A celulose não vai poluir

Celulose Riogrnadense vista da zona sul de Porto Alegre. Foto: Gilberto Simon. Arquivo Porto imagem

Celulose Riograndense vista da zona sul de Porto Alegre. Foto: Gilberto Simon. Arquivo Porto imagem

A ampliação da fábrica de celulose de Guaíba em mais de três vezes não irá representar impacto ambiental à população de Guaíba e Porto Alegre, afirmou categoricamente o presidente da Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, durante almoço nesta sexta (07) com jornalistas na Casa Vecchio de Porto Alegre.

A tecnologia empregada nas novas unidades é a melhor do mundo, mais avançada e exigente do que a que existe na Alemanha, Finlândia e até nos EUA, explicou. “Se fôssemos aplicar nossos parâmetros ambientais nos EUA, mais de uma centena de fábricas seriam fechadas”, disse.

Exemplificando o cuidado para que o projeto não tenha impacto ambiental, Nunes citou o sistema de proteção a quedas de energia. Foi exigido dos fornecedores de no breakes que os equipamentos operassem com intervalos inferiores a 15 segundos, como é aceito em países como Alemanha e Finlândia. O risco, nesse curto período, é de ocorrer escape de gases que provocam maus odores. “Foi difícil convencê-los, porque eles não compreendiam que esses parâmetros não fossem aceitos por pretensiosos da América do Sul. Mesmo produzindo mais, seremos melhores”, comentou.

A unidade de Guaíba evoluiu com o aprendizado da Borregaard, que na década de 70 chegou a sofrer intervenção pública em decorrência do mau cheiro que exalava. “Hoje a tecnologia ambiental é amplamente dominada. Os gases são captados, tratados e incinerados”, concluiu.

Affonso Ritter



Categorias:Meio Ambiente

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12 respostas

  1. Pra quem diz que não polui… fotos deste ano:

    Arroio em Guaíba.

    _MG_4126

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  2. Essa fábrica fez uma revolução na cidade de Guaíba (obras viárias) abriram novas ruas, pois eles compraram boa parte do bairro vizinho a fábrica. Mudou radicalmente o traçado das ruas ao redor da fábrica de Celulose. Quanto ao cheiro, não se sente mais como nos anos 70 e 80, tenho pra mim que os filtros colocados resolveram sim o problema. Guaíba tem que levantar as mãos pro céu por ter este investimento, sem isto ela estava se transformando em mera cidade dormitório.

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    • Eu sou favorável ao progresso, todo mundo sabe. Mas a verdade é que esta fábrica produz dioxina. Mesmo. O cheiro é apenas um detalhe. Realmente não existe mais. Mas o que os olhos não veem ….

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  3. Bela amostra do jornalismo bovino. Press-release travestido de notícia.
    Qualquer semelhança com a profissão de Maria Madalena não é mera coincidência …

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    • Eu também questiono esta matéria André. Eu tenho um certo conhecimento de ambientalismo/ecologia. Vou pesquisar um contra-ponto à matéria e postar junto dela. Eu sei que um dos resultados dos efluentes líquidos (após “tratados”) da empresa de celulose é dioxina. Com a triplicação, pela lógica, vai triplicar a quantidade de dioxina no Guaíba. Eles não falam disso …

      Pra quem não sabe, a dioxina é uma das substâncias mais perigosas, letais, tóxicas e cancerígenas jamais produzidas pelo homem.

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    • Eu preferia que tu fosse mais claro e objetivo nos teus comentários.

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  4. Na verdade a maior preocupação não é o processo industrial em sí e sim a grande área de plantação de matéria prima demandada.

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  5. Eu acredito… A Finlândia e conhecida por ser um dos países com mais alta consciência ecológica e ao mesmo tempo é o que mais produz papel. Claro que as árvores cortadas não são na Finlândia, são na Rússia, mas a produção de papel é bem limpa.

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  6. ah, tá. inclusive vai despoluir, né?

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  7. Uma indústria dessas sempre terá impacto ambiental. Pode ser que a tecnologia e novos conhecimentos de sustentabilidade diminuam o impacto significativamente, mas algum impacto sempre terá. E o problema do mal cheiro não foi totalmente solucionado (talvez nem tenha como – é natural que exista alguma consequencia desagradavel).

    Pode ser que a empresa esteja concentrando muitos esforços para reduzir o impacto ambiental, e isso é respeitável, mas é errado/sensacionalista absolutizar que os problemas foram totalmente solucionados ou que “não haverá” impacto ambiental.

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