Flagra: Giselle Bundchen na Andrade Neves

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Para aqueles que reclamaram que são sempre as mesmas figurinhas caminhando pelas minhas montagens, desta vez temos  uma top model pelas ruas. Passei ontem pela Andrade Neves vindo da feira do livro, e as obras continuam em ritmo bem lento. No outro lado da calçada, notei uma linha quase ininterrupta de grades, e um paredão daqueles típicos do centro. No flagra, árvores suavizam consideravelmente as grades e o paredão fica bem atraente com propaganda P&B. Coloca ali um iluminação à noite no paredão, e nas árvores de cima pra baixo, mais postes de iluminação (clássicos OU modernos) e a Andrade Neves estaria chic pra caramba.

Finalizando: acho importante criarmos uma rua “template” perfeita em todos os detalhes e paulatinamente estender esse “template” ao centro todo. Não podemos deixar a Andradas do jeito que está até 2014, por exemplo. Com essas e outras medidas, lentamente um processo benéfico de melhorias faria que uma parcela com mais poder aquisitivo voltasse a frequentar e morar no centro. E, no futuro, talvez até Gisele! 😉



Categorias:Arquitetura | Urbanismo, Outros assuntos

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32 respostas

  1. Aquele grafite que rolou nos comentarios interessantes era muito interessante. Outra possibilidade é o tipo de publicidade que o mbumbel falou. Agora, painel eletronico (a la piccadily circus) é meio agressivo já (pela iluminacão), na minha opinião.

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  2. Apóio as árvores, mas colocar outdoor só enfeia a cidade.

    Vejam por exemplo como São Paulo melhorou com a proibição de outdoors e de regularização de publicidade ao ar livre. Este é o caminho.

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  3. Pra mim, pessoas chatas e desinteressantes são pessoas que julgam os outros pelos lugares que vão, o que fazem ou deixam de fazer, e claro, pessoas que acham que seu gosto é superior ao de todos e que isso faz dessa pessoa superior aos outros..
    hahaha

    90% da população porto alegrense é desinteressante.

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    • Estamos bem, acredito que na maioria das capitais brasileiras esse índice seja superior a 90% 😛

      Falando sério, shopping é chato pra caramba, mesmo quando o cara tem grana para gastar (não pertenço a esse grupo). Uma hora enjoa ver exposições pseudo-interessantes ou arte-consumo tipo “o figurino do cirque de soleil” ou “corpo humano de chineses embalsamados”. Pior ainda: filmes de terror de quinta ou blockbusters de vampiros/super-heróis no cinema. Aliás, o Shopping Moinhos é exceção nesse quesito, mas só em horários menos frequentados.

      O shopping para mim é uma loja de conveniências gigante: “onde almoçar às cinco da tarde?” ou “preciso comprar uma camisa às dez da noite”. Mas daí passar o dia no shopping, como se fosse uma referência de entretenimento urbano, é dose. O centro, no horário comercial, enche os olhos com cinema, teatro, arte de rua, cafés, restaurantes (do a la minuta sub-10 reais ao menu diferenciado da Del Barbiere, passando pelo buffet livre e marcas de shopping, como Subway, Variettá e Petiskeira.

      Eu acho que os shoppings de Porto Alegre estão piores como o centro, conceitualmente falando. O centro está em franca expansão, há perspectivas de crescimento, de efervescência, embora seja um caminho intrincado, cheio de burocracia. No mais, o Centro, a Cidade Baixa, o Bom Fim tem uma boa oferta de entretenimento e cultura. Agora, o que podemos esperar dos shoppings? Salas de cinema IMAX? Mais lojas? Uma filial da Louis Vuitton ou da Apple Store no Barra? Mais vagas de estacionamento? Concorda que tudo isso é mais do mesmo e não agregam muito ao que já temos hoje?

      O centro deve, em relação aos shoppings: vagas de estacionamento, ar condicionado (dentro das lojas), uma ou outra grife e mais lojas de eletrônicos. Agora, em teatro, em cinema, turismo, em gastronomia, sei lá, só tem vantagens. Ah, falta um pouco de segurança, é temerário andar com um iPad 3 pela Andradas à noite, mas nada que não dê para contornar (leve-o dentro da pasta e use-o na CCMQ ou no Pankeca’s bistrô ou no Atelier das Massas).

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  4. Não consigo imaginar “pessoas de classes mais altas” indo fazer compras no Centrão atualmente…
    Talvez no futuro, mas a tendência atual ainda é de uma concentração em shoppings, vista a quantidade cada vez maior destes em PoA.

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    • Existem regiões de Porto Alegre onde existe isso, e existem areas do centro onde temos boas lojas e as pessoas vão comprar…

      Mas a maioria das pessoas com uma renda mais alta evita de ir ao centro, por isso existe a região da Nilo, 24 de outubro, e algumas outras, que tem boas lojas.

      Meu irmão é um que odeia shoppings, apesar de fazer comprar neles… mas muitas vezes faz em lojas de ruas, e olha que meu irmão não economiza nas roupas….

      Mas no geral, a solução dos problemas psicologicos das amigas estão direto no facebook, e geralmente envolve “comprinhas basicas no shopping…”

      hahaha

      Se for do interior então… vish….

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  5. Eu acharia muito melhor ir ao centro (com umas ruas assim) do que me trancar apenas em um shopping. É muito mais glamuroso fazer compras ao ar livre e, as principais cidades do mundo (senão todas) possuem espaços como este “imaginado”.

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  6. Outra coisa…

    Se eu tivesse grana, iria comprar uma sequencia de prédios historicos, iria fazer uma bela entrada, na frente algumas lojas, e por dentro outras lojas, seria um shopping sem destruir a fachada e aproveitando o espaço.

    Na Andradas mesmo, tem uma baaita casa, sei la o que é, virou um estacionamento, tem varios andares, e é gigante, dava pra fazer um belo shopping la.

    Vi algo parecido em Buenos Aires, era dimóóóis….

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  7. Queimem-no na fogueira, querendo privatizar nossos paredões!!

    Querem vender nossas paredes historicas, que deveriam ser do povo, para essas marcas malvadas do capitalismo, mais um local para a brigada proteger, igual ao tatu?

    hahaha

    Agora falando sério, eu seempre quis isso nos paredões, eu faço publicidade (na real esse semestre eu tranquei, mas semestre que vem estou de volta) e amo arquitetura e urbanismo, sempre vi isso como uma oportunidade de dar vida para os paredões, ilumina a cidade, gera uma renda que poderia ajudar na manutenção dos paredões mais antigos, alias, poderiam até fazer como nas praças, faz a propaganda e assim a manutenção da fachada dos prédios.

    Nos piores prédios, poderiam por telões, principalmente nos que aparecem mais, nos menores, propagandas imóveis, como o exemplo postado.

    O problema é que tem cidades onde é proibido, não lembro como é a situação de Porto Alegre.

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  8. Poxa, só eu achava tri aquele grafite ou sei lá que tipo de arte urbana contemporânea que tinha no paredão desse prédio da Andrade Neves? Como esse http://www.flickr.com/photos/monomulti/6160859146/ ou esse http://www.flickr.com/photos/gijlmar/3468316832/

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  9. Marcelo voltando aos posts de urbanismo no estilo sim city, é? Heheh

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  10. Aliás, bem que os comerciantes das grandes lojas do Centro podiam se juntar pra financiar essa “rua perfeita” que serviria de modelo pra todas as outras. Iria aumentar bastante o fluxo de clientes de classes mais altas, mas eles só estão preocupados em fachadas coloridas, com nomes gigantescos e horrorosos, poluindo o centro e atraindo classe c, como fizeram neste prédio, que, mesmo mal-cuidado, era um dos mais bonitos da Voluntários, e agora está VERMELHO quase rosa: http://goo.gl/maps/qX5Xz

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    • Não acho que pobre goste de coisa feio e rico goste de coisa bonita. A princípio tem bastante rico brega. A questão é que normalmente quanto mais degradada a região, mais baixos os preços e etc.
      Daí querer que os preços das lojas aumentem é foda, considerando que nem mesmo muitas lojas de preços altos oferecem produtos de qualidade.

