Guaíba terá estaleiro em área de 60 hectares

Guaíba entra na rota de constituição da indústria naval riograndense. Com essa afirmação os diretores da Petrosul – Frota de Petroleleiros do Sul Ltda anunciaram oficialmente a implantação de um estaleiro na cidade, po meio da criação de uma nova empresa, a CRN Guaíba – Construção e Reparos Navais. Alberto Bins Difini e João Alberto da Costa Difini estiveram na quarta-feira, 26 de setembro, na sede do Executivo municipal, onde foram recebidos pela prefeita em exercício de Guaíba, Paula Parolli, e pelo secretário de Governo, Beto Scalco. A Petrosul é uma empresa gaúcha, com sede em Canoas, possui cerca de 100 funcionários e tem como principal atividade o transporte aquaviário.

Conforme os diretores, o estaleiro ficará localizado no terreno de 60 hectares, já adquirido pela empresa com recursos totalmente próprios, no bairro Passo Fundo às margens do Lago Guaíba, na Zona Sul do município. “É um sistema bem mais moderno que os atuais, com elevador de navios, que permite tirá-los e colocá-los na água”, disse João Alberto. O investimento inicial soma R$ 20 milhões e a meta é que comece a operar em 2014.

A princípio, deverão ser criados 50 novos postos de trabalho. Porém, com o tempo, a meta é aumentar o número de vagas de emprego para dezenas e até milhares. Isto porque, a CRN Guaíba pretende atrair junto novas empresas, as sistemistas (fornecedores diretos). “Nossa intenção é criar um verdadeiro complexo de empresas, cada uma na sua especialidade e que venham a complementar as atividades, formando um grande estaleiro”, explicaram os diretores.

“Estamos muito felizes com esse anúncio. Sejam muito bem-vindos nessa nossa cidade, que é linda e vai ficar ainda mais”, disse a prefeita em exercício. O secretário Scalco lembrou que as negociações entre a prefeitura e a Petrosul vem ocorrendo há três anos e festeja agora a confirmação oficial da instalação.

“Fomos muito bem recebidos pela Prefeitura”, destacou João Alberto, admitindo que percorreram todo o Estado para pesquisar áreas. “Além da boa receptividade que tivemos aqui, decidimos que Guaíba é o melhor ponto tecnicamente. Chegamos a pensar em nos instalar em Pelotas, porém a ótima localização da cidade, próxima à região metropolitana e capital foi outra questão positiva que nos fez decidir definitivamente por Guaíba”, disse Jão Alberto.

De início, a CRN Guaíba vai atuar na construção e reparos de embarcações, dos modelos para o setor petrolífero, da própria Petrosul e do Estado, além da fabricação de peças de plataforma para o Pólo de Rio Grande. Porém, com o tempo, a meta é atuar na pré-fabricação de modelos para qualquer lugar do mundo. O próximo passo agora será realizar um levantamento topográfico do terreno, elaborar o projeto técnico, preparar a infraestrutura do local e trabalhar nas providências que envolvem o licenciamento ambiental.

O Guaibense



Categorias:Economia, Economia Estadual

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17 respostas

  1. é o que eu digo. Porto Alegre é uma cidade sem futuro. Para que constroem predios residenciais e comerciais se a cidade não atrai nem empresas nem novos moradores. O fenômeno de Porto Alegre é pior que desindustrialização. Até mesmo empresas de serviços estão indo embora. Em agosto a John Deere levantou acampamento e levou tudo para São Paulos. Mais de 350 empregados e suas famílias foram embora!!!!! Isto é um impacto gigante….E a Puras que foi comprada pela francesa Sodexo segue o mesmo caminho. Em janeiro encerra atividades em Porto Alegre e vai tudo para São Paulo. E me diz o que a Prefeitura faz diante dessa fuga de empresas que geram empregos bem remunerados. Nada!!

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    • Olha, enquanto não tivermos um prefeito que enxergue mais de dois palmos adiante de seu nariz, que simplesmente não coloque secretários de indústria e comércio e obras públicas que simplesmente estão para ganhar contribuições de campanha volumosas de empresas interessadas em construções em determinados locais (vide reportagem do Correio do Povo de 1º de outubro de 2012, sobre os candidatos a vereadores que mais receberam contribuições de campanha), vamos para uma rota de colisão com o insucesso.
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      Já tivemos no século XX uns dois ou três prefeitos com visão, agora temos prefeitos que simplesmente prometem benefícios a população sem se dar conta que temos que ter arrecadação para tanto. Só pensam em aumentar o IPTU, e com o tempo o índice de inadimplência vai aumentar e consumiremos todo o orçamento somente para manter uma folha de pagamentos.
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      Porto Alegre deveria ter um PLANO DE DESENVOLVIMENTO e não ficar atrelada a financiamentos ao sabor da política do governo federal ou estadual.
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      Também chamo a atenção que todas estas indústrias em outros municípios que estão sendo incentivadas através de isenção de ICMS, levam que Porto Alegre perca percentual na redistribuição do ICMS do estado, pois elas não recolhem este imposto, mas na hora da redistribuição este imposto não recolhido entra para o cálculo, fazendo com que a participação da capital diminua na redistribuição.
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      Estamos no mesmo caminho que a cidade do Rio de Janeiro trilhou antes que ser reativado o seu polo naval e receber royalties do petróleo.
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      Não adianta esperarmos que a iniciativa privada reconstrua bairros decadentes ou invista em infraestrutura. Não tem empresas de porte com interesse e porte para fazer este tipo de reestruturação, isto deveria estar num plano de investimento estatal, porém NINGUÉM PENSA NISTO NESTE MUNICÍPIO, pois pela parte das despesas todos pensam em aumentar e pela parte da receita não há nenhum plano para tanto.

