Artigo: Isenção de IPI de carros: irrelevante para o trânsito brasileiro, por Anthony Ling

Há tempos ouço críticas em relação à medida governamental de isenção do IPI dos automóveis, principalmente entre a comunidade de urbanismo. A crença em geral é muito simples: a diminuição do preço dos carros aumenta os incentivos para que as pessoas os comprem, o que faz piorar os congestionamentos nas cidades.

No entanto, defender a volta do IPI para os automóveis – ou ainda o aumento deste imposto – não faz nem cócegas na questão do trânsito das nossas metrópoles e basicamente divide a nossa sociedade em duas classes, aqueles que podem se locomover e aqueles que não podem. O motivo é simples: nossas cidades foram e continuam sendo planejadas e reguladas para o uso quase exclusivo do automóvel como transporte.

Nosso planejamento urbano primeiro zonea as atividades, obrigando nossas residências a ficarem longe dos locais de trabalho, consumo, entretenimento e serviços. Depois limita as densidades impedindo aglomerações de atividades, aumentando distâncias e prejudicando o trânsito a pé, e assim também o de transporte coletivo. Ele impõe recuos obrigatórios nas edificações para que elas fiquem isolados das calçadas e umas das outras, tornando qualquer caminhada um sacrifício. Todas novas construções ainda são obrigadas a terem vagas mínimas de garagem, que muitas vezes resultam em quadras inteiras ocupadas com milhares de carros vazios – uma situação que prejudica o pedestre ainda mais. Além disso, muitas construtoras são obrigadas a fazerem compensações viárias abrindo mais ruas, túneis ou viadutos por realizarem obras que são consideradas “pólos geradores de tráfego” pelas prefeituras, tendo sempre em vista a comodidade de quem dirige e o desconforto de quem caminha.

As nossas cidades também proíbem seus cidadãos de empreenderem em transporte coletivo para concorrer com os precários serviços atuais, limitando as licenças de táxi, vans, microônibus e ônibus para um punhado de empresas exclusivas. Estas frequentemente recebem subsídios públicos para manterem um preço único para toda a rede, independente da qualidade ou do usuário. Além de tudo isso, as ruas e as vagas junto às calçadas são oferecidas gratuitamente aos usuários finais, fazendo com que os motoristas que usam mais espaço no asfalto e por mais tempo sejam os maiores beneficiados.

Este é justamente o motivo pelo qual o Brasil é um dos países que tem os carros mais caros do mundo (mesmo tirando os impostos!) – e as maiores margens de lucro das montadoras: os cidadãos são praticamente obrigados a andarem de carro. Alguns dizem que é uma questão de “paixão pelo carro” ou de “status”. Para mim é uma questão de conseguir se locomover, já que não há outras alternativas viáveis.

Assim, a isenção do IPI não é o motivo pelo qual temos trânsito, e eu diria que é apenas motivo de comemoração em um país em que a carga tributária chega próxima de 40% do que a sociedade produz e que os cidadãos de menor renda vivem cada vez mais longe dos centros com cada vez menos alternativas de transporte. Reformas significativas são necessárias para acabarmos com os congestionamentos, tanto na questão de planejamento urbano como de transporte coletivo, mas tornar a compra de um automóvel mais difícil para quem mais precisa certamente não é o primeiro passo.

Anthony Ling

Blog: http://renderingfreedom.blogspot.com/



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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27 respostas

  1. Reduzir IPI para setores específicos é totalmente injusto e ineficiente economicamente.

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  2. Nao eh por que foi concedido incentivo fiscal q o transporte publico nao tem qualidade.
    Os taxis por exemplo, a 5 anos a prefeitura baixou norma que so poderiam entrar novos veiculos com 4 portas e ar condicionado e os motoristas tenham um curso. Futuramente vao implantar GPS nos taxis. A revisao dos veiculos eh dividida de acordo com o tempo de uso, quanto mais tempo mais frequente as revisoes.
    O serviço melhorou? Sim. Apesar de ainda estar deficiente em inumeras areas, como quantidade de veiculos e qualidade de alguns veiculos o servico evoluiu bastante.
    As lotações seguem pelo mesmo caminho, melhorando os veiculos, ar-condicionado…
    Ja os onibus parecem nao seguir esse caminho, vc nao escuta falar em obrigacao de veiculos com ar, GPS ou VLT.

