Centro de Eventos do RS – um Lugar Adequado ao Programa, por Eduardo Galvão

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Depois do esforço de 12 secretarias de estado, restaram duas áreas para a implantação do futuro centro de eventos do estado: uma delas é uma encosta de morro, a outra está a 30 km de Porto Alegre, ligada por estrada congestionada até mesmo em domingos e feriados. Portanto, vê-se que este esforço ainda não foi suficiente, pois se os envolvidos não sabem, basta estudar um pouco para compreender que tal programa – um verdadeiro centro de convenções – tem como premissas grandes áreas cobertas contíguas, o que na prática exige TERRENOS PLANOS, e localização estratégica, próxima a serviços de toda a natureza – o que ambas as restantes após a ‘seleção’ não têm, notadamente a de Esteio.

Pois bem, humildemente sugere-se um local que atende às duas premissas fundamentais para a construção dos cem mil metros quadrados necessários. Uma área de 10 ha delimitada pela Washington Luiz e Loureiro da Silva, hoje ocupada por depósitos e pelo Cientec, que com certeza poderia ser relocado.

Enfim, uma área plana a minutos de caminhada do centro da cidade, plenamente servida por infra-estrutura qualificada, e com a linha existente do aeromóvel na feição para ser ampliada até o Cais Mauá, com paradas diretamente DENTRO do complexo…isso seria mesmo coisa de primeiro mundo.

Imaginem como referência o aeroporto de Kansai, uma estrutura metálica leve e elegante, com o nosso ‘monorail’ levando as pessoas até seu destino. Pois é, mas como as 12 secretarias não vislumbraram essa (ou outras que ao menos fizessem sentido) oportunidade, teremos (?) que nos conformar com toneladas de concreto armado travestidas de “arte”, encarapitadas na encosta do Santa Teresa ou enfiadas no countryside de Esteio…

Aeroporto de Kansai, projeto de Richard Rogers

Aeroporto de Kansai, projeto de Richard Rogers

 

Por Eduardo Galvão

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Categorias:Centro de Eventos do RS, Grandes Projetos

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23 respostas

  1. Felipe X, esse tal Galvão aí é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apenas.

    Só pra constar. Um Google pra ti ajudaria, bastante. Sério.

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  2. Imagine o caos que um Centro de Eventos lotado provocaria no centro da cidade. Um engarrafamento estrangulando e tornando inviável o ingresso de veículos no nosso centro, que como sebamos, se situa geograficamente encapsulado pelo rio. É um vértice apenas acessável por um lado. Não. Definitivamente não. Cidades com logradouros pífios e estreitos como o de Poa não podem trazer grandes eventos para o centro. Primeiro porque não á área disponível e segundo, porque há muitas áreas em outros bairros. A expointer fica há 30 km do centro e é inundada de porto-alegrenses todos os anos. Qual a dificuldade de se deslocar alguns quilômetros duas ou três vezes ao ano? Tem gente que se desloca ainda mais, todos os dias pra trabalhar. Há imensas áres no extremo norte da cidade, uma região encravada praticamente no cerne da região metropoliana, epicentro de 4 milhões de pessoas. O terreno contíguo à área da Arena é um ótimo exemplo. Mais adiante, em direção ao litoral, há outra áreas muito grandes que também poderiam ser utilizadas. Com relação ao Morro Santa tereza eu tenho minhas dúvidas,,,devido ao relevo acentuado. Não sei se seria interessante. Acho que o tamanho do projeto seria prejudicado por causa da encosta. O ideal seria uma área menos acidentada….o que não significa que deva ser totalmente plana. e por fim, o mais importante de tudo > ESTACONAMENTO. Hoje em dia, qualquer grande empreendimento precisa de estacionamento compatível. Esse é o grande erro tanto do novo beira-rio quanto da Arena. Deveriam ter 4 x mais vagas de estacionamento do que as previstas.

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    • mas a proposta defendida pelo eduardo é justamente onde tem um sem-numero de avenidas!! loureiro, borges, beira-rio, maua…

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  3. O programa exige espaços muito grandes, contíguos, para reunir milhares de pessoas simultâneamente: espaços do tamanho de hangares de jatos de grande porte, 70, 80 por cem metros, configurados para palestras-café da manhã, ou como auditórios convencionais, ou como salões livres para exposições…por isso, no primeiro mundo os convention centers estão em terrenos planos quando possível: é mais econômico construir neles, entendem? Não estamos falando de meia dúzia de salinhas de reunião, e sim de muitas áreas de piso com milhares de metros cada. Ficou mais claro?

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