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  2. Rogério Maestri, tu tem toda razão, sem indústrias a economia não se sustenta. O primeiro distrito industrial de PoA os bairros Navegantes e São Geraldo, mostram bem a decadência das cidades que mandaram as suas indústrias embora.

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  3. porque não ha planos pra área do lami . e a prorrogação da 118? ou lá não é porto alegre?

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  4. Parabéns a Guaíba..
    Em alguns anos quem sabe teremos uma nova linha da Trensurb chegando a Guaíba.

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  5. Os governos municipais de Porto Alegre (todos) são um bando de retardados, eles leem nos manuais de economia que uma cidade quando prospera aumenta a participação do setor de serviços em relação a outros setores, entretanto eles não se dão conta que este aumento é por conta do aumento do setor de serviços e não pela diminuição dos outros setores.

    TODOS (MAS TODOS MESMOS) últimos prefeitos fizeram tudo para expulsar o setor industrial da cidade, pois eles acham que a DINÂMICA ECONOMIA GAÚCHA, sustentará uma cidade vinculada ao setor de serviços.

    BURRICE, IGNORÂNCIA E ESTUPIDEZ. Há trinta anos qualquer empresa do interior tinha que ter uma sede em Porto Alegre para conseguir contatos com outros setores e estar a par do que se passa no mundo, também era necessário uma sede na capital para utilizar os serviços que eram característicos da cidade, hoje em dia Porto Alegre vive em função da educação, dos serviços públicos centralizados e construção civil, que constrói não sei para quem. Quando esgotar o estoque de pessoas que vivem de forma precária na Cidade, algo que ocorrerá antes de uma década, o setor da construção civil entra em crise e não HAVERÁ UM SETOR FORTE QUE SUSTENTE A ECONOMIA DE PORTO ALEGRE.

    Outro exemplo no Brasil. A cidade do Rio de Janeiro entrou em decadência devido a isto, com o aumento da indústria naval e os royalties do petróleo ela se recuperou. O estado do Rio, fortemente industrializado, e o principal ponto de turismo do Brasil ainda ajudam a manter o Rio, entretanto sem isto ela estaria em crise.

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  6. as cidades vizinhas estão se desenvolvendo muito mais do que porto alegre nos ultimos anos… Gravataí e seus mega empreendimentos e industrias, canoas crescendo cada vez mais, camaquã uma montadora, agora guaíba isso…não me espantaria se porto alegre virar uma cidade domitório como alvorada e viamão..

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    • Leo, realmente este é o futuro de nossa cidade, cidade dormitório. A região metropolitana vai se desenvolver e nós ficaremos para trás. Agora eu chamo a atenção, não foi culpa do Fortunati (que também não fez nada para inverter esta tendência) mas do Fogaça, dos governos do PT, do governo do PDT, dos governos anteriores…….. ou seja a fila é longa.
      Também tem culpa os ECOPATAS residentes da cidade, que acham que com feiras de produtos naturais, venda de arte no Brique a cidade se sustenta.
      Para mim (e agora vou levar bomba), o Estaleiro Só, devido a sua posição privilegiada junto ao canal deveria continuar a ser um estaleiro de reparos. Ficam pedindo para construir moradias ou escritórios ou ainda construir parques. Acho que deveriam construir é mais gramados, pois o que vai restar para a população de Porto Alegre é ir no fim de semana para estes e PASTAR.

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  7. O terceiro setor é um caminho natural ao desenvolvimento das cidades.

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    • Caro Túlio
      Esta é mais uma lenda urbana, qualquer cidade que se preste JAMAIS ABRE MÃO DO SETOR INDUSTRIAL, ele deverá estar sempre presente. Vamos a um caso significativo, exemplo New York:

      A indústria em New York corresponde a 16% do empregos BEM PAGOS DA CIDADE.
      VOU REPETIR.
      A indústria em New York corresponde a 16% do empregos BEM PAGOS DA CIDADE.
      Vou repetir mais uma vez.
      A indústria em New York corresponde a 16% do empregos BEM PAGOS DA CIDADE.
      Fonte: http://www.nycedc.com/industry/industrial
      Outro dado:

      A Agricultura no estado de New York tem um rendimento anual de 4,4 BILHÕES de dólares por ano, e é o 26º Estado Norte Americano em produção agrícola.

