vamos nos mexer, pessoal!

Clique nas imagens para ampliar

Oh oh, de volta à Porto Alegre, abaixo, a Rua da República:

Abaixo, o aspecto que a cidade está paulatinamente tomando nos últimos 10 anos.

Com a infeliz idéia de plantar jerivás na Farrapos, uma febre de Jerivás tomou conta da cidade, de modo que hoje não se planta quase mais nada a não ser palmeiras. Além de ser de gosto duvidoso -jeitão de capital sergipana- os jerivás não marcam estações, não dão sombra, não baixam a temperatura e não provem muito oxigênio.



Categorias:Paisagismo

Tags:

37 respostas

  1. Juliana quem fez essa filmagem e que criterios levou sua remoção desse local. Para onde foi? A madeira é nobre e de bom custo. Só olhar na rede… Na Gonçalo de Carvalho, uma teve o mesmo destino, fora outras, que nem se sabe…

    Curtir

  2. A última foto é da Av. Farrpos bem em frente ao Gerdau, e foi esta empresa que plantou nas calçadas em frente a seu prédio os Jerivás, com certeza porque uma calçada estreita não permite a plantação de árvores frondosas……

    Curtir

  3. Porto Alegre precisa rever sua arborização e a questão de áreas verdes.

    As áreas que nos restam precisam ser preservadas e usadas sabiamente (Morros e Zona Extremo Sul). É uma questão ambiental e social, visto que a maior parte é invasão de morro. E também uma questão econômica, ao deixar construir cada vez mais mega-condomínios na ZS.

    Estou morando em Estocolmo e tanto aqui, quanto em Oslo, é vergonhoso chegar e ver que o Brasil, país de maior biodiversidade do mundo, não consegue proteger suas florestas urbanas. Ao redor de Estocolmo (e mesmo dentro) há mais de 30 áreas protegidas com uma mata linda (mas ainda assim menos bonita e heterogênea do que a dos morros de porto alegre). E são áreas que o pessoal usa pra fazer esporte, caminhar, passear com o bebê etc. Conservação não precisa ser sinônimo de intocável, se feito o manejo correto.

    Curtir

    • O problema é que, no Brasil, as pessoas que invadem áreas privadas ou de conservação são posteriormente regularizadas, garantindo uma massa votante interessante. Foi assim que áreas do Morro Santa Tereza, especialmente na encosta do mirante, se tornaram vilas e favelas.

      Curtir

  4. Marcelo, parabéns por este (e vários outros) post/s que enxergam nossa arborização como uma parte essencial do urbanismo, e não um “estorvo”, que é como as concessionárias porcas de energia e os administradores públicos analfabetos a consideram. A tara dos gerivás que bem mencionas data dos des-governos PT na cidade, em que o Secretário Gerson Almeida e outros concediam licença de derrubada de árvores a rodo, e em “compensação” replantavam palmeirinhas insossas por todos os lados. Com a gestão de Beto Moesch na SMAM a coisa melhorou bastante, mas agora que temos um bedel do SINDUSCON de Secretário do Meio Ambiente voltamos a ter a arborização negligenciada. Infelizmente, o brazíu ruma para se parecer com o Paquistão em todas as cidades fora do Paraná. 🙂 Um abraço!

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: