Fortunati não admitirá ”feudos partidários” na prefeitura

Fernanda Bastos, Paula Coutinho e Adão Oliveira

Legitimado por 65% dos votos válidos de Porto Alegre, o prefeito José Fortunati (PDT) não esquece o número de eleitores que lhe garantiu mais quatro anos à frente do Paço Municipal. “Foram 517.969 votos”, repete ele, sem titubear. Apoiado por uma ampla aliança, sustentada por nove partidos, o pedetista faz questão de dizer que acompanhará de perto e liderará o processo de transição.

A ideia é já dar os contornos da futura gestão, garantindo mais agilidade e integração das ações. Fortunati sabe da expectativa das siglas de ampliar a participação no governo, especialmente de PDT, PMDB e PTB, grupo que classifica de “tripé” que deu origem à coligação. Mas garante que “nada foi esboçado ainda, nenhuma secretaria”.

O pedetista vai privilegiar na escolha do seu secretariado o perfil de “empreendedor público”. E, com toda a sua autoridade de prefeito, deixa claro que não pretende se desviar desta meta. “Se houver choque de interesses entre o partido e o prefeito, vai preponderar a vontade do prefeito.”

Jornal do Comércio – Como será a transição entre outubro e janeiro, quando o senhor será novamente empossado?

José Fortunati – Percebo esse período com três movimentos muito claros. Primeiro, de continuidade do que vem acontecendo. Não podemos interromper ações e obras que já vinham sendo executadas, porque temos que atender a população, atender o cronograma das obras da Copa e continuar fazendo as intervenções na área da saúde. Então, estou cobrando ações concretas dos meus secretários, para que não se sofra nenhuma interrupção em relação ao atendimento da população. Segundo, repensar a estrutura administrativa da prefeitura. Entendo que hoje já acumulamos uma experiência significativa que nos permite repensar a forma como alguns setores da prefeitura estão funcionando. E para isso, precisamos estabelecer, até o início do próximo ano, algumas mudanças para que o novo secretariado já assuma com funções claramente demarcadas.

JC – Quais mudanças?

Fortunati – Tenho a convicção de que a tramitação dos projetos na prefeitura acontece com muita lentidão. Já estamos trabalhando com o PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade). Temos um grupo de trabalho com várias entidades que estão cuidando disso, mas temos que apressar. Não vou ficar aguardando durante seis ou sete meses para implementar essa mudança, quero que aconteça agora. Depois que o governo começa, é muito mais difícil fazer mudanças. A transformação do Inovapoa em agência de desenvolvimento já está em debate há um ano, então precisamos implementar esta mudança para que aconteça com maior rapidez. Vamos, a partir de agora, pensar de uma forma consolidada para darmos um salto de qualidade. Estamos buscando, através de estudos técnicos, fazer a adequação que for possível aqui na cidade. É um processo de transição.

Veja a entrevista completa no Jornal do Comércio, clicando aqui.



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7 respostas

  1. É fácil prefeito, basta atualizar o portal da transparencia (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/transparencia/default.php) com informações claras sobre a filiação partidaria de cada funcionario não-concursado.

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    • Adriano
      .
      O mais interessante é consultar no portal transparência é o número de funcionários por cargo, tens-se coisas surpreendentes, dos 13371 cargos providos temos na prefeitura
      temos de quadros técnicos ocupados os seguintes números
      Arquitetos 150
      Engenheiros 157
      Engenheiros agrônomos 22
      Engenheiros florestal 2
      Geólogos 2
      Geógrafo 0
      E só.
      Por outro lado temos:
      Administradores 128
      Assessor para assuntos jurídicos 43
      Assistente administrativo 1244
      Economista 22
      .
      Em resumo, no corpo de funcionários da prefeitura, somado todos os responsáveis por projetos, fiscalização, manutenção e construção não atingem 3% do quadro total.
      .
      Aí é que está o problema principal da prefeitura.
      .
      Também é importante destacar que nos quadros técnicos há 33 cargos vacantes, ou seja, cargos que existem e simplesmente não são ocupados por ausência de concursos na área.

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  2. Parabéns para este grande homem que precisa do apoio da população para continuar sua missão (tipo quase impossível) de tornar Porto Alegre um lugar melhor para se viver!

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  3. Feudo partidário é coisa do passado!

    Hoje os feudos são de empreiteiras.

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  4. Oxalá!

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