    Outra coisa que nao funciona sao campanhas, trabalho em uma empresa de informatica, o horario aqui eh das 8 as 17:30.

    Esse eh o horario de quase todas empresas, sendo que a grande parte do trabalho pode ser feito remotamente, ou em horarios flexiveis, a empresa nao faz pois nao tem incentivo!!!

    E concordo com o artigo, o IPI apenas facilitou um pouco o acesso ao carro zero, mas se o cara nao comprasse 0 iria comprar um usado, pagando em 60x.

    Em fim, mobilidade antes de mais nada precisa querer!!!

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  3. Concordo com o texto. No Brasil, são poucos os que compram carro por status. A maioria esmagadora compra por necessidade. Basta olhar as listas dos veículos mais vendidos publicadas mensalmente pra confirmar: Os primeiros lugares são sempre carros populares: Gol, Celta, Ka, Palio, etc. As pessoas se desdobram pra comprar um Gol 1.0 pra poder se locomover com mais conforto de suas casas para os locais trabalho.
    Essa redução de IPI não tem nada a ver com conspirações de montadoras, mas sim com a velha ideia de que o governo pode estimular a economia de um país gerando uma demanda artificial em determinados setores.

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    • Perfeito comentário. Tanto que também reduziram IPI de móveis e da “linha branca”. Pq não falam em “conspirações” nesses casos?

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  4. Concordo com boa parte do texto, sobre densidade da cidade, zoneamento, etc. Mas não concordo com o ponto principal dele, dizer que a redução do IPI não afeta o trânsito da cidade, afeta sim, não apenas o trânsito, mas toda qualidade de vida.

    A desculpa que o Capellari e Busatto deram mais de uma vez para a construção de todos viadutos e trincheiras foi a dita isenção de IPI, que fez aumentar drasticamente a frota de veículos na cidade. Todo esse dinheiro investido nessas obras que se mostrarão inúteis daqui a alguns anos poderia ter sido investido justamente no meios de transporte que o articulista defende, principalmente aeromóvel e VLT.

    Além disso a isenção de IPI para automóveis tira uma importante entrada de dinheiro do governo. O governo deu incentivo de um milhão de reais por emprego gerado para as montadoras ( http://www.noticiasautomotivas.com.br/montadoras-receberam-incentivos-de-r1-milhao-por-emprego-gerado/ ) se dessem esse dinheiro diretamente para os (des)empregados, eles nem precisariam trabalhar mais, então os principais beneficiados não foram os empregados, mas as empresas – que como sempre, estiveram com seus lucros nas alturas, mesmo em período de crise econômica global.

    Se a intenção do governo em reduzir o IPI é realmente “democratizar” os automóveis, então o que deveria ter acontecido é uma redução de IPI para automóveis populares, os ditos carros mil, e um respectivo aumento de IPI nos carros de luxo e SUVs.

    Mas o que tem que ser democratizado não é o automóvel, mas sim a mobilidade, o transporte. O automóvel tem que ser mais restrito, pois já está provado que é o meio de transporte mais ineficiente para grandes centros urbanos.

    Se todo esse dinheiro que foi investido nas montadoras – R$1 milhão por emprego gerado somando um total de R$ 26 bilhões! – fosse investido diretamente em transporte coletivo, teríamos pelo menos R$1 bilhão por capital de estado. Isto sim democratizaria os meios de transporte, melhoraria o trânsito.

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    • Ai iria incentiva o povo a se matar com lixo.

      Não precisa ser um SUV, mas carros modernos, o governo deveria incentivar por consumo, qualidade construtiva e equipamentos de segurança, ai sim,

      Mas com os carros flex não tem como ter bom consumo, com a frota véia (plataformas dos anos 90) e materiais de baixa qualidade para lucrar, e os equipamentos de segurança não podem ser mostrados para o vizinho como o povo gosta, é melhor continuar assim, as montadoras financiando o governo e o povo morrendo por causa de lixo motorizado.

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      • O povo se mata porque não respeita os limites de velocidade e todas outras leis de trânsito. Só por isso.

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  5. Tem quem compre carro como status, mas não são todos.

    Existem os apaixonados, os que precisam e os que entendem, mas a diferença fica na grana mesmo.

    Exemplo, tem quem da até o fiofó pra comprar um popular usado, por questão de precisar mesmo, não ter outras opções, ou por que quer e precisa ter um carro, nem que seja só pra dizer que tem o carro.

    Tem quem não entende muito, tem grana pa dedéu mas compra sempre um carrinho basico de até uns 40 mil reais, mesmo podendo comprar um carrão, minha querida mamãe era assim, andava de Clio, depois de Punto, mas tinha condições de comprar um carro melhor, mas achava que não precisava de tudo isso. (por sorte, tem filhos que explicaram pra ela a importancia de um bom carro… claro, com um toque de paixonete por carros dos filhos)

    E tem o pessoal que entende, que sabe a diferença da segurança de um carro de 80 mil para um carro de 40 mil, principalmente de um importado para o nacional, sem contar na economia e tudo mais.

    A redução do IPI foi sim uma forma do governo dar mais grana para as montadoras, muitos carros não tiveram esse desconto depois disso, a diferença ficou muito baixa nos valores, não iria mudar a desgraça das pessoas para conseguir comprar um carro, e mesmo assim, quem comprou passou o antigo pra frente, os numeros de carros novos não mudaram tanto, até teve queda de vendas por um tempo depois da baixa do IPI, e nenhum recorde como na ultima vez que baixaram.

    Quem comprou por causa do IPI, aproveitou os 3 mil reais de desconto, apenas isso, por que iriam comprar o carro igual, só iriam pagar mais, alguns aproveitaram pra pegar um carro superior…

    Os populares que são os que mais vendem mal tiveram diferença de preços, teve carro que só baixou 500 reais.

    Muita gente iria usar sim o transporte publico, se ele tivesse qualidade, como não tem,aproveitam o conforto e economia do seu carro, ja que é caro andar de onibus no Brasil.

    Com duas passagens, eu vou e volto do meu trabalho durante dois dias, ou iria pro trabalho e pra faculdade, sendo que de onibus eu preciso de 3 passagens para isso.

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  6. Eu realmente não vejo carro como status e acho ridículo esse pensamento. Talvez quem tenha carros “bons” pense assim, mas as ruas são dominadas por carros populares. Acredito que a maioria das pessoas não pense em status e sim em comodidade. Mas o cara tem um argumento bom que é o zoneamento e o “espalhamento” da cidade. Os “biciclólatras” (já q eles adoram falar em “carrólatras”), não entendem que a maioria das pessoas tem que se deslocar muito pra chegar no trabalho.

    A solução (chovendo no molhado) é metrô, aeromóvel, VLT (não, ônibus não é a solução). Ainda assim, vai levar décadas (já levou, aliás) pra haver uma malha interessante o suficiente pra uma fatia relevante das pessoas largarem o carro. Agora com limitação de altura nos prédios em função do aeroporto, ainda teremos a tendência da cidade crescer mais em suas pontas, zonas leste e sul, que não estarão contempladas por metrô ou aeromóvel ainda neste século. Ou seja, a tendência não é melhorar.

    O que sobra pras pessoas é comprar carro com IPI reduzido. Não adianta culpar as pessoas por querer um mínimo de conforto, colocando rótulos como os ciclistas e seu modo “zen” de vida fazem. As pessoas que passam o dia no trabalho, querem usufruir de conforto na volta pra casa, e elas não podem esperar vidas inteiras pro transporte público melhorar. Prova disso é que carro brasileiro ainda é vagabundo, caro (cheio de imposto e lucro) gasolina é cara e vagabunda, as ruas são péssimas, mas ainda assim as pessoas se submetem pois não há alternativas realmente melhores.

