Salvar o Dilúvio custaria mais de R$ 800 milhões

 

 

Jornal Metro – Porto Alegre – 24/09/2012



Categorias:Meio Ambiente, Revitalização do Arroio Dilúvio

Tags:,

26 respostas

  1. Como exemplo de como evitar que cheias maiores acabem inundando a ipiranga, um forte componente está em cuidar da cobertura do solo, principalmente nas áreas que ainda podem ser impermeabilizadas.

    No mais, o Dilúvio, assim como diversos riachos de Porto Alegre que não vemos (pois geralmente estão nas vilas) são uma vergonha para a cidade. De fato, o da Ipiranga é o pior porque invariavelmente é numa das principais vias da cidade e está mais visível a todos que vem para Porto Alegre. Despolui-los é uma obrigação do poder publico e das pessoas. Depois disso feito (que já trabalho pra uma década), creio que se pode pensar em transformá-los em parque de diversões a la coreia do sul, embora a cidade tenha zonas mais apr

    Curtir

  2. Prezados, há sim áreas com alagamentos frequentes que precisam ser resolvidas, Elas não se resumem a áreas de ocupação irregular. Um exemplo é uma parte do Partenon (Vila João Pessoa), na bacia do arroio moinho (afluente do Dilúvio). Trata-se de uma área de urbanização antiga que sofre com alagamentos que cobrem ruas como a Ângelo Barcelos.

    Curtir

  3. O projeto da Coreia está apenas na fase 1, na fase dois a água não será mais bombeada do Rio Han. Nó não precisamos clonar o projeto, ele é inspiração tiramos os melhor capamos o pior. Bah lá chove muito mesmo olhem está foto explica de forma didática o sistema de tratamento de enxurradas http://aguasbrasileiras.files.wordpress.com/2012/06/enchente_tratamento_enxurradas.jpg

    Curtir

  4. Gilberto permita-me roubar um pouco o Rogério Maestri, venha fazer seu comentário sobre o AD no facebook https://www.facebook.com/MovimentoArroioDiluvio

    Curtir

  5. Áreas alagadiças, talvez seja a Vila do Herdeiros, no canal deste video tem masi video do local http://www.youtube.com/watch?v=UdjAjslZw8k

    Curtir

    • Caro águasbrasileiras.

      A prática moderna não é de drenar áreas alagadiças, é simplesmente dar as pessoas outro lugar mais condizente com a dignidade humana para viver.

      O leito de um rio (no caso se chama leito maior ou planície de inundação) é uma ÁREA DE RISCO, e se ele for “drenado” ou melhor retificado, se transfere o problema mais para diante.

      Esta concepção de drenagem ou retificação de leitos de rios e riachos é simplesmente um atraso técnico como um atraso social, áreas deste tipo NÃO DEVEM ser habitadas, logo as pessoas devem ser removidas para áreas com saneamento básico, facilidade de deslocamento, infraestrutura completa. Manter pessoas morando nestes locais é mais inconveniente para elas e mais caro para os agentes públicos (implantar infraestrutura numa região como esta é um disparate).

      Não temos que adaptar o homem ou a natureza para conviverem em locais conflitantes, é mais fácil achar um outro local.

      Curtir

  6. Faz em partes.

    1- Resolve os esgotos das favelas na foz do arroio.

    2- Resolve os esgotos clandestinos por todo o traçado do arroio.

    3- Educa a população e fiscaliza, multando quem jogar coisas la dentro.

    4- Melhora o visual e da uma vida na ipiranga, tira a nova cracolandia e o pondo de prostituição infantil..

    Curtir

  7. Parto do seguinte princípio: temos que priorizar a orla do Guaíba e seu potencial paisagístico, criando calçadões, bares, marinas, píers, balneários e afins. O Dilúvio é muito menor, tem outra função. “Revitalizar o Dilúvio” não significa muita coisa (pra mim, só despoluir o arroio é o bastante). O que precisa é arrumar a avenida Ipiranga, tirar as favelas e cracolândias, reformar as fachadas, aterrar a fiação, padronizar calçadas, criar mercado pra novos investimentos imobiliários, encher a avenida de restaurantes e várias outras coisas… O arroio da Coréia não é o melhor exemplo (até porque lá não tem esse regime de cheias). Eu diria que uma boa inspiração seriam os canais de Amsterdã ou as margens dos rios europeus, uma coisa mais urbana e comercial.

    Curtir

    • VOP discordo. O Dilúvio, esta cloaca fedorenta a céu aberto numa das principais avenidas da cidade é um atestado escancarado de terceiro mundo para todos verem (na Copa por exemplo) de como os habitantes desta cidade jogam suas merdas direto na água que vão beber. Portanto acho sim que “o que precisa” é tratar de qualquer maneira o esgoto que é lançado ali. Depois vem os fru fru fru da Avenida Ipiranga ao largo.

      Curtir

      • Marcelo
        Este teu espírito de “vamaos-fazer-coisas-grandes-para-sermos-grandes” algumas vezes é irritante.

        Pois este teu último comentário sobre a poluição dos rios ser uma característica de terceiro mundo é de um tal desconhecimento histórico de dar gosto.