      Em Agosto de 2012 o setor financeiro de New York empregava 697 mil pessoas o setor industrial (sem a construção civil) empregava 460 mil pessoas, se agregarmos construção e mineração e recursos naturais (por incrível que pareça a CIDADE DE NEW YORK tem mineração!!!) são 788 mil pessoas. (Fonte http://www.labor.ny.gov/stats/pressreleases/prtbjd.pdf).

      Resumo: Não existe uma cidade com economia forte sem uma indústria forte, o resto é lenda urbana.

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  8. Porto Alegre com esta mania de “cidade de serviços” está cada vez mais perdendo indústrias e ganhando serviços que pagam pouco e geram poucos impostos. Vamos ser a cidades das flores e das belas ruas com árvores tombadas, agora empregos que são bons vão para Guaíba, Triunfo…..

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    • Não é mania, é a lógica da economia. Os lugares mais centrais tem um valor imobiliário muito alto, logo precisam sediar atividades cada vez menos dependentes do espaço. Porto Alegre gostando ou não, é caro demais pra uma indústria vir pra cá, e na RM é possível ter acesso fácil às vantagens de estar próximo do grande centro.

      O problema é a RM funcionar como diversos municípios desconexos, e não ser administrada como um todo, pra que não haja desequilíbrios na questão de quem paga/recebe os impostos de cada um.

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      • Lógica inversa. O terceiro setor cresce mas os outros setores não devem diminuir.
        .
        A área de Porto Alegre é de 496.827km², só perde na região metropolitana para São Jerônimo, Triunfo e Eldorado do Sul. A área do município de Porto Alegre é maior do que a área dos municípios de Novo Hamburgo (223,606), Canoas (131,097), São Leopoldo (102,313) e Esteio (27,543) JUNTOS.
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        O problema é que economistas e administradores não sabem separar a causa do efeito, e como não entendem muito de produção industrial começam a teorizar sobre dados de variação da participação de setores na economia e começam a dizer bobagens.
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        Uma coisa é uma cidade crescer e junto com o seu crescimento os setores de serviços aumentam a sua participação. O paradigma atual que está desmistificando este mecanicismo, mais setor de serviços mais riqueza é a contraposição da economia Européia com a economia dos países asiáticos.
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        O sistema financeiro na China e outros países é uma piada em relação ao sistema financeiro Inglês, por exemplo, já a economia de dos primeiros sobem a taxas sustentáveis (há mais de 20 anos) em valores em torno de dois dígitos, enquanto o Inglês ou está próximo de zero ou negativo (era um pouco melhor enquanto o petróleo do mar do norte ainda era significativo.
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        Por outro lado em todos os locais onde houve uma desindustrialização causada por fatores internos ou externos a região entrou em decadência., vide as cidades industriais da Inglaterra, que, estas sim, por perderem competitividade entraram em declínio por quase 30 anos e só agora, depois de chegarem no fundo do poço começam a sair da crise.
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        A própria retomada da economia norte-americana está fundeada na agricultura e indústria, o setor financeiro quase faliu como um todo.
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        Não existe crescimento econômico sustentável sem a existência de setores industriais fortes, veja na Europa, qual a única economia que ainda tem vitalidade, a economia Alemã, que está baseada em setores industriais fortes.
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        A participação da economia de Porto Alegre em relação ao resto do estado vem caindo ano a ano, e cada vez vai cair mais. É um imenso erro achar que serviços e turismo (????) manterão uma cidade com quase dois milhões de habitantes, não sonhem.

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        • Concordo com os pontos, e também não acho que Porto Alegre deva ABRIR MÃO da indústria.

          Mas a indústria de todo entorno, especialmente Canoas, Gravataí, Cachoeirinha tá crescendo muito acima da média do estado, em grande parte acolhe a mão de obra da zona norte porto-alegrense. A Região Metropolitana segue se industrializando, o município de Porto Alegre que não, mas essa é uma questão artificial, de fronteira entre um município e outro, não vejo como um problema do ponto de vista da lógica econômica. Aliás, na prática, pra muita gente que mora na ZN deve ser mais fácil trabalhar numa indústria em Gravataí do que antigamente no quarto distrito.

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        • Carlos

          Olhe o município de Viamão, tem uma área razoável, uma agricultura e pecuária forte, belas áreas para construir casas e uma PREFEITURA FALIDA. Viamão sempre sofreu com várias prefeituras incompetentes, como o resto das cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre, entretanto o que diferencia esta cidade de outras é a falta de Indústrias, estas geram ICMS e EMPREGOS INDUSTRIAIS (bem melhor remunerados que empregos no setor de serviços), logo a cidade não tem renda.

          Porto Alegre devido o espírito tacanha dos prefeitos nos últimos 30 anos de Porto Alegre, as indústrias estão sendo expulsas da cidade, se há trinta ou vinte anos (ou até menos) estivesse sido construído um distrito industrial em Porto Alegre, com lotes acima dos 50.000m², água, energia elétrica em alta tensão, e acesso a uma zona portuária, poderíamos ter grandes indústrias na cidade.

          A nossa secretaria da indústria e comércio, geralmente é entregue para políticos sem a mínima visão (para não dizer mais), e nada se faz para a atração de grandes empresas industriais.

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