    Ciclistas negativando em 3, 2, 1…

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    • A maioria das pessoas que conheço que tem carros bons, tem eles por que sabem da diferença da segurança, um amigo meu ganhou um carro de 80 mil de aniversario, ele queria um carro menor, um Polo, achava bonito, economico e esportivo, mas o pai dele se negou por que acha o carro muito inseguro.

      Deu um Civic pro cara, zero bala, completo, mesmo com o guri querendo um carro que custa a metade do preço.

      E dito e feito, o guri se acidentou e o Civic realmente salvou a vida deles, se fosse num carro popular com uma estrutura podre, poderiam ter se machucado gravemente e até morrido.

      Ja os que tem carros populares, mas mais da parte jovem, esses sim usam o carro pra se aparecer, modificam o carro, colocam um som, coisas do tipo.

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      • Carro de 80 mil de presente? Círculo de amizades de gente rica é outra coisa, heuaheuhae. Estou falando de pessoas normais, que compram Uno, Gol, Celta, Ka, Clio, etc… 1.0 sem opcionais de conforto e segurança. Isso quem não compra carro usado.

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        • Ele tem grana mesmo.
          haha

          Mas a questão não é essa, falo que muitas pessoas que compram carrões não são só para aparecer, claro, tem muito rico que compra mais pela qualidade e segurança do carro mesmo, mas claro que tem os que gostam de se aparecer.

          Essa area tem de tudo mesmo, varias opções e varios consumidores.

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    • Eu fico realmente triste que entre as pessoas que pensam urbanismo exista um pensamento tão monocromático onde carros, bicicletas e transporte-público formam um eneagrama , o que resulta um sistema de concorrência direta onde para termos mais bicicletas precisamos de menos carros, para termos mais carros, precisamos de menos transporte público. A questão é que essa equação não existe. O ser humano já tem tecnologia suficiente para construir e adaptar cidades em que pessoas possam ter carros, andar de transporte público e utilizar a bicicleta para se locomover, e ainda por cima contar com largas calçadas, Nova Iorque e Boston são ótimos exemplos disso. Mas enquanto o pensamento for de exclusão, de “guerra de meios de transporte” nunca chegaremos em um consenso (o que é necessário para uma cosntrução em sociedade) e as coisas não mudarão. Continuem com essa guerrinha de egos, de idéias onde a idéia de um só é válida se a do outro está errada, e morreremos de velho discutindo os mesmos assuntos, e a culpa não terá sido dos carrólatras, dos ciclólatras nem dos busólatras, mas de nós mesmos.

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      • Concordo. O problema é que sempre citamos como exemplos cidades estrangeiras, pois o Brasil não é capaz de ser modelo pra nada (de bom, ao menos). Nem Brasília, cidade planejada e recente que poderia ser um modelo a ser seguido, consegue ser citada como exemplo, pois até onde sei tem um metrô bem muquirana e ainda cresceu desordenadamente nas periferias.

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    • Claro que onibus (tambem) é solução. Nem todos trajetos e linhas podem ser cobertos por transporte de massa. Esse é um dos motivos porque as lotações também são solução. O que não pode é ter onibus lotados, sujos, com escassas informações sobre horarios e trajetos, etc. Serivico de onibus de qualidade é solucao sim.

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      • Disse q ônibus não é solução no sentido de BRT. No lugar de corredor de ônibus tem q ter aeromóvel ou metrô, segregados do tráfico. Claro que pra zonas mais remotas ônibus e lotações podem ser usadas como ramificação. O que não pode é pensar no transporte coletivo com ônibus como protagonista.

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    • cgasparetto, sou ciclista e até já fui chamado de “cicloativista”, mas, ao contrário do que esperavas, eu positivei teu comentário.

