Mascote da Copa de 2014 é atacado em Brasília

Vândalos usaram faca para destruir boneco no Distrito Federal

Mascote foi atacado por vândalos durante a madrugada de hoje Crédito: Marcelo Casal Jr. / ABr / CP

O boneco gigante de aproximadamente 7 metros de altura do tatu-bola, mascote da Copa do Mundo de 2014, que estava em exposição na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi destruído na madrugada desta terça-feira. A Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) informou que vândalos atacaram com faca o boneco, feito de material plástico, por volta das 2h30min. Por segurança, o que restou da réplica foi retirado do local.

A PM-DF ainda não tem suspeitos. Há informações que um grupo estacionou um carro ao lado do boneco e passou a atacá-lo. Mas não há detalhes. No fim de setembro, o tatu-bola foi colocado na Esplanada e atraía a atenção principalmente das crianças que se encantavam com as cores e a simpatia do mascote.

Na semana passada, em Porto Alegre, durante protesto, outra réplica do mascote da Copa de 2014 foi destruída. A prefeitura da capital gaúcha negocia um novo boneco para colocar no Largo Glênio Peres, no centro da cidade. O boneco foi destruído durante confronto entre policiais e manifestantes.

Em setembro, o tatu-bola, animal nativo do Brasil, foi escolhido o símbolo da Copa de 2014 em votação popular. A escolha do mascote foi anunciada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e o Comitê Olímpico Local (COL).

Correio do Povo



Categorias:COPA 2014

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22 respostas

  1. O mais interessante de tudo é que este assunto do Tatu, como em outros assuntos pontuais, esta gerando nos “habitués” o que o Roberto Jefferson declarou à frente do José Dirceu.
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    – Você desperta os meus instintos mais primitivos.
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    Ou seja, vejo pessoas que em outros assuntos agem com civilidade e cordialidade, mesmo na discordância, deixam extravasar os seus instintos primitivos de ódio e rancor.
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    Não é nem o fato de defender ou os que estavam na manifestação ou a Brigada Militar, é uma catarse contra aqueles que os contrapõe, como aqui estivéssemos definindo os destinos da Nação.
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    Dá inclusive a impressão que muitos estão se sentido invadidos no seu espaço, que neste caso é um espaço público com poucas restrições as manifestações.
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    Já vi isto em outros blogs, quando depois da criação de um pensamento hegemônico, começam outros pensamentos a serem ventilados, não interessa se este pensamento hegemônico é de direita, esquerda, centro, alto ou baixo. A reação é sempre a mesma, agressão para todos os lados.
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    O assunto Tatu, propriamente dito, se esgotou. O assunto liberdade ou não de se manifestar nem foi muito desenvolvido porém é contraposta a esta possibilidade agressões e vilipêndios. A defesa ou a acusação da postura da Brigada não é posta em questão dentro de um contexto mais amplo do que a meia dúzia de cacetadas que foram distribuídas.
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    Parece quase uma batalha de trincheiras da 1ª Guerra Mundial, granadas, gás mostarda e titos de obuses são lançados sobre os contendores sem que ninguém consiga avançar nem deseje recuar.
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    Faço até uma auto-crítica de pequenas observações sobre outros que podia ter deixado de fazê-las. Me controlei até dado limite mas também me senti envolvido por este clima de hostilidades que no fim não leva a nada.
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    Quando escrevi o post do Tatu pensei que colocaria uma reflexão que poderia se refutada, como foi por poucos, de forma civilizada e contrapondo idéias com idéias. Mas as coisas saíram do controle, derivando para outra batalha campal, agora não no Largo, mas agora nas linhas deste blog, e o pior que em dados instantes participei desta batalha.
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    Quando escrevemos uma resposta num blog, estamos em nossas posições de conforto, porém nos colocamos várias vezes num conforto de trincheiras, onde parece que cada agressão, insinuação ou mesmo ironia, invadem esta posição e ela deve ser defendida.
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    Estou colocando tudo isto, pois já presenciei em outros ambientes semelhantes batalhas campais que afastaram pessoas sensatas e que somam muito mais do que dividem. Para não fazer injustiça com ninguém vejo inclusive alguns que se afastaram destas discussões mais violentas, uns afastam-se mas ainda continuam a contribuir tentando trazer o foco para ambientes mais amenos em que é possível a toca de idéias, entretanto há algo muito mais grave, e por isto estou escrevendo esta participação mais longa, com discussões que despertam em nós os piores instintos, vários outros habitués deste blog se afastam. Este afastamento retira do meio pessoas mais sensíveis que não gostam de ambientes mais tumultuados, e estas pessoas mais sensíveis em momentos de maior bonança enriquecem em muito a comunicação.
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    Como alguém que tem um pouco de culpa deste ambiente mais tumultuado, como alguém que aceitou inúmeras vezes a linguagem do confronto, peço desculpas não aos que participaram de tudo isto, mas sim aqueles que viram algo que lhes atraía ser corrompido, e peço que não se afastem de todo do convívio, pois as suas presenças são importantes até para este bando de desequilibrados (nos quais me incluo), que como diz a palavra, estão desequilibrados, mas poderão voltar ao prumo.