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      • A verdade é que gente pobre e sem cultura não tem bom gosto e se contentam com a mediocridade.

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      • É por aí a coisa. O centro está recuperando aos poucos um certo glamour. A praça da Alfândega está mais bonita do que aquela ao fim da Ciudad Vieja em Montevideo. A classe C está melhorando o poder aquisitivo e as lojas de 1,99 estão rareando. A Andradas está atraindo franquias interessantes, as lojas já existentes ganham reformas. Mas o que falta mesmo é a classe média deixar de ser brega e se trancar em shopping no fim de semana. Olha o que são as sessões de cinema no Cinemark… É só blockbuster e filme de terror. Pô, os caras tem 5 ou 6 salas de cinema e só passam m****. Ontem fui na CCMQ e vi um filmezinho ameno do Woody Allen, bom para relaxar após uma semana de trabalho. Também tinha Homens de Perto 2 no TSP para quem quisesse esticar. Vários cafés, cerveja Rasen na CCMQ ou no Pankecas bistrô, Natalício na fronteira com a cidade baixa, com acesso pela nossa escadaria da lapa (duque). Ah, vão aprender a viver em vez de ficar postando na praça de alimentação do shopping ;p

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        • Mas a classe C nao vai trocar o conforto do shopping pelo compro ouro vento ouro/ dentiiiiiista Da andradas.
          Nem eu trocaria!

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        • Qual o problema do gosto das pessoas de ficarem no ar condicionado em um shopping?

          Eles tem onde estacionar, comer e se divertir, enquanto que outras regiões não existem isso.

          No inverno tudo bem, mas no verão é foda.

          Lojas de ruas funcionam por que existe o horario de trabalho e as pessoas precisam passar por la, ai ja aproveitam pra fazer isso.

          Ninguem vai sair de carro num final de semana pra ir até o centro, pra não achar lugar para estacionar, e se achar, pagar muito caro, pra sair no calor infernal pegando um sol, e ainda assim ficar catando lojas.

          A chance do centro é acabar com os inferninhos, levar baladas noturnas como o club 688, cafeterias, levar moradores para a região, mas para isso funcionar bem, precisam urgentemente acabar com os mendigos e levar segurança pra la.

          Até por que, queiram ou não, tem muito mendigo no centro que assalta (ja fui assaltado por um deles de noite em frente a santa casa com a parada de onibus lotada)…

          Não adianta, enquanto o mundo tenta acabar com os mendigos, obriga eles a voltarem para sua terra natal, ensina as pessoas a não darem esmolas, levam eles para albergues, aqui a xiitada diz que isso é um absurdo, maldade com os pobres drogados loucos da cabeça.

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        • Quem só frequenta shoppings como única opção de lazer na cidade são pessoas chatas e desinteressantes.

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        • Passo longe de shoppings, pra mim há coisa muito melhor a fazer, mas daí dizer que todas as pessoas que se limitam a shoppings são “chatas e desinteressantes” é demais, né, velho.

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        • É a opinião dele, concordo parcialmente e adiciono: este raciocínio só ajuda a destruir a cidade.

