Nosso grupo minguou

Este post é para aqueles de nós que gostam de arranha-céus. Duas cidades acabam de deixar nosso seleto Grupo Das Cidades Sem Prédios Altos. Uma é uma cidade extraordinariamente semelhante a Porto Alegre.

O nosso cais e as ilhas do Guaíba?

O barroso Guaíba e uma vista aérea de Porto Alegre?

Essa é Rosário, na Argentina, a irmã gêmea da nossa cidade, mais ou menos do mesmo tamanho e aspecto. Ali também está sendo reformado o cais e a zona da orla do rio -as obras lá JÁ COMEÇARAM. E Rosário nos abandou no nosso grupinho de sem-arranha-céus com os prédios construídos há pouco na orla, abaixo:

A outra cidade que está erguendo seus primeiros arranha-céus a beira das águas é Beirute.



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52 respostas

  1. Esse pessoal mais radicalmente contra os high-rises, como sempre, mostra que é mais do-contra por uma motivação ideológica que por fundamentos técnicos. Criticar apenas pelo fato das construtoras lucrarem mais por poderem construir mais andares num determinado terreno é uma argumentação tão inconsistente que chega a parecer uma boa base para uma esquete em um programa humorístico. Muitos pais de família vivem da construção civil e serviços de manutenção predial, mas os esquerdistas de plantão só enxergam o lucro e começam com aquele discurso repetitivo de “especulação imobiliária” para tentar desesperadamente impedir que o progresso se instale em definitivo.

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  2. Arranhas-céu já em P.Alegre.
    Gente o único edifício da cidade com mais de 30 andares foi construído na década de 70 !!!!
    Ou seja, faz mais 40 anos !!!!
    O velho ed. Santa Cruz com 32 andares foi construído na década de 70.
    É muito atraso para a nossa cidade.
    Porque fazem isso com a nossa cidade ????
    Porque o nosso plano diretor é tão bobinho ????
    Esses dias perguntado ao vereador Adeli-PT no programa Band Repórter na Band AM o que ele achava da idéia de P.Alegre ter arranhas-céu ???
    as respostas dele foram:
    “ que precisa haver um correto aproveitamento do solo” ,
    depois disse que existe um “estudo dos alunos da URGS”,
    e depois ele desviou o assunto “para o problema num binário num rua da cidade”
    ….aahhh se queixou que não foi reeleito porque não consegui um número suficiente de muros e cavaletes…kkk.
    Ou seja, pelas respostas o vereador Adeli-PT é contra arranhas-céus na cidade.
    Arranhas-céu já em P.Alegre.
    Arranhas-céu já em P.Alegre.
    Arranhas-céu já em P.Alegre.
    Arranhas-céu já em P.Alegre.

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  3. Quem go$ta mesmo de prédios altos são os incorporadores imobiliários, que aliás vivem anunciando neste blog. Nada contra, mas não dá para deixar de lado este aspecto para desenvolver uma discussão mais séria.
    Uma flexibilização no Plano Diretor para construir prédios de 50 andares, por exemplo, automaticamente permitiria aumentar a altura dos edifícios residenciais reduzindo o gasto com a compra dos terrenos, este sim o grande objetivo das construtoras.

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    • Por ai, Aldo! Não queremos um MAR de high rises como Camboriu e Recife, mas umas QUADRAS em pontos chaves da cidade onde se possam erguer prédios sem limite de altura. Como bonus mais terreno sobraria em volta para praças e árvores.

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      • Fecho com teu ponto de vista. Ninguém está falando em saturar a cidade com este tipo de construção, mas em alguns lugares poderia liberar o limite de altura. Ofuturo mais alto edifício das américas, em Santiago, Gran Torre Costanera, fica em uma região fora do centro, isolado.

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  4. A questão é que mesmo nossos edifícios pequenos são toscos, sujos e a cidade em geral tem um urbanismo medíocre. A cidade é feia mesmo e não tem prédio alto que resolva esse problema. Sim, também acho que Porto Alegre tem espaço para zonas com edifícios elevados, é absurdo restringir a liberdade de construção da forma como é feita. Mas para mim a existência de arranha-céu não é uma necessidade psicológica, no entanto, respeito quem pensa diferente e acho que a cidade deve ter espaço para essas potencialidades. Creio que a vida de Paris, Berlim, Buenos Aires não esta nos seus centros financeiros, mas nos outros 90% dos seus bairros construídos com prédios de menos de 6 andares. Mesmo assim essas cidades fizeram centros financeiros de tal forma que evitassem o conflito com as zonas tradicionais. Planejar coexistência de diferentes conceitos de cidade é muito melhor que restringir tudo em todo território.

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  5. Volto a repetir: a orla está abandonada porque as pessoas estão geograficamente distantes dela. Ninguém mora próximo à orla, logo ninguém zela por ela.

    Basta verem o caso do Centro de Porto Alegre: quando houve debandada geral dos moradores para outros bairros, o que aconteceu??? O Centro entrou em decadência, entregue aos mendigos, drogados, prostitutas, pichadores…

    E numa orla, se não querem que os prédios tapem todo o visual dela, só há uma solução: em vez de 10 prédios de 4 andares, que se faça 1 de 40! Áreas verdes garantidas, solo permeável, passagem do vento permitida, vista para a orla assegurada.

