Metrô: propostas serão encaminhadas até início de janeiro

Empresas interessadas trabalham no detalhamento dos projetos Imagem: Divulgação/PMPA

Em reunião realizada na prefeitura, ficou definida a data 10 de janeiro como prazo final para apresentação dos projetos e estudos técnicos do Metrô de Porto Alegre. A mudança da data, anteriormente prevista para 12 de novembro, acontece por solicitação dos grupos e empresas interessadas na implantação do metrô na Capital, que trabalham no detalhamento dos projetos.

Atualmente, dez empresas estão desenvolvendo propostas para o metrô. O objetivo da prefeitura é agregar ao Metrô de Porto Alegre as mais modernas tecnologias e soluções disponíveis no mercado do transporte coletivo. “Levamos em conta a complexidade e os detalhamentos técnicos necessários para implantar o Metrô. É importante salientar que essa prorrogação não afetará o calendário de implantação”, afirmou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

A seleção de estudos apresentados por empresas possibilitará a elaboração do edital de licitação para definir o vencedor da parceria público-privada, responsável pela obra e pela operação do sistema. Os interessados deverão apresentar propostas sobre diferentes métodos construtivos, tipo de trem, sinalização, controle e informação do usuário, além da concepção dos terminais e estações.

O formato escolhido será o mais qualificado para a demanda de Porto Alegre, observando critérios como menores custos de implantação e de operação, maior durabilidade e confiabilidade e menores impactos de obras, ambiental e urbanístico.

Avaliação das propostas – A seleção do formato vencedor será realizada por grupo técnico composto por representantes da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC), da Procuradoria-Geral do Município e das secretarias municipais de Gestão e Acompanhamento Estratégico, da Fazenda e de Obras e Viação. A decisão final será validada pelo Comitê Gestor das PPPs de Porto Alegre, integrado por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), da Sociedade de Engenharia (Sergs-RS), da Federasul e da prefeitura.

Orçado em R$ 2,4 bilhões, o MetrôPoa deverá atender diariamente a um público médio de 310 mil passageiros, ampliando a oferta de transporte público e estimulando a redução do transporte individual. Serão 25 composições (trens), formadas cada uma por quatro carros que transportam em média 270 pessoas cada um.

Diretrizes da manifestação de interesse

  • – Integração: Integração com os diferentes meios de transporte e sistema de ônibus BRT. Conexão com a rede metropolitana.
  • – Acesso a todos: Mesma tarifa do ônibus de Porto Alegre, integrada à utilização das linhas urbanas e metropolitanas e ao Trensurb. Garantia das atuais isenções praticadas na Capital.
  • – Conforto: Bilhetagem eletrônica. Climatização nos trens e estações. Acomodações confortáveis. Portas automáticas. Informação e infraestrutura de atendimento ao usuário.
  • – Projeto estruturante: Urbanização de toda a área envolvida ao longo do trajeto do Metrô. Instalação de ciclovias, passeios e paisagismo.
  • – Mobilidade urbana: Ligará o Centro e a zona Norte, da av. Assis Brasil (Fiergs) até a av. Borges de Medeiros, ao longo de 14,8 quilômetros de traçado (av. Assis Brasil, Brasiliano de Moraes, Benjamin Constant, Cairú, Farrapos, rua Voluntários da Pátria, Largo Glênio Peres e av. Borges de Medeiros). Mínimo 13 estações no trajeto.

Critérios de seleção das propostas

  • – Disponibilidade – Maior disponibilidade do serviço (horário de operação e frequência).
  • – Eficiência – Considerando o menor tempo de viagem e as etapas do processo de deslocamento (informação, acesso ao sistema, pagamento, espera na plataforma, deslocamento, transbordo e o desembarque).
  • – Acessibilidade – Plena acessibilidade ao sistema (deslocamento, acesso às estações e aos serviços internos, incluindo bilhetagem, embarque, desembarque e interligação com outros modais).
  • – Atendimento – Ações, estrutura física e equipamentos para interface e informação ao usuário.
  • – Conforto – Melhor infraestrutura de assentos, ruído, iluminação, climatização, vibração, facilidades ergonômicas, sanitários e oferta de comércio e serviços.
  • – Informação – Recursos de informação dinâmica e estática, visual e sonora, nos veículos, nas estações, nos acessos, no entorno e à distância.
  • – Segurança – Planos de emergência, ações preventivas, dispositivos e equipamentos com o objetivo de minimizar os riscos de acidentes.

Cronograma – Metrô Poa

  • 8 de agosto – Publicação da medida provisória 575 no Diário Oficial da União, confirmando a modelagem financeira do MetrôPoa.
  • 16 de agosto – Apresentação e aprovação do projeto no Comitê Gestor das PPPs de Porto Alegre.
  • 10 de setembro – Lançamento da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI).
  • 10 de janeiro – Entrega das propostas pelas empresas.
  • Primeiro trimestre de 2013 – Seleção do melhor estudo, audiência pública e publicação do edital.
  • Terceiro trimestre de 2013 – Início das obras.

Prefeitura de Porto Alegre



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15 respostas

  1. Só digo uma coisa: a valorização que os imóveis da região vão ter….. vai ser uma loucura!

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  2. Concordo com o que falaram aqui. A linha deveria ser paralela ao Trensurb e não passar pela Farrapos, virando na Cairú, com uma estação URGENTE de integração c a 3ª Perimetral no Viaduto Utzig, passando pela Assis Brasil com 1 estação a mais, e terminando no Triângulo.