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    • Não consegui ler tudo, devias escrever em capítulos, perdi a vontade de comentar….

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      • Juliana
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        Sei que meus textos são longos e algumas vezes redundante, entretanto em alguns anos de magistério aprendi que mesmo para alunos de bom nível e de uma boa escola temos que apelar para a redundância para que ao menos numa das passagens o aluno entenda o principal.
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        A limitação de textos a 200 caracteres, como o Tuiter (Twitter), não só limita a capacidade de argumentação de quem escreve, mas dá uma ideia superficial do assunto.
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        Talvez isto seja o mais deletério da comunicação em curtos textos, fixa-se palavras de ordem, não concepções sobre a realidade.
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        Não te recrimino por não conseguires ler um texto mais longo, pois tudo isto é o resultado de uma informação intercortada e incompleta, que troca a defesa de um conceito pela repetição pura e simples de bordão.
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        A comunicação hoje em dia é feita através de slogans que são repetidos, com palavras um pouco diferentes, ad nauseum, até os mesmos internalizam na mente das pessoas e passam a ser verdades.
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        Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, utilizava insistentemente uma frase que não era sua, mas devido não só a citação da frase mas a colocação em prática da mesma, é que foi a ele atribuída, ele dizia:
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        – Uma mentira repetida mil vezes, se torna uma verdade!
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        Esta é a síntese da técnica empregada para o domínio cultural muito utilizado na internet nos dias de hoje. Se escreve um pequeno texto ou mesmo se cria uma imagem que represente algo que se quer propagandear e se replica em vários locais a mesma informação, geralmente em textos curtos de fácil compreensão, com o tempo aquilo vira uma espécie de consenso e passa a ser uma verdade.
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        Para fugir do aspecto político direto, vou exemplificar o que fala com uma imagem que todos já devem ter visto inúmeras vezes, a do Urso Polar sobre um pequeno pedaço de gelo flutuando sobre um imenso mar, abaixo desta foto vem uma pequena mensagem advertindo sobre a extinção deste animal se o Ártico ficar sem gelo.
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        É uma bela imagem, que comove adultos e criancinhas e esconde uma imensa mentira, que os Ursos Polares (Ursus maritimus) são uma espécie em extinção devido ao aquecimento global (procuram na internet e acharão milhares destas fotos e de textos dizendo isto).
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        O urso polar, uma espécie relativamente recente na Terra (150.000 anos), foi colocado em algumas listas de extinção devido a CAÇA do mesmo, porque qualquer idiota norte-americano adora ter na sua sala uma cabeça empalhada de Urso Polar ou um tapete de sua pele. Esta caça predatória diminuiu a população em muito, e nos últimos anos com a sua proibição já se nota em alguns lugares o aumento da população,
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        Também se esquece que apesar de recente como espécie, este urso já sobreviveu em ambientes com total ausência de gelo no verão ártico durante o período chamado clima ótimo do holoceno, onde a temperatura do ártico estava 4ºC acima da temperatura dos dias de hoje (http://en.wikipedia.org/wiki/Holocene_climatic_optimum).
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        Posso escrever, duas páginas sobre o assunto, citar trabalhos científicos (com peer review em grandes revistas técnicas), mas por mais que escreva isto, o que está gravado na mente de cada um é a imagem do Ursus maritimus morrendo afogado (ele se chama Ursus maritimus, porque é um urso que nada mais de 500 km em mar aberto sem muito esforço, ou seja um bichinho difícil de se afogar). Posso escrever, falar, mostrar gráficos e estatísticas, mas a imagem do fofinho urso polar (o fofo mede em torno de 2,60m e pode os machos pesarem até 680 kg) morrendo afogado no Ártico.
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        Isto é exatamente uma mentira que foi e é repetida insistentemente, tornando-se para todos uma verdade.

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    • Muito bom! É bem isso que acontece! Acabaste de revelar o lado arruaceiro e truculento em cada um de nós!

      A causa das agitações sociais não são nada além do que agitações psicológicas! Acabaste de revelar o perfil violento daqueles que, como a PM, sai batendo em pessoas caídas ao mesmo tempo que revelaste o perfil arruaceiro, que mesmo conquistando um espaço de expressão, extrapola, transformando em bagunça!

      Cara, daria para criar pseudônimos para esses perfis e usar aqui no Blog.

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