      Por mais que eu lute para que a cidade forneça espaços e segurança para quem prefere fazer seus deslocamentos de bicicleta, é infantilidade achar que a cidade está cheia de “carrólatras” simplesmente porque está cheia de carros. Boa parte das pessoas, a maioria até, tem carro muito, mas muito mais por necessidade do que por qualquer outro motivo. Antes de colocar a “culpa” nessas pessoas e em suas opções de vida e consumo (ao decidirem comprar carros), acho muito mais razoável criticar os governos, que planejam as cidades de modo a fazer com que o carro seja um item de primeira necessidade. Isso porque eles estão muito mais comprometidos com seus inve$tidore$ (financiadores de campanhas) do que com o bem-estar da população

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  7. Muito boa a análise. Faltou incluir a questão da bicicleta que pode concorrer um pouco com a máfia do transporte público.

    Em relação às vans, uma curiosidade é que uma van não pode dar carona, nem de graça, para um amigo ou parente. As pessoas que trafegam nas vans devem ser registradas com umas 24h de antecedência no DETRAN, para evitar o “transporte ilegal”. Vai me dizer que isso não é obrigar o sujeito a andar de carro?

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  8. Ou seja, o ponto dele é:

    1- O governo deu isenção de IPI por que queria dar dinheiro as montadoras, afinal não faz diferença para o trânsito.
    2- Como muitos aqui no blog, usam a falta de investimento em transporte público para justificar estímulo ao automóvel. Ou seja, confunde causa com efeito
    3- Prédios são longe da calçada e isso faz uma caminhada ser um sacrifício?? AHhahAhahAhAHA… isso sim é sedentarismo!

    Lamentável.

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    • Realmente, recuo de algumas dezenas de metros não torna a caminhada um sacrifício.

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    • O ponto central do artigo é que a construção e gestão das cidades brasileiras IMPÕEM que se use automóvel; a isenção do IPI é detalhe irrelevante, ação de governo para simplesmente – e irresponsavelmente – tentar “alavancar” a economia.

      Ou seja, cidades mais compactas e multifuncionais são mais amigáveis e acompanhadas de bom transporte coletivo dispensam o uso do carro.

      Outro ponto importante levantado é o monopólio do transporte, que impede a livre concorrência e o empreendedorismo, em nome de uma pretensa ‘seguranca’ do mesmo. Ou seja, o que precisamos é MENOS GOVERNO e mais ações urbanamente sustentáveis.

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    • Caro Felipe,

      Deixar de tirar dinheiro das montadoras, seus funcionários e seus clientes é uma coisa, dar dinheiro à elas é outra.

      O “sacrifício” com os prédios isolados acontece porque as calçadas ficam totalmente vazias, sem interação nenhuma de quem anda com o ambiente construído. Edificações ficam distantes umas das outras e longe das calçadas, onde nada acontece.

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      • Mas o que acontece é dar dinheiro mesmo, pois todas as empresas pagam uma quantidade de IPI que é investido (ou deveria ser) para todos os brasileiros, inclusive as próprias empresas. Quando um ramo deixa de pagar, as outras passa a pagar por ela, ou seja, recebe de graça.

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        • Desculpe, mas se brasileiros simplesmente não fossem coagidos a pagarem impostos o governo não está dando dinheiro pra eles, ele simplesmente não está tirando. Sua lógica parte do princípio de que tudo que temos é do governo, e o que pode ficar no nosso bolso é um presente. Infelizmente não posso concordar com isso.

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        • Mas em todo lugar do mundo o imposto é imposto, por isso que o nome é imposto. Todo mundo tem que contribuir com uma parte. Concordar eu não concordo, melhor seria se cada um julgasse se eles merecem ou não, maaaaasss enquanto todos forem obrigados a pagar, com exceção de um ramo é dar dinheiro sim! e pior, é dado e é injusto pois distorce gravemente a economia. Concorrência pressupõe condições iguais, mas para montadoras as condições são outras.

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