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  3. Com todos os estudos de impacto e audiências públicas necessárias a se fazer antes do início das obras, o cronograma de comecar as obras no terceiro semestre está muito errado. A nao ser que pela primeira vez na vida eles planejem e facam tudo com a antecedencia, principalmente as audiencias publicas que visam questionar e possivelmente ajustar algumas partes do projeto.

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  4. O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet, pretende adiar o porjeto do metro daquela cidade para discutir melhor o assunto.

    “Fruet argumenta que o projeto do metrô foi pouco discutido. “Foi feita apenas uma audiência pública. Queremos analisar melhor”, disse ele. O projeto, segundo o prefeito eleito, precisa ser pensado como uma obra de longo prazo, com continuidade nos próximos 20 ou 30 anos. Assim, disse ele, o repasse de R$ 1 bilhão que será feito pelo governo federal não encerra o andamento da negociação de recursos e a previsão de etapas posteriores para a ampliação do sistema de transporte subterrâneo”.

    http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=17009

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  5. Acredito que estética, ou adequação estética urbana, deveria ser critério também, ainda que com menos valor.

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    • Esta distribuição das estações deveria ser melhorado ao meu ver. Entre o Triangulo e Obirici temos a maior demanda de usuários e somente uma estação no meio. O projeto original colocava ali duas estações (1998). Também não há conexão com a terceira perimetral ou Benjamin Constant falha grave pois ali há um polo comercial muito forte, além de aumentar a distancia entre a estação Bourbon e Cairu. A farrapos esta decadente e deserta em fins de semana, não haveria publico. A Benjamim/Cristovão seria a melhor opção.

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  6. Quidam,

    Particularmente, concordo em parte com o trajeto. Acredito que ao invés do metrô passar pela Farrapos, ele deveria seguir pela Benjamin Constant e Cristóvão Colombo em direção ao Centro.

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    • Pra salvar a Farrapos, só tirando os onibus, melhor passar um metrô mesmo.

      A Benjamin não tem tantos prédios residenciais como na Farrapos, dava pra passar algumas linhas pra la…

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  7. Este trajeto Borges – FIERGS está definido? Há demanda entre Terminal Triângulo e FIERGS que justifique esta extenção? Em todos os lugares, que conheço, que tem metrô, este cobre áreas de alta densidade. Do meu ponto de vista a linha deveria ser Azenha – Borges – Triângulo. A linha mais longa, das 6 do metrô de B.A. por exemplo tem 11 km. O de Marseille totaliza 19 km para as duas linhas.

    Será que este trajeto é o mais racional? Qual a opinião de vcs a respeito?

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    • Há dois desperdícios que eu vejo… um deles é esse aí o outro é o metrô seguir paralelo ao Trensurb. Deve estar sobrando dinheiro.

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      • Pois é, parece que o que importa é que a cidade tenha metrô, não importa qual metrô. E o pessoal por aqui ainda defende que não se discutam as obras, pra não travar o “desenvolvimento”.

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    • Tem sim, até por que existe uma faculdade em frente a Fiergs (Fatec)…
      Eu estudei um tempo la, os onibus são absurdamente lotados nessa parte, varias vezes tive que sair pela porta da frente de tanta gente….

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    • A maior demanda por tranporte publico é a Assis Brasil. Já fazem decadas que no periodo do pico os onibus ficam em fila, parados, de tanto publico e tantas linhas passando por ali.

      50% do fluxo daquela região é as pessoas que vem de Cachoeirnha, Gravatai e Alvorada. Por isso que vai ter uma estacao de integracao na fiergs (onibus de Cachoeirinha e Gravatai vao para ali) e no triangulo (os de Alvorada).

      O destino do pessoal que passa pela Azenha (tanto os de carros quanto de bus) não é aquela região. É fluxo de passagem. Quem sabe no futuro (ligando toda a bento). Mas isto bem no futuro (em outras gerações).

      O metro não é solucao de tudo, nao basta ter metro em qualquer regiao (basta ver o trensurb – o pessoal ainda teima em ir de carro e ainda tao construindo a rodovia do parque do lado e ainda outra querem do outro lado). Mas pra regiao da Assis Brasil, ela é a solução dos que teimam ficar parado mais de horas nos onibus. A prefeitura sabe disso (tem estudo dito por ela que somente 10% vao trocar carro pelo metro). Mas o pessoal que vem de bus não vai melhorar imensamente com o fim dos congestionamentos e ineficiencia do onibus.

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    • Acho que o fato mais relevante quanto a implantação de uma linha de metrô e que define trajeto e características, é a demanda de passageiros. Neste sentido creio que estão antevendo estender a linha a partir da estação Fiergs para Cachoeirinha e demais cidades da região metropolitana, até porque enquanto esta conta com 3,5 milhões de habitantes a a capital tem apenas 1,5 milhão. Linhas dentro da capital virão em um segundo estágio e sempre estarão vinculadas à demanda de passageiros, como é em qualquer lugar do mundo.

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    • Se Sarandi, Zona Norte e Integracao com RMPA não é relevante em termos de tráfego, não sei o que resta.

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