Um novo parque eólico no RS – no Cassino

Foto: Gilberto Simon – Porto Imagem

O Rio Grande do Sul contará com mais um parque de energia eólica, que será instalado no Cassino, investimento de R$ 400 milhões da Odebrecht para produzir 100 megawatts. O anúncio foi realizado neste sábado (3), em Havana, pelo diretor Alexandrino de Alencar, durante visita do governador Tarso Genro às obras do Porto de Mariel, que está sendo construído pela Odebrecht, investimento próximo de US$ 1 bilhão.

Segundo o governador, o novo parque eólico é resultado das articulações promovidas pela Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI).

Alencar garantiu que o lançamento deverá ocorrer até o final do ano. A implantação de novos parques eólicos que passaram por leilões entre 2009 e 2011, vai elevar a produção gaúcha para 1.392 megawatts (MW), volume 3,5 vezes superior ao atual. No total, são 42 projetos previstos para entrarem em operação até o dia 1º de janeiro de 2016, que somam mais 1 mil MW e devem representar investimentos ao redor de R$ 4 bilhões, estima Eberson Silveira, coordenador de energia e comunicações da AGDI. Segundo Estado em geração de energia eólica no país, atrás apenas do Ceará, o Rio Grande do Sul contabiliza hoje a produção de 390 MW, o equivalente a mais de um quinto da produção nacional.

Affonso Ritter

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Nota do Blog: Conforme o leitor Nogueira, realmente este parque eólico é o mesmo divulgado anteriormente (24/12/2011) para o mesmo local. O Governador e a imprensa divulgam como se fosse um novo parque. Na verdade é o mesmo.

O Blog já havia divulgado este empreendimento, aqui.



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9 respostas

  1. Uma matriz energética que o RS também deveria desenvolver e explorar e quem sabe daí se tornar autosuficiente é a da energia das ondas. Se o litoral gaúcho não é pródigo em belezas naturais o é em ondulações. O pessoal do Ceará está saindo na frente e países como França e Inglaterra já têm usinas. E o RS? Enquanto isso o (des)governador passeia lépido e faceiro em Cuba.

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  2. Muito bom… :DDD

    Queria saber o que andou mudando nessas cidades com os parques eólicos….

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    • Osório, por exemplo, dizem os moradores de lá que a prefeitura chegou num ponto que “não sabia mais o que fazer com o dinheiro”, tamanho foi o aumento da arrecadação.

      E realmente, a cidade mudou da água pro vinho…..pelo menos em termos de infraestrutura.

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      • bom saber…interessante isso…se essa grana realmente for investida no município será bom.

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  3. Vou colar trechos da mesma notícia no Clicrbs pois são bem relevantes:

    – A energia eólica também está descentralizando a riqueza no Estado. Os investimentos estão sendo realizados em algumas das regiões gaúchas com menor renda – afirma Ricardo Rosito, presidente do Sindicato das Empresas de Energia Eólica no Rio Grande do Sul.

    – É uma chance de fomentar a cadeia de máquinas e equipamentos para esses parques. Hoje não temos empresas gaúchas nesse segmento – reforça Rosito.
    Mudança no horizonte do Extremo Sul

    No município de cerca de 35 mil habitantes, o investimento de R$ 1 bilhão começa a transformar do campo à zona urbana. Com a ordem de início da construção assinada, as empresas responsáveis pela execução do parque eólico estão se instalando. É o primeiro impacto, que já provoca alvoroço nos pequenos hotéis e restaurantes.

    Vander Miranda, corretor de imóveis que atua há 14 anos na região, percebeu aumento de 30% na procura por locação de residências no último mês. Deverão ser gerados 3 mil empregos diretos e indiretos na obra.

    Nascido em Santa Vitória do Palmar, Paulo Cezar Pereira, 22 anos, vê no empreendimento a esperança de ter a carteira de trabalho assinada pela primeira vez. O jovem dedicou as tardes do último mês a um curso de pintura para construção civil.

    — Quando aparece uma oportunidade dessas, a gente tem de agarrar — diz.

    O prefeito Eduardo Morrone (PT) estima que, com os impostos recolhidos a partir da geração de energia, o orçamento municipal duplique dos atuais R$ 13 milhões a R$ 15 milhões para R$ 30 milhões. Por um acordo entre prefeitura e empresas, o recolhimento deverá começar somente em 2016 — 24 meses após o início da venda de energia elétrica.

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    • A descentralização da geração de riqueza, aliada a sua diversificação é de extrema importância.

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  4. E vocês aí falando que a visita a Cuba não ia trazer investimentos para o RS…

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  5. Não é “mais um”, é o mesmo anunciado anteriormente. O Tarso tá requentando as notícias.

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