Uma imagem: Pegada Africana – Praça da Alfândega

A Pegada Africana, Praça da Alfãndega, Porto Alegre

  • Título: PEGADA AFRICANA
  • Local: Praça da Alfândega – antigo Largo das Quitandeiras
  • Arte: Vinicius Vieira
  • Materiais: aço e pedras
  • Dimensões: 2 x 3m

A obra integra o Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, uma demanda do Centro de Referência Afrobrasileiro – CRAB, realizada com recursos do Programa Monumenta / IPHAN e da SMC, com apoio da UNESCO. O projeto busca visibilizar a comunidade negra, com a construção de obras de arte no espaço público da cidade.

Com méritos de nova inclusão, a manifestação visível da “Pegada Africana” afirma a Praça da Alfândega como um dos lugares de existência do Museu de Percurso do Negro. Na praça, antigo Largo das Quitandeiras, raízes históricas adquirem nova visibilidade na forma de continente africano, concebida a partir de uma linha formada por sinuosos movimentos de matriz orgânica. Vinicius Vieira apresenta um desenho contemporâneo, modelado em aço, que envolve e ressignifica as pedras portuguesas do local, simbolizando a concretização de políticas públicas que resultaram da luta histórica por reconhecimento das culturas étnicas.

Miriam Chagas, Doutora em Antropologia

Integrante do grupo de jovens escultores gaúchos, Vinicius Vieira desenvolve em sua área profissional a pesquisa do percurso do negro na formação de Porto Alegre. Dentro desta perspectiva, com possibilidades que sua formação lhe permitem, surgiu a Pegada Africana da Praça da Alfândega. O resultado é a simbiose de arte e meio ambiente. Cheio de sutilezas, utilizando um filete de aço e pedras, ele conseguiu o equilíbrio adequado para deixar sua primeira marca na paisagem urbana da cidade onde nasceu.

Décio Presser, autor do Dicionário de Artes Plásticas do RS (UFRGS – 2000)

Pegada Africana – Praça da Alfândega Foto: Zezé Carneiro

 



Categorias:Arte, Parques da Cidade

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32 respostas

  1. Vitalizando a Simbologia Negra nos Espaços Públicos

    Na história da humanidade, verifica-se que símbolos e signos são importantes para a formação e fortalecimento das culturas de cada lugar, tendo inclusive voz própria. Se mostra importante e urgente a vitalização da simbologia artística negra na nossa cidade, assim como outros grupos étnicos já conquistaram, através de manifestações e construção de obras públicas em memória àqueles povos que colaboraram na formação da capital dos gaúchos. Atualmente no mundo contemporâneo, essa construção se dá, via de regra, por meio de expressões diversas, como poesias, performances, apresentações teatrais, danças, manifestações religiosas e, principalmente, com a representação simbólica de caráter etnico e heróico nas artes visuais. Reconhecendo a importância da pesquisa histórico-antropológica e da documentação proveniente da concretização de políticas públicas implementadas pelos órgãos governamentais e, além disso, pelo protagonismo da sociedade civil com a efetiva participação das entidades do movimento negro local, é visível que a representação simbólica negra beneficiará direta e indiretamente considerável parcela da população. Com essa iniciativa implementada pelo Programa Monumenta / IPHAN, é com muita satisfação que estamos presenciando, através do resgate da trajetória negra, a construção de um “Museu a céu aberto”, mediante conquistas essencialmente coletivas, em territórios que tecem a rede do Percurso do Negro na nossa cidade. Com a construção coletiva do Tambor, a primeira obra pública do Museu, e a inauguração da Pegada Africana , do artista Vinicius Vieira, consolidam-se os símbolos de representação negra em Porto Alegre, contribuindo para reescrever a verdadeira história do Brasil. Que se concretizará ainda mais com a execução das próximas obras públicas do Museu de Percurso do Negro em Porto Alegre, de autoria dos artistas Leandro Machado e Pelópidas Thebano.

    Adriana Xaplin

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  2. Justo ao tornar visível aos visitantes a importância do negro na cidade de Porto Alegre.
    Não esqueçam que, além de uma fatia da população da cidade ser negra ou mestiça, Porto Alegre tem a maior proporção de terreiros das religiões afro brasileiras no país entre as capitais.
    São cerca de 6 mil casas de religião afro na região metropolitana, proporcionalmente, este número é superior até a Salvador na Bahia.
    Porto ALegre também é fortemente negra.

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  3. SENSACIONAL !!!!!!!!!

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  4. É isso aí, Gilberto.

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  5. Obs.: Não existem raças humanas. A ciência considera tão pequenas as diferenças entre os negros, brancos, amarelos, etc que não chega a configurar raças distintas. São apenas pessoas com alguns aspectos diferentes, como cor dos olhos, cor da pele, etc… Quem tem raça é cachorro, gato, cavalo, ….

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  6. Eu vi algumas pessoas aqui sem muita sensibilidade, isso sim. Isto é uma obra de arte, não foi feita pela prefeitura ou algo parecido. Apreciem simplesmente. Eles tomaram a iniciativa de fazer. Que história é essa de “deveria ter de outras etnias” ???? Vai lá e faz uma tão bonita ou mais que essa !!!!

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  7. Assim como a PEGADA AFRICANA, integra também o Museu de Percrso do Negro em Porto Alegre, a escultura TAMBOR, localizada na Praça Brigadeiro Sampaio, no centro histórico da cidade de Porto Alegre.

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  8. Eu realmente fico confuso para comentar “questões étnicas” baseadas na existência de raças, sem levar em conta a história já conhecida da trajetória humana nesta planeta. Eu vejo nesta pegada uma referência direta ao continente onde a raça humana surgiu no planeta, com 4 ramificações genéticas ( que não correspondem a cor da pele!!). Vejo nesta pegada a ilustração deste momento fantástico em que o ser humano se vê impelido a conquistar outras terras e , por fim , o planeta. Ou seja, as descobertas antropológicas, sobre a constituição genética dos humanos interessa a alguém aqui no Brasil? Cultura é uma coisa, cor da pele é outra!!! Uma das maiores vergonhas da civilização é a escravidão, e a escravidão pela cor da pele foi vergonha ainda maior.. Mas o tempo passa amigos, a ciência não pára, e não podemos nunca esquecer que o que justificava a diferença racial entre brancos e negros e outras “cores” foi a mais profunda ignorância!! Vamos ficar lá atrás? Ou vamos seguir em frente?

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  9. EU GOSTEI.

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    • também gosto muito da Pegada Africana !!!

      O Museu de Percurso do Negro é uma conquista de mais de 20 anos de luta da comunidade em Porto Alegre

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