Seis cidades disputam obra de mais de R$ 200 milhões

A disputa pela localização do Centro de Eventos do arquiteto Oscar Niemeyer extrapolou os limites de Porto Alegre. Se antes a dúvida era entre três pontos da Capital, agora outras cinco cidades da região Metropolitana estão no páreo, entre elas: São leopoldo, Eldorado do Sul, Guaíba, Canoas e Esteio.

Na quinta-feira (11), em reunião entre o governador Tarso Genro e integrantes da Secretaria Estadual do Turismo (Setur), foi apresentado o valor pretendido pelo escritório do arquiteto: mais de R$ 200 milhões. Do encontro, saiu a proposta de criação de um grupo de trabalho para definir as questões que envolvem a construção do centro de eventos. A decisão sobre a localização do centro deve sair em 30 ou 45 dias, conforme a Setur.

Apesar da concorrência, a preferência ainda é por Porto Alegre e pelo Morro Santa Tereza, indicam a Setur e João Niemeyer, o sobrinho do arquiteto. Em Guaíba, a sugestão de local é a área entre a Cohab Santa Rita e o terreno que seria destinado à Ford. Em Canoas, a localização do Centro de Eventos ficaria no próximo à BR 448 e à Praia de Paquetá. Em Eldorado do Sul, a sugestão está em terrenos próximos à prefeitura e junto ao Bairro Sans Soucci, ambos às margens da BR 116. Em Esteio, a localização sugestionada é no Parque de Exposições Assis Brasil, ou em terreno da prefeitura ao lado do Parque. São Leopoldo oferece o Parque do Trabalhador como área para a construção do projeto cobiçado.

ESPARTA

Comunicação Estratégica



Categorias:Centro de Eventos do RS, Grandes Projetos, TURISMO

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32 respostas

  1. Bah rogeriomaestri, um projeto assinado pelo Niemeyer não justifica 200mi. Vacaria tem um projeto medíocre dele, o edifício esta totalmente abandonado. Ok que Vacaria é lá no fim do mundo, mas se o projeto é bom, o pessoal vai atrás pra visitá-lo, vide o Museu do Pão em Ilópolis, projeto da Brasil Arquitetura, e que tem dado uma bela movimentada na cidade. Bah, e nem vem com essa de consultar esses rankings, pq se fossem minimamente sérios vc deveria achar o Paulo Mendes da Rocha nele, que se você não sabe ganhou o Pritkzer de Arquitetura em 2006. Ah, e eu trabalhei com o escritório do Jaime Lerner, sei bem o que o escritório dele é capaz de produzir. Ah, e se você der uma pesquisadinha, vai ver que o Herzog & de Meuron, que tb ganhou o Pritkzer em 2001, e que tem uma produção muito boa, contemporânea, cobrou 40mi pra fazer o Complexo Cultural da Luz em SP.

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  2. Acho simpática a localização do Centro de Eventos em Canoas, próximo a BR-448, e à ponte sobre o Rio Gravataí e à Arena do Grêmio. Um novo polo de atrações surge na área, tudo a ver. E se for em Canoas, em se tratando de Região Metropolitana, não vejo muita diferença se for ali, afinal é como se fosse um bairro de Porto Alegre. Mas em NH já seria contra. Aí não tem nada a ver. Concluindo: voto por Porto Alegre em primeiro lugar e Canoas como plano B.

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  3. Um absurdo os honorários solicitados pelo escritório do Niemeyer, o cara passa a vida dizendo que é comunista e agora vem pedir 200 milhões. Por mais que seja o Niemeyer, não vale isso, até pq a produção atual dele é bem fraquinha. Então que ocntratem o Jaime Lerner, que cobrou 2mi pra toda orla… Paga a metade e contrata outro stararchitect da europa.

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  4. Se GRAMADO quiser entrar no páreo ganha..ehehheh maior rede hoteleira do estado, maior pólo turístico, será um “plus a mais” para a Disneylândia gaúcha!

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  5. São leopoldo e NH é quase na serra de tão longe. Eldorado do Sul, Guaíba é interior.
    Esteio tem Expointer.

    E por que não em Cachoeirinha ou Gravataí? Sem dúvida são as cidades mais bem habitáveis da região metropolitana e as mais próximas de POA pela Free-way

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  6. Fora tudo já dito da falta de estrutura hoteleira e gastronomica nas demais cidades, fico me perguntando como as pessoas iriam para esse centro se fosse fora de porto alegre? eu já desisto de ir em eventos na fiergs por não ter transporte até lá. imagina um centro de eventos com capacidade para milhares de pessoas? como fazer o transporte?
    outra coisa alguém fez um estudo técnico se porto alegre tem demanda para um centro de evento dessa magnitude?
    ao meu ver faltam é eventos para esse centro. na maior parte do tempo centro de eventos menores com o da PUC, da Fiergs e outros locais que poderiam abrigar eventos ficam ociosos o ano inteiro.
    só por ser projetado pelo niemeyer traria pessoas?
    outra, quem diabos vai pagar esse caminhão de dinheiro?
    basta ver a cidade da musica no rio, foi gasto um caminhão de dinheiro e se tornou um elefante branco
    a 200 milhoes para construção, numa conta de padeiro no papel de pão, esse centro deveria render, em cobranças, para fazer eventos nele mesmo, algo em torno de 15milhoes por ano.
    esse negócio é inviável. nunca vai se pagar.
    e convenhamos temos gastos muito mais necessários. do tipo investir isso em projetos de irrigação para melhorar o pib, a segunda ponte do gauiba, pagar salários para os professores, investir em segurança pública…
    não conheco a obra, imagino que seja bonita e seria um belo cartao postal. mas cartao postal caro e pago com tributos não me interessa.

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    • Bernardo
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      Mega eventos, como congressos latino-americanos de diversas associações, podem trazer muitos recursos a cidade inclusive movimentando não só hotéis mas como também bares, restaurantes e lojas. Falo principalmente de congressos latino-americanos ou sul-americanos, pois participantes da Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile teriam facilidade de se deslocar para Porto Alegre.
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      No último congresso Brasileiro de Geologia em Santos participaram no evento (inscritos) em torno de 4000 profissionais da área. Se somarmos mais uns dois mil em termos de acompanhantes, expositores, pessoal técnico e outros (imprensa, por exemplo) teremos 6.000 pessoas. Cada um destes gastando R$1.000,00 (uma conta bem baixa) significa 6 milhões em um só evento (não estou contando viagens de turismo até Canela-Gramado ou ao Vale dos Vinhedos).
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      O 11° Congresso Brasileiro de Clínica Médica teve 5.525 participantes, dentro da mesma lógica teríamos perto de 8.000 pessoas, o que seria mais 8 milhões. Se houvesse 2 desses congressos por ano, teríamos os 14 milhões por ano. Outro exemplo, no 5º Congresso Latino-Americano da Construção Metálica são esperados 3.500 participantes e poderíamos ir daí por diante.
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      As cidades com infraestrutura para receber estes congressos são poucas, e eles terminam se repetindo e indo para locais totalmente impróprios (como Araxá, por exemplo, onde só tem uma linha de aviões e somente um mega hotel (ex-hotel cassino), que por não possuírem outras linhas aéreas e outros hotéis cobram preços exorbitantes.
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      Como Porto Alegre não está no circuito dos grandes eventos, simplesmente porque não tem um centro de eventos para este fim, tanto o da PUC como o da FIERGS não tem porte para tanto, é necessário além de um grande teatro para seções de abertura e encerramento, salas para cursos, diversas salas de porte médio para seções simultâneas e mais instalações suplementares.
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      O mundo dos congressos e eventos é algo que não temos noção, são milhões de pessoas se movimentando por mês em todo o mundo e não temos a mínima condição de satisfazermos este mercado.

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      • Rogério concordo que eventos trazem muito dinheiro.
        Basta ver o que se tornou Gramado. Consegue ter movimento o ano todo.
        Um grande case.
        O que não consigo entender é o custo. Viabilidade econômica.
        Considerando o valor pago para a capacidade de gerar retorno.
        Diretos e indiretos.
        Diretos pela locação do espaço
        Indiretos pelo retorno em imposto, taxas e movimentação da economia.

        Só para ter uma ideia de como o projeto em si é inviável.

        A Arena Anhembi em São Paulo comporta 30.000 pessoas e é locada por R$ 50.000 por 24 horas

        Se, algo muito improvável, for locada 365 dias por ano, dá um retorno bruto de R$ 18.250.000,00

        Pois bem, a do Neimeyer terá capacidade para no máximo 10.000 pessoas.

        A quanto será locada?

        Imagine um realizador de eventos: pagar R$50.000 para ficar em SP, com 10 milhões de pessoas ao seu lado e todo o Sudeste próximo, com 3 aeroportos num espaço para 30.000 pessoas?

        ou ir para Porto Alegre, com 1 milhão de habitantes, um aeroporto que fica fechado de manhã cerca de 30 dias por ano em um espaço para 10.000 pessoas e um custo que para pagar o investimento será alto em comparação com o Anhembi?

        Quem vai realizar eventos se preocupa com custos e ter lucro no evento.

        Não está muito preocupado se o local foi ou não desenhado pelo Neimeyer. Quer público, vender os espaços e conseguir o maior lucro possível.

        Um centro de eventos a R$ 200 milhões vai acabar cobrando um custo muito alto de quem quiser realizar os eventos. Fazendo esses pretendentes buscarem outras cidades com mais atrativos.

        Quero ver um estudo de viabilidade econômica desse projeto.
        Olhando grosso modo para o custo me parece inviável.

        Abs

        Bernardo

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        • Bernardo.
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          Se olharmos um espaço como este como algo sozinho e isolado realmente o retorno só se dá a prazo muito longo. O que temos que ver é o retorno que dá a cidade e ao estado. Talvez o ideal fosse a construção pelo Estado e a administração pela a iniciativa privada.
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          Por que se justificaria isto?
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          Principalmente porque os maiores beneficiários, além dos diretamente atingidos (hotéis, bares e restaurantes) temos a população de Porto Alegre e a gaúcha em geral e o Estado através de impostos diretos e indiretos.
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          Já administração, como é um centro de eventos, não um museu, seria melhor que a iniciativa privada (através de concessão publica) administrasse o espaço. Se o administrador não fosse capaz de atrair eventos ele naturalmente sairia e entraria um outro.
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          Agora realmente fazer um estudo de viabilidade econômica, nem precisa ser feito, é quase como o Museu Iberê Camargo, nunca ele se pagará, mas com mais um ponto de referência em Porto Alegre, se tem mais algo a ser mostrado ao turista. Lembre-se que o turista em Porto Alegre passa em média poucas horas, cada lugar para visitar pode prolongar esta estada por mais um dia, deixando Porto Alegre ser somente um ponto de passagem.
          .
          Devemos pensar neste empreendimento como em parte a fundo perdido.

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        • Rogerio
          O estudo de viabilidade é o único que poderá afimar se de forma indireta um investimetno dessa tamanho pode trazer algum retorno.
          Concordo que seria lindo ter um empreendimento de arquitetura diferenciada em nossa porto alegre.
          Mas infelizmente não somos um país do oriente que não tem mais onde gastar dinheiro.
          Temos muitas necessidades e poucos recursos.
          Então devemos investi-lo naquilo que possa trazer mais retornos.
          E não acho que seria o caso de investir a fundo perdido em um centro de eventos tendo tantas necessidades como a que temos.
          Outro exemplo, investir em um presidio maior de melhor qualidade para subtituir o central, impediria que os juizes liberassem os bandidos sob justificativa que lá está cheio. Qual o custo dessas pessoas soltas?
          No meu entender, qualquer gasto que o Estado tenha, na atual situação de déficits, deve ser a que trará maior retorno.

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        • Bernardo
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          É simples, um estudo de viabilidade que não leve em conta os benefícios indiretos que um centro de eventos vá trazer ao estado e a população é pensar limitado a uma lógica de retorno imediato.
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          Num congresso ou qualquer evento, o lucro que se espalha pela região é muitas vezes superior a arrecadação que se pode ter na locação do espaço, é mais ou menos como funcionavam os Hotéis de luxo na Europa, o aluguel dos quartos só cobria as despesas, já o lucro do restaurante era fantástico.
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          A inscrição em um evento, o que geralmente é utilizado em parte para pagar o aluguel do centro de eventos, varia em torno de R$200,00 a R400,00 e praticamente 50% disto ou menos é utilizado pelo aluguel.
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          Por outro lado se este congressista ficar 5 dias no evento ele gasta no mínimo R$1.500,00 a R$2.500,00, ou seja ele deixa na cidade mais de 10 vezes o custo do aluguel do centro de eventos, tomando uma taxação média de impostos diretos e indiretos de 30%, o Estado receberá 3 vezes o que receberia no aluguel do centro de convenções.
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          Em resumo, se considerarmos que diretamente o centro de eventos leva 30 anos para se pagar, o Estado recebe em menos de 10 anos tudo que investiu.
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          É só fazer as contas, várias cidades do mundo já fizeram e tem seus centros de eventos. Há cidades turísticas em que para atração de eventos não é necessário muito esforço, e nestas cidades a iniciativa privada pode bancá-los entretanto este não é o caso de Porto Alegre.

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  7. A única cidade da RM que teria alguma condição seria Novo Hamburgo. Há bons hotéis lá, e um histórico de feiras e ventos.
    Até vida cultural “já” tem, com um dos melhores teatros do Estado.

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  8. Só para dar um reforço positivo a Porto Alegre. Há algum tempo fui até Gramado para ver se tratava de um evento técnico relativamente pequeno. Uma das senhoritas que tratava de eventos num grande hotel da Serra me disse que Gramado e Canela não tinham hotelaria suficiente para receber mega-congressos do tipo de cardiologia ou outros. Agora qual a Hotelaria que tem qualquer uma dessas cidades propostas. Se quisermos um Centro de Eventos de porte grande não tem como não ser em Porto Alegre, me desculpe as demais cidades da região metropolitana, não é tão cedo que elas vão ter infra-estrutura para isto!

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