        Poluição de rios tem diversas influências, inclusive estar um país ou não no terceiro mundo, mas não é só esta, posso dar exemplos que invalidam esta tua concepção de dependência linear entre um evento e outro. Vamos falar então dos maiores rios da Europa, por exemplo o famoso Danúbio e o Reno. O primeiro destes dois é ainda uma enorme cloaca, causando inclusive zonas totalmente mortas no Mar Negro onde ele desemboca. O Reno, por sua vez, só começou a ter solução depois da Comunidade Comum Européia, pois por exemplo, países como a Alemanha, colocavam suas indústrias mais poluentes bem próximo a fronteira da Holanda.

        O rio Reno ficou tão poluído no século passado (século XX) que só não entrou em estado séptico (ou seja sem oxigênio dissolvido), porque a navegação era tão intensa que as hélices dos barcos aeraram toda aquela imensa cloaca. Ou seja por volta de 1950 os grandes rios da Europa estavam praticamente mortos. Outro exemplo foi o rio Tâmisa ele levou nada mais nada menos do que 150 anos para ser despoluído, veja a seguinte notícia na BBC: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2004/01/040121_tamisaebc.shtml só para resumir em 1858 a poluição e o fedor do Tâmisa era tão grande que as seções do parlamento foram interrompidas.

        Visto que nossa cidade tem no mínimo 10% da idade das principais cidades europeias, e sofreu um processo de crescimento que não tem equivalente em qualquer uma delas, dá um tempo para se tratar o esgoto do Dilúvio!

        O DMAE e o DEP não estão com as mãos paradas, há todo um processo contínuo de implantação de redes de esgoto (pluvial e cloacal) com objetivo de reunir os esgotos para tratá-los, algo que tem que ser feito aos poucos pois o custo é imenso. Depois ainda tem o trabalho de percorrer toda a cidade investigando se o esgoto cloacal das pessoas estão ligados no esgoto pluvial! Ou seja, estes dois departamentos estão intensamente trabalhando na despoluição da cidade independente dos prefeitos!

        Este complexo de cachorro vira-lata, que permeia em certos comentários, me lembra uma pequena nota de um cronista de nossos jornais (já falecido), que contava com alegria os momentos felizes que ele passou se banhando no rio Ródano sobre a famosa Pont d’Avingnon cantando com sua esposa e seus filhos a também famosa canção infantil (Sur le pont d’Avignon), num rio poluído como era o Ródano na época do evento familiar festivo.

        Como o rio era o Ródano, como a ponte era a Pont d’Avignon, ele chafurdava que nem um porco numa cloaca e relatou posteriomente como uma proeza que não poderia fazer em nosso estado. Mal sabia o nosso repórter que águas poluídas por esgoto humano e produtos químicos, algumas vezes tem um aspecto límpido.

        Resumo: No Brasil cloaca é cloaca, no “primeiro mundo” cloaca é atração turística!

        Curtir

        • Sim, os rios europeus eram poluidos,mas no passado, e foram limpos. Hoje há cisnes no Tâmisa. Estamos no século XXI. Não se pode mais ter uma cloaca aberta desaguando no centro de Porto Alegre. Por isso temos que nos concentrar em despolui-lo primeiro, e depois pensar em arrumar a avenida Ipiranga. Não se irrite, só acho que as prioridades devem ser prioritárias ;- )

          Curtir

      • Foi o que eu disse. O que cabe à prefeitura sobre “revitalizar o Dilúvio” é a despoluição, e só. O resto é benefício pra iniciativa privada qualificada ocupar os terrenos e retoques na Ipiranga.

        Curtir

  8. Drenar áreas alagadiças? Precisa? Onde elas estão?

    Curtir

  9. Boa tarde, EU S SEI QUE, INDEPENDENTE DE VALORES, PRECISO URGENTEMENTE ARRUMAR ESSE DILVIO. MUITA POLUIO, PASSA NO MEIO DE PORTO ALEGRE. HOJE O GUAIBA MUITO MAIOR EST SENDO REVITALIZADO(Meus parabens) IMAGINE O DILVIO REVITALIZADO? A LM DA SADE, OUTRO CARTO POSTAL PARA POA. Date: Mon, 24 Sep 2012 16:40:24 +0000 To: walteramizade@hotmail.com

    Curtir

  10. Bem só para adiantar no assunto, esta obra da barragem junto a Praia de Belas, ou foi um grande erro do repórter que não entendeu a resposta, ou foi uma forma de “inviabilizar a obra”, pois é a maior besteira sob o ponto de vista técnico que vi escrito nos últimos anos. Isto eu posso dizer com absoluta certeza (mas absoluta mesmo) pois está EXATAMENTE DENTRO da área que atuo como profissional há 35 anos (se somar o tempo como monitor de hidráulica e estagiário vai para 38 anos).

    Posso resumir como segue (quem tiver um conhecimento em hidráulica de canais saberá o que estou falando):

    Não se controla fluxos à superfície livre em regime rápido com obras à jusante. Isto qualquer aluno que passou (sem colar, é claro!) em hidráulica sabe disto.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: