RS terá radar meteorológico

O Rio Grande do Sul integra o grupo de estados brasileiros que receberá um radar meteorológico. A licitação foi enviada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O edital para aquisição do equipamento será publicado nos próximos dias.

A compra do radar, essencial para antecipar fenômenos climáticos como chuvas, ciclones e estiagens, é complementar à estruturação de um núcleo de enfrentamento aos desastres naturais, que está em projeto entre os governos estadual e federal. O Palácio Piratini já iniciou a organização do núcleo com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Correio do Povo



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7 respostas

  1. Maurício

    Velocidades de 100km/h tanto para furacões e tornados é algo nada significativo, representa na escala Saffir-Simpson de furacões uma tempestade tropical, acima desta temos em ordem crescente mais cinco categorias que atingem até 250km/h (em rajadas este valor sobe), no caso de tornados é ainda pior, 100km/h corresponde um F0 na escala Fujita e neste caso eles podem atingir no F5 velocidades de até 530 km/h. No Brasil já foi constatado tornados de intensidade F4 em Itú (SP).

    Agora para tornados (que já ocorreram em nosso estado e vão continuar ocorrendo) drenagem melhor e recomposição de mata ciliar (duas coisas importantes, mas não para o caso), tem-se é que montar um sistema de alarme eficiente.

    Outra coisa é a nossa arquitetura, com pontos baixos na cobertura e cobertura com telhas leves, isto é que deveria ser evitado e esclarecido a população.

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  2. Um passo importante, que não basta. O que realmente fará a diferença é a criação de infra-estrutura de drenagem abrangente na capital e nas demais cidades com potencial de alagamentos. Também urge a recuperação das matas ciliares da maior parte dos rios que cortam o estado, o que em muitos casos implicará na remoção de famílias que vivem em sub-habitações naquelas áreas de risco. Estas pessoas precisarão ser reassentadas em locais decentes, tarefa hercúlea, mas imprescindível a ser cobrada das autoridades que não podem mais ficar enrolando a população com discursos ao vento, especialmente quando este tem passado dos 100 km/h.

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  3. O texto contém um grande erro!

    Radares meteorológicos servem para analisar fenômenos climáticos visuais como grandes tempestades, tornado e etc.

    A estiagem, como consta no texto, se deve a outros fatores como o la niña, ciclo do ventos, e etc, ou seja, é algo de longo prazo e não detectável pelo radar.

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    • Yuri

      Talvez quem tenha passado a notícia ao estagiário do Correio do Povo, tenha dito que com radares meteorológicos é possível determinar com maior certeza onde vai chover ou não a curto prazo, questão de poucos dias, pois com radares meteorológicos é possível avaliar a quantidade e qualidade das nuvens e deslocamento, com isto pode se prever com algum grau de certeza o que ocorrerá nas próximas 48 ou 72 horas e se vai ou não acabar dada estiagem.

      O estagiário rapidamente escreveu fim de estiagem.

      Quanto a previsão a longo tempo a tendência atual é começar a estudar não só El Niño e La Niña, mas também a PDO e o AMO. Hoje em dia estas duas grandes oscilações tem-se mostrado tanto para África como para a Ásia fatores muito mais importantes do que o ENSO.

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  4. Só não adianta criar toda a estrutura em uma cidade só. Se será emitido um alerta em Porto Alegre, mas as cidades atingidas devem ter capacidade de ENTENDER o que se passa e REAGIR, com sirenes e o raio-que-o-parta.

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  5. Na América do Norte e na Ásia (que sofrem mais constantemente com tempestades mais fortes) se emite um alerta público sempre que uma grande tempestade se aproxima, as pessoas são orientadas se protegerem em casa, e caso a previsão seja de tempestade muito violenta até evacuações preventivas são ordenadas. Isso salva vidas e economiza dinheiro, afinal tapar a janela com uma tábua muitas vezes evita destruição de todo mobiliário de uma casa. Não entendo porque no sul do Brasil, que já registrou até um furacão se dá quase nenhuma atenção aos alertas emitidos pelas centrais de meteorologia. Nos EUA, quando uma situação de perigo se aproxima, uma mensagem de emergência passa no rodapé de TODAS as emissoras de TV, as rádios comentam o assunto a todo momento. Mas no sul do Brasil espera-se a tragédia para depois contar os sobreviventes…

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    • Agora o seguinte, o radar sozinho não faz nada, precisa um centro de análise operacional 24 horas por dia e 7 dias por 7 dias (não como o CPETEC-INPE) que não deu o aviso a tempo do Catarina porque era fim de semana.
      Além disto a defesa civil deve estar instrumentalizada para por em funcionamento sistemas de alerta.

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