Governo anuncia primeiro cancelamento de obra para a Copa de 2014: VLT de Brasília não sai

O governo federal anunciou oficialmente o primeiro cancelamento de uma obra para a Copa do Mundo de 2014. A construção do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Brasília não será mais feita para o Mundial, diferentemente do que havia sido prometido pelo governo do Distrito Federal e do que previa o contrato firmado pelo Metro-DF em 2010.

A obra foi retirada nesta sexta-feira da Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo, documento que lista todas medidas necessárias para a preparação do Brasil para o Mundial. Uma resolução publicada no Diário Oficial da União informa a exclusão do VLT da matriz.

Essa é a primeira obra licitada, contratada e iniciada para preparar uma das 12 cidades-sede para a Copa do Mundo que oficialmente não ficará pronta para o torneio.

UOL ESPORTE

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Cancelamento de obra em Brasília reforça vocação do Brasil para Copa do Puxadinho

Perrone

Por razões diferentes, Fifa e Governo Federal não devem fazer da primeira obra cancelada da Copa de 2014 (o VLT de Brasília) um drama.

Para a federação internacional, se o transporte público de alguma cidade for seriamente prejudicado, ela simplesmente terá menos jogos do que o previsto. Já o Governo Federal bate na tecla de que investe em obras não só para o Mundial. O que interessa é melhorar a estrutura das cidades, mesmo que seja depois da Copa.

Porém, num ponto, Fifa e Governo pensam do mesmo jeito: não há obra que não possa ser substituída por medidas paliativas. Ponto facultativo em dia de jogo, corredores exclusivos para delegações e outros improvisos podem quebrar bem o galho.

No caso de Brasília, como mostra reportagem do UOL Esporte, a gambiarra será um corredor exclusivo para ônibus. Assim, o cancelamento do Veículo Leve sobre Trilhos da capital federal reforça vocação do Brasil para fazer a Copa do Puxadinho. Ainda que outros países também tenham improvisado, por aqui essa parece ser a marca registrada, mais forte que o tatu bola. A começar pelas instalações provisórias em aeroportos.

E se a onda é improvisar, qual será o legado? Não tinha sido por uma infraestrutura de primeiro mundo como herança que o Governo decidiu gastar o nosso dinheiro no Mundial?

Blog do Perrone – UOL



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