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    • Na mosca!

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    • Ninguém moraperto da orla!? Tem muita gente no eixi menino deus ate a tristeza!

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      • A orla é completamente isolada. O Menino Deus por exemplo, é separado da Orla pela avenida Praia de Belas, pelo Marinha e pela Avenida Beira-rio. É uma grande distância para se ir a pé só para chegar na orla. Além disso não existe uma única linha de ônibus com paradas na beira-rio, tornando o acesso a orla muito difícil. Não acho que as pessoas precisem morar na orla, mas acho que o acesso a ela deveria ser facilitado, com ciclovias e linhas de ônibus.

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        • Ok, comisso concordo. O povo da zona norte tem aquela mania de achar que a cidade acaba na ipiranga…

          Realmente, a orla está isolada, e por isso precisa de comércio e serviços.

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  6. Não que nosso grupo tenha minguado ou seja a mingua, mas pro “causo” acima o remédio tem e ser mais forte. Minha sujestão é um seminário promovendo uma amlpa discução ao tema. Quem sabe com o patrocinio do Sindicato da Construção Civil e promoção do CREA com apoio de universidades de Porto Alegre, das associações de barrio. Bem badalado dará boa nota social cristalizando opiniões. Seria ótimo para Porto Alegre.

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  7. Eu nunca tinha percebido a semelhança entre rosáro e Porto Alegre… Engraçado mesmo! Sou designer e um apaixonado por arquitetura… Sempre sonho com Chicago, gosto de arranha-céus clássicos como os art-décos de Nova York, ou os modernistas da já citada por mim Chicago. Vejo um grande defeito nesses edificios em Rosário: ODEIO prédio “par de vaso”!!! Na minha opinião os unicos gemeos que funcionaram foram as torres do WTC e até as torres petronas (?) na Malasia.

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    • Mateus, eu gostei desses de Rosario. Os de Lisboa também, embora nao sejam altos, mas edifícios baixos de 110m, também são bem interessantes.

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  8. Acho que arranha-céus embelezam retratos, fotos panorâmicas. Mas ao nível do solo, não faz muita diferença pra mim. Para mim, o que POA precisa é urbanizar decentemente a orla, como almeja o projeto do Jaime Lerner. Se forem necessários arranha-céus e a iniciativa privada para isso, beleza, que assim o façam – embora eu ache discutível.

    Também sinto (apenas “sinto”, posso estar errado) que a maior parte dos promotores de arranha-céus desejam os prédios mais por uma “vaidade” de ver POA competir em fotos panorâmicas com outras cidades do Brasil e do mundo do que pela limpeza, beleza e eficiência urbanística da cidade.

    Mas isso não importa muito, o que importa é que a orla está abandonada. Eu fico triste com a falta de eficiência da prefeitura. Talvez realmente seja necessário abrir os caminhos para a iniciativa privada.

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    • perfeito o comentário, essa ânsia por espigões é puro complexo de inferioridade. Não são os espigões que fazem um cidade moderna, eles só criam uma ilusão, olhando de longe.

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      • “Espigões” alem de darem uma imponencia para a cidade, podem se tornar pontos turisticos (coisa que não existe em nossa cidade), chamar a atenção das pessoas, fazer com que a cidade não se espalhe, ocupando areas verdes nas periferias.

        Espigões podem ser uma bela obra de arte com centenas de metros de altura.

        Na minha opinião, ser anti arranha é coisa de gente que não sabe evoluir.

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        • Desse ponto de vista é interessante mesmo. Mas quantos arranha-céus “obras de arte” temos no mundo? Na boa, não vejo muitos não. Me parece que suas localizações se resumem a grandes megalópoles mundiais… dá pra contar nos dedos.

          Pra fazer um prédio se tornar um ponto turístico, tem que ser muito, mas muito impressionante mesmo, não só pelo tamanho, mas também pelo teor artístico, como tu te referistes. Não será qualquer caixotão alto que vai me surpreender ou me fazer admirar uma cidade.

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        • E eu acho que resumir ou concentrar as atrações de uma cidade a prédios altíssimos também é explicitar a pobreza cultural e falta de beleza natural da cidade. Mas tô ligado que não é isso que tu queres dizer. Só acho que tem gente muito fanática por concreto.

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        • Na mosca. O que mais me deixa biruta é que todas as outras cidades do mundo podem e estejam construindo arranha-céus, mas “cruzes” aqui é palavrão, fanatismo, soberba, vaidade, ânsia, complexo de inferioridade.

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        • Os projetos de arranha-céus ou high rises costumam ser residenciais ou comerciais?

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        • Acho perda de tempo querermos competir com outras cidades por high rises. A cidade está estagnada demograficamente e provavlmente nao teria demanda. O negócio é nos preocuparmos com melhorara orla, por vida ali com comércio de alto nível e sim, criar novos parques,investir em transporte público…

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      • O fato é que eu acho bacana. Gosto de apreciar paisagens com esta interferência urbanística. Sinto isso, que vou fazer… É como apreciar uma obra de arte (e é.)

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