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      • (pro Semiografo) É uma visão bem romântica do Centro, mas que não chega a ser uma visão mentirosa. Mas é um Centro que só é compartilhado por portoalegrenses, que conhecem bem o bairro e a cidade. Eu, por exemplo, criei o “meu” Centro, uma lista de lugares e ruas que são as que eu mais gosto e considero mais aprazíveis, e é pra/por elas que eu costumo ir quando vou pro bairro, evitando passar por lugares fora dessa lista. Desse modo criei um Centro decente, que virou o meu bairro preferido da cidade. Conheço muita gente que faz isso também. Mas agora pensa num turista que vem conhecer o nosso centro sem nunca ter vindo aqui e sem o acompanhamento de alguém local. Ele vai no Gasômetro e sua orla abandonada, no Glênio Peres detonado, imundo, com o esqueleto, o Mercado incrível mas lotado de gente mal-educada se empurrando, vai na praça da Matriz com monumentos caindo aos pedaços, Rua da Praia com lojas cada vez de melhor nível, mas com fiação “ilegal” (ali era pra ser aterrada, mas cada loja nova ia botando mais fios) e calçada completamente detonada, na Borges com um dos conjuntos de edifícios mais imponentes do país, mas todos pichados, abandonados, com lojas medíocres, daí o viaduto que eu não preciso nem comentar, tudo isso passando por calçadas ruins, sujas, sem arborização, com fiação aérea e por aí vai. Pra esses turistas, o Centro vai passar uma imagem horrível, não só dele mesmo, mas de toda a cidade. De fato, o centro melhora muito, talvez seja o Centro que esteja recebendo mais melhorias no país nos últimos anos (acreditem se quiser), mas ainda falta muita, mas muita coisa. E essas melhorias só virão com um público mais exigente, e é fato que o público mais exigente são as classes A+B.

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        • VOP, temos muitos conterrâneos de maior poder aquisitivo que concentram-se na Pe. Chagas e shoppings nos finais de semana. O centro oferece várias alternativas a esses espaços, principalmente no aspecto cultural e acho que tem muita gente que gostaria de diversificar o seu lazer. Shopping só é bom para gastar. Falta uma reinvenção do shopping. O Paseo zona sul é uma boa iniciativa, falta-nos mais shopping a céu aberto e que integrem cultura, consumo e paisagem.

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    • Sábado à tarde passei pela Rua da Praia pra ir na Feira do Livro. Que tristeza, parecia uma daquelas fotos da Síria bombardeada. Lixo pra tudo que é lado, catadores, ambulantes, etc.

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      • Mas é assim todos os dias.

        Hoje indo pro trabalho, bem próximo da praça, um conteiner com restos de lixo espalhados, resto de comida e tudo mais, um absurdo… e ja vi isso na própria praça, mas ninguem da bola né, precisam defender os mendigos…
        hahaha

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        • Tem mendigo a rodo em Roma, Florença e demais grandes cidades italianas, mas aí a gente vai lá e acha tudo lindo. Eu tenho vizinhos mendigos e acho que até poluem menos as ruas do que cachorrinho de madame. Sei lá, quem larga bagana de cigarro, papel de cachorro-quente ou anúncios impressos no chão não são mendigos. E isso é o grosso da sujeira do centro.

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      • Sim, a restaurada Livraria do Globo Lojas Renner é o point diário de estacionamento de papeleiros! Imagina o que os turistas irão fotografar em 2013 se nada for feito até lá…

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  11. Tu tirou alguma foto do meio-fio novo da Andrade Neves? Eu vi de longe, mas, além de ser concreto (no Centro inteiro é de pedra, mas padrão é algo que não existe no vocabulário da PMPA), me pareceu muito mal feito, pouco diferente do que (não) tinha antes. Mas, como eu disse, eu vi de longe, pode ter ficado bom. Além disso, todos os rebaixamentos de calçada pra cadeirantes que fizeram nas esquinas de quase todo o Centro estão sem aquela faixa amarela pra cegos. Eu pensei que tinham sido roubadas, mas fui andar em cima de uma e elas estavam quase soltas, com uma cola mínima grudando ao chão. As únicas inteiras que eu vi foram as da Sepúlveda.

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